[Premiere] Em session conceitual, YPU transforma música em imagens sensoriais

Tem bandas que acabam optando por trilhar caminhos criativos inusitados. De uma maneira tão conceitual e experimental que você fica curioso para saber: de onde veio toda essa bagagem para que esse resultado fosse alcançado?

Quando você descobre acaba ficando ainda mais encantado por tantas referências, acabamento na produção, olhar clínico e viés moderno sobre este velho mundo em que habitamos. Consegue captar e emular diversas facetas, discursos e sonoridades através de camadas, experimentos, fusões e feeling.

Afinal de contas a música é composta a partir de todo esse campo de diálogo que estamos dispostos a receber do mundo a nossa volta. O cinema, a música, a espiritualidade, o tribal, o tecnológico, o jazz, a psicodelia, o rock alternativo e a eletrônica tem abrigo e pluralidade no primeiro EP da YPU de Brasília (DF).

Os mineiros Ayla Gresta e Gustavo Halfeld são movimentadores da cena de Brasília (MG) e contribuem de diversas formas através de diversos projetos. Gustavo por exemplo fez parte da Cassino Supernova, é engenheiro de som, produziu boa parte dos discos de destaque da nova cena e também é um dos responsáveis pelo selo Quadrado Mágico.


YPUNEW
YPU. Foto Por: Gabriel Pinheiro / Arte Por: Jean Matos

Ayla e Gustavo no ano passado foram convidados pra atuar em um filme e pra isso eles teriam  que tocar e arranjar um punhado de canções, que seriam a trilha sonora. O filme, Ainda temos a imensidão da noite, teve gravações no Distrito Federal e na Alemanha.

No longa-metragem, eles atuaram como integrantes de uma banda (fictícia), a Animal Interior, que sai de Brasília para se arriscar na Alemanha e lá se envolve em uma espiral de decepções, fracassos e choques de realidade.

“Esse negócio de atuar é foda, porque a gente acabou entrando nessa bad”, diz Ayla

Muitas emoções, sentimentos e frio, elementos estes que culminaram no início da banda. Sobre o desafio e o início da YPU eles contam:

“Foi um lance muito intenso, permeado por uma porrada de acessos de alegria e crises de pânico. Terminado esse ciclo, acabei caindo na estrada mais uma vez, agora com Ayla, dois microfones, fone de ouvido e meu laptop: foi natural compor e experimentar a sonoridade dos lugares onde a gente passava.”, conta Halfeld

“A gente se perdeu de bêbado na noite, o Gustavo foi cambaleando sozinho no meio de Kreutzberg pra casa e eu fui barrada tentando encontrar nossos amigos no Kit Kat, um clube de fetiche.

As músicas foram se arranjando em seguida, fugindo pro interior. Ilmesmühle é essa casa/moínho de nosso amigo Holger, sozinha num vale de pinheiros no interior da Alemanha. A gente passava o dia catando folha morta e gravando de casaco no estábulo de madeira antigo que reverbera muito lindo. Depois escapamos de ultima hora pro sudeste asiático levando um violão alemão dos anos 40.”, relembra Ayla

Como podem notar tudo fluiu de maneira bastante artesanal, natural e faça você mesmo. Eles contam que conseguiram captar todo esse momento graças a uma mochila de equipamentos e alguns instrumentos. Quando regressaram ao Brasil com o auxílio de Ramiro Galas (Forró Red Light) eles finalizaram as canções.

Mas a pluralidade e viés global do início do projeto não para por aí. Para a banda fictícia do filme, Animal Interior, eles tiveram a produção de ninguém mais, ninguém menos que Lee Ranaldo, eterno Sonic Youth, um dos guitarristas que mais sabem usar o corpo da guitarra e suas distorções.

O contato inicial foi feito por Ayla durante a passagem do músico pelo país, ele se animou de cara e pouco mais de um mês após já estavam trocando e-mails e desenvolvendo o trabalho.

