Melhores Live Sessions | Março (2026)
As Live Sessions têm sido um recurso bastante utilizado pelas bandas e em março não foi diferente. Muito por conta da necessidade de mostrar seu trabalho ao vivo para contratantes. Mas também é uma oportunidade de engajar seu público a comparecer em eventos futuros. Por isso, desde 2018 reunimos as mais interessantes que têm surgido no país.
Confira a lista com as melhores lançadas em março (2026): e não esqueça de enviar sua live session lançada nos próximos meses — vai que ela aparece por aqui!
Mariana Nolasco disponibilizou no dia 5/3 uma live session para “Pra Todas as Mulheres”.
Ao todo, 12 mulheres ocupam a cena: 9 vozes — Mariana Nolasco, Gab Veneziani, Vicka, Luiza Caspary, Victoria Kíu, Giovanna Bertonzini, Jess, Conce e Letícia Fagnani — e 3 musicistas, com Julie e Milena nos violões e Valentina na percussão. Todo o projeto, da produção à fotografia, passando pela direção criativa e musical, foi realizado por mulheres.
“‘Pra Todas as Mulheres’ nasceu como um desabafo pra mim. Hoje eu entendo que ela sempre foi um chamado coletivo.
O trecho “diga sim para o fim de uma era irracional, patriarcal’ é como se a gente tivesse chegado em um nível de estafa mental e cansaço tão grande, que representa um basta, uma cura em finalmente conseguir se posicionar, dizer “não” e não sentir culpa por isso.
Foi mágico olhar pro meu lado no set e ver tanta mulher incrível junta”, afirma Mariana.
O baiano Giovani Cidreira passou pelos estúdios do Tiny Desk Brasil e por lá apresentou um repertório que passa por sua discografia. Entre elas, estão as faixas, “Farol”, faixa do álbum Estreite (2020), “Última Vida Submarina”, Japanese Food, de 2017, “Um Capoeira”, parceria com Paulo Diniz, e “Saudade de Casa”, do álbum Nebulosa Baby (2021).
“O programa é uma referência para todo artista. Pensei em tantos artistas como eu e, de certa maneira, a gente representa um ao outro. Fiquei um pouco ansioso e mudei as músicas algumas vezes. Queria mostrar os diferentes caminhos que já trilhei”, revelou o artista.
Em sua banda, o músico conta com Filipe Castro (percussão), Kainã do Jêje (bateria), Cuca Ferreira (saxofone), Gabrielle Faustino (trombone), Pedro Bienemann (baixo) e Benke Ferraz (guitarra). O Tiny Desk Brasil é produzido por Anonymous Content Brazil.
Quem também passou pelos estúdios do Tiny Desk Brasil foi a rapper Duquesa. Por lá, a baiana de Feira de Santana apresentou as faixas “Dois Mundos”, “Big D!!!!! Pt. 2”, “Big D!!!!!”, “Fuso”, “Turma da Duq”, “Só Um Flerte”, “Purple Rain” e “Voo 1360”.
Duquesa idealizou para a gravação uma banda composta exclusivamente por mulheres.
A artista é acompanhada por: Edyelle Brandão (backing vocal), Colen (backing vocal), Érica Silva (contrabaixo), Alana Ananias (bateria), Mari Lima (guitarra), DJ Midi, Nicollys (trompete) e Tami Silveira (teclados).
“Eu queria a figura feminina em todos os instrumentos, majoritariamente mulheres negras. Espero que a gente possa inspirar crianças negras e periféricas a terem vontade de aprender um instrumento. Eu fui criada numa família onde a música não era vista como algo que pudesse me dar um futuro. Nossa função aqui é mostrar que a música é uma possibilidade”, revela a artista.
Tulipa Ruiz integrou a seleção refinada de artistas que passou em março pelo Tiny Desk Brasil. Por lá, a artista interpretou as faixas “Efêmera”, “Só Sei Dançar Com Você”, “Novelos”, “Habilidades Extraordinárias” e “Proporcional”.
