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Ale Sater, vocalista do Terno Rei, lança o primeiro single de seu segundo trabalho solo

O single “Nós” já está disponível nas plataformas digitais e fará parte do EP Fantasmas que será lançado em março. 

O artista carioca, residente de São Paulo, lançou seu primeiro trabalho em 2016 chamado Japão, fora os demais três álbuns lançados pela banda Terno Rei. Recentemente aqui no Hits Perdidos você pode conferir uma canção em parceria com Nuven, “Par de Ondas”.

As composições do Ale tratam de sentimentos delicados e íntimos. No EP Japão, no qual ele falou sobre deslocamento e não pertencimento, é possível identificar  aspectos de emoções e experiências vividas pelo artista traduzidas em versos em seis músicas.

“Acho que o Japão foi uma coisa muito autobiográfica e menos ’alegórica’ do que esse novo EP. As letras nesse [Fantasmas] são mais fantasiosas e não-biográficas”, conta o músico.

Ale Sater “Nós”

Após cinco anos do lançamento de “Japão”, o single “Nós” surge como uma canção rica em detalhes. Calma, lenta e com uma sonoridade que já esteve presente nos trabalhos do cantor, com formação acústica lo-fi, violões e vozes acompanhados por teclas e sintetizadores.

Apesar do título “Nós”, alguns trechos da música como “correrei pelas cidades, eu conheço meu lugar” e “te chamo porque não vens, eu estou sozinho” dá a sensação de que é uma música sobre solidão. Porém, ao chegar no primeiro refrão — com versos como  “escrevo cartas no trem a todos os velhos amigos” e “espanto fantasmas que eu vejo” —, de forma inesperada, a faixa proporciona conforto. 



Ao conversar com Ale sobre a composição, fica mais clara a razão da dualidade entre os dois sentimentos opostos imbuídos de uma forma tão harmônica no single, que foi composto pelo artista durante um processo de observação.

“Fiz essa música depois de ir a um restaurante e observar por um tempo o garçom que atendia. Fiquei imaginando quem seria ele, o que ele faria depois, se seríamos amigos se a gente se conhecesse etc.”, revela Ale Sater.

Sentimentos à Flor da Pele

É notável a sensibilidade do Ale para com os acontecimentos do dia a dia, sentimentos que às vezes deixamos de lado devido a correria de nossas rotinas. O single “Nós” é uma música para nos lembrar da sensibilidade de estar vivo e refletir sobre afetos e sentimentos que nos rodeiam de forma ingênua, e que muitas vezes podem permear apenas na imaginação.

“O que mais me inspira é a beleza singela. Algo que é muito bonito, mas não faz questão de ser, saca? Isso vem se desdobrado em vários temas que repito nas minhas letras — cidade, amor, nostalgia, juventude e sonhos”, completa o artista.

Por meio desse single, o cantor demonstra um olhar cuidadoso em relação às suas experiências e explora possibilidades.

“Acho que a inspiração são essas relações que poderiam existir, mas acabam não acontecendo por acaso. Fala de amizade e distanciamento. Assim como a gente fala de ‘amor à primeira vista’ ou ‘alma gêmea’, pode ser que o mesmo aconteça com amizades, certo? Talvez a gente não conheça quem poderia ser o nosso melhor amigo”, explica

Ale Sater Fantasmas

Com versos profundos presentes na letra e sonoridade tocante,  o alumbramento do segundo trabalho Fantasmas pode trazer canções com temas mais metafóricos.

“Das quatro músicas que estão no EPs, sinto que três delas têm um tom mais sombrio, que é uma linhagem que eu curto bastante, quando você ouve a música e levemente sente uma arrepiada. Algo que me remete a um filme de suspense”, diz o artista.

“Fiz essas músicas há algum tempo atrás e de forma espaçada.Uma delas é de 2013, outra de 2016, e assim por diante. Apesar de serem antigas, eu nunca as abandonei. Então elas são como fantasmas para mim”, finaliza

 O EP Fantasmas será lançado em março deste ano via Balaclava Records. Enquanto isso, você pode ouvir o single “Nos”, já disponível nas plataformas digitais. Já o Terno Rei tem planos de lançar neste ano o sucessor do aclamado Violeta (2019).

This post was published on 19 de fevereiro de 2021 2:27 pm

Fernanda Decaris

Jornalista e colaboradora do Hits Perdidos. Gosto de descobrir coisas novas enquanto ouço música boa, tenho 23 anos de muita curiosidade, curto séries, gatos e já gostei de fazer poesia. Nas horas vagas me arrisco a fazer arte.

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