A ressurreição de Yannick em “Também Conhecido Como Afro Samurai”

O rap nasceu do improviso e da quebra de paradigmas como voz de resistência. O som do subúrbio dos guetos norte-americanos ganhou o mundo através da irreverência, atitude, musicalidade e pluralidade.

Os anos 70 da cidade de Nova Iorque foram o paraíso para a boa música como podemos ver no documentário da BBC, Once Upon A Time In New York: The Birth Of Hip Hop, Disco And Punk.

O documentário mostra como surgiu a cena setentista que chacoalhou a Big Apple. O mais interessante dessa leva que deu origem aos três estilos – Hip Hop, Disco e Punk – era o sentimento de união pela arte.

Por mais que as colaborações entre estilos tivessem surgido apenas na década seguinte, o que mais se via era seus membros perambulando entre todos “rolês”. Como o próprio longa mostra, Debbie Harry do Blondie conta que o primeiro show de rap que compareceu foi justamente do Wu-Tang Clan.

O rap/hip hop cansou de caçar samples incríveis nas festas onde a bela soul music reinava na pista de dança. E talvez essa seja a graça da música: o aprendizado com o novo, com o diferente. A soma costuma fortalecer a arte. E onde há arte sempre existe (ou deveria existir) verdade.

Tanto que para o nova iorquino, é algo comum frequentar as cenas de hardcore, rap, hip hop, punk e depois ouvir um jazz em uma boca de metrô sem nenhum problema. A influência ficou e evoluiu.

O hardcore de grupos como H2O, Madball, Agnostic Front talvez não fosse tão característico se seus membros não tivessem crescido ouvindo rap e aprimorando suas rimas. O Death Grips – de Sacramento, Califórnia – talvez não fizesse um som tão disruptivo e transgressor se não tivesse ouvido rock e eletrônica. Até Ice Cube (N.W.A) e Dee Dee Ramone inverteram papéis na salada da música.

Um dos grupos que mais admiro dessa “nova safra” é justamente os mal encarados do Ho9909  que misturam rap com punk/crust, eletrônica/dubstep e foram buscar referências tanto na cena garage punk nova iorquina atual como nos anos 80. Mais do que isso eles foram atrás de referências em filmes de terror e o resultado são clipes como este.

Tudo isso é apenas introdução para o que está por vir. Afinal de hoje vamos falar sobre Yannick, rapper que cresceu no centro de outra magalópole também um tanto quanto plural: São Paulo.

Ele que está envolvido com o universo do rap/hip hop a muitos tempo, quando ainda atendia por JPNK, e utiliza do melhor recurso que a internet lhe permite: o faça você mesmo (D.I.Y). Mas ele também aprecia diversos outros estilos de som, algo que saberão mais após o bate papo que fizemos com ele.

Algo que o acompanha desde o início da carreira. Visto que quando ainda ele nem sonhava em fazer um projeto com seu nome de batismo, já fazia parcerias um tanto quanto plurais. Teve o prazer de trabalhar ao lado do Dj Caique, RDO & 1º CBG (quando ainda usava a alcunha JPNK), Jimmy Luv, Lei Di Dai, Paulo Júnior, Latin Familia, Bruno Paks, Abstrato Beats (Outro Plano), Luciano Arê e a banda de rock, NDK.

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Yannick mergulhou a fundo na cultura pop japonesa para dar vida ao seu primeiro EP. – Foto: Divulgação

Assim como os contemporâneos Death Grips e Ho9909, Yannick fez um extenso trabalho de pesquisa para conseguir um resultado que lhe agradasse neste primeiro EP. E ele foi buscar referências mais precisamente do outro lado do mundo: no Japão.

Totalmente ligado nas redes sociais, ele tinha prontamente anunciado para seus amigos e fãs o que estaria por vir. Suas influências além de sua origem afro-nipônica estavam traçadas mas ele sentia que ainda faltava algo. O que fez com que ele segurasse suas ideias e fosse atrás de parcerias para amadurecer o que daria origem ao EP: Também Conhecido Como Afro Samurai (2016).

Mas como nos provérbios orientais costumam ressaltar: tudo ao seu tempo. E o trabalho tijolo sobre tijolo foi sendo construído aos poucos. Encontrou parcerias, assim como dito na introdução, em artistas de outros universos. Porém no fim das contas: tudo vira arte e se soma de maneira abrangente. Talvez por isso este trabalho seja tão ímpar.

