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Cena musical independente de Fortaleza ganha mapa com 65 bandas e 15 casas de shows

Projeto idealizado por Jack de Carvalho reúne bandas, artistas, casas de shows e lojas de discos da cena autoral de Fortaleza em um mapa ilustrado.

A cena musical independente de Fortaleza ganha seu próprio mapeamento nesta segunda (11), criado por Jack de Carvalho, integrante das bandas Estereoh e O projeto fugaz. O projeto reúne ao menos 65 bandas e artistas da nova safra e 15 casas de shows espalhadas pela cidade em um mapa ilustrado desenvolvido pelo músico, que também atua como designer gráfico.

O projeto integra uma iniciativa que vem se expandindo por diferentes cidades do Brasil. Idealizado pelo jornalista Alexandre Bazzan, à frente da The Music Newsletter, o projeto começou em São Paulo, e já passou por capitais como AracajuRio de Janeiro e Goiânia, conectando cenas locais e revelando novos circuitos independentes.

Saiba mais sobre o mapa da cena independente de São Paulo
Veja o mapeamento da cena musical de Aracaju
Conheça o mapeamento da cena independente do Rio de Janeiro
Confira o mapeamento da cena autoral de Goiânia


Mapa ilustrado da cena musical independente de Fortaleza reúne 65 bandas, casas de shows e lojas de discos da capital cearense. Arte é assinada por Jack de Carvalho.

Como funciona o mapa da cena independente de Fortaleza

Sobre a feitura do mapeamento da cena musical autoral de Fortaleza, Jack de Carvalho explica como foi realizado o levantamento. O projeto disponibiliza:

[Baixe o mapa em alta resolução e o PDF]

“A cena é dinâmica — este é um registro do momento”

“Eu frequento a cena musical de Fortaleza e Região Metropolitana há 28 anos e nesse período já vi artista independente se virar de muitas formas. Shows em bares, galpões, centros culturais, teatros, praças, etc. Dos mais bem produzidos aos que são feitos na gambiarra, como chamamos aqui o que é feito de improviso. Pegar luz do poste, ligar amps, tocar no chão e ser feliz.”

Eu vinha pensando em algo para os 300 anos de Fortaleza e ao saber do mapeamento em São Paulo, entendi que talvez pudesse somar forças com Alexandre Bazzan. Esse levantamento é um registro do agora e não se coloca como completo porque a cena é algo muito vivo e dinâmico: todo dia surgem e desaparecem artistas e locais de shows. Além disso, há nomes e lugares que não consegui identificar, mas que poderão ser inseridos com o tempo. Temos quase 200 artistas autorais, o que é uma riqueza em talento, mas é preciso destacar que ainda falta palco e cachê de qualidade para a grande maioria dessas pessoas.

Mesmo as rádios e tevês locais não pautam esses artistas o quanto poderiam. Isso faz o público ficar blindado desse talento local, ser dependente do algoritmo.”

A diversidade da cena musical autoral de Fortaleza

“Inicialmente eu pensei em mapear a cena rock, mas no diálogo com Alexandre fomos expandindo para outros estilos. Listamos do metal extremo à soul music, passando pelo samba, afrobeat, etc. Fizemos uma planilha com a nova geração – que são artistas com até cinco anos de carreira, e outra com nomes que estão batalhando desde 1989, por exemplo.

Casas de shows para música autoral em Fortaleza

“Tem duas coisas que destaco logo de cara sobre os locais para música autoral mapeados. A primeira: basicamente metade é do poder público e metade é privada. A segunda: os locais ficam em três agrupamentos. Um na área mais nobre que é Praia de Iracema; outro na região mais universitária da cidade, que é o Benfica; e outro na periferia, região do Grande Bom Jardim. Nossa versão digital e impressa do mapa traz os endereços, arrobas e localização geográfica, apontando o terminal de ônibus ou a estação de metrô mais próxima.”

Lojas de discos: parte estratégica da cena independente

“Listamos também as lojas de discos mais próximas dessa cena autoral. Além de venderem a música, são palco e pontos de encontro, patrocinam shows, estão de mãos dadas com a cena. Acho que é importante reconhecê-las como parte estratégica da cena”, comenta Jack.

Projeto da cena independente avança para Curitiba, Vitória e Florianópolis

A ideia é que estas listas e mapas rodem o máximo para que as pessoas possam ver que tem muita coisa legal acontecendo perto delas.

O sentimento de desamparo da cena é real em outros lugares e por isso estou tentando novas parcerias em outros estados e cidades. Após Fortaleza, já temos Curitiba, Vitória, Florianópolis e interior de SP no horizonte.

Também criei um formulário para que artistas e casas de shows de todo o Brasil mandem informações e assim possamos ter uma alimentação contínua dessas listas. Você pode acessar aqui, revela Alexandre Bazzan.

This post was published on 11 de maio de 2026 4:08 pm

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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