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Tom Misch vem a capital gaúcha pela 1ª vez e encanta o público porto-alegrense

Uma das noites mais frias da semana mas nada que afastasse o porto-alegrense de prestigiar o musico e compositor britânico Tom Misch. O show fez parte da programação do MITA Festival, que teve sua edição em São Paulo e Rio de Janeiro. 

Antes de começar a falar sobre esse show inesquecível, vamos relembrar um pouquinho sobre o que Tom Misch já lançou até hoje. Suas primeiras canções ainda surgiram em 2012, no Soundcloud.

Em 2014 (Beat Tape 1) que é um álbum mais lo-fi, Beat Tape 2 que já é diferente do anterior – conta com beats e cordas. Temos o elogiado Geography (2018), What Kinda Music (2020), um dos favoritos da pessoa que escreve esse texto, este que conta com a colaboração do baterista de jazz Yussef Dayes. Já em 2021, Tom lançou a Quarantine Sessions. Fã declarado de Marcos Valle, Tom chamou então o mesmo para uma participação na canção “Parabéns”. Inclusive, no show do MITA Festival no Rio de Janeiro, o brasileiro fez uma participação especial.



Tom Misch em Porto Alegre

Na primeira vez de Tom Misch na capital gaúcha, o músico e produtor se apresentou durante pouco mais de 1hr e 30 minutos, com 16 canções entre hits, participações e muitas improvisações no palco. Sua banda acompanhava o músico com maestria e fazendo com que todos esquecêssemos do frio da noite gaúcha. 

Um Opinião cheio ovacionava Tom e cada integrante da banda ao final de cada canção, deixando o músico emocionado e retribuindo com muitos “Obrigado” durante a apresentação. Muitos fãs, muitos curiosos, todos dançando e curtindo uma vibe indescritível, levando todos que estavam naquela atmosfera intimista a se divertirem e comprovarem que música deve ser sentida da forma mais profunda, ultrapassando todos os seus sentidos. E é basicamente isso que todo o show passa, das músicas mais lentas às mais dançantes, com pegada mais soul e jazzy.


Tom Misch e sua banda durante a apresentação em Porto Alegre no dia 20/05 – Foto Por: Mila Borges (@Milaaaa_borges)

Os Pontos Altos

Um dos pontos mais altos do show, sem duvida, foi a canção “Tidal Wave”. Com a banda completa no palco, a improvisação final tirou assobios e palmas do publico. Muitos ali se emocionaram, inclusive eu. Pra quem gosta de música é um prato cheio de sensações.

Muitos gritos de “Tom Misch”, que na maioria das vezes deixavam o britânico sem jeito e resultando em diversos agradecimentos e conversas com os fãs ali presentes. Inclusive, muitos ali emocionados e aproveitando cada minuto. E os gritos não se destinavam apenas a Tom, mas sim a todos os músicos ali presentes. O INCRÍVEL (ele merece letras maiúsculas) saxofonista Braxton Cook foi um dos mais ovacionados após suas participação e não foi poupado de elogios por Tom. 

Tom transmite ser o músico que é apaixonado pelo que faz, em seus shows faz com que aqueles que ainda não o conhecem caiam de amores e assim que o show acaba pesquisem por tudo aquilo que já tenha lançado, e no final torce para que ele volte o mais rápido possível. Dizem que britânicos podem parecer um pouco frios, mas nesse caso é muito pelo contrário. Tom transmite calor através de suas canções, de seus samples, instrumentos, e até de seus convidados – não deixem de ir atrás dos trabalhos solos de Joel Culpepper e do saxofonista Braxton Cook.

Destaque para “Losing My Way”, e canções que contaram com a participação de Joel Culpepper – “Money” e “Tidal Wave”. O show teve bis com “Lost in Paris” e “South of the River”. 


Joel Culpepper durante o show de Tom Misch no Bar OpiniãoFoto Por: Mila Borges (@Milaaaa_borges)

Setlist do Show em Porto Alegre

“What Kinda Music”
“Its Runs Through Me”
“Losing My Way”
“Falling for You”
“I Wish”
“Nightrider”
“Quarantine”
“Band Intro/Jam”
“Disco Yes”
“Money”
“Better Days”
“Movie”
“Water Baby / Crazy Dream”
“Tidal Wave”

Encore:
“Lost in Paris”
“South of the River”

Saiba também como foi o show do Tom Misch em São Paulo

This post was published on 25 de maio de 2022 11:00 am

Mila Borges

Colaboradora no Hits Perdidos, nas horas vagas descobrindo o que há de bom na música Brasil a fora. Fora isso adoro futebol, churrasco. Não gosto de preconceito no geral (música então nem se fala).

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