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Afro Samurai é um mangá independente criado por Takashi Okazaki. – Foto: Divulgação

Partindo do princípio que o rap contextualiza boas histórias e ensinamentos da rua, nada como somatizar isso com outra cultura riquíssima: a dos mangás japoneses. Melhor ainda se é possível juntar suas origens a um personagem tão próximo a sua forte personalidade.

Yannick fez isso. Após pesquisar, assistir uma porção de animes e ler mangás se deparou com Afro Samurai. Um mangá independente criado por Takashi Okazaki, e publicado inicialmente na revista Nou Nou Hau, no Japão

Após o sucesso na terra do sol nascente, o mangá de Takashi Okazaki ganhou nas mãos de Fuminori Kizaki e com produção do estúdio de animação Gonzo, uma adaptação para Anime com 5 episódios.

E as coincidências entre Takashi e Yannick não param por aí, assim como o brasileiro, Okazaki cultiva a paixão pelo hip hop e a soul music. E mais do que isso, o cinema blaxploitation, algo que o pessoal do Ho9909 também pira. Agora entenderam a introdução?

Mas vamos ao que interessa: a história. E que história, afinal se você deixa de ler uma linha: perde todo o sentido e a magia por trás deste mangá.

“Sua história se passa em um “Japão feudal futurístico e pós-apocalíptico” onde, aquele que conquistar a simbólica bandana de “Número Um” (o homem mais poderoso do mundo), irá comandar o planeta, como um deus.

Quando criança, Afro teve seu pai (que era o Número Um) assassinado pelo pistoleiro Justice, que passou a ser o novo Número Um. Agora adulto Afro Samurai é o atual Número Dois, e viaja pelo mundo em busca de vingança, passando por cima de qualquer empecilho pelo atual Número Um que matou seu pai.” Yannick

Uma curiosidade bem legal que Yannick encontrou foi sobre a trilha do anime:

“No anime, há a participação do ator norte-americano Samuel L. Jackson, dublando a voz do protagonista e de seu parceiro, além de ser um dos co-produtores. O integrante do grupo Wu-Tang Clan, RZA, produziu a trilha sonora original em ritmo hip hop, que foi lançada em CD pela Koch Records em janeiro de 2007, nas versões editada e sem corte.” Yannick

A convergência e embalar um sucesso transmídia ainda possibilitou com que a história em quadrinhos não ganhasse apenas o mundo dos curtas mas como adentrasse o dos video games.

Em janeiro de 2009, foi lançado um filme animado Afro Samurai: Resurrection. Samuel L. Jackson reprisou o papel de Afro (além de ser o produtor executivo do filme), Lucy Liu dublou a vilã Sio, também foi lançado um jogo de videogame Xbox 360 e PlayStation 3, desenvolvido pela Namco Bandai Games.” Yannick

O EP  Também Conhecido Como Afro Samurai (2016)

O disco conta com a produção dos beatmakers Paulo Júnior e Everton Beatmaker e foi gravado e mixado por Blakbone nos estúdios da Live Station.

Como adiantamos, Yannick também tem interesse por outros estilos, dentre eles o Rock. Sendo assim após refletir sobre quais seriam os parceiros ideais para este trabalho ele chegou a um time do peso contendo nomes conhecidos da cena do rap e do rock nacional.

Entre eles estão: Zorack e Venom do Ascendência Mista, Petrus – o Pedro Camargo da Ol Darth Bastard, Raony e Keops do Medulla, Paula Malvar do Vó Tereza e Dieguito Reis do Vivendo do Ócio. Do boombap ao trap, unindo o rap e o rock.

E a convergência multicultural 360 graus deu liga. Logo na primeira faixa “Vingança” já vimos o poder dos beatmakers em ação com seu boom bap que mescla com samples da música tradicional japonesa.

Assim como na história as rimas de Yannick fazem uma conexão Japão feudal futurístico e pós-apocalípita – Brasil. Já que a faixa que dá ponto de partida ao EP narra a vingança sendo planejada pelo personagem Afro (do mangá).

Após o pistoleiro Justice matar impiedosamente seu pai, antigo “Número Um”, ele toma o lugar de semi-Deus. Afro Samurai se torna o “Número Dois”, pega sua catana e vai atrás fazer justiça com as próprias mãos.

