Dingo Bells abraça o pop, o soul, o funk e a música eletrônica em “Todo Mundo Vai Mudar”

Tem discos que você precisa ver ao vivo para ver se é tudo isso. Simplesmente porque você ao ouvir em casa fica embasbacado pela produção, arranjos, melodias e quer saber como este funciona ao vivo. Até brinco quando converso com as bandas que o melhor a se fazer é ir a um show quando acha que um disco é realmente bom, pois se corresponder as expectativas é porque realmente merece mesmo colher todos os louros.

Depois do aclamado Maravilhas da Vida Moderna (2015), o Dingo Bells ganhou destaque nacional tendo sido selecionado pelo edital Natura Musical 2016 com apoio da Lei Pró-Cultura/RS. A expectativa para o lançamento do segundo disco era grande, tanto pelo apoio como por se consolidar como um dos principais nomes da nova safra de rock nacional.

A banda está na ativa desde 2006, tendo seu primeiro contato ainda nos tempos de escola e a cada momento que passa parece que eles estão mais afiados. Em sua formação eles contam com Diogo Brochmann (guitarra e voz), Felipe Kautz (baixo e voz), Rodrigo Fischmann (voz e bateria). No novo disco, Todo Mundo Vai Mudar, eles contam com a ajuda de Fabricio Gambogi, guitarrista e arranjador parceiro do grupo.


Dingo Bells por Rodrigo Marroni
Dingo Bells de Porto Alegre (RS). – Foto Por: Rodrigo Marroni

Fiz questão de não ouvir o álbum antes de vê-los ao vivo. É bem verdade que ele está disponível nas principais plataformas digitais desde o dia 11/04, mas quis ir até o Auditório do Ibirapuera, palco tão imponente, para apreciar o álbum ao vivo.

Pude observar na face dos presentes uma grande expectativa naquele quase lotado auditório. Na última vez que estive lá foi para ver o Wilco em uma apresentação histórica, com direito a banda pedir para que os fãs quebrassem qualquer tipo de protocolo – e viessem para a frente trocar a energia.

O palco daquele lugar assusta, é bem verdade mas assim como tocar em um CCSP ou Sesc Pompeia lotado, é uma emoção diferente. Eu imagino para aqueles três meninos que sabem por tudo que passaram, ao longo da trajetória, chegar ali e ver tudo acontecendo o quão significativo é. Tanto é que eles só conseguiram relaxar após três canções. Completamente normal, humano e de verdade.

Tocar um disco de cabo a rabo é um desafio por si só, ainda mais sabendo que esses três últimos anos desde seu lançamento fizeram com que as referências, perspectivas, visões de mundo – e até mesmo o momento político do país – fizeram com que eles repensassem seu som e suas composições.

Como dialogar com um mundo em tempos onde queremos fugir para as colinas? Como observar um horizonte com tantos escândalos e ódio gratuito sendo despejado na timeline? Como lidar com o impasse de ideias e intolerância? Como encontrar um norte?

Talvez seja isso que o trabalho de artistas com uma sensibilidade a mais consegue tocar, com sutileza, metáforas, senso crítico, senso de humor e um pouco de rebolado. Alguns dizem que os movimentos e acontecimentos podem ser detectados com certa antecedência mas nem sempre estamos prontos para lidar com tudo isso, muito menos as vezes traduzir isso como o ecoar das vozes de uma multidão.

Seria muito pretensioso eles falarem que vão por esse caminho mas no fundo percebemos que eles tentam sim sentir o que está acontecendo e transformar isso em pop. Tanto é que no show vemos uma rica mistura de elementos no palco como um trio de metais, piano, integrantes se revezando em instrumentos e até mesmo telas – e sombras – com projeções para que sejamos imersos a energia de introspecção do registro.


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O tela com projeções foi um show a parte durante a apresentação. – Foto Por: Rafael Chioccarello

Conforme o show foi se desenrolando eles foram se sentindo cada vez mais a vontade com o público. Sobre a qualidade do espetáculo desde o primeiro segundo não há o que querer procurar defeito, o entrosamento e a liga são evidentes.