Durante a apresentação, acompanham Tulipa: Gustavo Ruiz (guitarra e violão), Gabriel Mayall (baixo), Samuel Fraga (bateria), Antonio Loureiro (vibrafone), Gabriel Arrais (sax tenor), Francys Silva (trombone), Mariana Oliveira (sax barítono, alto e flauta) e Luizinho Nascimento (trompete, flugelhorn).
AQUINO teve uma live session gravada na Casa Rockambole disponibilizada em março. O material captado em novembro do ano passado conta com a direção de Marina Pellegrini e vídeo de André Figueirêdo.
Para iniciar os trabalhos do seu próximo álbum, REWIND, Edgar apresentou em março uma live session gravada na Casa Líquida, em São Paulo. Ao seu lado, o músico está acompanhado do DJ Kazvmba e de Matilde nos backing vocals.
O foco do material está na experiência que passa pela sonoridade dos sound systems periféricos, aliando o reggae e o dub como territórios. Por lá, ele apresenta as faixas “Je suis défoncé” e “Comme une flèche”.
“Vivemos momentos líquidos e a ditadura da imagem vertical; e quem detém essa imagem ou a narrativa dela? Estamos diante da guerra do volume de quem toca, grita ou se manifesta mais alto… Se a imagem tem mil palavras, que iniciemos essa experiência através da imagem, então”, diz o artista sobre a proposta audiovisual.
Tem live session inédita por aqui neste mês. Com conceito diferenciado, a Menu Desafino é uma série de sessions gravadas dentro de cozinhas. Até o momento ela está na metade da primeira temporada e é produzida pela produtora Outrahorarec em parceria com o Desafino – Cozinha Experimental. Por aqui destacamos a apresentação da LUIZAPADS, produtora multimídia, designer, DJ e autora independente de Porto Alegre.
“O objetivo do projeto é manter as marcas registradas desse tipo de mídia, adicionando novos elementos à proposta inicial. A curadoria diferenciada, unida a uma pegada intimista e minimalista, que busca criar uma conexão genuína entre o artista e o público, são características comuns em diversos programas desse tipo, e também estão presentes no Menu Desafino.
A diferença, então, está em três principais pontos que buscam trazer autenticidade para a proposta: o cenário, os artistas e a entrevista.
O cenário é a cozinha do Desafino, restaurante de culinária experimental localizado em Porto Alegre. O ambiente reduzido não permite a utilização de grandes recursos de palco, o que exige que os músicos utilizem ao máximo seu talento e criatividade, resultando em versões únicas das músicas apresentadas.
A experiência gastronômica é conduzida pelos chefs Diego Luna e Pedro Machado, que, durante as apresentações, preparam um prato pensado especialmente para o artista. A presença deles contribui para um sentimento de “cenário vivo”, não deixando dúvidas ao telespectador de que aquilo se trata de uma cozinha de verdade.
A curadoria, por sua vez, busca focar em artistas emergentes da cena local – como a DJ Luizapads, assim como nomes mais reconhecidos do underground nacional – o projeto já lançou episódios com DJs Ramemes e Chediak, o vocalista Dinho Almeida da banda Boogarins e a banda catarinense Exclusive os Cabides. A opção por músicos menos conhecidos pelo público geral tenta contribuir para um sentimento de autenticidade, dando voz e oportunidade para artistas que geralmente não têm espaço na mídia.
A entrevista, por fim, busca adicionar um novo elemento à proposta inicial. O bate-papo é feito de forma descontraída, onde os entrevistados comem a comida preparada durante a apresentação. O objetivo é apresentar ao público uma nova face dos músicos: mais vulnerável e longe da performance do palco. Tudo isso, somado ao fato de que eles estão praticando uma atividade tão corriqueira como almoçar, contribui ainda mais para o tom intimista e para a conexão entre público e artista”, revela Enzo Hofmann, que é diretor e produtor do Menu Desafino.
Após lançar seu segundo álbum, Sentimental Palace, em 2025, YMA em março marcou presença no Cultura Livre, programa apresentado por Roberta Martinelli. Por lá, a artista falou sobre o processo criativo e longa trajetória com a banda que a acompanha, além de cantar canções presentes em sua discografia.
A Bike, de São José dos Campos (SP), e destaque da cena de rock psicodélico brasileiro, se apresentou no DosolTV Sessions, de Natal, e teve sua apresentação disponibilizada em março. Por lá apresentou a faixa “Bico de Ouro”. A edição é de Taline Freitas e produção executiva de Ana Morena Tavares.
