4 pontos altos da estreia do Festival Polifonia em Porto Alegre
Lucas, da Fresno | Crédito: Divulgação
Na quarta-feira, 4 de junho, o Festival Polifonia fez sua estreia em Porto Alegre com a turnê Emo Vive, celebrando aniversários de discos icônicos de Anberlin (entrevista exclusiva), Mae e Emery, acompanhados das joias locais Fresno e da Projeto Hare. Não era mais um dia de chuva, mas fazia frio na capital gaúcha e o Auditório Araújo Vianna foi tomado por um mar de calças skinny e franjas, provando que o emo não só vive, mas passa muito bem.
Apesar de não ter atingido sua lotação máxima (o festival foi realizado na maior casa de shows do Rio Grande do Sul, com capacidade para 4 mil pessoas), a noite entregou shows praticamente impecáveis de todo o line-up.
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Confira alguns dos melhores momentos levantados pela equipe do Hits Perdidos:
1) O rock gaúcho sendo renovado em tempo real
Bandas como a Projeto Hare lembram o que o rock tem de mais legal.
Se descrevendo como sapatãogaze, o quinteto de Porto Alegre abriu a noite dez minutos antes do horário previsto com o repertório do seu excelente álbum de estreia, O Coração É Um Fardo Pesado, lançado no ano passado.
2) Os emos millennials provando que o gênero vive (e muito)
No Polifonia, os shows começaram cedo – a partir das 18h, num dia de semana.
Isso fez com que durante o segundo show, a maioria do público ainda estava chegando ao Araújo Vianna, mas o rock cristão da Mae (um acrônimo pra Multi-Sensory Aesthetic-Experience) acolheu os emos que se deslocaram para o festival depois do trabalho muito bem. O vocalista, Dave Elkins, esbanjou fofura conversando com o público, dizendo: “O sonho é viajar, fazer música e conhecer gente nova. O sonho está se realizando nesse momento”.
3) A comunidade entre bandas do cenário
Toby Morrell, vocalista da banda de post-hardcore Emery, fez questão de dar um salve pras bandas que lhe seguiam no line-up, Anberlin e Fresno.
Lucas Silveira, durante o show da Fresno, falou diversas vezes como era emocionante dividir um palco com bandas que foram referências de longa data – fala que também foi dita por diversos integrantes da novata Projeto Hare ao longo da noite.
O Anberlin subiu ao palco por volta das 22h com um público já aquecido e pronto pra gritar todas as faixas do álbum Never Take Friendship Personal, cujos 20 anos são comemorados nessa tour.
4) Fresno provando que não esquece das suas raízes
Em Porto Alegre, a Fresno joga em casa.
A cidade funciona como plano de fundo de inúmeras composições da banda, e durante o show ouvi mais de um “Vamo Grêmio”. Seria fácil se apoiar na nostalgia e na memória afetiva, mas o grupo provou que merece (e muito) o lugar que conquistou no cenário nacional.
Relembrando os seus três primeiros álbuns (respectivamente, O Quarto dos Livros (2003), O Rio, A Cidade, A Árvore (2004) e Ciano (2006), em ordem cronológica, a banda deu vida nova a canções com mais de 20 anos com excelência técnica e emoção transbordando de cada nota.
Menção honrosa pra “Evaporar”, que levou o público à loucura, pra “Quebre As Correntes”, que encerrou o show. A banda descreveu como “indescritível” a sensação do primeiro show da turnê Emo Vive ser em Porto Alegre, e acho que todo fã gaúcho da Fresno tende a concordar.
Polifonia apresenta Emo Vive no Rio de Janeiro/RJ
Data: 6 de junho de 2025 (sexta-feira)
Local: Fundição Progresso (Rua dos Arcos 24, Rio de Janeiro)
Ingresso: https://www.
Polifonia apresenta Emo Vive em São Paulo (dia 1)
Data: 7 de junho de 2025 (sábado)
Local: Audio (Av. Francisco Matarazzo 694, São Paulo)
Ingresso: https://www.
Polifonia apresenta Emo Vive em São Paulo (dia 2)
Data: 8 de junho de 2025 (domingo)
Local: Audio (Av. Francisco Matarazzo 694, São Paulo)
Ingresso: https://www.
Mais informações: festivalpolifonia
