É até estranho falar sobre liberdade em tempos como os nossos. Por mais que seja um conceito abstrato e com diversas interpretações, e estados de espírito, no momento a libertação parece estar apenas no campo da emancipação das ideias. A Venus Wave decidiu levar isso para outros níveis. Desde a concepção do projeto, passando pela convergência de ideias, estética e desdobramentos.

Para escrever o novo capítulo da história da Venus Wave, Julia Danesi (Voz) convocou para a nova fase do projeto Manu Rodrigues (guitarra e violão) Camilla Araújo (baixo) e Caroline Flores (bateria e percussão).

O processo de amadurecimento e renovação se inicia com o EP, Galaxy Eyes, lançado 2018, e a liberdade fez com que o projeto alçasse novos voos como podemos já ver na ótima produção audiovisual para apresentar visualmente o místico single “Forest Song” que lançamos hoje em Premiere no Hits Perdidos.


Venus Wave - Foto_Por-Di_Rodrigues 2020 - Hits Perdidos

Venus WaveFoto Por: Di Rodrigues


Venus Wave: Sound & Vision

Aliás o conceito de sound & vision tem tudo a ver com o projeto. Partindo das referências estéticas de artistas como David BowieBjörk, Jack White, Fiona Apple, Lady Gaga entre outros ícones do pop que sabem amarrar bem nesse sentido seus projetos.

Formada por um coletivo artistas multimídia, a Venus Wave traduz isso desde capa do single, passando pelas fotos, sonoridade, sensações ao videoclipe para “Forest Song”. No vídeo o cinema de Wes Anderson e Robert Eggers, o universo místico, a religião wicca e até mesmo os premiados A Bruxa (Robert Eggers, 2016) e Midsommer (Ari Aster, 2019) acabam transparecendo ao longo da sua narrativa.

Fato é que o trato com a fotografia também acaba adentrando como elemento no vídeo que preza pela liberdade até mesmo no fator surpresa: a ausência de um roteiro. Elas passaram dois dias em Araçoiaba da Serra (interior de SP) experimentando cenas e ângulos diferentes para assim construir a sua narrativa. O que claro originou ótimas histórias como elas contarão em entrevista exclusiva para o Hits Perdidos.

Mas antes de tudo isso: The Sound

O single foi produzido por Dennis Guedes (The Outs) e gravado no Estúdio Veredas em São Paulo. Naturalmente psicodélica, e sensorial, a música apresenta o cenário da floresta que estamos prestes a adentrar.

Carregando referências do rock e do folk até mesmo nas sutilezas; a magia e a expansão do horizonte acabam por si só fazendo parte da sua concepção. Até por isso, a sensação de busca pela liberdade acaba sendo traduzida ao longo canção que explora a delicadeza dos efeitos e distorções em sua mixagem.

A Letra

Segundo Julia, a letra foi escrita quando ela se perdeu sozinha em meio a uma floresta desconhecida em um país que não era sua casa. Ainda com 19 anos, as frustrações de encontrar a carreira ideal, do que deveria estudar ou seguir como um “plano de vida”, a atormentavam.

Solitária, suas incertezas e sentimentos de frustração intensificaram. Aquela floresta foi um momento de alívio e paz de espírito. De repente, o céu pareceu mais azul… as árvores tão altas não amedrontavam tanto assim, mas abraçavam. O vento respondia que tudo bem não saber as respostas… que elas viriam uma a uma, ou nem viriam. E que talvez elas não fossem tão necessárias para nos sentirmos completos.

O Videoclipe: & Vision

Já o videoclipe contou com a direção de Di Rodrigues que teve toda a ajuda das integrantes da Venus Wave que ajudaram desde a concepção do roteiro, passando pelos figurinos e maquiagem no melhor estilo D.I.Y.

O universo fantástico, onde o natural e o sobrenatural se confundem, em que vídeo está imerso tem como referências o universo wicca.

As máscaras, por exemplo, foram inclusive confeccionadas pelas próprias integrantes. No vídeo, a sensação de liberdade, e a paleta de cores escolhida, também acabam chamando bastante a atenção por conta do belo trabalho de direção de arte realizado na produção.

