O site Tenho Mais Discos Que Amigos! juntou forças com a produtora Powerline e anunciou a edição online do Festival TMDQA! e Powerline que acontecerá no dia 24 de Outubro e contará com 29 artistas e 6 horas de conteúdo.


Black Pumas Festival TMDQA!

Black Pumas é uma das atrações do Festival TMDQA! e Powerline – Foto: Divulgação


Selecionamos os shows que você não pode perder!

Segundo os organizadores um dos objetivos é  proporcionar um line-up diverso que representasse o que temos de mais interessante na música brasileira e internacional, algo que se reflete no line up. E por isso destacaremos alguns do shows que estamos ansiosos para assistir e artistas que vocês precisam conhecer o trabalho.

Ali Barter

Pude conhecer o som de Ali Barter durante a SIM São Paulo de 2017. Fui para ver a DZ Deathrays e acabei me surpreendendo pelo som dela. Tendo lançado A Suitable Girl (2017) e Hello, I’m Doing My Best, em Outubro do ano passado, a artista de Melbourne até acabou tocando durante algum tempo na programação das rádio brasileiras de rock.

Com refrões chiclete, estética VHS em seus videoclipes, o som vai na onda revival dos anos 90 ao mesmo tempo que soa pop. Recomendado para fãs de Land Of Talk, Juliana Harfield, Hole e até mesmo No Doubt.



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Laura Jane Grace

Nas últimas semanas Laura Jane Grace, vocalista do Against Me!, disponibilizou seu novo álbum solo, Stay Alive. Poderemos esperar que ela apresente um misto das novas canções com clássicos de Gainesville.

São canções acústicas no melhor estilo country-punk / acústico digna dos primeiros anos do grupo, o disco, inclusive, foi composto durante a Quarentena e até por isso pega bastante o momento dos Estados Unidos que vive um período de corrida eleitoral, protestos e muita raiva.

O disco foi gravado por ninguém menos que Steve Albini conhecido por seu trabalho de produção em registros de grupos como Nirvana, Pixies, Low e PJ Harvey. Com tiragem limitada, Stay Alive terá suas vendas revertidas para a instituição LGBTQ Freedom Fund.

O plano inicial era gravar um novo álbum com o Against Me! mas Laura se viu trancada em casa e a cada dia mais inconformada com o rumo da humanidade. Ela repensou a ideia de gravar canções que estavam sendo compostas há dois anos para o grupo – e concluiu que não seria a melhor hora pois achou que ia arruiná-las. Entre ficar em casa sem fazer nada, e trabalhar, ela optou por trabalhar e assim nasceu o álbum que foi gravado durante 3 dias de Julho no estúdio do Albini em Chicago.

Em “Hanging Tree” Laura critica o discurso supremacista branco e os extremistas religiosos (que Trump no debate presidencial não conseguiu condenar). “Shelter In Place” fala sobre observar o mundo sob as lentes do isolamento social de uma forma metafórica e de certa forma sufocante. Nessa mesma linha Laura em “The Mountain Song” fala sobre se alcoolizar e ver sua conta bancária enxugar durante este momento, a esperança por sua vez sendo sugada pelo ralo da banheira (aliás, ela na banheira ilustra o álbum visual).

Em “Supernatural Possesion” ela liga as guitarras e busca pelo escapismo em uma faixa sobre não enlouquecer. São 29 minutos de reflexões sobre resistir em meio a tempos obscuros como civilização e a respeito da forma como nos relacionamos com o próximo.



The Get Up Kids

23 anos. Este foi o tempo que um dos maiores ícones da segunda leva do emo demorou para fazer seu primeiro show no Brasil. O The Get Up Kids é uma daquelas bandas que cansou de ser citada como referência para muitos artistas, do pop punk ao emo. A banda se apresentou no país em 2017 pela primeira vez via Powerline que também organiza o evento em parceria com o TMDQA!.

