Ciça Bracale: “Ficamos sem palco desde março com a chegada de 2 bebês na banda. Era uma questão de não deixar a peteca cair. De retomar a concentração e fôlego.
Foi fundamental o tributo nesse sentido. De tomar gosto pelo estúdio e entrar em sintonia com Doin (Produtor), que sacou o som. Tá rolando um tesão pelo estúdio que não tínhamos tanto antes (risos).
E toda essa energia criativa – e porque não dizer tesão – não poderia deixar passar batido. Momentos criativos não vem a todo momento, precisam ser postos em prática. É algo natural, involuntário…que vem de dentro da alma. O mundo anda tão podre e cheio de questionamentos no ar que a única maneira de transformar o amanhã talvez venha da dor, da arte, da identidade e de querer colocar a cara para bater.
Ciça Bracale: “Ambas são músicas geradas nos primórdios em 2005/2006. Mas que ganharam linha de guitarra, novo baixo e principalmente novas conotações.
Armada por exemplo, foi criada numa semana de ataques do PCC na cidade, que as pessoas tavam com.medo de sair na rua. Menos os trabalhadores da rua, que continuavam ali, mesmo com o cenário vazio. Foi pra essas pessoas que fizemos a música.
Hoje em dia a entendo como a resposta espiritual da banda a toda a ressaca moral generalizada. Espírito de não se render, de celebrar sempre o movimento e a ação pra liberdade.”
O single também está sendo lançado no dia do aniversário do baixista, Flavien. Baita presente, hein? Aliás, parabéns Flavien, muitas felicidades e que este ano de 2017 traga ainda mais conquistas para você. Que esta energia positiva contagie todos da banda.
Vamos as canções:
“Ressaca Moral” nos traz arranjos do post-punk e não deixa a pista vazia. O lado combativo e político está presente com toda força. A canção condena todo o sistema que precisa ver o circo desabar para tentar “consertar” os problemas em sua estrutura. E eles são políticos, empresários, oligarquias, industrias entre outros.
Se a canção já encaixava como uma luva na época dos ataques do PCC, em 2016 ela ganha ainda mais contornos sem perder a atualidade. Visto que o caos instaurado está em todo “piche” das ruas do Brasil. Políticos e empresários consagrados vendo a casa cair e tentando fugir de “entrar em cana” a todo custo. 2016 foi mesmo destruidor. Teve até “louco” que veio bater panela pedindo “o retorno da ditadura”.
Ainda no campo da cidade de São Paulo vimos muita solidariedade nas escolas sendo ocupadas. O chorume foi despejado no ventilador, com o escândalo da Máfia da merenda escolar. A guerra foi nas ruas, e escândalo após escândalo: reelegemos o governador. Pouco mudou no velho mundo mas antigas feridas foram reabertas.
This post was published on 16 de dezembro de 2016 10:09 am
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