[Premiere] Violet Soda mostra poder de fogo no clipe para “Take Me”

Muitos torcem o nariz quando ouvem um comentário do tipo mas o rock também é a postura e como quer ser visto. Faz parte de sua estética e isso gera identificação instantânea com quem você quer chegar junto.

Alguns tem o primeiro contato com a música em geral por uma capa de disco ousada, um visual escrachado ou rebuscado, um videoclipe e até mesmo por recomendações de “parece com isso você vai gostar”.

O visceral, simples, direto e reto também de certa forma é uma destas estéticas. Afinal nem todo mundo precisa ser Bowie ou Michael Jackson para deixar clara sua proposta. O fim dos anos 80 dentro do rock estava repleto de bandas de hair metal e hard rock nas paradas de “sucesso” e muitos jovens começaram a ir na contramão.

O tal do rock alternativo começava a ganhar forma. As letras mais pessoais e introspectivas, uma estética classe média, sem ostentação e com muita simplicidade. Assim como o punk rock pautando muito mais na mensagem do que no guarda-roupa. O que certamente na cultura do que era “pop” dentro do rock acabou chocando. Era meio que os jovens mandando todos os clichês para bem longe, fartos de rockstars.

Toda essa empatia ganhou o mundo e foi neste contesto de novas bandas e reciclagem do rock voltando para o submundo que surgiram festivais como o Lollapalooza. É bem nesta era do rock – perdão pelos trocadilhos e deboche – que a Violet Soda se inspira em seu primeiro registro, Here We Go Again.

O EP foi lançado em junho pelo selo Forever Vacation Records, selo que também conta com bandas do calibre de Water Rats, Deb and The Mentals, Corona Kings, Luke & No Friends e Devilish.


VIOLET
A Violet Soda lançou seu primeiro EP em Junho e hoje lança em Premiere no Hits Perdidos seu novo videoclipe. – Foto: Juh Guedes

Premiere Violet Soda “Take Me” (07/08)

Com um contexto muito mais alinhado ao faça você mesmo nesta terça-feira (07/08) a banda Violet Soda lança seu segundo videoclipe. Se no primeiro temos a ideia de gravar no metrô e o foco na vocalista, Karen Dío, no novo clipe eles retornam ao estúdio onde o EP foi concebido.

“Achamos que esse segundo clipe precisava ser da banda tocando, já que no
primeiro só eu apareci”, conta Karen

A canção escolhida desta vez é “Take Me”, faixa que me lembra o espírito desordeiro e visceral de grupos como The Donnas, L7 e The Muffs. Explosão e punk rock dão o tom “sangue nos olhos” na canção que reflete sobre os cada vez mais comuns relacionamentos casuais e suas complicações. A faixa ainda conta com um solo feito pelo guitarrista Ricardo Mastria (Dead Fish, Sugar Kane e Black Mantra) que também contribui no disco.

O clipe que tem direção e edição assinadas por Chuck Hipolitho (Forgotten Boys / Vespas Mandarinas) tem todo o clima de garagem com direito a muitas luzes coloridas, tensão pairando no ar e explosão. O fato da câmera não ficar parada e o desfoque só ressaltam ainda mais a força da faixa e seu poder de fogo.

As cores frias e quentes auxiliam a mostrar semioticamente a frieza e o tesão desses relacionamentos curtos mas intensos. Com certeza o Nirvana foi a grande inspiração para este recorte audiovisual.



O vídeo gravado no Estúdio Costella mostra o clima raw das apresentações do conjunto e espera desta forma estabelecer uma maior proximidade com os fãs.

Violet Soda é uma das bandas novas mais legais que tem. Filha total do Costella, material produzido pelo engenheiro da casa, o Capilé. Apesar de ainda um projeto no começo, já mostram potencial para um futuro a curto prazo. Só músicos bons, profissionais e maduros, além de boas canções. Me chamaram para dar uns toques no que seria um clipe e acabei dirigindo. A produção toda foi bem “do it yourself”, tudo feito no Costella”, conta Chuck.

“Iluminamos a sala com azul e vermelho (que juntos dão o violeta) e gravamos
diversos takes da banda tocando enquanto eu gritava num microfone e ia de lá
pra cá segurando uma luz. Enquanto isso, a Juh Guedes fazia a câmera do
jeito mais errado e frenético possível. Depois editei o material de forma quase
caótica e deu no que deu.

A intenção era tirar uma performance visual quente da banda e bastante expressividade da Karen, foi o que rolou. Acho que o charme está na finalização, que foi um processo semelhante ao de telecinagem feito antigamente, porém gravei a tela do meu computador com uma 7d para dar a textura desejada. Quero fazer tudo isso mais vezes.”, Detalha e finaliza o diretor do videoclipe

Ouça o EP no Spotify


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