Uma grata surpresa é o bom uso dos metais (coordenados porJulio Rizzo, Gustavo Müller e Renato Dall Ago) que conseguem criar as texturas de soul / funk / jazz que quebram toda a dinâmica de um show normal. Afinal de contas, não era um show normal e sim o grande lançamento de um disco.

O novo álbum sabe brincar bastante com isso, traz batidas, tem hip-hop e mergulha na eletrônica. Acredito que seja uma maneira acertada de tentar dialogar com novos públicos e não é algo inocente. Basta ver as playlists do Spotify e o que mais bomba entre a molecada mais nova. É lo-fi hip-hop, EDM, Rap, Hip Hop e muitos sintetizadores. Eles mesmos assumem influências de artistas como D’Angelo e Radiohead no novo trabalho.

Porém no show o que me marcou mais foi essa harmonia e interação entre os integrantes. Conforme o tempo foi passando eles foram se soltando e até mesmo faziam dancinhas desengonçadas no improviso. Eles realmente estavam se divertindo e pareciam estar de volta ao pátio do colégio.


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As dancinhas tiveram espaço no show de lançamento no Auditório do Ibirapuera. – Foto Por: Rafael Chioccarello

É nítido o alívio quando entram na primeira faixa do disco anterior no show. Se soltam e talvez por estarem mais acostumados com o antigo repertório, se divertem e interagem com o público.

A dinâmica da banda é algo muito interessante a se observar Rodrigo Fischmann (Bateria e Voz) e Felipe Kautz (Baixo e Voz) chegam até a trocar de lugar durante a apresentação, Felipe se mantem no baixo mas senta no banco da bateria e Rodrigo assume os vocais em certo momento. Este lado versátil contribui para que o show fique longe de ser cansativo e o grande trunfo da banda é justamente o poder das composições e o entrosamento nos vocais.



Já se aproximando do fim da apresentação eles saudam o público presente e ensaiam uma saída. Apenas ensaiam porque logo após um copo d’água eles retornam com mais algumas músicas, agora sem peso algum nas costas eles aproveitam até o último momento a estadia no palco. Pedem para o protocolo ser quebrado e os fãs chegam mais perto para cantarolar as faixas restantes.

No retorno o palco é aberto e podemos ver o verde e as luzes do Parque Ibirapuera logo atrás do Dingo Bells. Pude reparar que naquele momento havia uma família levando o cachorro para passear e lamentei o fato de que “Eu Vim Passear” tenha sido tocada cerca de 15 minutos antes deste momento. Encaixaria de maneira perfeita.

O show se aproxima de seu final e eles fazem um discurso emocionados contando mais de sua trajetória, o começo, agradecendo a toda equipe que fez deste sonho realidade e recebendo aplausos de todos os presentes. Estava estampado na cara deles a felicidade de ter concluído com sucesso aquele show de lançamento.

Dingo Bells – Todo Mundo Vai Mudar (11/04/2018)

“Para introduzir o processo de criação de Todo Mundo Vai Mudar temos que lembrar que o Maravilhas da Vida Moderna surgiu a partir de um apanhado de composições feitas ao longo de, mais ou menos, dez anos. Somadas a estas canções mais antigas, incluímos outras que foram feitas em 2014, sob demanda do produtor musical Marcelo Fruet.

Isso fez com que, após todo o trabalho em cima do Maravilhas, a banda partisse do zero para criar um número significativo de novas composições e escolher, dentre essas, as que formariam um segundo álbum. Tendo isso em mente, iniciamos um longo período de imersão criativa”, diz o vocalista Rodrigo Fischmann.

Realmente foi mesmo Diogo Brochmann (guitarra e voz), Felipe Kautz (baixo e voz), Rodrigo Fischmann (voz e bateria), e Fabricio Gambogi, guitarrista e arranjador parceiro do grupo se isolaram durante 2 meses, no Estúdio Pedra Redonda, na zona sul de Porto Alegre (RS),  para preparar todos os arranjos e gravar do jeito que gostariam.

