O impacto dos adiamentos, e cancelamentos, de shows, eventos, festivais, conferências, lançamentos geram um impacto econômico que a cada dia que passa mais se expande. Neste post você encontra alguns eventos cancelados na semana onde tivemos o lockdown no Brasil mas isso tende a se estender ainda mais. Como aconteceu recentemente com festivais como o SXSW.

A equipe da EYXO e a White Rabbit inicialmente iria fazer uma cobertura para mostrar mais sobre as novidades que seriam apresentadas no maior festival do mundo de tecnologia e inovação; o SXSW. Por conta do cancelamento do evento, e por já estarem com as passagens compradas, decidiram ir para Austin (Texas) mesmo assim. A equipe aproveitou para produzir um filme contando esse outro lado da história.

A transformação e economia criativa diante da pandemia do coronavírus

Pela primeira vez em 34 anos o evento não aconteceu. Para terem uma breve ideia, por ano o SXSW recebe cerca de 400 mil pessoas interessadas em novas experiências e reflexões sobre o futuro. São apresentações musicais, conferências, lançamentos de filmes, videogames, interatividade, publicidade entre outros ramos da economia criativa.



Para produzir o minidoc, Eyxo e White Rabbit conversaram com pessoas de diferentes lugares, buscando abranger desde o pequeno empreendedor até os organizadores do festival.

“Quando grandes marcas começaram a cancelar sua participação, a ficha caiu. E então houve o entendimento que isso foi o melhor a ser feito. Apesar de certa decepção, encontramos muita compreensão”, analisa Luis Fernando, que coordenou o projeto.

Conforme Vanessa Mathias, sócia da White Rabbit, a força e a rapidez com que a pandemia chegou foi além de previsões dos futuristas e pensadores mais célebres do mundo, e que anualmente se reúnem em Austin.

“Em vez do SXSW, pessoas, ideias e movimentos grassroots [que enfatizam o empoderamento de grupos locais] surgiam pela cidade, em uma capacidade de articulação distribuída em torno de uma causa comum”, observou ela, que costuma realizar uma curadoria de conteúdos no evento.

A partir do depoimento coletados nesses dias percorrendo o local que abriga o festival desde 1987, nasceu o minidoc SXSW – O futuro que não aconteceu.

Ele mostra como uma comunidade inteira, formada por cidadãos locais e visitantes, consegue ressignificar um momento tão importante para todos utilizando justamente daquilo que o evento cancelado se propõe a discutir: a adaptabilidade, a flexibilidade, a empatia e a criatividade.

Na Contramão

Como divulgado no vídeo o SXSW está fazendo algumas atividades online para conectar ainda mais quem tinha interesse ou já estaria por lá. Ao invés de adiar cancelar, esse foi o caminho que o MIDEM (França) e Indie Week (EUA) escolheram seguir. Já os eventos presenciais agora estão previstos para 2021.

Leia mais em artigo da Billboard americana.

As Lives

As Lives acabaram se tornando populares, por aqui demos algumas dicas de como aproveitar elas de uma maneira melhor.

Porém nos últimos dias um festival de lives foi na contramão das orientações da OMS; a do Jorge e Matheus, por exemplo, colocou 17 pessoas em um bar com direito a churrasco, cerveja….contrariando toda a política contra a disseminação do coronavírus.

Com números impactantes a “moda” das super produções não parece parar tão cedo. Algumas equipes vão de 8 a 17 pessoas. Um descaso por si só. Leia mais aqui.

O Impacto Econômico do Coronavírus na Música Brasileira


DATA SIM COVID-19 - SXSW


Foram divulgados os resultados da pesquisa sobre os impactos da Covid-19 no mercado de música do Brasil, realizada por questionário online entre 17 e 23 de março.

Baixe Agora: Relatório para download gratuito

A partir da pesquisa do DATA SIM foi possível ter um panorama do setor a partir de 536 de empresas de diversas áreas como produtoras de festivais, agências de booking, casas de show, além de fornecedores e parceiros, que vão do aluguel de equipamentos à logística de transporte e hospedagem, envolvendo milhares de profissionais em suas operações.

A Análise dos números

A pesquisa relata um prejuízo de R$ 483 milhões.

“Esses números ajudam a pensar em ações concretas para o setor, composto por muitos interesses, a maioria sem uma representação ou associação de classe. É hora de pensarmos coletivamente para identificarmos interesses comuns e nos organizarmos, de maneira orgânica.

Não há espaço para pensarmos que uma única iniciativa vai liderar esse processo de cima pra baixo. É hora de aproveitarmos as iniciativas que surgiram autonomamente em diversas partes do país para repensar toda a organização política do setor”, sugere Dani Ribas, diretora de pesquisas do DATA SIM. 

“Realizar uma pesquisa simultaneamente aos primeiros impactos da crise é uma tarefa árdua. Entretanto, a urgência na coleta destes dados primários se faz necessária por conta das milhares de pessoas desamparadas nesse momento. Nesse sentido os resultados da pesquisa podem ajudar a ampliar o diálogo e proposições do poder público e iniciativa privada”, comenta Renata Gomes, pesquisadora e analista de dados do DATA SIM.

O estudo também apresenta um diagnóstico dos principais desafios que a indústria da música precisa enfrentar para lidar com a crise que abala toda a cadeia produtiva do setor, mas também abre possibilidades para que as estruturas e relações do mercado sejam repensadas coletivamente em novos caminhos. “Vai ser preciso recomeçar, reinventar a música ao vivo”, afirma Pena Schmidt consultor especial do projeto.