Já na segunda faixa “A Maldição da Bandana”, Yannick começa a contextualizar a realidade da história nos tempos modernos. Se a “maldição da bandana” no mangá  carrega o poder e a imortalidade, na vida real ela é a ganância e a cobiça.

Ainda nos força a pensar sobre algo que Black Mirror nos alerta desde a primeira temporada: a tecnologia avança mas a mentalidade auto-destrutiva primitiva do ser humano se mantém intacta.

A vingança que tornou Afro Samurai cego, neste momento deixa o ouvinte sentindo que vive em um mundo de impunidade. Fazendo um paralelo com a vida real, o que mais temos hoje em dia são justiceiros, não é mesmo?

Com a arena pronta para o combate, Afro fica no 1×1 com Justice. A vingança em nome da soberba do controle do mundo sobe a cabeça de nossos combatentes. “Afro Vs Justice” fala sobre coragem, foco, ligação e o fim da linha.

Os sinais de que a vingança é um prato que se come frio se manifestam em “Luto Por Você” faixa que conta com a participação de Paula Malvar (Vó Tereza). O folclore japonês ganha terreno e afro entra finalmente no plano da consciência. A participação de Paula dá o equilíbrio que a música pede.

A quinta faixa é “Jinno” que traz uma rima mais direta e reta. A vingança nunca é plena, na canção os súditos imploram para ele ter piedade de seu mestre. Visto que matar Justice infelizmente não trará seu pai de volta. A culpa e a morte são sentimentos que perturbam a mente de Afro Samurai que leva um “esporro” de seu melhor amigo Jinno que ao reprová-lo vira as costas para ele.

Tudo isso serve de combustível para o Hit Perdido “Também Conhecido Como Afro Samurai” que conta com a participação de Zorack & Venom (Ascendência Mista).

A canção sintetiza a história do guerreiro Afro Samurai e as parcerias caem como uma luva pois dialogam com o Samurai dando um preciso tapa na cara. Virtudes como a persistência, disciplina e honra são lembrados e cultivados. Valores tão universais que conseguem fazer o elo entre o passado e o presente.

Feito a lenda da fênix, nosso samurai ressurge das cinzas em “Ressurreição” em uma viagem apocalíptica entre planos proporcionada pelos beats fugazes somados as vozes frenéticas do duo Medulla (que participa da faixa).

O mix do rock com rap deixa a melodia um tanto quando pop e consegue te transportar para o plano do vale da morte. Para deixar a panela ainda mais em combustão, o boom bap come solto ao fundo. A letra é séria e um tanto quanto macabra, a dramatização dos participantes também merece ser destacada.

Yannick fecha o disco com uma faixa remix de “Também Conhecido Como Afro Samurai” que em seus versos diz: “Anos se passaram, eu procrastinei. Sob o vale das sombras, eu andei, andei. E se não tivesse passado tudo o que passei, não teria encontrado o que hoje encontrei”.

O remix transgride ainda mais a faixa e dá um tom ainda mais mitológico para a composição, ouvindo até imaginei como seria um remix do duo Subburbia para a faixa. A versão remix conta com a participação do Petrus & Dieguito Reis (Vivendo do Ócio) que dão novas narrativas para a trajetória do nosso herói.

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Também Conhecido Como Afro Samurai (2016) é um EP plural tanto no plano cultural em misturar a realidade urbana com a cultura geek e princípios da sabedoria oriental, como na experimentação artística de todos participantes. De universos diferentes, sim mas que em nome da arte se complementam.

O desafio instiga Yannick e seus parceiros em assim como Matrix: encontrar outras luzes e trevas dentro da história do impiedoso e cheio de vingança em seu coração, Afro Samurai. A vontade de ser número 1 jamais saciará a sede do nosso heroí. Visto que a vida lhe arranca a pureza através do gosto amargo da vingança.

As rimas são rápidas e fazem um paralelo com a realidade do cidadão moderno e suas dificuldades de enfrentar um mundo que vive conflitos ideológicos, tecnocratas e parte para guerras e conflitos primitivos em nome da ganância sem olhar para trás.

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Yannick conversou um pouco com o Hits Perdidos. – Foto: Divulgação

[Hits Perdidos] Você está no “corre” do rap desde meados de 2010. Como foi o processo e como chegou no personagem do Samurai?

