Entre a psicodelia e rituais xamânicos, Bike expande horizontes em seu terceiro disco

Não resenhei o último álbum do Bike. Não porque eu não tivesse gostado, nada disso. Mas porque queria ver eles ao vivo, não só uma vez, mas como algumas antes de ter qualquer tipo de parecer. Em um mundo de imediatismo, as vezes não damos tempo para obras crescerem dentro da gente. Escolhi esse caminho, e não me arrependo.

A primeira vez que pude ver a banda ao vivo foi em um mini festival em 2017. Naquela noite teve apresentação do Tagore e participação da Gabriela Deptulski do My Magical Glowing Lens. Isso foi um pouco antes do lançamento do disco Em Busca da Viagem Eterna, que também é o nome da playlist que elaborei por aqui com novos nomes da psicodelia brasileira.

Foi só o começo da minha experiência sensorial ao ouvir o Bike, é bem verdade que começar a discografia pelo segundo disco é algo diferente, porém foi uma crescente. Vi acredito que quatro shows neste curto período de tempo, um deles inclusive no majestoso palco do Centro Cultural São Paulo (CCSP).

Comecei a observar que o energético álbum, flertava com o shoegaze, vi apresentações em dias diferentes, porque afinal é sempre bom ter mais de um dia como parecer.

As vezes o cara não tá bem, o técnico de som erra, entre outras coisas. E entre as luzes e imersão que cada show foi adicionando pude concluir que é um show que alguns chamam de “Pressão”. É pop, cativante mas com momentos para contemplação e expansão sensorial. O química no palco faz com que tudo soe leve e por suas vezes xamânico. Açucarado por si só, o registro estrelou nas principais listas de 2017.


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Bike de São José dos Campos (SP). – Foto: Auto Retrato

Daí que nos últimos tempos eles já estavam mudando a levada de som e projetos. Diego Xavier por exemplo lançou no formato trio o álbum, DX3, pela Transtorninho Records (PE), com uma energia noventista. Flertando com o shoegaze e o grunge.

Também pude estar presente em uma entrevista na Rádio Faap no ano passado onde pude conversar com o Julito Cavalcante e a Gabi Deptulstki (My Magical Glowing Lens) sobre o planejamento e carreira. O momento já me soou de transição. E tudo que é vivo se transforma. É o que dissemos se não se transforma, ou morre ou vira cópia de si mesmo.

Com a Bike felizmente não foi diferente. Das turnês que o disco proporcionou, tanto pelo nordeste como pela Europa eles foram sentindo necessidade de se conectar com a essência do povo brasileiro. Com nossas peculiaridades, folclore, cultura e introspecção. Segundo eles, incorporaram influência de artistas como Zé Ramalho e Raul Cortês.

Aquela Bike que no primeiro registro trazia a força do Tame Impala, Mutantes, O Terço e tantos outras referências, no segundo flertou com o shoegaze e viagens alucinógenas. Agora em Their Shamanic Majesties’ Third Request, eles apontam para um outro caminho que ainda não tinha sido percorrido.

Isso com certeza vai sofrer impacto na hora do show. O álbum é mais maduro e sereno. Ele te chama para conversar com o “Eu Interior” de cada um de nós e nos provoca. Definitivamente era deste momento que eles precisavam para separar arestas e crescer como compositores. O parceiro de longa data Rob Grant (Tame Impala, Death Cab For Cutie, POND) novamente entrou na barca e contribuiu bastante no processo de masterização.

Bike – Their Shamanic Majesties’ Third Request (09/03/2018)

Elementos como viola, tambor, tons xamâmicos e pesquisa por referências marcam a nova fase do grupo. Confesso que não foi um álbum que bateu de primeira, mas a cada nova chance que eu dava para o disco, ele como um bom vinho foi melhorando. Acredito que é o que os fãs que estranharam a mudança deveriam se propor a fazer também.

Os novos contornos e a espiritualidade cadenciam e elevam o registro para outro plano. O que impressiona é a riqueza das texturas e como os elementos foram carinhosamente calibrados na mixagem.

Mais do que qualquer coisa, o terceiro álbum nos da a reposta que tanto procurávamos: Será que após um disco que lhes deu tamanha projeção nacional eles conseguiriam responder a altura mediante esta responsabilidade? Conseguiram e digo mais, não tentaram repetir o que foi feito anteriormente.