“Foi sinistro ver o Lee pelo vidro da sala de ensaio! Eu fiquei muito nervoso e lembro dele pedir pra eu aumentar a guitarra. Nessa banda a gente tava experimentando muito com ruído, música conceitual baseada mais na performance e rompendo algumas estruturas convencionais, e o Sonic Youth e o Lee são fundamentais nessa vanguarda.

Como produtor, foi incrível vivenciar uma imersão no estúdio com ele: é um sujeito muito sensível e apreciador do que é orgânico e pulsa numa banda. Gravamos ao vivo com pouquíssimos takes, olho no olho, selvagem com pouca edição, mixagem analógica. Ele criava o ambiente e a energia pra gente pegar os instrumentos e embarcar no rolê.

A maneira como ele usa todo o corpo da guitarra é uma forma totalmente diferente de pensar a psicodelia. Eu nunca havia pensado no instrumento sendo usado assim, e isso entrou muito forte nas nossas canções”, descreve Gustavo sobe a experiência.

As origens e a estética

YPU significa “ruído de rio” em tupi-guarani. Então toda essa ancestralidade entra no conceito da banda que tenta ressignificar imagens através de sua música. A própria estética da banda é elaborada de maneira bastante plástica e conectada.

Os responsáveis pelo conceito visual, pinturas e figurino são Jean Matos e a Luisa Malheiros, ambos artistas brasilienses, em meio a experimentações e discussões realizadas com o duo.

“A ideia por trás do visual é resultado de um processo e experimentação. Inicialmente a proposta era ter presença através da roupa e maquiagem, construir uma narrativa performática além do musical.

Com o tempo foi percebido que existem momentos distintos de apresentação (como grande palco, apresentações intimistas para os amigos, e vídeo) e que a roupa e a maquiagem por vezes poderia criar um ruído nessas apresentações, já que o grande lance da YPU é criar uma atmosfera em que você se entrega ao som (às vezes até de olhos fechados). Não dá pra dissociar muito o visual do sonoro, um complementa e contribui com o outro.”, frisa Jean Matos

O EP

O EP traz uma beleza em seus detalhes e narrativa imersiva. Conectada, tribal e densa. Por muitas horas ele soa triste mas até nisso traz sofisticação. Ele vive nas distorções apocalípticas, no trompete que grita por ajuda, em sua sua teatralidade, no encaixe das canções e na maneira de sentir o momento.

Sua produção busca lapidar e destacar a angústia, a bela voz de Ayla, o sentimento de contemplação e sua necessidade de trilhar caminhos para alcançar a liberdade de um mundo cheio de imperfeições.



A levada eletrônica de “Ilmesmühle” por exemplo nos mostra como as possibilidades para a música pop só se multiplicam conforme sua evolução vai ganhando corpo e forma. O som transita de maneira tão orgânica que muitas vezes o ouvinte encontra referências em diferentes culturas.

“Song To Let Go” por exemplo tem um tom jazz e boêmio que nos conecta com um viés vanguardista. Capaz de fundir universos de artistas como Amy Winehouse, Patti Smith e Alice Glass. É moderno, sabe? Não deve nada para o ótimo disco do Beach House lançado neste ano e vai impressionar a quem ouvir.

Nesta terça-feira lançamos em Premiere no Hits Perdidos o vídeo para esta canção. Esta que foi gravada ao vivo na Casacájá no começo do ano. O curta foi montado pela carioca Marina Novelli, produzido por Gabriel Pinheiro do Abstrato Studio, teve concepção visual de Luísa Malheiros e Jean Matos, maquiagem por Talita Sá e cenografia realizada por Larissa Borges e Pedro Moura.

“Essa música nasceu quando eu estava em um país estrangeiro – fui caminhando naquela cidade fria, no bolso a mão gelada e na mão as chaves do apartamento de uma prima, que balançavam no molho marcando meus passos. A simples missão de deixar as chaves em uma caixa de correio marcou nosso reencontro, foi uma honra: notei que estávamos ‘soltando coisas’, mais livres.

