[Premiere] Devilish abre as portas do inferno em seu primeiro disco

O Devilish é uma banda razoavelmente nova. Tendo seu primeiro EP lançado em 2017 e para muitos que irão ler este texto acredito que seja ainda novidade. Seu coração vive nas guitarras de Paul Ratkiewicz que nas apresentações costuma ser inclusive performático.

Deixando claras as influências do grupo que funde o selvagem da garagem de grupos como The Stooges e The Cramps, ao punk rock, do The Damned e Dead Boys, e carrega elementos do Stoner que podemos ver em bandas como Black Sabbath, Kyuss e The Shrine.

Ainda no front o trio conta com Éder Chapolla (bateria) e Caíque Fermentão (baixo), que também toca no Corona Kings e no novíssimo Ator Morto.


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Devilish lança hoje em Premiere no Hits Perdidos seu primeiro álbum. – Foto: Divulgação

O Primeiro Disco

“Fomos trabalhando durante os ensaios e desenvolvendo as músicas com calma e carinho. Pré-produzimos 32 músicas, no Evil Heart estúdio, das quais escolhemos 10 para o disco.

Foi quando percebemos que a música ‘Superfreaktion’ fazia a conexão entre as faixas escolhidas e resolvemos que esse seria o nome do álbum. Trabalhamos com Alexandre Capileh (produtor)”, comentam os músicos

Devilish – Superfreaktion (16/11/2018)

Para quem conheceu o trabalho do conjunto no EP homônimo, ou já teve a oportunidade de assistir a uma apresentação ao vivo, notará uma mudança em relação a levada do som. O que antes era mais cru – e com firulas – agora está mais dançante e com riffs mais grudentos.



O primeiro single a ser divulgado, “Tonight Alright”, que também recentemente ganhou um videoclipe, é o responsável por abrir os trabalhos por aqui. O sentimento de libertação, o clamor pela desordem e a alma rebelde ganham terreno.

Tudo isso aliado a vontade de perder as estribeiras, e se jogar na noite, elementos estes que norteiam a “endemoniada” faixa. O desejo, a fúria e as tentações acabam sendo gatilhos certos para a confusão.



Em ‘Tonight Alright’ resolvemos trabalhar com silhuetas representando a loucura, dialogando com uma realidade distorcida dos takes principais. A direção do vídeo clipe foi coletiva e contou com a participação de Murilo Benites (Violet Soda / Corona Kings)”, conta Paul

Fãs de Backyard Babies e The Hives talvez vão curtir a levada – e intensidade – de “Bad Ideias” que também flerta claro com os vocais de Ozzy Osbourne e carrega o veneno do rock’n’roll.

Uma canção sobre aprender com os erros e aproveitar os momentos só. A música ainda conta com a participação especial de Ricardo Mastria (Dead Fish / Sugar Kane / Black Mantra) nos vocais graves e no solo de guitarra.

Na sequência temos “Distracted”, uma das mais “sangue nos olhos” do registro. O personagem parece estar em um beco sem saída em busca de respostas para as perguntas mais simples.

Segundo a banda a canção fala sobre “A falta do contato físico, desumanizando e tornando cada vez mais confusas as relações de amor. A dificuldade em viver o momento fica aparente, a necessidade de fuga torna-se inevitável.”

Caótica e trazendo o peso temos “Unspeakable Way” que flerta com o sludge mas que ao mesmo tempo tem vocais à la Nick Cave. Auto-reflexão muitas vezes pode nos levar a ter que lidar com traumas e situações desagradáveis – e a faixa nos guia para esse território obscuro e sem volta.

“Ready To Die” mostra nosso herói ainda perdido e confuso entre fantasias, traumas, desilusões, encantos e perversões. Metafórica ela mostra como a insanidade da rotina em busca de prazer – e conquistas – pode funcionar como uma bomba relógio.

Já “Around My Neck” é mais dark e parece nos levar direto para um divã onde as inseguranças falam mais alto. A sanidade é posta em cheque e ter um ponto de equilíbrio parece ser algo distante.

