Os Replicantes adiantam clima do novo disco com dois singles inéditos

Na ativa desde 1984, Os Replicantes é uma das bandas clássicas do punk rock nacional. Atualmente a banda conta com Júlia Barth, Heron Heinz, Claudio Heinz e Cleber Andrade. Tendo como remanescentes da primeira formação Heron e Claudio Heinz.

São vários hinos que continuam sendo ecoados por várias gerações em discos clássicos como O Futuro é Vortex (1986) Histórias de Sexo e Violência (1987). Com certeza você já cantarolou versos de “Festa Punk”, quis surfar no pinico com o “Surfista Calhorda”, voou para longe com “Astronauta” e já tirou onda com “Ele Quer Ser Punk”.

Não importa, nossos andróides continuam firme e fortes na ativa. Uma curiosidade é nome da banda tem origem dos “rebeldes” do filme Blade Runner (1982).  Este que neste ano, após 35 anos do primeiro longa ganhou uma continuação, Blade Runner 2049. Mas voltando, após pouco menos de 34 anos de fundação: eles continuam ultrajantes e com o mesmo senso de humor áspero e ácido.

Já a um bom tempo Júlia assumiu os vocais após a (segunda) saída de Wander Wildner e ouvindo os dois singles, que saíram na última sexta-feira (22/12), podemos ver claramente o espírito GLR PWR que ela incorporou ao som da banda.


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Os Replicantes lançaram na última sexta-feira dois singles inéditos. – Foto Por: Fabio Alt

2018 será um grande ano para a banda já que um novo disco está a caminho. Libertá segundo os integrantes falará sobre os problemas do mundo atual e trará a tona assuntos que causam indignação. Ou seja, o espírito punk rock contestador continua a tona!

Para quem não lembra “Chernobyl” que saiu no disco  Histórias de Sexo & Violência (1987) fala justamente sobre o acidente nuclear de Chernobyl e seus desdobramentos. Tudo isso para falar que eles mantém em suas composições reflexões construtivas alinhadas com o momento que estão vivendo.  



Os dois singles falam sobre agendas sociais e ativismo. “Punk de Boutique” tira o sarro com todos “ativismos” que as pessoas tendem a se rotular para pertencer a um determinado grupo. Esta necessidade de auto afirmação e de apontar o dedo para os outros. O famoso “Punk By The Book” que a banda Anti-Flag da Pensilvânia tanto diz em seu álbum de estreia, Die for the Government (1996).

Já “Libertá!” o tema é o caos generalizado. A violência contra as mulheres, repressão policial e a crise de representatividade. Tudo isso que leva o conservadorismo a ressurgir das cinzas com força. O ódio pelo ódio e a falta de memória dos tempos nebulosos da ditadura.

As faixas divulgadas, assim como álbum que está por vir, foram gravadas nos estúdios do hub criativo Marquise 51 e no Hill Valley Studio em setembro de 2017. Os singles levam a assinatura de Davi Pacote e da banda na produção musical e contam com a arte de capa por Fábio Alt. O disco será lançado em março e contará com uma turnê pelo país.

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