Quem também passou pela live session natalense foi o cearense, Mateus Fazeno Rock que por lá apresentou a faixa “Melô de Aparecida”. A live session existe desde 2008 e tem booking de Anderson Foca e câmeras operadas por Taline Freitas e Mylena Sousa.
A gravadora Som Livre apresentou um novo projeto, o slap sessions. Segundo os organizadores “foi idealizado como um espaço de experimentação no estúdio da Som Livre, propondo encontros em voz e violão que revelam novas camadas de interpretação das canções”.
Quem abriu a primeira edição foi a cantora e compositora Melly que em março apresentou seu novo EP com 5 faixas (“Eternamente” (Gal Costa), “Despacha”, “Azul”, “Cacau” e “Gaveta (Onironauta). Produzida pela Lordbull filmes, o material tem direção de fotografia de Rômulo Menescal e edição e finalização de Eduardo Panaro.
Novo espaço para live sessions aparece no nosso radar em março. O Sonora Apresenta, tem a proposta de realizar shows intimistas gravados com os principais artistas nacionais nos estúdios do Terra, em São Paulo.
Quem abre o projeto é a banda Foto em Grupo, aquela mesma que anunciou seu primeiro show no Lollapalooza sem ao menos ter lançado nenhuma música. O projeto formado por Ana Caetano (do duo Anavitória), Pedro Calais (vocalista da banda Lagum), Zani (guitarrista da banda Lagum) e João Ferreira (vocalista da banda Daparte) se apresentou para um grupo de fãs nos estúdios do Terra.
A Olívia foi até a Argentina para excursionar e aproveitou para gravar live sessions nos estúdios Uníssono e Romaphonic. O repertório escolhido para a gravação conta com faixas do último álbum do grupo, Obrigado Por Perguntar, lançado em 2025.
Quem volta a aparecer na nossa lista de Melhores Lives Sessions em março é a Som no Sebo. O projeto recebe desta vez o encontro entre RenanRenan e Os Amanticidas que por lá apresentaram as faixas “Arrasta Asa”, “Bisha”, “Limbo”, “Menino”, “O Sonho” e “Peito Largo”.
A banda OVM disponibilizou uma live session para a faixa “Depois?” em março. O material foi gravado no Studio Casarão, em Piracicaba (SP), e tem direção de João Pedro Gonçalves e Jean Novaes, e idealização de Franco Torrezan, proprietário do estúdio paulista.
“O tema deste EP gira em torno de duas condições da psique que demandam acompanhamento médico. A faixa-título é sobre a ansiedade como consequência de um transtorno maior, seja como fase da depressão ou de uma síndrome do pânico. É uma descrição um tanto didática do que se sente sofrendo deste mal”, afirma a banda.
Pedro Lanches, natural do Mato Grosso do Sul, apresentou na série de live sessions a faixa “Montanha Russa”. A produção audiovisual tem direção de Alexandre Nickel e edição de Alexander Alves.
Um terceiro novo projeto em nossa seleção mensal é o Música Boa Sessions, uma colaboração entre a produtora Loud Lab e o Blog Música Boa. O projeto chega ao YouTube com a proposta de criar registros intimistas, autênticos e profundamente conectados com a essência de cada artista convidado.
Quem aparece na estreia é a artista Ananda Borghi, cantora e compositora natural de São José do Rio Preto e radicada há alguns anos em Araraquara. Por lá ela apresenta as faixas autorais “Medo”, “Só eu sei (Jesus Maneiro)” e “Será”. Ao seu lado, ela ainda conta com Daniel Guedes (violão e segunda voz).
Para promover a edição deluxe do álbum Manauro, foram disponibilizados no fim de março live sessions para “cerveja gelada” e “vc se foi e é tarde”, da Jambu. Para o vídeo da segunda faixa, presente na nossa seleção mensal, eles tiveram a companhia de Stivisson Menezes na percussão. O vídeo conta com a direção de Dalton Souza.
Não deixe de enviar ao longo de abril!
This post was published on 31 de março de 2026 8:07 pm
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