Com solo de guitarra e um tom mais dançante temos “Superfreaktion” com backin vocals que nos levam direto para a discografia do Queens Of The Stone Age. A ardência das desventuras, o jogo da azaração e as sacanagens da noite acabam sendo os embalos da canção composta por Paul e Caíque.

O diabo chega para carregar em “Fire In My Eyes” onde o modo teatral dos vocais deixa clara a influência de Iggy Pop. Seu instrumental é caótico e abre a porta do inferno. Falando a língua do diabo, a faixa é explosiva e se encerra em ritmo de esbórnia.

A busca pela retomada do controle do trem descarrilado é perseguida em “It’s Never Enought”. Com linhas de baixo instigantes e foco nos vocais, juntar os cacos se torna uma verdadeira obsessão para não ter um destino trágico. Se o álbum fala tanto em superação, em algum momento teríamos mesmo que passar pelo momento de purificação.

Depois de passar por todos os estágios, e tendo a certeza que seu amor não vai voltar, nosso personagem se vê sozinho e pronto para recomeçar em “Time”. A alma se vê livre para ser devorada pela noite, seus desejos e quem sabe….sua próxima vítima – ou melhor dizendo: uma nova paixão avassaladora.


Super


O primeiro álbum do Devilish, Superfreaktion, procura na perdição – e nas noites mal dormidas – sua força de superação. Mais dançante que seu primeiro EP, com canções reflexivas e com 27 minutos de duração, vemos a banda explorando mais texturas, arranjos e dando o devido destaque aos vocais. Reto e direto o disco irá agradar a fãs de Nick Cave, Queens Of The Stone Age, Backyard Babies e Black Sabbath.

Turnê de Lançamento: Getting Hot Tour

Neste fim de ano para divulgar o primeiro disco eles prepararam uma pequena turnê com shows no Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Inclusive em Porto Alegre tendo a oportunidade de abrir para o CJ Ramone.

Cult a Gogo apresenta CJ Ramone @ O Culto (Porto Alegre – RS)
16.11.2018
A partir das 21h
Local: Oculto, Rua Moura Azevedo, 46 – Porto Alegre – Rio Grande do Sul
Valor do Ingresso: R$ 80,00 a R$ 180,00 pelo Sympla
Censura: 16 anos
Capacidade: 200 pessoas
Evento

Devilish e Lelê Griebler Trio @ Estúdio Fat Áudio (Sapiranga – RS)
17.11.2018
A partir das 21h
Local: Estúdio Fat Áudio – Rua Padre Antônio Vieira, 585
Valor do ingresso: R$ 10,00 (antecipado), R$ 15,00 (na porta)
À venda no local, Capim Limão e Teko Tattoo
Censura: 16 anos
Capacidade: 180 pessoas

Devilish e Six Me Six @ Mercado Pirata (Balneário Camboriú – SC)
18.11.2018
A partir das 21h
Local: Mercado Pirata, Rua Quatrocentos e um, 111
Censura: 18 anos
Capacidade: 140 pessoas

Devilish, Giant Jellyfish, Riders Of Death Valley e Cleef @ Baderna (São Paulo – SP)
24.11.2018
A partir das 22h
Local: Baderna Bar, Rua Oscar Freire, 2529
Valor do ingresso: R$ 10,00
Censura: 16 anos
Evento

Devilish, Spidrax, Porno Massacre e Yesomar @ Centro Cultural Zapata (São Paulo – SP)
30.11.2018
A partir das 22h
Local: Centro Cultural Zapata, Rua Riachuelo, 328
Valor do Ingresso: R$ 15,00
Censura: 18 anos

Show Devilish @ Aldeia Bar (Jundiaí – SP)
01.12.2018
A partir das 22h
Local: Aldeia Bar, Rua do Retiro, 279 – Jundiaí – São Paulo
Censura: 18 anos

Devilish @ Z-Largo da Batata (São Paulo – SP)
09.12.2018
A partir das 19h
Local: Z – Largo da Batata Av. Brigadeiro Faria Lima, 724
Censura: 18 anos

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