Yannick: “Tenho uma certa história no rap antes de 2010, eu me chamava JPNK, uma sigla para Japanik, um amigo meu o Pedro TX que já foi conhecido como Banzo quando cantava no Projeto Manada, me deu esse nome.

Cantei em alguns coletivos, as “bancas” de rap como a 360º Records e a 1º C.B.G., porém me sentia um personagem, queria ser algo que naquela época eu não era, mas acabei me tornando anos depois. E em 2010 quando decidi que precisava não ser mais uma personagem, adotei o meu nome de nascença.

Conheço o anime Afro Samurai desde 2007, quando foi lançado, a identificação foi instantânea pois sou filho de pai negro e mãe japonesa. Quando assisti pela primeira vez pensei “esse cara sou eu” (risos).”


[Hits Perdidos] 
Como foi a recepção e como vê que o universo do rap se complementa com o ANIME?

Yannick: “Desde que o EP Também Conhecido Como Afro Samurai foi lançado eu tenho recebido “feedbacks” positivos das pessoas que já viram e conhecem tanto o anime, como o mangá e as que não conhecem, a obra tem despertado o interesse dessas pessoas em saber no que eu me baseei.

O universo do rap combina com tudo, inclusive com o universo dos animes, o próprio anime do Afro Samurai mostrou isso na época que foi lançado, que é possível unir essas duas culturas retratando através da linguagem da música e do anime, um novo conceito de estética e mensagem.

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O rapper participou no último dia 30 do Barueri Anime Fest. – Foto: Divulgação

[Hits Perdidos] O EP Também Conhecido como Afro Samurai tem suas raízes no anime/manga de Takeshi Okazaki que faz referência ao cinema blaxplotation. É muito interessante a relação pois ele é fã de soul e hip hop. Como foi o desafio de entrar de corpo e alma na história e criar novas rimas?

Yannick: “Eu mergulhei de corpo e alma nesse projeto, devo ter assistido mais de cem vezes a primeira e segunda temporada. Decorei todas as falas, utilizei de diversas falas do anime para escrever as rimas e quando mergulhei no mangá, que ate então eu não tinha acesso, eu enxerguei o vasto universo dentro dos temas. Eu incorporei tanto o personagem protagonista que até o tatuei no meu corpo, senti a necessidade em me tornar ele (o Afro Samurai) para poder falar a respeito.”


[Hits Perdidos] 
Inclusive a trilha do anime foi criada pela lenda RZA (Wu-Tang Clan). Acredito eu que o grupo seja uma das suas influências e inspirações. Quais grupos se inspira na hora de escrever e como é a pesquisa por samples? Aliás você contou com participação de beat makers no EP, como foi a fase de produção?

Yannick: “Sim sou fã do RZA e de todo Wu-Tang Clan, a trilha é maravilhosa, quando eu ouvi eu me animei mais para fazer o EP, senti que era possível realizar essa obra, mesmo sabendo que o rap no Brasil não tem um olhar específico para esse tipo de cultura geek, a cultura do anime e do mangá.

Me inspirei muito na trilha sonora do anime para escrever as rimas e no caso a pesquisa dos samples ficou por conta mesmo dos beatmakers Paulo Júnior e Everton Beatmaker. Eu gosto de sugerir certas coisas, mas prefiro deixa-los livres para criarem aquilo que eles absorvem das referências.”

 

[Hits Perdidos] Vi que foi citado pelo AFROPUNK, um dos sites mais importantes do mundo sobre cultura negra – e também festival realizado anual em algumas cidades mundo afora. Como foi isso e como a repercussão fora do país?

Yannick: “Ser citado pelo AFROPUNK foi muito importante, agradeço ao Tom Black um dos colaboradores do site por isso. Em relação a repercussão do trabalho fora do Brasil, eu apenas fico feliz por saber que a mensagem chegou em algumas pessoas que não falam a minha língua e que moram em um outro país, a música é bela e mágica por isso, ela atravessa qualquer barreira, chega a lugares que nem imaginamos. Fico gratificado por isso, pela essência da música.”


[Hits Perdidos] 
Pelo que vi pelas parcerias você tem um gosto musical plural mixando parcerias tanto do rap como rock no EP. Como surgiram as parcerias e como sente que cada um acrescentou no resultado final?

