Yo Soy Toño - Foto: Divulgação
Carioca de nascimento, e alagoano de coração, Antonio Oiticica quando o assunto é música atende pelo alter ego de Yo Soy Toño e vem aos poucos ao lado de uma nova geração de nomes como Loreb e Felipe de Vas se mostrando um artista promissor. Os três inclusive ao lado de outros nomes como FLORA e Cris Braun colaboraram com Wado em seu belíssimo disco lançado no começo de Outubro (confira entrevista).
Hoje ele lança em Premiere no Hits Perdidos o videoclipe para “Coração”, single que com influências de Marcelo Camelo, da francesa Pauline Croze, em o que ele mesmo nomeia como uma “indie bossa com tons pastéis”. Flertando com o rock, a bossa nova, e com direito a combinação baixo, guitarra e bateria mas sem aquele peso todo, assim como os Los Hermanos, do Camelo, ao longo da carreira experimentou.
A faixa, inclusive, estará em seu próximo disco e conta com uma nostalgia inerente a sua composição e significado. O mergulho nas origens, e autoconhecimento, é um elemento precioso dentro da sua narrativa reflexiva que revela o poder de transformação a partir de uma experiência bastante autobiográfica.
“Coração” integrará seu novo álbum que tem data de lançamento programada para o próximo mês.
“Coração” foi gravada no estúdio Montana Records por Fellipe Pereira, tem mixagem assinada por Joaquim Prado (Estúdio Panda, AL) e masterização por Fernando Rocha (Estúdio El Rocha, SP)
Se a canção tem essa levada nostálgica, seu videoclipe caminha na mesma frequência com direito a imagens acervo familiar do próprio Yo Soy Toño. As filmagens foram feitas em novembro de 2001, época em que morou com sua família na França.
A escolha pelo tipo de conteúdo apresentado no vídeo se deu de forma quase acidental. O músico reviu fitas antigas e notou o quão poético o crossover das imagens poderia ser. Ele se deu conta “do tanto de vida que existe antes de nós e que, ao se encontrar, possibilitou nossa existência”.
“Como nossos antepassados viviam caminhos paralelos e em um dado momento, seu encontro desembocou em nossas vidas.”, complementa o músico que cresceu em Alagoas
O aspecto de filme antigo contribui para a experiência e destaca como nossa vida começa a se desenhar desde o ninho – e as vivências dos nossos antepassados. A compreensão se estendendo a narrativa que vamos construindo ao longo da vida.
Afinal somos mais que apenas corpo presente. Sentimos, transformamos e nos reinventamos dia após dia. Transbordando entre lágrimas, conquistas, memórias e melodias da bossa que a vida pode nos levar. Presente que se torna passado, passado que ajuda a explicar o futuro. Entre compassos e métricas, às vezes fora do tom, o baile tem que seguir mas sempre em sintonia com o nosso coração que pulsa e nos relembra: como é bom se sentir vivo.
Outra motivação para a escolha da produção foi em respeitar o momento de isolamento de nossos tempos. O vídeo conta com a edição de Duda Bertho que já pode trabalhar ao lado do músico no clipe de “Hotel” e em produções anteriores.
This post was published on 29 de outubro de 2020 2:45 am
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