O nome (em inglês) do álbum é inspirado nas obras dos Rolling Stones, Their Satanic Majesties Request (1967), e Brian Jonestown Massacre, Their Satanic Majesties’ Second Request (1996).



São 34 minutos de duração. Um tempo bom em tempos onde singles e playlists respondem melhor a um público que quer sentir “gostinho de quero mais”. Te provoca a ouvir o disco inteiro, visto que a conexão entre as faixas é evidente, feito uma opera rock (mas sem a pretensão delas).

“Anhum”, primeira faixa do disco, é como o abrir de asas para a possibilidade de expandir os horizontes para assim encontrar um pouco de paz e distanciamento do cotidiano. Da correria, dos velhos hábitos, das mazelas, pequenices e dificuldades do dia-a-dia.

O single chega como porta de entrada para a imersão na experiência. É uma escolha acertada pois ele situa o ouvinte do que está prestes a vir. Xamanismo e lo-fi. O verso “Se jogue ao céu, seja a fonte, você pode voar” me lembra bastante o ritual de ingerir ayahuasca e se deixar levar pela onda.

Depois de começar a voar, o encontro com a “Nuvem” serve como local de aterizagem. Ela inclusive carrega uma energia ainda mais densa e distorcida feito os rádios transmissores dos aviões. Essa expansão e chiados cria toda uma sensação de conforto. É psicodélica e flerta com bateria que vai beber em outros ritmos como o jazz.

“Ingá” que tem parceria com Bonifrate já chega trazendo os efeitos disruptivos da experiência. Ver cores, se desprender e deixar ser levado pela alucinação. Nela noto pela primeira vez a experimentação com a música nordestina, com o baião, com os ritmos locais que Zé Ramalho sempre explorou com precisão.

Uma viagem e passeio pela riqueza de artistas como Gonzaguinha mas sem deixar a psicodelia e experimentações (quase) eletrônicas próximas. Gosto de como ela termina praticamente decolando para uma viagem em direção de outra galáxia.

Os batuques e percussão mais elaborada ganham corpo na xamânica e expansiva “Chá”. O nome por si só deixa claro da experimentação e dos sentidos indo em busca do autoconhecimento. O mundo real e os sonhos se confundem, e a busca parece ser em si uma viagem eterna.

Os ritmos latinos acabam ganhando peso nesta faixa, o que deixa ela ainda mais interessante – e versátil. Entre pedais, linhas leves de bateria e percussões, ela ganha toda uma atmosfera reverberante.

A viola cósmica surge em “Ita”, com certeza o hit perdido do registro. O tom astral e a experiência com a psilocibina fica ainda mais evidente entre voos e reflexões. Ela até chega a sangrar para se expandir. A distorção vem para te tirar o sossego ao mesmo tempo que os batuques chegam para te acolher. A conexão com a natureza enfim chega ao seu auge.

A calmaria bate na porta e reluz em “Voo / Pássaro”. A metáfora com os pássaros e nossa servidão com o mundo que nos acorrenta de nossa essência, batem feito o vento na “proa” da libertação. O refrão ecoa na sua cabeça e você é convidado para este passeio. E de certa forma te provoca sem precisar usar palavras. Eu por exemplo me questionei: “você já se sentiu livre?”.

“Aroeira” te carrega para fora do caos, tenta quebrar esses bloqueios e inseguranças que temos. Te convida a experimentar a sensação do contato imediato com o mundo exterior mas sem pensar nas coisas fornecidas pelo capital. O contato direto com a natureza e sua essência, suas raízes, seus frutos e extensões d’alma.

Quem tem a missão de fazer a ponte com o final do disco é “Cavalo”, esta que conta com a participação do músico Tagore. Os rituais e misticismo ganham corpo na aventura e é abraçada por talvez a canção mais rica em elementos. Daquelas músicas para fechar os olhos e se deixar libertar.

Se a Bike já era sensorial no disco anterior, desta vez ela se entrega de corpo e alma. A dica é: se desconecte e vá ouvir o disco. Sem pressão, sem pensar nos problemas e nas mediocridades do dia-a-dia. Expanda, caminhe e nutra seu “eu interior”. Namastê!