Yannick: “Eu sou muito eclético musicalmente e esteticamente, e quis trazer isso pro EP. A primeira parceria que eu tinha pensando era com o Zorack e Venom do grupo de rap underground dos anos 2000, o Ascendência Mista, até hoje sou muito fã deles. Lembro que quando eu ouvi o disco Produto Mentalfaturado, eu pensei “mano, é isso que eu quero rimar”, “é essa mensagem que eu quero propagar”, porém eu demorei muito, foram 6 anos de “faço ou não faço”, mas quando eu senti que dava pra fazer, eles foram os primeiros a serem acionados.

Quando eu finalmente achei o estúdio para gravar o disco, graças a amizade que tenho com o Rodrigo Furlani, o proprietário desse estúdio a Live Station, eu conheci o Petrus e fiz o convite a ele para a faixa remix do disco, ele escreveu e me mandou um áudio no whats app no mesmo dia do convite.

Com o Dieguito Reis do Vivendo do Ócio aconteceu uma parada bem virtual, via facebook mesmo. Eu já conhecia o trabalho Vivendo do Ócio, mas eu não sabia que o Dieguito cantava. Quando eu ouvi a música “Batalha do Sono” do disco Selva Mundo gostei muito, mandei um inbox para ele, em seguida nos encontramos em uma casa noturna, trocamos uma ideia “de patchara mesmo” (risos) e ele aceitou participar da faixa remix do disco.

A parceria com o Medulla foi algo divino, Deus os colocou em meu caminho justamente para que eu não desistisse de realizar essa obra, lembro do Raony e o Keops me perguntando “eai e o Afro Samurai, vai fazer ou não?”. Como eu já tinha lançado duas músicas do EP no soundcloud eu praticamente tinha desistido de continuar com o projeto, mas eles não deixaram que isso acontecesse e quando os chamei pra fazer a “Ressurreição” que era uma música que já estava pronta, eles ouviram e disseram “mano, bora fazer essa música, ela fala sobre você, sobre a sua ressurreição“.
Com a Paula Malvar da Vó Tereza, que a conheci através do Rike vocalista da banda NDK, foi mágico também. Eu queria muito uma voz feminina no disco e quando eu escrevi a “Luto por Você” pensei nela na hora pois tinha acabado de ouvir uma música deles a “Se Você Vier” e pensei “é ela”.

[Hits Perdidos] 
Falando em parcerias para futuras faixas, qual seria um sonho realizar?
Yannick: “Não crio nenhuma expectativa enquanto a futuras parcerias, eu deixo o Universo, Deus, o Poder Superior se encarregar disso. Quero e gostaria muito de trabalhar com os meus amigos, pois sou muito fã deles.”

[Hits Perdidos] As histórias de mangas/animes sempre tem bastante do misticismo e sabedoria oriental. Quais as lições de vida que você tirou tanto desse universo como crê que carrega em suas letras no EP?
Yannick: “Assim como o mangá e o anime, o EP, fala sobre vingança e a vingança sempre destrói o vingador.”

[Hits Perdidos] Como vê o atual momento do cenário hip hop/rap em São Paulo?
Yannick: “O cenário do rap em São Paulo é muito positivo, porém eu vejo o cenário de outros estados fora de São Paulo vindo com músicas muito relevantes em estética, conceito e de resgate as origens do rap.”

[Hits Perdidos] Que artistas e grupos recomendaria para os leitores do Hits Perdidos?
Yannick: “Indicarei justamente todos os que participaram do EP Também Conhecido Como Afro Samurai, ouçam o disco “Produto Mentalfaturado” do Ascendência Mista, o disco “Selva Mundo” do Vivendo do Ócio, o single “Se Você Vier” da Vó Tereza, o single “Moda” do rapper Petrus e o disco novo do MedullaDeus e o Átomo”.”

[Hits Perdidos] Quais seus mangás e animes favoritos e porque?

Yannick: “Meus mangás favoritos são Lobo Solitário e claro o Afro Samurai, o Lobo por que foi o meu pai quem me deu e o Afro por que foi o meu irmão quem me presenteou (risos). E os meus animes favoritos são Akira e Ghost in the Shell, ambos fizeram parte da minha infância e a partir deles eu me apaixonei por essa cultura do anime.”


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