Punx Not Dead: Playlist reúne + de 130 bandas de Punk Rock do Brasil

Playlist Punk Rock Brasil

As origens do punk rock geram dúvidas aos historiadores até hoje. Alguns credenciam aos Estados Unidos, outros a Inglaterra….e tem gente que até diz que o Peru muito antes da febre já tinha sua banda representando o estilo.

Mas de um fato todos concordam, ele mudou o mundo. O jeito de consumir música e de simplificar canções através de mensagens poderosas em poucos acordes. Sua fúria vive no coração de cada jovem rebelde que quer consertar o mundo podre em que vivemos. Muitas vezes controverso, ele traz o escárnio e discussões políticas ou até mesmo abstratas para o centro da roda.

Com origens no rock de garagem dos anos 60, ele logo ganhou um parente, o proto-punk com bandas incendiárias como The Stooges, New York Dolls, The Sonics, The Velvet Underground, MC5, The Sonics, The Dictators, Los Saicos, Flamin’ Groovies, Television, The Seeds, Radio Birdman, Suicide e tantas outras serviram de inspiração para o que viria a ser apelidado como “Punk”.

A Origem do Termo

A primeira vez que se empregou o termo punk para se referir a uma canção de rock, já que a etimologia da palavra “punk” ganhou vários significados distintos com o passar dos séculos, foi pelo jornalista Dave Marsh que tentava descrever a sonoridade da banda Question Mark and the Mysterians em uma matéria para a revista Creem (em maio de 1971).



Logo em seguida o termo passou a ser empregado por uma série de jornalistas influentes de rock que tentavam descrever as bandas de garage rock dos anos 60 – e projetos influenciados por elas. Sim, em algum momento eles foram tratados como rockstars, Lester Bangs que o diga. O icônico editor da Rolling Stone não curtia muito o MC5, por exemplo.

Para os registros a primeira geração que de fato abraçou o termo lá por volta de 1976 foram os ilustres Television Dead Boys, Patti Smith e os Ramones, em Nova Iorque – e seu icônico CBGB, Sex Pistols, The Clash, The Slits e The Damned em Londres, e o The Saints na Austrália.

A Explosão do Punk

A explosão viria no ano seguinte, na Inglaterra com uma próspera cena que carregava muito ódio por seus governantes, revolta, e fúria. O punk virou contracultura, moda, ideologia, tudo ao mesmo tempo. O que fez com que ele fosse se transformando e se adaptando – e sendo cooptado. Ganhando assim uma imensidade de subgêneros e mudando o nosso modo de consumir música para sempre.

Se espalhando pelo mundo tendo fortes cenas no Canadá, EUA, Brasil, Itália, Espanha, França, Austrália, Alemanha, México, África do Sul, Irlanda e até mesmo no leste europeu. A identificação não era tão difícil visto que o mundo estava prestes a explodir no fim dos 70 e começo dos 80.

O punk vive, mesmo quando não está expresso através de três acordes, é resistência. Fazer arte é resistência nos dias de hoje e isso só prova que ele após 40 anos está longe de morrer.

Outras bandas Clássicas

Stiff Little Fingers, UK Subs, Exploited, Lurkers, The Vibrators, GBH, Toy Dolls, Dead Kennedys, 999, Rezillos, Bad Religion, Bikini Kill, Misfits, Buzzcocks, Social Distortion, Crass, The Undertones, The Jam, The Germs, TSOL, Generation X, Chelsea, Varukers, The Stranglers, The Adverts, The Adicts, The Ruts, The Boys, The Replacements, Sham 69, Cockney Rejects, Cock Sparrer, Subhumans, Eddie and the Hot Rods, Eater, Wire, X-Ray Spex entre outras.

Subgêneros

Post-Punk, Horror Punk, Hardcore, Oi!, New Wave, Ska-Punk, Anarcho-punk, Pop Punk, Emo, Alternative Rock, Trallpunk, Queer Core, Riot grrrl, Afro-Punk, Art Punk, Punk Cristão, Glam Punk, Hardcore Punk, Skate Punk, Street Punk, Taqwacore, Punk Jazz, Rap-Core, Gypsy Punk, Cowpunk, Celtic Punk, Anti-Folk, Garage Punk, Deathrock, Crossover Thrash, Grindcore, Crust Punk, Metalcore, Mathcore, Grunge, Thrash Metal, Electropunk entre outros.

