Internacional

O Atlântico Negro (Capítulo 3), Blondie: entre Nova York e Kingston

Blondie: entre Nova York e Kingston

Atlântico negro é uma série de edições em imagem e vídeo onde eu DJ Will da Leste conto de maneira livre a relação entre musicalidades africanas e afro diaspóricas e o mundo pop ou underground.

Nesse terceiro capítulo demonstro a influencia do Rocksteady, precursor do Reggae, na obra musical do grupo de Pós Punk e New Wave Blondie.


Debbie Harry, vocalista do BlondieFoto Por: Alamy

Você já deve ter visto a foto de Debbie Harry vocalista da banda Blondie em alguma série ou documentário sobre música. E com certeza já deve ter ouvido essa canção em alguma série romântica, filme, postagem sobre música, comercial ou algum DJ já tocou ela na balada.



“The Tide is High” foi lançada pelo grupo nova Iorquino em 1980 primeiro como single (“Suzy and Jeffrey” & “The Tide is High”, novembro de 1980), depois como quarta faixa do álbum Autoamerican (Chrysalis Records, 1980). Ocorre que ela é uma versão pop /new wave dessa aqui “The Tide is High” dos Paragons, grupo precursor de Rocksteady e Reggae:



A versão jamaicana é a quarta faixa do álbum On the Beach with Paragons (Treasure Isle, 1967) e foi lançada no Reino Unido pela “Only Smile”. No contexto inglês a circulação dessas sonoridades no mundo pop e\ou no underground, na época, era comum em razão da migração jamaicana e foi lá que a banda conheceu a versão dos Paragons.



A diferença das suas versões além das datas de lançamento, gêneros musicais e características raciais dos músicos é a letra. Na versão do Blondie o refrão diz: “I’m not kind GIRL who just like that, oh no”. E na versão rocksteady jamaicana dos Paragons: “I´m not kind MAN who gives up just like that, noh oh”.

This post was published on 28 de fevereiro de 2023 5:07 pm

Willians Santos

Willians Santos é doutorando em ciências sociais pela Unicamp, professor da rede pública do Estado de São Paulo, ator e curador musical do projeto "Conexão Jamaifrica" (musicalidades africanas, diáspora, jamaicana e northern soul), também, integra a equipe do "Fronteiras Cruzadas" e o projeto "Conexão Diáspora: arte e política sem fronteiras". Possui publicações em mídia nacional e internacional sobre os temas da diáspora africana, imigração, refúgio, anti racismo e direitos humanos, e música.

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