Kermit Marchin coloca no liquidificador Tame Impala e Morgan Delt em novo single experimental

Kermit Marchin é o alter ego do músico Gil Mosolino (Applegate) em um projeto que segundo o músico é mais experimental e onde pode explorar ainda mais possibilidades e estéticas como produtor musical.

Após lançar três singles “Mantra da Causa Perdida”, “Fogo no Parkin” e a peculiar “Sätan Träp”, o músico vai testando em cada novo lançamento uma nova estética, algo que projetos paralelos permitem por natureza – e ele não tira a mão quando o assunto é prezar pela liberdade estética e misturar ao ativismo tanto a poesia como as novas frequências. A psicodelia da Applegate ainda se faz presente mas para Gil ela não parece ter limites e consegue conversar com o trap de Raffa Moreira ao ambient.

Kermit Marchin “F.B.S. (Forninho’s Broken Shower)

Gil conta que a canção é bastante importante pois apesar de estar sendo lançado apenas agora foi o pontapé inicial do Kermit Marchin.

“F.B.S foi a primeira música a eu compor para lançar como Kermit Machin, a música demorou 1 ano desde a composição dela (tomando banho após ouvir o novo álbum do Vinyl Williams “Azure), até finalizar a Masterização da música.

O processo foi demorado porque desde o inicio da musica eu gravei e re-gravei as vozes umas 3 vezes por que conforme o tempo foi passando eu fui melhorando o meu equipamento de gravação, alterei a letra da música, fiz muitas camadas de instrumento e  chamei dois amigos meus para trazerem novos “sabores” para o som (Marina Marchi – Voz & Thiago Leal – Baixo e Synths). Lanço essa música agora tendo o apoio do meu selo Alcalina. A música bebe de influências de bandas malucas como Morgan Delt, Vinyl Williams e Tame Impala.”, Conta Gil

A Estética Transgressora

“A música é construída em cima da ideia estética de ser imersiva em  um novo espaço linear, porém que suas modulações causadas  durante a música criam um novo ambiente, como o representado na capa.

A letra abstrata e surrealista se encaixa em um novo espaço criado pelo ouvinte, as modulações apresentadas na capa se sincronizam com as linhas sonoras distorcidas pelas modulações criadas nesse estado único.”, relata o músico

A Experiência Sensorial e o convite ao Audiovisual

“O nome da música, “Forninho’s Broken Shower”, constrói uma ligação letra com o instrumental, Forninhos Broken Shower não precisa de significado definido porquetodo mundo já entende ao ler ao menos uma vez.

Várias pessoas vão ter seu ponto de vista relacionando o nome do som, com a letra, com a capa e com as modulações que rolam durante a musical e a ideia de um nome amplo é justamente esse. Deixo a partir daqui que cada ouvinte crie o seu próprio espaço de se estar  nessa viagem psicodélica criada por você e seus próprios pensamentos, sensibilidade e vida, criando seu próprio espaço audiovisual possível.”, brisa Kermit Marchin

O Processo colaborativo

“Como todas as músicas que estou lançando como Kermit Machin, fui ativo durante todo o processo, participando do início ao fim da música. Chamei minha amiga Marina Marchi, cantora talentosíssima aqui de São Paulo, para cantar o trecho com vocal feminino, a voz dela para mim trouxe um alívio, quase um momento de claridade no final da música, após trechos e trechos de fritação e muita informação, quase que um caos alinhado. Sempre admirei muito a voz e os trabalhos dela e fiquei muito feliz quando ela topou participar da música!

A música foi gravada no início da pandemia, e como nós estamos fazendo o isolamento social certinho, as participações dessa música foram gravadas a distância, a Marina por exemplo, estava na praia quando cantou e me mandou esse trecho dela cantando!

O convite para a participação de Thiago Leal veio pós trabalharmos juntos no novo single da minha banda Applegate, “Entre Ondas”. Além de ser um amigo querido, Thiago é muito talentoso, eu tinha uma linha de baixo na época, porém não estava conseguindo gravar e ter o resultado que eu queria, então, chamei o “delegado”. Thiago entrou gravando o baixo da música toda e dividindo os sintetizadores comigo. O cara é genial, trouxe um novo sabor, arranjo e deu muito mais brilhos em momentos do som!

A capa da música fiz mais uma vez com minha parceira, Carolina Sako. Ela criou as imagens, das linhas sendo moduladas e eu fiz a colagem e construção da imagem.”, relembra Gil sobre o processo

This post was published on 25 de março de 2021 12:22 am

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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