Basement Tracks - Foto Por: Caio Dezidério
Em 2019 falamos pela primeira vez sobre uma das bandas mineiras mais interessantes do cenário nacional, o Basement Tracks. Formado em 2013, em Juiz de Fora, em sua formação atual o quinteto tem Victor Fonseca (guitarra e voz), Ruan Lustosa (guitarra), Rodrigo Baumgratz (baixo), Lucas Duarte (bateria) e Ruy Alhadas (teclado).
Entre as influências relatadas por eles estão grupos como Stone Roses, Lux Prima, MGMT, POND, Air, The War on Drugs, Jagwar Ma e Brian Eno. Mostrando bastante da pluralidade do som da banda que capricha bastante na produção e experiência sonora.
“Se colocassem a gente contra a parede, diria que temos um pé no Rock Alternativo e o outro no Pop Psicodélico Esquisito”, diz Ruan Lustosa
Após lançarem o compacto (“Ocean’s Son” e “Mindset” / 2014), o EP (Songs From The Orange / 2015), e o ótimo álbum de estreia, Rave On (2018), chegou a hora deles apresentarem seu novo material.
O cerne do novo disco, Midnight Show, que será lançado em maio, foi marcado pelo período conturbado da pandemia. O que fez com que eles organizassem sessões domésticas e começassem a produzir sem pensar em detalhes substanciais como a pré-produção. Algo que no registro anterior tiveram mais tempo para organizar. A atmosfera caótica, ajudou com que ele se moldasse organicamente e ganhasse novas curvas.
“Criamos bem mais na hora de gravar. Pegávamos um esqueleto e transformávamos em música. Victor cuidou da mixagem. Foi um misto de sentimentos”, relembra Ruan
“Neon Mirror” conta com participações de Stéphanie Fernandes (Lanches), na voz, e de Pedro Baapz, nos sintetizadores. O single foi gravado no Mariland Studio, composto e mixado por Victor Fonseca e masterizado por André Medeiros
Segundo os integrantes o primeiro single a ser apresentado, “bebe na rispidez de Lux Prima, na molecularidade do War On Drugs, nas paisagens únicas do Air e no experimentalismo formal do Pond.
Introspecção, confusão, caos e mergulho no vazio. Sentimentos tão aflorados durante a pandemia que a melancolia lisérgica acaba trazendo consigo um olhar mais analítico de um período marcado por olhar para dentro para tentar prever o que acontece lá fora.
Os sintetizadores, e as cores frias, ganham contornos em uma faixa dark feito o momento em que foi materializada. Onde a claridade lutava para escapar pelos feixes, e a releitura das ações, tanto coletivas, como individuais, eram reavaliadas em meio a abstração, cicatrizes, incertezas, demônios e uma série de lutos (e lutas) pessoais.
This post was published on 23 de fevereiro de 2024 9:00 am
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