Trouxeram novas influências e novas visões sobre o disco, tanto é que durante o show eles deixam bem claro o desejo de não re-editar o primeiro trabalho e sim mostrar algo novo para o público.

“O processo do segundo álbum foi muito intenso e demandou diferentes habilidades ao longo disso tudo. As composições e os arranjos foram em sua maioria construídas coletivamente, verso a verso, acorde a acorde.

Acho que a gente sentiu essa necessidade enquanto grupo depois de ter circulado intensamente desde o lançamento do disco anterior. Foi bastante desafiador, mas me sinto muito feliz com o resultado das músicas. Sinto que é um disco que se permite dar mergulhos mais profundos, explorando mais as seções instrumentais e uma entrega mais íntima por parte das letras.

Chegamos a um resultado mais pop, Brasil e groove que se apoia em uma mistura de elementos mais estranhos e interessantes que anteriormente”, conta Felipe Kautz.


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O entrosamento no palco permite novas possibilidades durante as apresentações. – Foto Por: Rafael Chioccarello

Sobre o novo método de trabalho e a presença de Fabricio contribuindo ativamente no processo eles comentam:

“Diferentemente dos processos anteriores, tivemos pela primeira vez a presença, como compositor, do Fabricio Gambogi, que até então havia participado do Dingo Bells somente como guitarrista e arranjador.

Certamente, o fato de haver um piano de parede e um teclado Wurlitzer na sala permitiu com que algumas ideias embrionárias surgissem naqueles instrumentos, ao invés do usual violão. Foi um período de muita conversa e de diversas experimentações a respeito do processo criativo”, conta Rodrigo.

“Foi um aprendizado compor canções coletivamente, discutir letras entre quatro pessoas, escolher palavras e amarrar melodias por caminhos que agradassem uma mesa cheia de compositores. Esse foi, pra mim, o aspecto mais marcante do processo de criação do disco”, Fabricio conta sobre o processo criativo

Parte Técnica

Mais uma vez eles trabalharam com o produtor Marcelo Fruet que comenta sobre o novo trabalho:

“Produzir o “Maravilhas” junto com a banda foi mais difícil porque a banda era mais inexperiente sobre produção e gravação, mas foi mais fácil pelo mesmo motivo. O álbum novo é o contrário: mais fácil porque eles já ganharam muita experiência, mas também mais difícil porque isso faz com que eu tenha que dividir algumas decisões de produção com eles, o que aumenta o tempo de debates, discussões e argumentações. O primeiro, foi gravado em um sítio aberto, esse em uma sala de estar fechada, na cidade. Isso muda tudo”

O álbum foi mixado por Fruet e Átila Viana e masterizado por Marcos Abreu. Já os arranjos de sopros foram feito por Fabricio Gambogi. O registro foi gravado por Wagner Lagemann no Estúdio Pedra Redonda e por Daniel Roitman e Átila Viana em Estúdio-12 Experiênciasonora, em Porto Alegre (RS).

As gravações contaram também com uma série de músicos convidados: Murilo Moura (piano); Bruno Coelho (percussão); Julio Rizzo (trombone); Renato Dall Ago (trompete); Gustavo Müller (saxofone alto e tenor); Saulo Rosa (trompa).

A experiência em palco como fator de evolução para a banda:

“Acredito que os dois últimos anos de turnê e aprendizados contaram muito para o resultado que vamos apresentar nesse segundo trabalho. Mudamos como pessoas, como músicos e como banda. Nos aprofundamos na mistura que vem sendo trabalhada desde o Maravilhas, acho que entendemos ela melhor: queremos soar pop, abrangentes, mas nunca rasos, supérfluos. Não significa intelectualizar demais o processo, racionalizar. Significa permitir diversos níveis de interpretação do trabalho, várias camadas a serem degustadas pelo ouvinte atento, tanto nas letras quanto na sonoridade”, Diogo Brochmann comenta.