Um bosque habitado por criaturas híbridas: nem humanas e nem animais, presente em filmes como A Bruxa, acaba entrando na narrativa que dialoga metaforicamente com a composição de Julia.



Luz, Câmera, Ação e Venus

Fato é que encontrar e permitir com que o seu espírito animal ganhasse as telas acaba entrando no conceito da peça audiovisual que também brinca com o universo das deusas da mitologia grega. Passando pelos trejeitos, conceito, linguagem escolhida e a forma de dispor a sequência das cenas.

A paisagem do campo, o bosque, os rios, as natureza, as danças, as coreografias e os figurinos escolhidos acabam passando a sensação de liberdade – e o sentimento de emancipação de um mundo acelerado, estressante e muitas vezes cruel.

O oculto e o misterioso ainda dão o ar da graça nos takes noturnos mas o espírito é de celebração da vida e do momento. O céu aberto e azul do interior também ajudam a traduzir o conceito de liberdade e autodescoberta. Mas o que talvez gere mais identificação a quem assista seja mesmo a sensação de que elas realmente se divertiram durante as filmagens. E essa liberdade ninguém é capaz de tirar!

Live no Instagram

Hoje ás 18 horas a Venus Wave realizará uma live com direito a música ao vivo e um bate-papo sobre a produção geral do single/videoclipe. Prepare suas perguntas!

Entrevista: Venus Wave

Conversamos com a Venus Wave para saber mais sobre o videoclipe, a nova formação, magia e muito mais.

Contem mais sobre as origens do projeto, suas conexões, conceito multimídia, inspirações e filosofias. Como enxergam que os backgrounds e os projetos anteriores acabaram contribuindo?

Julia:

“A Venus (Wave) existe como um embrião desde 2016. Houveram trocas de formação, foi muito difícil consolidar o projeto. Várias mulheres passaram pela banda até chegarmos no quarteto que originou o primeiro EP Galaxy Eyes em 2018. Desde adolescente sempre tive ídolos masculinos na parede, meus primeiros pôsteres foram do Led Zeppelin, do Jimi Hendrix, do Bowie.

Então rolava um distanciamento do meu universo como apreciadora do gênero até poder me considerar uma participante… o que é muito louco e controverso, porque a primeira memória que eu tenho de mim mesma cantando publicamente foi com a Rita Lee e os Mutantes no coral da escola, com uns 7 anos. Também lembro claramente de assistir os clipes da Gwen Stefani e pirar cantarolando sozinha no meu quarto.

Mas foi só um pouco mais tarde enxergando a Joan Jett e as Runaways que eu comecei a pegar nos instrumentos e entender que o lugar de uma mulher também era no rock e que seria muito maneiro ter uma banda feminina. Desde os 16 anos eu venho tocando em projetos de garagem: era só barulho e diversão no começo, mas fui descobrindo com o passar dos anos que eu gostava daquilo pra valer.”

Camilla:

“Eu gosto de projetos que falam por diversas plataformas, isso é o que a Molodoys me deixou de herança, inclusive. Eu venho de um contexto onde a música era explorada de mil formas então gosto de saber que a mensagem está sendo não somente ouvida, mas também vista e sentida, que é possível trabalhar um conceito por diversas perspectivas. Além de todo esse processo criativo ser extremamente divertido e libertador.”

Carol:

“Sempre busquei músicas novas, desde pequena sou apaixonada pelo indie ao mesmo tempo que gosto do clássico e das batidas do pop. Essa mistura traz momentos diferentes em cada música, eu trago em minhas composições elementos que eu gosto de ouvir, e quando juntamos nossas referências individuais elas se conectam ao todo.

Esse é um dos pontos mais importantes pra mim, estamos sempre conectadas com nossas individualidades, eu por exemplo comecei tocando música gospel, toquei de rock à olodum em um mesmo projeto, às vezes tocava forró, axé, rock e olodum na mesma noite, isso me deu uma maturidade musical muito boa pra acrescentar à musicalidade da banda e variar entre tantas referências.”


