Categories: Notícias

Spotify revela dados do seu relatório Loud&Clear 2024 no Brasil e no mundo

Relatório Loud&Clear 2024 traz dados otimistas do mercado brasileiro, embora repasse aos artistas independentes ainda seja um tema polêmico

Depois do aumento de preço da plataforma, comentários polêmicos do CEO sobre quantidade mínima de lançamentos por periodicidade, e uma discussão eterna sobre como melhorar os repasses para artistas de uma forma mais justa, o Spotify por mais um ano anuncia seu relatório anual.

Loud&Clear 2024 traz uma série de dados otimistas em relação ao mercado, mesmo, na prática, a fatia dos lucros majoritariamente cair em cima na mão das grandes gravadoras.



Loud&Clear 2024: O relatório do Brasil

  • Em 2023, artistas brasileiros foram escutados pela primeira vez por usuários no Spotify quase 10 bilhões de vezes.
  • As receitas geradas por artistas brasileiros somente no Spotify cresceram 27% em relação a 2022, aumento de 13% segundo o relatório da IFPI.

A monetização (e a desmonetização) do Spotify

Quando o assunto é o repasse, a empresa informa um cenário otimista, por mais que essa seja a realidade de poucos. Em abril mesmo uma nova polêmica agitou a indústria da empresa que tem share de aproximadamente 80% do streaming musical.

O Spotify para justificar a desmonetização de faixas com menos de 1000 plays afirma que a desmonetização das faixas não resultará em uma “mudança no tamanho do pool de royalties da música sendo pago aos detentores de direitos” e que, em vez disso, “usará as dezenas de milhões de dólares anualmente para aumentar os pagamentos a todas as faixas elegíveis, em vez de distribuí-las em pagamentos de US$ 0,03”.

A declaração continua que as gravadoras são obrigadas a retirar um valor mínimo de royalties, que geralmente fica entre US$ 2 e US$ 50 por retirada.

Esta transação, conforme o Spotify, fez com que os bancos cobrassem uma taxa para fazer a transação, o que alega ser a razão pela qual “o dinheiro muitas vezes não chega aos uploaders”, já que “esses pequenos pagamentos são muitas vezes esquecidos”.

O Spotify também agora exige um número mínimo de ouvintes únicos para que os royalties sejam aplicados em uma tentativa de impedir o aumento do streaming artificial. Isso vem depois do anúncio do seu relatório de novembro de 2023, que alertou para as novas mudanças, incluindo atividades fraudulentas, e para aqueles que carregam ruído branco ou sons da natureza.

Em meio as recentes polêmicas, o relatório da empresa afirma:

  • As receitas geradas por artistas brasileiros somente no Spotify mais que quadruplicaram desde 2018.
  • O número de artistas brasileiros que geraram mais de R$ 100 mil em receitas somente na plataforma.
  • O número de artistas brasileiros que geraram mais de R$ 50 mil em receitas somente por lá também aumentou mais que três vezes no mesmo período.

Quando o assunto são as gravadoras independentes, o Loud&Clear 2024 diz:

  • Mais de 70% de todas as receitas geradas por artistas brasileiros na plataforma sueca em 2023 foram de artistas ou gravadoras independentes.
  • A nível global, este número responde por 50% de toda a receita gerada em 2023 – pela primeira vez, os catálogos de artistas independentes e artistas contratados por gravadoras independentes representaram cerca de metade de todas as receitas geradas no Spotify em 2023.
  • O valor chega perto de US$4.5 bilhões, segundo o Spotify, um aumento de 4 vezes desde 2017.

Loud&Clear 2024: O relatório global



Nem tudo são flores

A instituição norte-americana United Musicians and Allied Workers (“Músicos Unidos e Trabalhadores Aliados”) discorda da forma que o Spotify tem conduzido o repasse de royalties e em sua conta no Twitter se manifestou:

“O Spotify continua a tomar decisões que prejudicam propositalmente os músicos e artistas que fazem a música em sua plataforma. TODOS os músicos, compositores e artistas devem ser pagos de forma justa pelo nosso trabalho! Chega de esquemas de pagamento para tocar, payola ou pagamentos de royalties sobre salários de pobreza.”

Em relação ao aumento, a instituição que luta por melhores condições para os artistas em solo estadounidense diz:

“A Billboard relata que o aumento de preços do Spotify significa MENOS dinheiro para os compositores norte-americanos. Desde a desmonetização de músicas com menos de 1 mil streams/ano até a redução da taxa de royalties mesmo com o aumento de seus preços, o Spotify continua a implementar novas maneiras de enganar artistas e músicos.”

Para ler a matéria completa da Billboard, clique aqui.


This post was published on 29 de abril de 2024 10:00 am

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

Posts Recentes

Animal Invisível: um álbum instrumental que conecta passado e futuro da música brasileira

Uma estranha nostalgia guia Animal Invisível, álbum instrumental de Guri Assis Brasil que conecta passado…

17 de abril de 2026

Roxette em São Paulo: como foi o show com Lena Philipsson no Espaço Unimed

O Roxette voltou ao Brasil para um show em São Paulo que marcou uma nova…

15 de abril de 2026

Crise estreia com “por favor, me perdoe. às más notícias finalmente chegaram” — um manifesto sobre ansiedade digital

A banda Crise, de Sorocaba, lança o álbum de estreia “por favor, me perdoe. às…

13 de abril de 2026

Vitor Araújo lança “TORÓ” com a Metropole Orkest e aprofunda pesquisa em música experimental

Vitor Araújo lança nesta quarta (8) o álbum ao vivo TORÓ, projeto em parceria com…

8 de abril de 2026

11 artistas da nova cena alagoana para conhecer agora

Entre psicodelia e cultura popular: o novo trabalho de Pedro Salvador Pedro Salvador é natural…

8 de abril de 2026

Mapeamento expõe nova fase da cena independente de Goiânia a partir de 49 casas de shows

Cena Independente de Goiânia: Projeto mapeia mais de 115 artistas e 49 casas de shows…

6 de abril de 2026

This website uses cookies.