CAPA_BIKE_SHAMANIC


O terceiro disco da Bike, Their Shamanic Majesties’ Third Request, provoca uma viagem ainda mais profunda e transformadora que Em Busca da Viagem Eterna (2017). Ele te perturba, faz doer, se desprende do mundo material, busca equilíbrio, distorce e traz novos ritmos a panela da banda. Ele vem para somar e não para repetir o que já foi feito.

As vivências e experiências xamânicas amplificam a mensagem de transformação do grupo. Agora mais maduros, eles flertam com Zé Ramalho, Raul Côrtes e ritmos indígenas. Se dê esse privilégio de tentar expandir seus horizontes para quem sabe ter a chance de se libertar. Recomendo ouvir o disco sozinho, com velas, sem barulhos externos para assim conseguir tirar melhor proveito do disco. E não se esqueça neste sábado (09/05) às 21 horas eles lançam o vinil no palco do Sesc Pompeia.

Entrevista

[Hits Perdidos] Vocês passaram um tempo morando em São Paulo e desde novembro voltaram para o interior. Como foi esse processo de “desintoxicação” e quais foram os aprendizados desse período vivendo na capital e estando perto de uma das principais – se não a principal – capitais culturais do país?

JC: “O Diego (guitarra/voz) e o João (baixo) sempre moraram em São José dos Campos, o Daniel (bateria) estava em São Paulo desde 2012 mas tem família em São José dos Campos e eu que sou de Taubaté e morava em São Paulo desde 2005, resolvi me mudar para SJC para facilitar os ensaios e a produção, pra termos mais vivência juntos. O processo de desintoxicação ainda está rolando, um dos passos foi entrarmos em estúdio logo no dia 02 de janeiro e começar a produzir esse álbum do zero, foi uma produção intensa em janeiro, em fevereiro gravamos, mixamos, masterizamos e finalizamos a arte, foi corrido como era a vida na capital, porém foi tranquilo e saudável como a vida no interior.”

[Hits Perdidos] Esse processo de imersão a calmaria do interior somado as diversas turnês que organizaram durante 2017 para promover o disco anterior fizeram com que tivessem contato com diferentes “brasis” e até a ida para Europa mostrou uma outra maneira de enxergar o mundo. O que não conheciam ainda e puderam ter contato que despertou interesse de vocês e ajudou na transição do som do novo registro?

JC: “O Em busca… foi uma loucura, desde o começo da gravação no meio de 2016 no meio dos shows, até as mudanças na formação durante a turnê. Fizemos um lançamento lento, vários singles, clipes, rolou atraso em relação ao selo americano que tínhamos contrato e no final eles acabaram não lançando o álbum. A viagem para Europa nos abriu a cabeça também, tivemos contato com muita gente interessante, aprendemos um pouco a forma como eles trabalham e planejam os lançamentos, turnês, vimos como funciona um grande festival europeu, foi um ano de muita experiência. Aqui no Brasil a gente aprende muito em cada cidade, tudo é muito diferente.”

DX: “Na última turnê no nordeste ano passado, logo que o João tinha assumido o baixo, fizemos um intensivo de psicodelia brasileira. Baixamos muitos discos de artistas dos anos 60/70 nacionais e só tínhamos isso pra ouvir nas viagens. Com certeza esse estudo acabou influenciando o disco novo.”

[Hits Perdidos] Achei genial isso de brincar com o título de dois álbuns clássicos. De onde veio isso? Foi uma escolha difícil? Outra coisa que observei é a simplicidade em definir os nome das faixas apenas com uma palavra, a ideia era ser minimalista mesmo?

JC: “Já tinha a ideia desse nome antes de lançarmos o segundo álbum, era pra brincar mesmo com os álbuns dos Stones e do BJM, que são grandes referências para nós. Em relação ao nome das músicas, a ideia eram palavras que fossem fortes e representativas sozinhas, elas tem ligação com as letras, Ingá por exemplo é o nome da cidade na Paraíba onde tem fica a Pedra do Ingá, que é um monumento arqueológico com inscrições rupestres que ainda hoje são um mistério, é o local que serviu de referência ao Paêbirú, disco do Lula Côrtes e Zé Ramalho.”

DX: “Ita também, nome indígena pra batizar outra canção que saiu desse lugar mágico.”

[Hits Perdidos] O álbum ainda contou com a participação do Bonifrate e do Tagore, chegaram a compor juntos as parcerias ou apenas convidaram para a participação especial? Porque das escolhas e como foram as gravações?