Venus Wave - Forest Song

Venus WaveFoto Por: Di Rodrigues


Midsommar, a Bruxa, wicca, mitologia, animais espirituais e misticismo parecem orbitar o universo do videoclipe. Contem mais sobre o conceito que também engobla a capa do single.

Julia:

“A banda tem uma relação bem forte com o desconhecido, com as energias impálpaveis, com o imaterial. De forma geral, a gente tem uma energia de grupo que acaba regendo nossas ideias… as bruxas são uma representação da liberdade feminina.

No dia da gravação do clipe tava rolando uma lua cheia bem poderosa. Foi muito inspirador, apesar do trabalho cansativo estávamos todas conectadas e leves. Acho que entramos nesse lugar de catarse coletiva, cada uma assumiu seu animal espiritual.

Não foi muito planejado, olhamos os frames do clipe e decidimos usar essa cena como capa porque ela evidencia a união (de mãos dadas em um círculo), e o movimento contínuo desse círculo, que a letra da música também traz: uma sensação de liberdade.”

Carol:

“Esse é um ponto interessante, porque com o passar do tempo convivendo como banda, fomos descobrindo entre nós paixões e conexões que tínhamos individualmente em nossa infância, sendo isso algo esotérico, curioso, ou até uma paixão pela estética que esse desconhecido nos traz.

Fomos nos conectando cada vez mais com esse mundo e com nós mesmas, cada uma com sua história, seus sentimentos, significados, nos unimos em uma só, o quinto elemento da banda que é a própria.”

Manu:

“Nós somos as netas das bruxas que não conseguiram queimar!”

Ainda sobre o videoclipe, como foi a produção, desafios e bastidores da sua concepção? Tem alguma curiosidade ou mudança no roteiro que aconteceu durante as gravações?

Julia:

“Esse foi nosso primeiro videoclipe realizado sem nenhum roteiro. A gente confiou totalmente no trabalho do diretor, o Di Rodrigues, porque eu e a Camilla já havíamos trabalhado com ele em outras produções e sabíamos que o processo do Di era muito fluído e criativo.

Fizemos um brainstorm coletivo sobre referências, sobre cenas que poderiam ser representativas para a letra… mas foi tudo muito orgânico, passamos dois dias em Araçoiaba da Serra (interior de SP) experimentando cenas e ângulos diferentes. Tanto que a gente não tinha a mínima ideia de como iria ficar o material final. O Di juntou tudo como uma história surpreendente que fez muito sentido pro momento. A gente ficou emocionada assistindo o resultado, tem um olhar muito sensível da parte dele.

Uma curiosidade é que foi tudo DIY como sempre, colocamos a mão na massa pra executar as máscaras, fazer a pesquisa de figurinos, comprar e cozinhar rango pra todo mundo, dirigir na estrada… Rolou uns B.O.s também, tentaram expulsar a gente porque estávamos em um lugar residencial (risos), mas somos teimosas e conseguimos terminar de gravar.”

Manu:

“Teve planejamento, mas fizemos no feeling! Curiosidades como a chuva que veio na segunda diária, mas que depois abriu um sol lindo para terminarmos de gravar. Foi a primeira vez que eu dirigi o carro da Julia também, pra gravar a cena dela voando na janela.”

Camilla:

“Dropei um ácido para fazer essa gravação (risos). Pois é, a proposta de roteiro do clipe foi de construção em fluxo criativo, ou seja: estabelecemos só a locação e o diretor previamente e na hora deixamos o rolê rolar.

Aí tomei a liberdade poética de me colocar no estado mais criativo possível pra esse momento tão intenso de exploração e todo o setting conceitual, de figurino e de locação colaboraram pra magia desse momento único. Então pra mim o clipe também acabou virando o registro desse momento literal de liberdade e exploração de todas nós.”

Carol:

“O clipe está exatamente como deveria, durante as gravações estávamos tão conectadas, totalmente entregues, foi algo como um ritual, sentimos tudo ao nosso redor, a liberdade de poder expressar quem somos, a segurança que o Di Rodrigues nos deu foi uma das partes mais importantes, ele entendeu exatamente a vibe que a música nos trazia e embarcou com a gente.

