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Repetente Records celebra um ano e anuncia no casting Statues On Fire e Bayside Kings

No fim de maio a Repetente Records celebrou um ano de selo no Fabrique Club. A noite reuniu apresentações do casting do selo paulista com direito a participações especiais dos próprios gestores de empreitada, Badauí, Phil Fargnoli e Ali Zaher Jr., também integrantes do CPM 22, e Rick Lion, mas também de nomes como Fernando Lamb, do Não Há Mais Volta.

“Ao contrário da maioria dos selos, a Repetente Records nasceu com o objetivo principal de alavancar e fortalecer a cena como um todo, trazendo àqueles que estão começando a experiência de quem vive por anos dentro do cenário nacional da música. Aqui, na Repetente, tem suporte, profissionalismo, novas ideias e parcerias”, diz Rick Lion, que entrou recentemente no selo

“Depois de tantos anos na ativa compondo, gravando, tocando e excursionando, chegamos a um ponto imprescindível para qualquer banda, que é ter o compromisso consigo mesmo de entregar sempre um ótimo álbum e fazer muitos shows. É um ciclo que toda banda deveria e, àquelas que se esforçam, precisam cair.

Essa dinâmica é um pouco daquilo que projetamos na Repetente Records: compartilhar experiência, apontar as armadilhas, mas também apontar os atalhos. Queremos fomentar nosso setor – a música. Queremos fazer as bandas acreditarem e batalharem, assim como nós, e vamos fazer esse caminho juntos, com amizade e qualidade”, comenta Phil.

O casting atual da Repetente Records conta com Anônimos Anônimos, Fibonattis, Faca Preta, Escombro e MagüerbesStatues on Fire e o Bayside Kings que foi anunciado durante o evento do dia 31/05 na Barra Funda, em São Paulo.

“Essa festa é para comemorar uma marca importante de um projeto que está apenas no início, mas é também uma forma de agradecer as bandas que confiaram em nós e no crescimento do selo! A nossa ideia sempre foi fortalecer a cena com bandas que têm discursos afiados e aglutinar seus fãs com o mesmo propósito! Será uma noite inesquecível!”, comentou Badauí sobre o evento

Statues On Fire, a nova banda do casting da Repetente Records

Mais nova aquisição da Repetente Records, a banda Statues On Fire, disponibilizou na sexta-feira (30/06) o novo single e clipe para “I Hate Your God”. O vídeo, inclusive, tem direção de tem direção do Derick Borba, que já assinou clipes do CPM 22, Angra e NX Zero ; e produção executiva do Gravando Bandas.

“Não é novo em dizer que a religião é usada para convencer e manipular as pessoas, entrando em suas maiores fraquezas e incertezas, basta ver aqueles pastores fundamentalistas americanos, bem com pegar a história do mundo, quando Roma fez engolir o cristianismo como religião oficial. Não cabe a mim dizer se Deus existe, o lance é essa interpretação do que foi escrito há séculos e tirar as suas próprias conclusões”, comenta a banda do ABC paulista sobre o novo single



Entrevista: Repetente Records

Durante o evento tivemos a oportunidade de conversar com dois dos quatro gestores da Repetente Records, Fernando Badauí e Phill Fargnoli, que contaram mais sobre o primeiro ano do selo (siga no instagram).


Da esquerda para a direita: Ali Zaher Jr., Rick Lion, Fernando Badauí e Phill Fargnoli, responsáveis pelo selo Repetente Records. – Foto Por: Andreza Sena (@andreza__sena)

Com vê o papel da Repetente, hoje?

Phill: “Nosso papel como selo visa produzir, lançar e distribuir digitalmente bandas que admiramos, e dessa forma ajudar a ter um circuito mais unido e coletivo.”

Badauí: “A gente poder unificar bandas boas que já sabem o que querem mas que quando você cria uma unidade isso gera uma junção de públicos, né? Fica uma coisa mais organizada. É mais ou menos por aí, o foco é a gente ter uma base para poder produzir essas bandas e criar uma cena muito forte, mais do que ela já é, né?

A princípio a gente só trabalha com distribuição de música digital. A gente é um sub-selo dentro da Ditto mas o futuro eu não sei como é que vai ser.”

Como acreditam que as experiências com o CPM 22 serviram de aprendizado para a criação?

