Internacional

Do Have Heart ao Fiddlehead: Patrick Flynn fala sobre luto, poesia e o poder da experiência ao vivo

Em entrevista exclusiva Patrick Flynn, do Fiddlehead, o vocalista fala sobre a transição do Have Heart, o luto como força criativa e a potência da experiência ao vivo.

No dia 22/02, Fiddlehead e Rival Schools estreiam no Brasil em show realizado em São Paulo, no Fabrique, com a abertura das bandas brasileiras Zander e Capote. A realização é conjunta entre Powerline Music & Books e ND Productions e no momento os ingressos estão em seu último lote (vendas online).

“Inacreditável pensar que vamos abrir pra Fiddlehead e Rival Schools! Quando começamos a Capote, escolhemos algumas músicas para desenvolver o entrosamento da banda e uma dessas músicas foi “Lay Low” do Fiddlehead, e hoje, sabendo que vamos abrir pra eles, é sentimento de sonho realizado”, comenta o baterista da Capote, João Pedro ‘Truck’ Gonçalves, sobre a oportunidade.

De Boston, o Fiddlehead, formado em 2014, é considerado um supergrupo de post-hardcore e em sua formação conta com dois ex-Have Heart, o vocalista Patrick Flynn (Clear, Wolf Whistle, Free, Sweet Jesus…) e o baterista Shawn Costa.

O álbum mais recente do grupo, Death Is Nothing to Us, traz consigo reflexões sobre vida, morte e toda a alegria e tragédia entre ambas com referências ao filósofo romano Lucrécio, ao escritor Jean Améry, a artistas como Bad Brains, Alex G e Wire (também como referência à icônica versão de “12XU” do Minor Threat) e até a títulos e versos da própria discografia da Fiddlehead.

Tivemos a oportunidade de conversar com o vocalista sobre a volta ao país depois de quase 20 anos, a vida como professor de história e como isso inspira as composições, sua relação com a poesia e a paternidade, entre outros temas.


Fiddlehead. – Foto: Divulgação

Entrevista: Patrick Flynn (Fiddlehead)

Vamos falar sobre a primeira vez que o Fiddlehead está vindo ao Brasil…

Patrick Flynn: “Só queria dizer que o Brasil foi algo assim— eu já estive aí duas vezes, mas com o Have Heart, e isso ficou muito marcado. Nós só tocamos em São Paulo na nossa última turnê. Na turnê anterior fizemos umas cinco ou seis datas, e a simpatia, a cortesia e a gentileza que encontramos foram simplesmente de altíssimo nível.

Tenho tentado voltar ao Brasil há 20 anos, e finalmente estamos conseguindo. Estou extremamente animado.”



 

Vi seu post recente no Instagram, onde você descreveu essas duas vezes que esteve aqui na América Latina, falando sobre conhecer as pessoas locais e conversar sobre Samiam e bandas como essa. Então, sim, o que você está sentindo vindo dessa vez com o Fiddlehead?

Patrick Flynn: Estamos tentando ir desde que nos tornamos meio que uma banda que faz turnês de forma ocasional. É isso que somos. Não somos realmente uma banda em tempo integral. A banda nunca teve a intenção de ser nem mesmo uma banda focada em apresentações ao vivo.

No começo sentimos uma pequena conexão com as pessoas, mas, sabe, na minha lista, e especialmente na lista do Alex Henery— porque o Basement fez turnê pela América do Sul acho que há seis ou sete anos— e ele descreveu exatamente o que eu experimentei: a simpatia e aquela energia especial nos shows.

O único lugar comparável é o Sudeste Asiático, onde existe uma empolgação muito grande também.

E não me entenda mal, eu gosto de tocar em outros lugares também, mas, na minha opinião, os shows nunca pareceram tão vivos quanto na América do Sul ou no Sudeste Asiático.

E isso não quer dizer que Europa, Austrália, Japão, Estados Unidos, Canadá— não quer dizer que não sejam energéticos, só que não são tão energéticos quanto os shows na América do Sul.

Então isso é realmente especial para o Fiddlehead porque, para nós, aquela mágica da experiência ao vivo é tudo. As músicas, em muitos aspectos, são meio que pensadas para um tipo de catarse e uma conexão dentro dessa catarse. Então estou realmente ansioso por isso.”

Fiddlehead é meio que um “supergrupo”, no sentido de que você e o Shawn Costa eram do Have Heart, tem o Alex Henery do Basement, o Alex Dow do Big Contest e o Nick Hinsch do Stand Off. No entanto, esse projeto parece muito pessoal para você, com as letras e os temas que você desenvolve nas composições. Então como é o processo criativo por trás desse projeto?