Foram momentos que ficarão em minha memória afetiva, tivemos uma conexão muito importante entre a banda, conseguimos chegar no resultado que estávamos buscando desde o dia que sentamos pra conversar sobre, estamos muito felizes com a parte estética, sem contar que consigo sentir todas as sensações que queríamos passar com o clipe.”

Vocês são artistas multimídia. Como observam a importância de convergência entre a parte artística, estética, junção de elementos…que somatizam na apresentação, conceito e se traduzem no resultado final? Contem mais sobre como tudo se amarra e como funcionou este processo.

Julia:

“Pra mim a música e a imagem são intrínsecas. Ainda mais hoje que a ausência de um videoclipe já chega a ser algo incomum. Eu me inspiro em artistas como o Jack White, Fiona Apple, Björk, Lady Gaga. Onde a imagem do artista é muito clara e mesmo que não sejam eles mesmos colocando a mão na massa, sempre dão pitacos criativos para a construção imagética. O público muitas vezes analisa o seu visual a primeiro momento para depois se aproximar do som… então é importante que as duas partes estejam conectadas.

Como ilustradora/pintora/designer, essas ferramentas acabam auxiliando na banda e fortalecendo nosso conteúdo. Ao compor uma letra eu estou quase sempre enxergando algo visual nela, não consigo desvincilhar minha imaginação. É como uma sinestesia mesmo, pra mim é a parte mais divertida da concepção. Juntar tudo.”

Manu:

“Eu acredito muito na coesão de uma concepção final, se tudo está alinhado, as pessoas só de baterem o olho, sabem que aquele material veio da Venus. Cria uma identidade.”

Carol:

“A música conversa diretamente com o visual, hoje quando se escuta uma música conseguimos imaginar imagens em que essa música se encaixa, algumas pessoas enxergam passos de dança, outras conseguem sentir sensações físicas, muitas acessam lugares do cérebro onde enxergam cores e até mesmo figuras que se movem ao som da música.

Quando nos colocamos no lugar de artistas, nos colocamos também no lugar de quem mostra essas possibilidades, trabalhamos em conceitos, figuras, a imagem da banda fala muito por si. Nos responsabilizamos em colocar em outras formas de arte as intenções de forma explícita o que até então estavam implícitas na música. Mas, assim como nas artes plásticas, depois que a música é lançada, mesmo com todos os estímulos visuais que a acompanha, o resultado de quem a consome pode ser completamente diferente do proposto, pra mim essa é a beleza do compartilhar.”


Venus Wave Videoclipe 2020

Venus Wave durante as gravações do videoclipe – Foto Por: Di Rodrigues


A faixa e o clipe falam muito sobre liberdade e libertação, temas que dificilmente deixarão de serem atuais em nosso tempo nas mais diversas esferas. Como observam as necessidades, e os empecilhos, para que essa luta ganhe ainda mais força?

Julia:

“A gente vêm discutindo muito sobre o significado de liberdade pra cada uma de nós… porque é algo bem subjetivo. Pra mim, por exemplo, a liberdade vem em momentos, ela é transitória e nunca permanente. Tento aproveitar ao máximo a sensação porque sei que eventualmente vou precisar resgatá-la. Precisamos nos manter em alerta para situações que nos amarram: sejam elas relacionamentos, profissões, medo da opinião externa, repressões sociais, etc. A falta de liberdade pode vir de muitos âmbitos. Penso ser um exercício cotidiano, se sentir livre.”

Manu:

“É engraçado falar de liberdade em plena pandemia, onde estamos presos, não é? Mas acho que liberdade é mais do que físico, é mental! Ser criativo nos faz livres por termos que sobreviver nessa selva chamada mundo! Então liberdade é expressão, muitos não enxergam o quão livres são, pois se aprisionam com medo de se expressar. Ser livre é aprender sobre você mesmo e se conectar com seus instintos.”

Camilla:

“Eu acho que para além do coletivo, a liberdade é também uma luta pessoal. Nós somos condicionados a falar sobre a liberdade e a lutar por ela, mas às vezes também a banalizamos e não percebemos quando falamos com as palavras dos outros.