Phill: “Nossas experiências na estrada ou em estúdios geraram aprendizados e vontades de melhorarmos novos detalhes.
Queremos um cenário mais unido. Retribuindo com o selo, construtivamente dessa forma, trabalharemos com seriedade, sempre respeitando, acreditando e apoiando as bandas. Isso trará um impulso importante na história de cada uma delas e fortalecerá a cena de um modo geral.”

Badauí: “A gente tentar extrair o que há de melhor nas bandas, evoluir o que ainda possa evoluir respeitando a identidade de cada uma e sendo leal em relação a contrato, sabe? Não foder as bandas, é realmente uma junção de fatores dos dois lados para que todo mundo possa ter um profissionalismo a mais, e todo mundo ganhar junto.”

Qual o saldo do primeiro ano e como tem sido essa integração entre bandas experientes e mais novas?

Phill: “O começo tem aquela mistura de apostas e realizações de ideias, seja diante da estrutura básica para trabalhar, da seleção da nossa equipe e também de todos os métodos burocráticos e administrativos. Pra nós foi muito positivo esse primeiro ano.

A Repetente Records conseguiu lançar sua primeira leva de bandas, umas mais novas e outras mais veteranas. Essa integração foi muito bem vinda. Já são sete bandas que temos o prazer de trabalharmos juntos: Anônimos Anônimos, Faca Preta, Fibonattis, Magüerbes, Escombro, Statues on Fire e Bayside Kings.”

Badauí: “Acho interessante. A princípio a gente pegou bandas que já estão no circuito já tem algum tempo, pra você ver que tem uma diferença de sonoridade de banda para banda, isso é importante. Tem bandas pesadas, bandas de street punk, bandas de punk rock, a nossa ideia não é segmentar e sim unir bandas que tenham um discurso com ideais parecidos e que são boas, que sabem o que querem.”

Como observam o momento do cena em que o selo está inserido e suas possibilidades de conexões?

Phill: “Ultimamente temos percebido um cenário bem frutífero de bandas, ainda mais na pós pandemia. Porém, já não é de hoje, um tipo de atitude mais individualista tomado pelas bandas no modo geral, do tipo cada um por si. Acreditamos que o intercambio entre as bandas sempre foi necessário e construtivo. A cena se fortalece nessa camaradagem de todo mundo se ajudando.”

Badauí: “Eu acho que hoje em dia tá muito mais respeitosa a situação, sabe? A coisa não tá mais tão segmentada, as bandas de punk rock tocam com as bandas mais pesadas, com bandas de metal, e existe o respeito e o que mantém esse respeito é principalmente os ideias que cada banda defende.

Pretendem realizar festivais no futuro?

Phill: “Pretendemos sim fazer em breve o nosso festival da Repetente Records.”

Badauí: “Festival mais para frente, um negócio mais a longo prazo.”

No começo do ano o Rick entrou na direção artística do selo, como rolou o convite e como tem sido a experiencia?

Phill: “Convidamos o Rick no início desse ano para fazer parte do nosso time, e a entrada dele deu um gás bem legal no selo. Ele chegou já ajudando e somando muito no processo.”

Badauí: “Contribuiu demais, né? Ele é um cara operacional. Tá acostumado com a produção de bandas grandes e aí a gente começa a dividir função, o que é muito importante para o crescimento do selo.

Vocês tão lançando uma banda nova no casting (Bayside Kings), vão lançar disco? Quais são as expectativas para a parceria?

Badauí: “Essa banda que a gente vai lançar, o disco está praticamente pronto, não foi a gente que produziu mas a ideia é produzir eles mais pra frente.”

Quais lançamentos puderam fazer que gostaram do resultado?

Phill: “Estamos satisfeitos com todos os lançamentos que fizemos. É muito gratificante ver uma música atingindo novas pessoas e quebrando barreiras. Alguns conseguiram atingir playlists mais renomadas e isso faz uma boa diferença. E claro, estaremos sempre na busca de repetir e afiar esse processo.”

Badauí: “Todas as bandas tiveram um destaque legal dentro do contexto delas. Acho que o Fibonattis saiu muito bem, o Escombro também já tem um público já. Cara, cada uma no seu segmento ali, na sua situação.”

This post was published on 3 de julho de 2023 10:00 am

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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