São dez faixas. 38 minutos de duração que passam voando através das melodias cheias de harmonia e arranjos que aproximam eles ainda mais do pop. É verdade que tem groove, tem espírito do funk, tem flerte com o R&B e tudo mais mas nem por isso deixa de ser um disco de rock.

O que é bacana pois mostra como o estilo sabe sim se camuflar para se reinventar, como é feito há décadas. Tem muito rap por aí que se formos extrair a essência é puro rock’n’roll e vice e versa.

Se quebrar paradigmas – e comparações ao primeiro álbum – era um dilema deste lançamento, eles já dão a primeira cartada em “Todo Mundo Vai Mudar”. Com ares da disco music eles trazem beats do soul e vocais que dialogam com essa fase de ouro da música mundial.

Sua letra pode ter várias interpretações, dentre elas até falar mesmo desta transição sonora. Uma outra é justamente dialogar sobre nossas transformações internas e mudanças de visão e comportamentos que antes pareciam ser tão automáticos, robotizados e estáticos. Mas como sabemos estamos sempre em constante amadurecimento, evolução e prontos para sofrer transformações.

Isso vale até mesmo para os músicos que estiverem lendo a esta resenha, quem para no tempo é relógio quebrado e não nossas ideias – e revoluções internas.

A falta de empatia e o caos do ruído dos conflitos na timeline seja ela virtual como nos almoços de família – e encontros que eram para ser apenas de descontração – são colocados a prova na questionadora “Ser Capaz de Ouvir”.

Em ano de eleição essa música podia bem que ecoar nos auto-falantes de alguns palanques que faria mais sentido que milhões discursos de ódio ou debates televisivos. A baixaria nem começou e temos apenas 4 meses até que os programas eleitorais ganham as telas da TV.

A era da informação e com tantas fontes disponíveis mas em paralelo em um mar de fake news – e com pouco espaço para o diálogo civilizado. Afinal de contas: uma nação que não consegue discutir ideias, dificilmente vai para frente.

No campo musical, fãs de Radiohead vão apreciar essa canção por conta da delicadeza dos detalhes de seus arranjos, ora elétricos, ora eletrônicos.

“Meias Palavras” abraça o pop e coloca o protagonismo nos vocais. Segundo a própria banda eles foram buscar essa sonoridade no clássico Pet Sounds dos Beach Boys (um dos discos mais injustiçados da história da música pop – diga-se de passagem).

Os elementos da balada dão toda a sofisticação que ela pede como a percussão muito bem articulada e os metais que entram para deixar ela ainda mais contemplativa. Depois de tanto ruído da faixa anterior, nada como se despir e contemplar a beleza do silêncio, já diria o Depeche Mode, “Enjoy The Silence”.

Como é bom ouvir os sopros logo na introdução de “Tudo Trocado”, Murilo Moura, entra na canção para tocar piano, ele que já trabalhou ao lado de projetos como Pata de Elefante e Gustavo Telles & Os Escolhidos. Uma canção toda diferente que dialoga com a música brasileira dos anos 70, a soul music e nomes como Gilberto Gil e Tim Maia.

Os temas abordado são as incertezas e falso controle do tempo que revelam nosso medo de nosso medo de nos tornarmos irrelevantes. É toda uma pressão social por resultados que faz com que nos sentamos sufocados e com dificuldade para as vezes sermos apenas nós mesmos.

A rotina é abordada e um trecho bateu forte por aqui: “Trabalhando para comprar descanso.”, duvido que você em algum momento da sua vida adulta não refletiu sobre o tema.

Que agradável é ver uma banda que não tem medo de misturar elementos e ser pop sem querer soar como uma banda específica, é quase que um alívio – em meio a tantos materiais com personalidade questionável.

Já em “O Que Se Vê de Cara” temos uma das mais catchy do registro. A beleza das pequenas coisas – até mesmo tortas – da vida ganham um arranjo orquestrado à lá Motown Records. A vida é assim, não tem caminhos certos e as vezes por isso que valorizemos cada barreira que ultrapassamos e lacuna que completamos.

