Mais uma década chegando ao fim mas os anos 80 parecem nunca ter fim. Entre sintetizadores, guitarras açucaradas e melodias que grudam na cabeça, é até difícil nos esquecermos do legado de outrora. Não é a toa que a cultura pop trata de ressuscitar em séries, filmes, livros e músicas todo aquele universo imaginário. Neste embalo eis que aparece um novo projeto para ficarmos de olho: o Penny In Space.

O projeto idealizado pela paulistana Penélope Papagheorgiou faz uma viagem no tempo trazendo memórias dos discos que cresceu ouvindo.

“No quarto que eu cresci ficava a bateria do meu pai, eu, do tamanho daquelas caixas de som potentes e gigantes da década de 80, me emocionava a cada batida com as músicas que ele tocava: KISS, Deep Purple, Michael Jackson, Heart (…).”, conta a artista

Backgrounds & Experimentações

Se você curtir A-Ha, Alphaville, Cyndi Lauper, Madonna e The B-52s definitivamente deveria dar uma chance para o som do Penny In Space. Ao mesmo tempo que seu som dialoga com artistas brasileiras contemporâneas como YMA, GAB Ferreira, Vivian Kuczynski, Lori e Bianca Rhoden.

Inclusive a nova geração de mulheres na música acaba entrando como parte de suas maiores inspirações. Ela mesmo nos contou sobre o pontapé inicial.

Em 2018, inspirada pela cena independente de mulheres na música em SP (Winter, My Magical Glowing Lens, Brvnks, Papisa, Ema Stoned, La Leuca), chamei algumas minas para fazerem jams em casa com o intuito de formar uma banda, arranjar e gravar “Heaven On Earth”. Ser mulher e estar em um ambiente de música com outras mulheres é mágico e inspirador.

Em seguida compus outras 5 músicas que trouxeram maior coerência para a identidade do projeto.

Além disso, fizemos uso da filosofia feminista “Riot Girl”- faça você mesma e com o que você tem agora, para criar tudo isso. – conta Penélope


Penny In Space

Penny In SpaceFoto Por: Cassiano Geraldo


A Estreia de Penny In Space

“Eu acho que a mensagem principal que eu quero passar é a de que a música é um teletransporte pro lugar que você sonha estar, da forma que você sonha ser.

É simples acessar o lugar nostálgico ou momento que você queria ter vivido. Dar vida ao que nunca existiu.”, define Penélope sobre o single de estréia



Feito um sonho que viaja por galáxias distantes o som faz o flerte entre a new wave, e o synthpop dos anos 80, mas sem perder o charme do pop. Entre sinos, delays de guitarras, coros, baixo marcado, teclados e efeitos.

Conforme a canção vai crescendo seu ritmo é acentuado mas assim como canções como “Video Killed The Radio Star” e “I’m Gonna Be (500 Miles)” acaba em fade.

A viagem dançante poderia estar presente até mesmo na trilha sonora de Stranger Things ou até mesmo Twin Peaks, não é mesmo?

As Gravações

As faixa foi gravada no Home Studio de Rafael Carozzi (Kid Foguete / Readymades).  Ao lado de Penélope, completam a formação da banda Giovanna Svizzero na bateria, Olga Hämmerly no baixo e Rui Abreu no teclado.

“Foi uma jornada longa, nossa primeira vez em estúdio. Eu gravei as guitarras e voz. Todo o direcionamento sonoro do single foi dado por mim. Eu sempre tive muito claro como gostaria que a música soasse e me sinto orgulhosa porque atingimos isso.

Curiosamente, as gravações tiveram início em Abril deste ano na Lua Nova em Áries – período planejado para plantar e dar início ao que se quer materializar com sucesso.

E coincidentemente, a música está sendo lançada seis meses depois na semana da Lua Cheia em Áries – revelando o sucesso da concretização neste novo ciclo.”, relembra 

Ela adianta que em breve prometem lançar um EP com 5 canções, quem sabe uma live session e estrear o projeto oficialmente nos palcos.