Patrick Flynn: “O processo, basicamente, vale tudo, desde que a gente realmente sinta que está conectado, que esteja atingindo um clima, algo que estamos interessados em tentar entender. E sempre foi assim. Acho que parte do “sucesso”, entre aspas, é justamente que não há expectativas. Não nos importamos se as pessoas gostam ou não. Nos importamos se nós gostamos.

Então toda oportunidade em que as pessoas se conectam com isso e parecem gostar é o que chamamos de “gravy” — algo extra, um bônus. Sempre sentimos assim.

Tocamos no Outbreak no Reino Unido, na primeira vez que tocamos lá, e eu pensei: “Isso é gravy.” Tipo, isso é insano. Estamos tocando nesses shows meio malucos. E nunca foi essa a intenção.

Houve um momento em que pensamos: talvez devêssemos tornar isso algo em tempo integral, mas simplesmente não quisemos fazer isso. Não parecia natural. Então mantivemos o foco em escrever o que gostamos, e se as pessoas por acaso gostarem também, isso é só gravy. É o melhor cenário possível.

No processo de composição, se alguém escreve um riff e pensamos: “Vamos mexer nisso”, e se não gostarmos, simplesmente não usamos. É bem simples. Não é muito emocionante.

Mas, para mim, na parte das letras, é uma loucura. Não sei por quê, mas tem algo nos riffs que esses caras escrevem que realmente— não sei, é algo no som. Eu tento ir em direção ao som, para que haja uma coerência maior entre o som e as letras.

Então, para mim, a maneira como esses caras escrevem me coloca num espaço muito sério. E eu estou bem com isso. Sinto que o mundo punk e hardcore em que existimos é como um sinal verde total para simplesmente ser quem você é livremente e de forma aberta.

Então eu estou bem em ir para onde o som meio que me leva.”

Falando sobre o som da banda, parece até mais próximo de algo como o Basement do que do Have Heart, que era bem mais pesado, eu acho. Mesmo que o disco mais recente seja mais hardcore e mais pesado do que os anteriores. Que referências vocês tinham em mente para essa banda, para o som dessa banda?

Patrick Flynn: É meio variado. Quer dizer, Samiam é uma influência constante para mim, Archers of Loaf, que já puxa mais para o lado indie das coisas. Bandas como Slint, que meio que começam a jogar umas “bolas curvas” musicalmente.

Lou Barlow é uma grande referência — somos todos grandes fãs dele. E a música “The Deathlife” realmente tenta evocar a energia de uma música do Folk Implosion, que é o projeto do Lou Barlow. Aquele peso e aquela energia meio frenética.

E o Lou Barlow vem do hardcore também, com a banda antiga dele, Deep Wound, e depois Dinosaur Jr. Então, sabe, Superchunk é uma referência musical bem grande para nós.

Mas todos nós também viemos da escola do hardcore, então sempre tem esse toque que a gente não consegue — e nem quer — tirar.”

Vi você descrevendo seus três discos como algo tipo uma trilogia temática sobre os estágios do luto e da perda e coisas assim. Inclusive o disco mais recente se chama “Death Is Nothing to Us”. Então, como você acha que esse disco encerra essa trilogia ou talvez prepare o terreno para trabalhos futuros?

Patrick Flynn: Acho que ele meio que encerra algumas coisas. Quer dizer, eu comecei a banda, liricamente, tentando… meu pai havia falecido e eu não sabia como dar sentido a isso. Então usei a música como uma ferramenta para chegar lá.

E então meu filho nasceu.

Acho que a combinação de morte e vida eram conceitos tão pesados que eu também me encontrei nessa espécie de zona intermediária, tentando entender como lidar com o peso de ambos. E acho que o terceiro disco, liricamente, meio que responde isso.

Ele acaba tomando o caminho da vida — de que a vida é tudo. Isso tende a estar por baixo da ideia de que a morte não é nada para nós, porque a vida é.

E, sabe, acabamos de escrever um novo trabalho, um EP. São três músicas, chama-se Baby I’ll Change. E a faixa-título é mais voltada para fora, mas ainda tratando das coisas pesadas da vida. Em breve falaremos mais sobre isso. Talvez toquemos essas músicas nessa turnê.

Mas sim, acho que isso meio que nos colocou — não sei — para mim pareceu que eu tinha entendido algo. E agora estou naturalmente me vendo olhando um pouco mais para fora, mas ainda dentro dessas questões mais densas.”

Em Between the Richness vocês colocaram algumas citações de poemas. Eu vejo que poesia é algo importante para você. Como é essa relação?