Então acho que conhecer os limites do que entendemos por liberdade e os extrapolar é uma forma de nos aprofundar no nosso próprio conceito de liberdade e compreender realmente o que nos liberta e o que nos aprisiona, seja nas questões mais sociais como a escolha da nossa profissão, ou nas mais internas como nossos gostos e crenças.”

Carol:

“Liberdade é poder olhar pra dentro de si e ter um ambiente inexplorável esperando por descobertas, antes de se sentir livre com o externo, é sentir-se habitável e vivo dentro de seus próprios devaneios.”

Qual seria o Animal Espiritual de cada uma de vocês e porque?

Julia:

“Me enxergo numa coruja. Além das semelhanças físicas, quem já me viu de óculos sabe o tamanho que fica meu olho por causa dos 8 graus de hipermetropia (risos). Meus momentos criativos são sempre noturnos. Costumo ser silenciosa à primeiro momento mas tenho uma mira certeira. Na mitologia grega a coruja é Atena, a Deusa da Sabedoria. Eu sou uma acumuladora de todo tipo de conhecimento, uma eterna interessada. Geminiana, né?

Manu:

“O lobo me representa por eu ser meio mãezona da banda, sempre protejo as meninas e me sinto numa matilha ali! No espiritual, os lobos estão ligados à união e ao bem estar da matilha.

Por serem temidos e ligados a magia, eles tem uma intuição forte e sentem faro de perigo ou trapaças. Na vida, eu sempre tento buscar a loba que há dentro de mim para enfrentar os desafios, ela me ensina a me conectar com o meu eu interior nos momentos de isolamento.”

Camilla:

“O meu é a raposinhaaaa! (risos) A raposa é toda engraçadinha e brincalhona e ao mesmo tempo é sagaz e uma baita caçadora, então foi uma honra pra mim incorporar esse bicho tão querido e cheio de personalidade!”

Carol:

“Eu sou o cervo. De uma forma geral, em diversas culturas ele pode representar liberdade, espiritualidade, e em algumas religiões ele é o símbolo do equilíbrio, ele acalma desejos e paixões.

Pra mim isso é muito representativo porque as pessoas me veem como uma pessoa muito centralizada, focada e calma. Me enxergo nele em muitos momentos por esses motivos, sem contar que ele é o patrono do Harry Potter que pra mim já é um bom motivo e esse patrono tem a ver com toda a simbologia (risos).”

Como observam o processo de amadurecimento e o futuro da Venus Wave?

Julia:

“Acho que as meninas entraram no projeto bem quando comecei a amadurecer musicalmente e tecnicamente. Cresci muito com elas, seja compondo, gravando os primeiros materiais, tocando ao vivo… a gente foi construindo nossa identidade, que ainda segue sendo construída, na minha opinião.

Temos vontade de sair da nossa zona de conforto e produzir materiais com outros artistas e produtores de outros gêneros e nichos, acho que isso colabora muito para diversificar o som.”

Manu:

“Sinto que amadureci ao longo dos meus projetos. Acho que o amadurecimento tem ligação com o experimento, né? Tanto na composição, estruturação, administração também. Porque existiram erros antes e hoje eu sinto que estou mais madura pra compor, tenho mais percepção de grupo.

E a Venus em si, no começo quando entrei, existia uma ideia de composição muito fechada, hoje a gente tá mais aberta a possibilidades e mais maduras em relação ao que somos como banda, o que queremos e como conduzir.”

Camilla:

“Acredito que todas compartilhamos do mesmo sonho de ter um projeto autosuficiente que nos permita viver por ele e acho que nossos esforços com a Venus se focam nesse objetivo. Agora estamos em um momento de adaptação com toda a situação da pandemia, bolando projetos de lives e outras formas de nos mantermos produzindo e em contato com quem quiser se conectar com a gente.

Carol:

“Sinto que estamos amadurecendo a todo tempo, cada vez que nos reunimos para decidir algo, criar, ou até mesmo discordar estamos amadurecendo, e espero que isso nunca acabe, porque é isso que nos move, a curiosidade, a busca pelo desconhecido e a vontade de continuar criando e trocando experiências com outras bandas.”

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