JC: “Eu acompanho o Supercordas desde o “Seres verdes ao redor”, quando o Diego mostrou a música, a letra e nós começamos a trabalhar nela, pensamos na voz do Bonifrate, fizemos o convite e ele topou. O Tagore é um grande amigo, morou um tempo em casa, já participou de vários shows da BIKE e eu sempre falava que ia convidar ele pra cantar num disco, ai convidamos para cantar em “Cavalo”, e ele acrescentou uma parte da letra, que ficou incrível. Bonifrate gravou em Paraty, onde mora e Tagore gravou num estúdio em Recife durante a produção do disco novo dele.”

[Hits Perdidos] Os shows de vocês do Em Busca da Viagem Eterna que pude comparecer foram bem vibrantes. Agora com esta atmosfera mais introspectiva e soturna, como irá funcionar a dinâmica de palco? Vocês tem show de lançamento planejado?

DX
: “Acho que a banda nunca esteve tão unida. Pela primeira vez tivemos uma rotina de ensaio e pudemos conviver quase que diariamente criando. Sempre gostamos de brincar com a dinâmica, mas anteriormente o lado shoegaze sempre falava mais forte. Dessa vez, até pelo clima mais sereno das letras, a dinâmica dita o ritmo. E pra gente é ótimo, pois mesclando com algumas músicas antigas, o repertório não fica engessado.”


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Bike expande horizontes no novo disco. – Foto: Auto Retrato

[Hits Perdidos] O próprio Diego gravou e mixou mas para a masterização vocês foram atrás do Rob Grant (Tame Impala, Death Cab For Cutie, Pond), com quem vocês já tinham trabalhado anteriormente. Queria saber primeiro como foi o choque dele em ver a nova sonoridade e como foi a experiência?

DX: “O Rob é um grande profissional e quase um membro da banda, pois muito da nossa sonoridade dos discos vem dos toques dele. Ele achou bem desafiador na verdade. Mandamos a mixagem separada pra ele, pra que ele pudesse ter algum controle a mais de alguns elementos, e desde o início a preocupação maior dele era não perder o equilíbrio da mixagem. Como dessa vez tinha muito elemento percussivo, as violas caipiras, acabou não sendo tão simples. Mas o calor que ele acrescentou na mixagem valeu muito a pena. O disco soa como um disco do BIKE e bate forte como sempre.”

[Hits Perdidos] Sobre a arte da capa feita pela Juli Ribeiro, qual briefing deram e o que esperavam que transmitisse?

JC: “Pedimos uma arte que representasse a tranquilidade que queríamos passar com a sonoridade do álbum, as ilustrações surgiram de uma lista de elementos que estão nas letras das 8 músicas e a disposição delas sugere uma oferenda. Ao fundo os 3 círculos preenchidos com nuvens remetem ao título e ao clima do disco, que teve  a música “Nuvem” como fio condutor. A Juli é nossa parceira desde o primeiro álbum, produziu o clipe de “A Vida é uma Raposa”, e depois ilustrou a capa e o encarte do “Em busca da Viagem Eterna”.

[Hits Perdidos] O registro também é o primeiro full que vocês lançam pelo Quadrado Mágico. Como surgiu essa parceria e como vem que deveria ser a contrapartida ideal que um selo pode oferecer para um artista em 2018?

JC: “A parceria surgiu com o lançamento do EP de Remixes de “A Montanha Sagrada” no ano passado, desde então o Miguel soube que lançaríamos um disco novo em 2018 e se ofereceu a nos ajudar desde o lançamento até a prensagem do vinil. Pra nós o selo tem que se mostrar interessado na forma de trabalho da banda e tentar entende-la , é importante que esteja por dentro de todo o processo de lançamento, distribuição, divulgação e se possível lançar o material físico.”

[Hits Perdidos] O que achei interessante do álbum foi o lance da experimentação tanto das substâncias (risos), como de instrumentos como a viola caipira. O que levou vocês a abrirem a cabeça para isso de adicionar novos elementos de fora do universo da psicodelia?