“Song To Let Go” expressa o momento do agora, o corpo enquanto manifestação de presença nesse mundão e o empoderamento que me permite externalizar vivências em músicas. Como o uso do loop pra construir a música, chamando as irmãs pra gente se apropriar desses brinquedos-máquinas, da relação direta com a música, sem intermediários”, comenta Ayla



Entrevista

Para saber mais sobre a complexidade, vivências, experiências e conceitos conversamos com o duo que nos contou sobre tudo isso nos mínimos detalhes. Papo muito agregador, vale a pena a leitura!

[Hits Perdidos] Você (Gustavo) passou os últimos anos sem estar compondo ou ativo em alguma banda mas nunca parou de mexer com música. Produziu uma série de artistas inclusive que entraram na playlist psicodélica do Hits Perdidos. Como tudo isso foi alimentando sua sede por apresentar um novo projeto para o mundo?

Gustavo: “Tive uma experiência intensa com a Cassino Supernova, em que gravamos um disco, passamos uma mini temporada em São Paulo e caímos na estrada pra rodar os festivais. Banda é aquele relacionamento coletivo: expectativas, egos e alguns abusos acabaram me deixando apático e desmotivado de compor e tocar.

De alguma forma, produzir outras bandas foi uma maneira inconsciente de me manter na música. Produzi alguns amigos e por fim a cozinha da Cassino formou o Almirante Shiva e lá tava eu imerso extraindo a piração que a galera queria do estúdio pra condensar o primeiro EP deles.

Nesse momento eu realmente tava de cabeça na psicodelia, mergulhei fundo com meus parceiros da Sala Fumarte e gravamos uma safra de bandas de Brasília com uma pegada bem real e orgânica.

Ano passado, eu e Ayla fomos convidados pra atuar em um filme e pra isso a gente teria que tocar e arranjar um punhado de canções, que seriam a trilha sonora – daí tive que encarar esse bloqueio. Foi um lance muito intenso, permeado por uma porrada de acessos de alegria e crises de pânico. Terminado esse ciclo, acabei caindo na estrada mais uma vez, agora com Ayla, dois microfones, fone de ouvido e meu laptop: foi natural compor e experimentar a sonoridade dos lugares onde a gente passava.”

[Hits Perdidos] Como vocês se conheceram e como o processo da produção do filme instigou com que o projeto fosse ganhando forma? Vocês falam em “bad” acredita que ela foi a responsável por toda a sinergia do registro?

YPU: “A gente é de Minas, mas temos muito tempo de Brasília. Ainda temos a imensidão da noite é um filme trata dos desencontros na cidade e o modo em que os personagens buscam se encontrar fugindo dela.

Filmamos aqui no DF e quando terminou o set em Berlim a névoa do desencontro estava formada, naquele frio cabuloso. A gente se perdeu de bêbado na noite, o Gustavo foi cambaleando sozinho no meio de Kreutzberg pra casa e eu fui barrada tentando encontrar nossos amigos no Kit Kat, um clube de fetiche.

As músicas foram se arranjando em seguida, fugindo pro interior. Ilmesmühle é essa casa/moínho de nosso amigo Holger, sozinha num vale de pinheiros no interior da Alemanha. A gente passava o dia catando folha morta e gravando de casaco no estábulo de madeira antigo que reverbera muito lindo. Depois escapamos de ultima hora pro sudeste asiático levando um violão alemão dos anos 40.”

[Hits Perdidos] Como surgiu a oportunidade de trabalhar com o Lee Ranaldo e de que maneira isso fez com que ele conseguisse tanto extrair uma nova faceta de vocês? Como tecnicamente ele fez com que o projeto ganhasse uma nova cara?

Ayla: O encontro com Lee aconteceu bem antes da YPU existir. Ele veio fazer um show em Brasília e no final tava dando autógrafo no subsolo infernoso do Conic, no coração de Brasília. Eu fui na cara de pau trocar ideia, falei um pouco da banda do filme e que seria muito foda que ele fosse nosso produtor (Sonic Youth era uma puta referência pra Animal Interior). Ele soltou “yeah sure!” e tava lá eu com um papel de receita médica achado na bolsa com o email dele anotado. Um mês depois ele respondeu, e trocadas umas mil conversas com o diretor do filme, Gustavo Galvão, mandamos umas prés e ele pirou!