O vocalista Matt Pryor até comenta que tal tipo de coisa nunca lhe garantiu mais dinheiro ou visibilidade então para ele isso pouco importa mas que no fundo se sente feliz quando vê alguém indo em direção de sua banquinha de merch entregar um disco antigo para assinar ou o presenteia com um da própria banda.

Cap’n Jazz, The Promise Ring, Braid, Jawbreaker, Samiam são algumas das bandas que consolidaram sua geração e ficaram conhecidas como a segunda onda do emo. As três primeiras citadas – e o próprio The Get Up Kids – são da chamada midwest emo scene, sendo Cap’n’Jazz de Chicago, The Promise Ring de Milwaukee, Braid de Champaign (IL) e The Get Up Kids de Kansas City.

Outsiders do Emo

Muito longe de Washington da primeira leva do emo, e ainda mais distante da Califórnia, esse período foi bastante promissor para o cenário destes estados. Outsiders e “caipirões” se compararmos com as cenas consolidadas de lugares como Califórnia e Nova Iorque.

Formada em 1994 a banda que conta com Matt Pryor (Vocalista / Guitarra), Jim Suptic (Backin Vocals e Guitarra), Rob Pope (Backing Vocals e Baixo), Ryan Pope (Bateria e Percussão), James Dewees (Teclados / Vocais). Em 1997 veio ao mundo o primeiro álbum Four Minute Mile este que já chamou certa atenção na época e abriu várias portas para a banda.

Embora a consolidação e amor implacável dos fãs veio com seu segundo disco, e clássico: Something to Write Home About (1999). Este que além de venerado ao completar 10 anos ganhou um DVD comemorativo com o disco sendo tocado na íntegra.



Black Pumas

De Austin, terra do SXSW, o Black Pumas é uma banda de soul / rock psicodélico formada em 2017 por Eric Burton e Adrian Quesada. Inclusive o duo recebeu recentemente a indicação ao Grammy na categoria Melhor Novo Artista. O primeiro álbum, que leva o nome da banda, foi lançado em 2019 e as apresentações deles em canais como a KEXP costumam chamar bastante a atenção.



Chicano Batman

Que surpresa incrível é ter o Chicano Batman no line up. O quarteto de Los Angeles faz uma das fusões mais divertidas do indie norte-americano, misturando soul psicodélico, funk, prog, rock e alternativo. Em 2020 eles lançaram seu quarto disco de estúdio Invisible People. Entre as influências eles citam além de Curtis Mayfield e The Beatles nomes como Caetano Veloso e a nossa tropicália.



Taking Back Sunday

Pode não parecer mas a banda que já foi plagiada até mesmo pelo NX Zero já está na ativa há 21 anos. Com o carismático e performático Adam Lazzara à frente, o grupo nova iorquino Taking Back Sunday funde estilos como o emo e o rock alternativo e possui na bagagem hits como “MakeDamnSure”, “Cute Without The ‘E'”, “Timberwolves At New Jersey”, “A Decade Under Influence” e “You’re So Last Summer”. Garantia de nostalgia e entrega no palco, marcas que justificam a longevidade do grupo.



Os Destaques Brasileiros do Line Up

Violet Soda

Com EPs e um álbum lançado no ano passado o Violet Soda traz para si a energia do rock dos anos 90, tendo referências do grunge e do pop rock que se consagrou ao longo da década. Os vocais da Karen Dío se destacam entre canções radiofônicas e clipes nostálgicos. Na quarentena a banda paulista preparou uma série de conteúdos para interagir com os fãs, de canal de youtube com entrevista a até mesmo podcasts.



Tuyo

Misturando Soul, R&B, lo-fi, trip-hop entre outras referências a Tuyo é conhecida não só pela sua música mas também pelo carisma de seus integrantes. O trio atualmente prepara terreno para lançar seu segundo disco via Natura Musical. Ao longo do ano eles disponibilizaram uma série de feats ao lado de nomes como Terno Rei, Supercolisor e Dingo Bells. Os shows costumam ser introspectivos, intensos e marcados pela extensão da voz das irmãs Lio e Lay Soares.