“Tem Pra Quem” destoa de todas as faixas anteriores pela aposta no R&B, eletrônica e aposta nessa levada da neo-soul que temos visto nos últimos anos ganhar terreno. O que é interessante e deve ter sido um exercício bastante trabalhado no estúdio.

Afinal de contas sair da zona de conforto da mesma forma que é estimulante, tem seu preço. Eles citam como referência D’Angelo e eu consigo enxergar também um pouco de Milton Nascimento. Uma bonita canção com uma letra que fala sobre como o tempo que passa não volta. De certa forma propõe com que aproveitamos todas as experiências da maneira mais intensa e viva possível.

A sétima faixa, “Sinta-se em Casa” já é uma velha conhecida dos fãs, o simpático e açucarado single foi lançado ainda no ano passado. Ela é feita para ser cantada junto do público e no show do Ibirapuera funcionou muito bem neste aspecto. O sopro dá um corpo e deixa tudo mais fácil e paleável para tocar até nas FMs mais conservadoras.

“Com essa música, celebramos a mudança e o nosso poder de adaptação à ela. Afinal, ‘se a verdade dói, dançamos em brasa’. E, assim como no álbum anterior, há espaço para a reflexão de como o mundo funciona e de como as pessoas moldam esse contexto, há um paralelo entre a casa/lar e o estado de espírito da personagem. Ele prepara a sua casa assim como prepara a sua mente.

Pronto para abraçar suas verdades mais temidas, mesmo que isso signifique um processo penoso: “Se a verdade dói, dançamos em brasa.” É um convite à aceitação das imperfeições e incoerências da vida, como um processo natural de mudança”, comenta Diogo Brochmann.

Completamente na linha oposta e com o ar de experimentação de artistas como Radiohead, The Internet e brockhampton, “Aos Domingos (Quando Eu Resolver)” aparece na faixa 8.

Todos esses recursos conversam diretamente com a música que fala sobre a sensação de inércia, estagnação, falsas promessas e incômodos. Ou seja toda essa bagagem é para provocar mesmo um estranhamento – e fuga de uma repetição de fórmula dentro do disco.

“Na Carona” já passa pelo título a ideia de reflexão e movimento. É mais uma vez sobre as incertezas, inércia e até mesmo sobre as inúmeras desculpas que nos damos todos os dias para não tomar certas atitudes. Se a música muitas vezes pode ser aquele seu amigo, esse é o momento de ouvir e trabalhar duro para correr atrás do seu sonho. Com foco, suor e persistência. Sem tempo para desculpas e meias voltas.

Sob um questionamento parecido, “A Sua Sorte”, fecha o disco querendo encontrar respostas. Com o desejo de ultrapassar obstáculos e saber que amigo: é uma longa caminhada.

O vocalista discorre sobre todas estas dificuldades, dores, medos, receios, distopias e vontades. Através de metáforas tudo parece mais leve mas a força para isso conforme a canção vai chegando a seu fim vai se elevando, lembrando as progressões do rock setentista. Fecha o álbum numa subida, com pensamento positivo e uma boa mensagem. E talvez é tudo que você precisa para o seu dia, não é mesmo?


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O segundo álbum do Dingo Bells pode ser visto de duas formas: como um processo de transição de sonoridade para algo mais pop ou como um amadurecimento como compositores. Ambos são por sua vez positivos (e válidos), visto que hoje em dia quantas bandas colocam a cara para bater para falar que estão fazendo pop?

É legal ver que isso é feito sem querer soar com alguma banda consolidada no cenário nacional. É da mistura entre soul, funk, pop, jazz, hip-hop, rock alternativo, música eletrônica, piano, sopros e letras que dialogam com o mundo em que vivemos que dão o tom do que é Todo Mundo Vai Mudar.

Um disco que nos faz refletir em diversos âmbitos e nas atitudes de nossas vidas de maneira prática – e eficiente. Em ano de eleição, copa do mundo, discussões, diz que me diz e muita politicagem: ele cai como uma luva por levantar temas pesados mas sem perder o compasso.

Confira a agenda dos próximos shows:

DINGO AG

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