Gustavo: “Foi sinistro ver o Lee pelo vidro da sala de ensaio! Eu fiquei muito nervoso e lembro dele pedir pra eu aumentar a guitarra. Nessa banda a gente tava experimentando muito com ruído, música conceitual baseada mais na performance e rompendo algumas estruturas convencionais, e o Sonic Youth e o Lee são fundamentais nessa vanguarda.

Como produtor, foi incrível vivenciar uma imersão no estúdio com ele: é um sujeito muito sensível e apreciador do que é orgânico e pulsa numa banda. Gravamos ao vivo com pouquíssimos takes, olho no olho, selvagem com pouca edição, mixagem analógica. Ele criava o ambiente e a energia pra gente pegar os instrumentos e embarcar no rolê.”

[Hits Perdidos] De onde vieram as referências de somar trompete e de trazer elementos eletrônicos? Tem algo a ver com o período na Alemanha e toda sua força neste segmento?

Ayla: “Eu aprendi a tocar trompete na escola e fiquei dez anos com o bicho parado no canto do quarto. Voltei a tocar depois das experiências de performances com o Corpos Informáticos, tomando o instrumento como uma extensão do corpo, pra me exprimir, me libertando da experiência de partitura e reprodução. Minha amiga conseguiu trocar uns objetos do meu passado por um pedal de delay e loop, daí mais esse companheiro: com loop um trompete pode ser um naipe inteiro de trompetes! Com delay pode tocar nota sobre nota, acordes.”

Gustavo: Eu tava meio cansado da caretice do rock tradicional, de solos intermináveis de guitarra, sempre pirei mais em timbres, atmosferas, climas. Sintetizador é um lance muito legal porque abre um monte de possibilidades: com uma tecla e umas giradas de botão dá pra fazer um som cheio polifônico que preenche todo o espectro sonoro.

Se ligar uns pedais na cadeia então, ai é só fechar o olho e ir longe. Eu não sei dizer se estar na Alemanha, conscientemente, me fez querer experimentar mais com elementos eletrônicos, mas sabe-se lá como esse tipo de vivência se impregna numas camadas profundas da nossa mente.

O fato é que eu tava em Berlim com uma controladora midi, e numas noites e manhãs de insônia fritei bastante nesse universo. O que me pegou mais lá foi ir a um inferninho e ver um duo de jazz experimental demoníaco fazer 20 minutos de som intenso só com bateria e um saxofone distorcido, em seguida um duo eletrônico “pesar a lombra” de todo mundo com dois synths construídos pela galera em meio a barulhos de tiroteios da segunda guerra.

Isso me tocou bastante e eu amei, fui embora passando mal. Voltando pro Brasil fizemos um dia de experimentação sonora com o Ramiro Galas, que participa de uns projetos bem maneiros aqui como o Forró Red Light e o Capoeira Soundsystem. Ele colou com uma drum machine e umas controladoras e levou o som pra outra dimensão. Foi meio chocante. Gravamos tudo e dai saíram as bases eletrônicas do EP.”

[Hits Perdidos] Quando ouvi o registro me soou como uma Opera Rock, no sentido de uma canção encaixar na outra com uma facilidade e de maneira bastante equilibrada. Como enxergam isso? Foi algo pensado? Como creem que finalizar no Brasil contribuiu para o resultado final?

YPU: “A gente finalizou o EP na Casacájá que é onde a gente mora, um galpão da saída da cidade, que abriga o estúdio, arte e outras coisas da vivência em coletivo. A real é que são canções mas também experimentações que acabam costurando o todo.

As historias tinham que ser contadas: tinha linha vocal que tava há dez anos querendo virar música, tinha experiência dolorosa, tinha reencontro, e estar em casa finalizando essas canções deu vontade de descrever a viagem, as coisas mais densas que historias, fazer do EP um convite pra ir pra longe. Narrativas imersas em paisagens. Nos interlúdios você encontra barulho do moinho, fragmentos de uma jam com instrumentos e notas asiáticas, torpor da noite em Berlim traduzido em microfonias e ruído de trompete.”


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Capa por Luisa Malheiros.