Patrick Flynn: Bem, meu pai ensinava poesia. Ele era muito, muito um poeta em vida. Ele simplesmente dizia coisas — a forma como juntava as palavras tinha um impacto enorme. Eu adorava a forma como ele falava. E minha mãe era uma ótima contadora de histórias. Acho que crescer com os dois fez com que a maneira como eles falavam e as coisas sobre as quais falavam me influenciassem muito. 

Eu não vivo uma vida rica no sentido material. Tenho uma experiência bem comum, regular, meio rotineira, de um ser humano comum. E acho que isso é algo pelo qual sempre me senti atraído. Porque a maneira como meu pai falava das coisas prosaicas e ordinárias, mas com tanto valor, e as histórias que minha mãe contava — acho que tudo isso me levou a achar fascinante encontrar beleza na vida comum e ordinária, em vez de nos grandes reis, celebridades e estrelas.

Eu vejo mais poesia na experiência comum das pessoas do que no mundo mainstream, no mundo mais famoso, não-comum. Ali eu vejo muito pouco. Então acabei meio que preso num mundo muito poético. Fui ensinado implicitamente a enxergar isso na vida.

E através de tocar música e de dar aula para jovens, parece algo interminável — um fluxo interminável de enxergar poesia legal na vida. E eu posso escrever sobre isso também. Eu dou aulas de História, então há muita poesia nisso também. Essa é a minha opinião.”

Vocês tiveram o Chris Teti, do The World Is a Beautiful Place & I Am No Longer Afraid to Die, como produtor nos últimos trabalhos. Como essa relação começou?

Patrick Flynn: É engraçado, eu não sei exatamente como começou. Eu só sei que… Gravamos nosso primeiro EP — pouca gente sabe disso — mas o Ned Russin, do Title Fight, gravou nossa demo. E a gente fez até um cover de Mission of Burma nela. Mas acho que simplesmente não soava bem. A qualidade da gravação não estava lá.

Isso foi há muito tempo. Acho que o Ned se tornou tecnicamente muito bom nisso depois, mas na época ele ainda estava aprendendo a gravar. A gente gravou no nosso apartamento em Boston, quando estávamos todos morando juntos. E simplesmente não soava como algo gravado por alguém que fazia isso profissionalmente. Isso foi há uns 10 anos — talvez mais.

Então o Ned gravou a demo, mas a demo nunca saiu. Ficamos só com o EP, que nossos amigos da Lockin’ Out Records lançaram. A gente continuou escrevendo. E isso meio que mostra qual era a intenção original da banda: só tocar música. Eu achei que seria interessante tocar com esse cara britânico cuja banda tinha entrado em hiato e pensei: “Tenho umas ideias, quais são as suas? Vamos ver o que acontece quando juntamos tudo.” E sempre fluía muito naturalmente. Virava algo legal com facilidade.

Então fizemos o EP, as pessoas ouviram e disseram: “Isso é legal.” E nós também gostamos. Então continuamos escrevendo, meio que já imaginando um LP caso decidíssemos fazer um.

Quando sentimos que tínhamos músicas suficientes para um LP, fomos para o estúdio. Nem tínhamos um engenheiro propriamente dito. Nosso amigo Jesse sabia mexer na mesa, mas não tínhamos alguém responsável por mixar e também engenheirar ao mesmo tempo — o que às vezes pode ser perigoso no processo de gravação.

O primeiro disco soou muito ruim. Era terrível. Tudo estava isolado demais. Eu ouvi e pensei: “Essa banda nunca vai fazer um LP.” Mas o Alex Henery conhecia o Chris Teti — acho que o Basement deve ter tocado com o The World Is a Beautiful Place. O Alex enviou o material para o Chris, e ele devolveu mixado. Soava como a gente pretendia que soasse. Soava como tínhamos imaginado.

Só que gostaríamos que o Chris tivesse estado lá na hora da gravação, porque ele provavelmente teria capturado melhor o som cru. Depois disso decidimos continuar trabalhando com ele, mais diretamente em Between the Richness. Eu, pessoalmente, estava muito inseguro sobre fazer algo além de só gritar. Não tenho formação formal em canto, nem tenho interesse em “virar cantor”. Prefiro descobrir minha forma de interpretar música sozinho. Tenho medo de que aprender certas técnicas acabe limitando minha expressão.

Então trabalhar com o Chris foi importante. Mesmo assim eu ainda me sentia inseguro por não ter formação formal. Ele ouviu a versão não mixada do primeiro LP e conseguiu montar aquilo de uma forma que me fez soar como eu queria soar.

