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Betina reúne Boogarins, Bonifrate e Jojo (Tagua Tagua) na delirante “Polaroids”

“Polaroids” faz parte do terceiro disco da Betina, produzido por Dinho e Diogo Valentino e previsto para este ano.

Em um passado não muito distante Betina realizou parceria com Dinho Almeida, dos Boogarins. A parceria agora se estende e ganha novos personagens no novo single da paranaense que além de Almeida conta com Diogo Valentino na co-produção. “Polaroids” traz  Dinho na guitarra, Ynaiã no beat e Fefel no synth, além das participações especiais de Bonifrate no baixo e Jojo Augusto da Silva (Tagua Tagua/Filipe Catto) na guitarra. 

“É uma oportunidade e um privilégio poder dividir meu som com essas pessoas das quais sou fã, fazer de uma forma livre e com tanta sintonia como é compor com o Dinho é um exercício de troca para vida, poder ouvir dele o que funciona com aquela frase que escrevi e também por falar o que penso, o que sinto. Se um dia escolhi fazer música foi por conta dessa verdade nua e crua que se choca com a verdade do outro, dessa dança das subjetividades que só o fazer da arte traz”, conta Betina.


Betina tem disco programado para este ano com produção de Dinho Almeida e Diego Valentino. – Foto: Reprodução/Youtube

Betina “Polaroids”

Assim como os registros anteriores a psicodelia e as guitarras soltas marcam presença no single com propriedades lisérgicas em sua poesia cheia de contornos, cores, sensações, memórias e sentimentos à flor da pele. A faixa te convida a explorar o lado analógico da vida após tempos onde isso não era possível. O convite por desfrutar as experiências, construir novas memórias e se deixar levar pelas ondas cósmicas. É essa good trip ideal para ouvir em um domingo ensolarado.

Polaroids foi feita aos pouquinhos, em pedaços, crescendo cada vez mais a cada ideia que chegava. Hoje em dia escutando ela pronta percebo como esse fator do processo atravessou toda a essência da música, nessa coisa dela ir crescendo, camada em camada, somando força pra perder um sentido único e se espalhar na percepção de quem escuta e sente a canção. A música existiu muito tempo como uma demo eterna de um dia em que a Betina chegou cantando alguns versos, eu somei melodia e umas palavras e o Diogo tocou um loop de bateria que já deu uma cara pra coisa.

Depois disso Ynaiã regravou o loop, o Raphael gravou uma linha de synth bass e o Bonifrate um groove de baixo, fechando uma onda de “preguiça gostosa”. Como eu disse antes, tudo chegando aos poucos, se somando. O fato da Betina ter começado a fazer ela com banda (Jojo, Lucas Gonçalves e Pedro Lacerda) obrigou a estrutura da música se definir além da pegada de loops/mantra que fizemos na primeira demo, lindas guitarras e uma ideia de pulso mais fluido na conversa de graves e ritmo.

Durante o processo de fazer a faixa se tornar o que ela é hoje, conseguimos costurar muito bem tudo que todo mundo que tocou a música (seja na gravação ou ao vivo) trouxe pra ela. Nós (Eu, Betina e Diogo) queríamos muito manter esse sentimento solto que a música tem, que cresceu muito na mix/master da Alejandra, que acabou deixando tudo muito bonito, com uma atmosfera perfeita para evolução das ideias de troca e relações pessoais que permeiam a letra e todo o processo criativo dessa da canção”, destaca Dinho sobre o processo de produção da faixa

O Videoclipe

Para a experiência completa, a artista preparou um videoclipe imersivo e bem sensorial. O quente e o frio, o derretido e o esfarelado se confunde em meio de takes envolvendo os músicos que participaram da track.

“Sou das Artes Gráficas por formação, trabalhei na parte gráfica com diversos artistas como BNegão, China e Orquestra Contemporânea de Olinda, entre outros. Comecei a me interessar também por animação na quarentena, depois de um surto de superprodução e de criar meu primeiro lyric video em 2020 para Onda Errada e um clipe todo sozinha para Cê-Adora.

Despertei para a possibilidade de gerar meus próprios clipes. Inspirada pelos clipes de Michel Gondry dos anos 90 e novas técnicas diy de diretores como LoneWolf e Dexter Navy, resolvi me jogar e realizar meus próprios vídeos e de outros artistas como o Carabobina e na produção visual da Iara Rennó.

Para o clipe de “Polaroids”, misturei técnicas de textura em pintura em papel com o digital, como a cabeça gigante feita por Davi Cananéia, um artista fantástico de Paraty, inspirada no filme Frank, que traz essa aura DIY além de desenho sobre vídeo frame-a-frame. Também explorei algumas técnicas de CRT ou VHS e cheguei a esse resultado. A ideia era cada personagem sozinha no seu “mundo estético” trazendo o elemento da troca diretamente com o espectador”, pontua Betina.



Betina se apresenta no dia 25 de maio no Studio SP, às 20h, dividindo a noite com Malu Maria, no projeto Cedo e Sentado, que tem entrada gratuita.

Para mais informações acesso o site do Studio SP.

“Polaroids”

(Betina & Dinho)

Não é como se fosse só doce mas também é bom

Me avisa quem tem sonho e hoje quer virar o som

Não é como se fosse só doce mas também é bom

Me avisa quem tem sonho e hoje quer virar o som

Eu sinto tanto, eu sinto tudo, eu sinto muito

Eu quero ir fundo, furtar cor do teu sentir

Polaroids, astros, nossos corpos perdem cor

E seu sorriso se apaga em mim

Polaroids, astros, nossos corpos perdem cor

E seu sorriso se apaga em mim

Eu sinto tanto, eu sinto tudo, eu sinto muito

Eu quero ir fundo, furtar cor do teu sentir

Polaroids, astros, nossos corpos perdem cor

E seu sorriso se apaga em mim

Eu sinto tanto, eu sinto tudo, eu sinto muito

Eu quero ir fundo, furtar cor do teu sentir

Polaroids, astros, nossos corpos perdem cor

E seu sorriso se apaga em mim

Eu sinto tanto, eu sinto tudo, eu sinto muito

Eu quero ir fundo, furtar cor do teu sentir

Não é como se fosse só doce mas também é…(risos)

Ficha Técnica

Produção musical: Dinho e Diogo Valentino
Baixo: Bonifrate
Beat: Ianaia e Diogo
Synth : Fefel
Guitarra: Dinho
Guitarra: Jojo Augusto da Silva
Mix/master: Alejandra Luciani

This post was published on 12 de maio de 2022 10:00 am

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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