No Brasil

O Punk Rock chegou com tudo no Brasil e teve como marco o festival o Começo para o Fim do Mundo que aconteceu no palco do Sesc Pompeia no fim de 1982 reunindo as bandas Dose Brutal, Psykóze, Ulster, Cólera, Neuróticos, M-19, Inocentes, Juízo Final, Fogo Cruzado, Desertores, Suburbanos, Passeatas, Decadência Social, Olho Seco, Extermínio, Ratos de Porão, Hino Mortal, Estado de Coma, Lixomania e Negligentes.

Registros como o SUB lançado em 1983 através do selo Estúdios Vermelhos, do Redson do Cólera, também foram importantes para a sua disseminação do estilo no país. Era para ser um álbum do Cólera inicialmente, porém Redson resolveu chamar mais três bandas: Ratos de Porão, Psykóze e Fogo Cruzado.

O primeiro registro mesmo foi o Grito Suburbano que foi lançado em 1982. Este que contou com Olho Seco, Inocentes Cólera, cada uma delas com quatro faixas.

Botinada dirigido por Gastão Moreira e lançado em 2006 é um dos mais importantes documentários do começo do punk no Brasil.



O punk respira e por isso mesmo montei uma playlist com mais de 118 bandas independentes brasileiras. Com muita fúria e trazendo o poder dos 3 acordes!

PLAYLIST NO SPOTIFY



No Brasil o cenário de punk rock tem tradição desde os anos 80. Com muitas bandas clássicas como Inocentes, Restos de Nada, Cólera, Replicantes, Ratos de Porão, Olho Seco, Garotos Podres, As Mercenárias, Flicts e tantas outras.

O punk rock continua fervilhando e o público é bastante fiel. Sendo assim, reuni 119 bandas do gênero. A seleção Especial pode ser encontrada no Spotify do Hits Perdidos (siga o Hits no Spotify!).

A playlist conta com sons das bandas: Inocentes, Cólera, Agrotóxico, Deserdados, Flicts, Zumbis do Espaço, Os Pedrero, Blind Pigs, Carbona, Magaivers, Flanders 72, Budang, Os Torto, Julio Igrejas, Rotentix, Tequila Baby, Os Replicantes, The Bombers, Não Há Mais Volta, Marginal Attack, Fibonattis, Subalternos, Garotos Podres.

As Mercenárias, Lomba Raivosa!, Os Cabeloduro, Rejects S/A, Belfast, Atox, 88 Não!, Os Excluídos, Pelebrói Não Sei, Armada, Baldios, Cidade Chumbo, Five Minutes to Go, Bulimia, Evil Matchers, Joseph Little Drop, Ratas Rabiosas, Garrafa Vazia, Naome Rita, Os Remanescentes, Riveros, A Creche, Porno Massacre.

Playlist: Punk Rock Brasil

Jessica Worms (Atual Grogue), Muzzarelas, Sheila Cretina, Sukinho di 10, Os Thompsons, Galhofa, Bad Flip, Charlotte Matou Um Cara, Anti-Corpos, Noskill, Whatever Happened to Baby Jane, Cosmogonia, Futuro, Renegades Of Punk, Roboto, Meivorts, Perturba, Krias de Kafka, AI-5, Rotten Flies, Lâmina, Belicosa, Framboesas Radioativas, Trash No Star, Os Desgranidos, Impatients, Roger Capone e os Planárias.

Firstations, Morenas Azuis, Gramofocas, Beer And Mess, Capones, Os Carniça, Korja, Rangones, Antiga Roll, Os Playmobils, Fistt, Hill Valleys, Beach Lizards, Pesadelo Brasileiro, Nekrotério, Rotten Horror, Los Muertos Vivientes, Sertão Sangrento, Monster Trio, Zumbi Holocausto, Vermes Malditos, Nekromonsters, Os Híbridos, Cães Sarnentos, Ossos Cruzados, Spidrax, Repelentes.

Lixomania, Subviventes, Sindicato Oi!, Smoners, Olho Seco, Corazones Muertos e Raimundos, Explorados, Nunca é Tarde, Doc 21, Cretinos & Calhordas, Meu Funeral, Escuderia, Dose Brutal, The Beber’s Operário, Vingança Vil, Molloko, Quarteta, Punkzilla e Cine Sinistro.   

Faltou alguma? Indica para a gente que adicionamos!


Rafael Chioccarello

Editor do Hits Perdidos, organizador dos Tributos aos Titãs, Pato Fu e Autoramas. Parceiro da Mutante Radio, Spotify e Curador do UDIGRUDI, programa de videoclipes da Play TV. Nas horas vagas pesquisa sobre música e tenta assistir a maior quantidade possível de shows. Siga o Hits no Instagram: @hitsperdidos

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