Então trabalhamos com ele diretamente em Between the Richness, e depois, em Death Is Nothing to Us, quisemos continuar porque gostamos muito da companhia dele.”

Eu sei que você tem seu trabalho “regular”, como professor de História. Como é conciliar essas duas ocupações? Sei que as turnês não são tão longas, mas como funciona isso?

Patrick Flynn: É ótimo. É realmente uma relação de yin e yang, um grande equilíbrio.

Como professor, vejo muitas histórias humanas. Tenho cerca de 125 alunos por ano. São 125 indivíduos diferentes. Estatisticamente, você presencia histórias muito fortes de vida. Estou no mundo real, e sou muito grato por isso. Vejo o que destrói alguns alunos. Vejo como uma catástrofe na vida de alguém pode desestabilizá-lo e depois vejo essa pessoa se reerguer. Isso me inspira e quero capturar isso e escrever sobre isso.

E, como músico, isso também influencia meu trabalho como professor. Existe um elemento de timing na música — e também na apresentação ao vivo — que é essencial. Eu nem gosto da palavra “performance”, mas a apresentação ao vivo envolve conexão, timing, percepção. Tento levar isso para a sala de aula quando estou apresentando, por exemplo, um documento histórico de alguém que morreu há 300 anos. Se eu acertar o timing, a entrega, o foco, isso pode tornar a aula extraordinária.

Então há elementos compartilhados: estar presente no momento, com palavras específicas, seja cantando ou ensinando.”

Quero falar também sobre sua relação com o Have Heart. A banda acabou há muito tempo, mas vocês voltaram algumas vezes. Acho que este ano marca 20 anos do primeiro disco. Qual é sua relação com a música da banda e com os integrantes hoje?

Patrick Flynn: É muito positiva, mas também cuidadosa.

Quando estávamos no auge, éramos muito intensos. Tocamos por sete anos seguidos de forma extremamente intensa e nos esgotamos completamente. Começou a afetar as amizades. Então decidimos parar para preservar isso. Ficamos dez anos afastados.

Nunca houve uma ruptura catastrófica entre mim, o Kay, o Shawn e o Ryan. Depois fizemos algumas reuniões. Também começamos uma banda chamada Free. Foi muito bom tocar juntos novamente.

Mas sempre tivemos muito cuidado com a ideia de reunião. Não queríamos “ocupar o espaço” do momento atual. Reuniões precisam ser feitas com cuidado.

Aprendemos observando outras bandas. Algumas fizeram bem, outras nem tanto. Gorilla Biscuits foi uma grande influência nesse sentido. Eles voltaram, tocaram, depois se afastaram. Trouxeram energia, não sugaram a energia da cena.

Então decidimos que, se fôssemos voltar, faríamos de forma respeitosa com a cultura.

Hoje não temos um desejo ardente de tocar novamente. Eu preferiria escrever novas músicas do Have Heart. Mas isso é um processo complicado. Prefiro honrar o que é ativo — o presente — do que algo apenas ocasionalmente ativo.”

Para encerrar, no nosso site, gostamos de dar luz a bandas que talvez nunca tenham recebido o reconhecimento que mereciam. Que bandas vêm à sua mente quando você pensa nisso?

Patrick Flynn: A primeira que me vem à mente é All Chrome. Eu citei eles no último LP do Fiddlehead. Eles têm uma música chamada “Tall Guy”.

Nunca ouvi ninguém tocar como eles. Foi o primeiro show hardcore que eu fui. Ninguém escreve riffs como eles, canta como eles, soa como eles. Se tocassem hoje, as pessoas diriam: “Isso é incrível.” Tem elementos de DC hardcore ali.

Acho que All Chrome — e especificamente “Tall Guy” — é um verdadeiro hit perdido.

Você tem uma mensagem para os fãs brasileiros animados com essa turnê?

Patrick Flynn: Desculpem por ter demorado tanto. Os pequenos comentários que vimos ao longo dos anos pedindo para irmos ao Brasil significaram muito para nós.

Se fôssemos uma banda que vive na estrada, teríamos ido antes. Mas há uns 7 ou 8 anos, o Brasil é um destino que queríamos muito alcançar. Estamos muito felizes por finalmente conseguir.”



SERVIÇO

Fiddlehead + Rival Schools em São Paulo
Data: Domingo, 22 de fevereiro de 2026
Horário: 16h (abertura da casa)
Local: Fabrique Club – Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda – São Paulo/SP
Ingresso: R$ 200,00 (Meia Entrada / Solidária / Estudante – último lote), R$ 400,00 (Inteira – último lote)
Venda online: no site da Fastix

This post was published on 18 de fevereiro de 2026 1:06 pm

Pedro Carvalho

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