DX: “Um estudo de nossa própria cultura. Na Europa sentimos o poder que nossos ritmos tem lá fora, e na nossa cidade a viola caipira é algo muito tradicional, em toda a região. Trocamos a tradicional sítar pela viola caipira, pegamos vários chocalhos indígenas e alguns molhos. Deu exatamente a textura que procurávamos. É muito comum hoje em dia as bandas tenderem pro lado mais eletrônico, a gente quis ir pro tradicional, pra raiz. Gravamos o disco ao vivo, estilo Abbey Road, poucos microfones, todos se olhando. Hoje em dia é muita busca pela perfeição, corrige, afina. A gente erra, muda o tempo, é orgânico, queríamos isso, porque ao vivo é isso, essa dinâmica funciona. O disco soa como o show.”

[Hits Perdidos] Sinto como se o álbum na verdade soasse como uma ressaca dessa viagem corrida e vocês com horizontes mais elevados buscando um pouco de paz e de expansão espiritual. Em que momento pensaram, temos que parar e focar nos próximos passos mas ao mesmo tempo tirando o pé do acelerador?

DX: “Na verdade ainda não tiramos o pé do acelerador (risos). Rodamos bastante nesses quase 3 anos de banda, você aprende e conhece muita coisa, vê como as coisas funcionam e quem são as pessoas, como funciona o “mercado” e a mídia. Além disso nós somos todos mais velhos, estamos na casa dos 30, o Bike não é a primeira banda de ninguém. Isso deu uma bagagem muito forte pra gente se ver de fora. Temos um objetivo em comum e pudemos avaliar os erros e acertos dessa caminhada, e pensar melhor nos próximos passos. Nunca estivemos tão criativos e não queremos perder essa maré boa.”

[Hits Perdidos] Em 3 anos de banda qual o saldo que fizeram até aqui dessa caminhada em busca da viagem eterna?

JC: “Que o Brasil é lindo, gigante e muito rico em cultura, aprendemos que é possível produzir um disco, lançar e fazer turnê mesmo de carro em 1 ano de trampo. Não é fácil, nem um pouco. Mas funciona de verdade. É a galera confiar menos nos heróis da cena e fazer mais por si mesmo.”

DX: “Somos da época da cena forte hardcore, dos zines e cassetes pelo correio. Passamos por grandes furadas também, gigs sem backline direito, dormimos em chão várias vezes, porcentagens abusivas de casas de show e acordos, ter que tocar após atração principal fechando o rolê, dormir no carro no estacionamento… já dava um bom livro. Mas o saldo é positivo. É muito gratificante voltar pras cidades e ver que o público vai aumentando, o pessoal conhecendo cada vez mais, entendendo a banda. Fizemos muitos amigos pela estrada.”

Show de Lançamento do Vinil @ Sesc Pompeia


Poster


Neste sábado a Bike faz o lançamento do vinil no palco do majestoso Sesc Pompeia, confira o serviço com mais informações:

SERVIÇO
BIKE – lançamento Their Shamanic Majesties’ Third Request
Local: Comedoria do Sesc Pompeia
Data: 9 de junho, sábado
Horário: 21:30
Valor: 20 (Inteira) / 10 (meia) / 6 (comerciário).
Venda Online

A banda também é atração confirmada no Festival Picnik que acontece em Brasília (DF) no fim de semana do dia 23 e 24 de junho.


PIC


O line-up foi divulgado no começo da semana em matéria realizada pelo jornalista Pedro Antunes para o Estadão e impressiona pela mescla de novos nomes com outros que já vem se destacando nos últimos anos. Vale a pena ida a Brasília!

Tulipa Ruiz (SP) | Curumin (SP) | Anelis Assumpção (SP) | Garotas Suecas (SP) | BIKE (SP) | Joe Silhueta (DF) | RAKTA (SP) | PAPISA (SP) |Mescalines (SP) | Young Lights (MG) | Marrakesh ʘ (PR) | SUPERVÃO (RS) . André Sampaio (SP) |Leo (DF) | meu amigo tigre (DF) | Oxy (DF) |Cachimbó (DF) | Banda Augusta (DF) | Palamar (DF)

PicniK *Festival*
Arte – Moda – Música – Dia – Bazar – Festa – Sorrisos – Comidinhas – De graça
Data: 23 e 24 de junho de 2018 (sábado e domingo)
Local: Torre de TV
Horário: das 13h às 22h
Acesso gratuito
Classificação indicativa livre

Obs: a partir das 16h será necessária a doação de 1kg de alimento ou 1 livro ou 1 agasalho para acessar perímetro do evento (Instituições beneficiadas = Abrace e Ler Liberta)

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