[Hits Perdidos] Depois de toda essa intensa vivência e registro, como enxergam o momento e as possibilidades que a psicodelia proporciona em transgredir? Vocês também flertam com o jazz em boa parte do registro, como foi toda essa imersão e crossover de estilos?

YPU: “A psicodelia assim como a música ambiente e principalmente os sons tradicionais transcendem a música enquanto linha narrativa. Isso nos interessa, ouvir e fazer. Deixar-se ser instrumento de uma viagem coletiva, levar o som pra um plano mais sensorial e sensível e deixar isso fluir no tocar.

Não é porque essas canções ou linhas de trompete surgiram que a música deve servir a elas: elas invocam uma atmosfera que depois envolve todo o espaço, e a melodia passa a ser um ser em meio a tantos outros, alguns dissonantes. As reverberações da época de tocar trompete na banda de jazz na escola ficam como memórias em fundo de lago. Não teve uma preocupação em sustentar ou negar as influências – nosso maior interesse tá na liberdade de permear e passear pelo “estilo” que vier.”

[Hits Perdidos] Queria que contassem também sobre o conceito visual que abrange tanto as fotos como o figurino e estética das apresentações ao vivo.

Gustavo: “A gente pensa em fazer arte como oportunidade de expressão, acho que a comunicação é um lance trans: nossa cara pintada, um figurino instigante ou a interação com um cachorro que sobe no palco causam impacto tanto quanto o som que a gente tá fazendo. A gente tá a fim de se misturar e fluir com diferentes artistas e grupos, e o conceito visual foi traduzido pelo Jean Matos e a Luisa Malheiros, ambos artistas brasilienses, em meio a umas experimentações e discussões nossas.

Jean Matos: “A ideia por trás do visual é resultado de um processo e experimentação. Inicialmente a proposta era ter presença através da roupa e maquiagem, construir uma narrativa performática além do musical. Com o tempo foi percebido que existem momentos distintos de apresentação (como grande palco, apresentações intimistas para os amigos, e vídeo) e que a roupa e a maquiagem por vezes poderia criar um ruído nessas apresentações, já que o grande lance da YPU é criar uma atmosfera em que você se entrega ao som (às vezes até de olhos fechados). Não dá pra dissociar muito o visual do sonoro, um complementa e contribui com o outro.”

[Hits Perdidos] YPU significa “ruído de rio” em tupi-guarani. Sentiram necessidade em se conectar com o Brasil de alguma forma? Com qual temática o registro se relaciona?

Ayla: “Sim, a gente tava nessa busca de nome no qual a gente podia mergulhar e ser levado a lugares além da nossa identidade enquanto indivíduos. As línguas e os povos indígenas tem essa riqueza de poder descrever com duas silabas o som cheio da água. A gente tá procurando lugar nesse espectro de sons da nossa terra, ainda que nosso primeiro EP descreva nossa experiência de desterro em língua estrangeira.”

[Hits Perdidos] Quais os próximos passos da YPU? Já tem músicas novas a caminho? Tem em mente lançar um disco completo ou por enquanto o foco são nas apresentações?

Ayla: “Já estamos tocando música nova nos shows com a banda que tá com a gente: Ramiro Galas nas bases eletrônicas, Dinho Lacerda na percussão e Iuri Gules no baixo.

Foi uma canção rejeitada pelo filme que o Ramiro mandou um tutstuts em cima e de repente a gente fica baladeiro. A gente tá bem pilhado de experimentar com várias migs musicistas então por hora a gente quer ir lançando com mais frequência, nesse ritmo de internet mesmo, singles e EPs.”

Gustavo: “A gente tá na busca do nosso espaço, promovendo alguns eventos na casacájá, planejando fusões com outras bandas locais como o Palamar, Aiure e tem um single em colaboração com o artista mexicano Cesar Saez, da banda The Wallburds.

Tem outro single vindo ai em setembro, uma música meio night torta que a gente já vem apresentando nos shows, e um EP pro fim do ano. Esses tempos rolou um papo de tocar em uma galeria de arte e eu pirei! Vamos deixar fluir.”

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