Labaq

Versátil Larissa mostra a cada disco sua habilidade em lidar com diferentes frequências e timbres algo que vai aparecendo a cada single novo que disponibiliza. Em agosto por aqui lançamos o mais recente, “Abrandô”, que mostra como beats, voz e violão também podem criar texturas tão ou mais interessantes que acordes de uma guitarra elétrica. Suas performances costumam ser introspectivas e impactantes.



E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante

Os fãs de post-rock, math rock e música instrumental conhecem e adoram o som do EATNMPTD e eles tiveram a oportunidade de ser a primeira banda instrumental a subir no palco do Lollapalooza Brasil. Seu álbum Fundação (Balaclava Records) foi lançado em 2018 e foi escolhido como um dos melhores do ano. Seus shows costumam lotar espaços como o incrível CCSP e levar o público a catarse.



Zander

O Zander representa o hardcore melódico e seu vocalista Gabriel Zander aparece com duas bandas no line up, já que o Radical Karma também integra o festival TMDQA!.

Com shows energéticos desde os tempos de Hangar 110, Brasa, que completou neste ano 10 anos, é um dos discos mais legais do estilo lançados na última década. Recentemente eles lançaram um feat bastante interessante revitalizando um clássico do grupo. O line up do festival ainda conta com o Colligere que definitivamente também faz parte da casa de shows mais queridas de São Paulo.



Titãs

O nome mais conhecido do público, e representando o mainstream, temos os Titãs que apesar de terem passado por mudanças ao longo dos anos, ainda conta com um arsenal de Hits que marcaram várias gerações. Cabeça Dinossauro ainda é um dos discos mais importantes da história do rock nacional.



Festival TMDQA! e Powerline

Confira o line up completo lembrando que acontece no dia 24 de Outubro a partir das 15 horas do horário de Brasília no canal de Youtube, e na fanpage, do TMDQA! com direito a conteúdos extras no IGTV do site.


Festival TMDQA! Cartaz 2020


Solidariedade

O festival também irá fomentar doações a dois projetos durante a sua transmissão (link da doação já disponível aqui).

Um deles é a Casa Florescer,centro de acolhimento especial para mulheres transexuais e travestis em situação de vulnerabilidade social. Através das doações, a Casa promove acolhimento, atendimento social e psicológico, educação, vínculos familiares e reinserção no mercado de trabalho atualmente a 30 mulheres.

O outro é a Território da Solidariedade, campanha de ajuda solidária organizada pelas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIS) do Centro de São Paulo que visa atender às famílias impossibilitadas de comprar alimentos, materiais de limpeza e itens de higiene, cujas situações financeiras se agravaram por conta do isolamento social exigido pela COVID-19.

As doações serão feitas através de um QR Code que estará na tela durante a transmissão das apresentações ao lado de outra imagem que terá link com lojas de merch oficial das bandas. Assim, os fãs também poderão comprar itens de suas bandas favoritas e ajudá-las nesse período tão difícil.

Pílulas e Sideshows

No intervalo das apresentações também existirão conteúdos exclusivos. 10 Sideshows também serão realizados e publicados, sendo um por dia do dia 19 em diante, inclusive na semana pós-festival.

Estão escalados João Gordo e Vivi Torrico para falar sobre o “Solidariedade Vegan”, projeto de marmitas veganas beneficentes do casal, Loud e Load, responsáveis pelo projeto “Rap em Quadrinhos”, Felipe Gonzalez e Leandro Carbonato, produtores da Difusa Fronteira e da Powerline, Tony Aiex, fundador e editor-chefe do Tenho Mais Discos Que Amigos! e Chaene Da Gama, baixista da banda brasileira Black Pantera, também atração do festival.

A artista plástica Aline Krupkoski participará através de um vídeo em time-lapse,mostrando a criação de um quadro em homenagem a Laura Jane Grace.

Ative agora o lembrete para não perder um segundo do festival!