Out of the Blue vive “sonho americano” em seu debut album

Hoje vamos falar de mais um lançamento com o selo de aprovação Refil Records. O Out of the Blue vem diretamente de Limeira/SP e tem como conterâneos  – e companheiros de selo independente – os integrantes da banda Cigana – que recentemente participou do tributo aos Titãs, O Pulso Ainda Pulsa.

A criatividade da produção a divulgação são elementos que devemos exaltar. Sabe quando um artista consegue, além de traduzir o talento musical em acordes, embalar o produto de maneira estrategicamente inteligente? Pois bem, o trabalho no marketing da divulgação é digno de tirar o chapéu.

OUT
Out of the Blue

Para coordenar o lançamento de Let’s Talk About Dreams o grupo elaborou toda uma estratégia desde seu arrecadamento – através de campanha diferenciada de crowdfounding – passando pelo campo das mídias sociais e fechando com produtos licenciados: com cerveja.

Quem lê esse parágrafo pensa que foi fácil elaborar tudo isso mas na realidade das bandas independentes tudo vem na base de muito suor e planejamento.

“Foi daí que surgiu a ideia de fazer o crowdfunding de um jeito não tão convencional: cara a cara.  A ideia logo tomou forma e ganhou o público. Afinal, não é sempre que você vê, de graça, várias bandas legais fazendo um ensaio aberto. Mas a gente queria mais. Lembra do lance da barreira da língua?

A gente contratou um mestre cervejeiro e contou três histórias de três músicas inéditas do nosso álbum de estreia. O desafio dele foi criar uma receita pra cada uma dessas cervejas. Os rótulos também foram pensados em cada uma.

Assim, mesmo se a pessoa não sabe ler em inglês, vai conseguir sentir a música por outros meios. A grande sacada é consumir música usando os cinco sentidos. Foi difícil? Demais. Demorou? Um ano. Valeu a pena? Com cerveja e boa música no meio de tudo isso, como não valer?”, contou Maurício Bucci (vocal e guitarra) para o site Update Or Die.

Através de um vídeo bem humorado a banda limeirense conta com perspicácia a trajetória que culminou no lançamento do disco. Sabendo da dificuldade de produzir material em inglês e ser compreendido por boa parte da população local, eles partiram por brincar com essa situação que antes era visto como “problema de comunicação”.

Eles tinham dois objetivos em mente: gravar um álbum e realizar uma mini-tour pela Califórnia.  Daí surgia o “Happy Jam Hour Project”, uma espécie de campanha de financiamento coletivo mas ao invés de partir direto e reto para o Catarse ou Kickstarter eles decidiram fazer “cara-a-cara”.

Contextualizando com o “American Dream”, eles queriam que a iniciativa acontecesse em um ambiente típico americano. E desta maneira, destruir as fronteiras entre som e o público. Para isso eles fizeram uma parceria com uma hamburgueria (Xan Burguer & Cevada Pura) e assim fizeram várias festas de ensaio na casa da banda. Nos eventos foram vendidos hamburgueres e cervejas artesanais.

Mas a campanha não ficou apenas com shows da banda, a cada festa outra atração era convidada assim mobilizando a cena local, tudo isso claro com atmosfera californiana. Com o dinheiro arrecadado foi possível dar o pontapé inicial nas gravações do primeiro disco do Out of the Blue em Americana/SP.

Mas ainda eles sentiam que faltava algo. Após observar iniciativas de cervejas artesanais licenciadas por artistas como Laranja Oliva, Sepultura e Iron Maiden. Mas até nisso inovaram, ao invés de ficar apenas com um sabor com teor que unisse a música + o suco de cevada com a personalidade da banda eles foram além.

Assim após conversar com um mestre cervejeiro entregaram de bandeja três canções. A partir delas, o mestre teve a missão de traduzir toda aquela essência das músicas em lúpulo e arte. Para o conceito dos cinco sentidos serem aguçados, a embalagem não poderia ficar de fora e para isso foram produzidos três rótulos com artes inspiradas nos sons.

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O mais legal é que quem comprasse o disco levava junto um pack com as cervejas, cada uma com um sabor – e tipo de cerveja – diferente. Assim ao invés de ser um disco tradicional, o fãs podiam adquirir um saco contendo: três cervejas, um pen drive em formato de violão (contendo as dez músicas do álbum), um clipe, um vídeo da banda e uma carta.

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A criatividade na divulgação é sem limites.

Mas como não somos um blog de empreendedorismo ou marketing vamos ao que interessa: a música. E esta ficou longe de ficar em segundo plano, diga-se de passagem. O grupo é formado por  Mauricio Sadalla Bucci (Voz e Guitarra),  Markinhos Cardoso (Guitarra e back vocal),  Leandro “Preu” Bosqueiro (Bateria) e Ari Barbosa (Baixo) e está na ativa desde 2015.

Pois é, em um ano de atividade já tem conquistado muito mais do que esperavam. Mas tudo é esforço, suor, planejamento e vontade de fazer acontecer como vimos. Let’s Talk About Dreams, veio para coroar esta breve mas intensa trajetória. O álbum foi gravado em 2015 no estúdio Édem Records, em Americana (SP), e tem produção de André Abreu.


O disco já se inicia com “Sin City” com uma veia country/folk com uma batida envolvente típica da música caipira indo de encontro com o rock. A temática é de descontração, é uma canção sobre curtir a vida. É como se eles tivessem dando uma volta de cadillac pela route 66, nada mal não é mesmo?

A segunda faixa é “Soldier Of Rock” e tem uma levada bluegras/alt.country/cowpunk envolvente que coloca todo mundo para dançar no saloon. Gosto de como é trabalhada as camadas e arranjos, ela te transfere para algum velho oeste onde um bang bang está prestes a acontecer.

[Hits Perdidos] Ouvindo senti um pouco de Old Man Markley no single “Soldier Of Rock” com uma atmosfera bluegras/alt.country/cowpunk bem interessante. De onde surgiu interesse pelo gênero tão inusitado em termo de Brasil mesmo tendo a excelente O Bardo e o Banjo representando com dignidade?

Out of the Blue: “A inspiração não foi Old Man Markley. Aliás, conhecemos a banda bem depois. “Soldier of Rock” foi a segunda música composta do álbum. Queríamos algo dançante, algo diferente. Um folk. Sei lá, saiu o Soldier. E é uma das música que a galera mais gosta. Todo mundo dança quando tocamos. O Bardo e o Banjo é demais mesmo.

O novo single que ganhou clipe nos últimos dias “27” é a próxima canção do disco. Esta que já passeia pelas ondas da Califórnia com mais propriedade, já que tem um pézinho no punk/hardcore melódico dos anos 90 que consagrou a região nos tempos em que a MTV americana passava videoclipes – e não as Kardashians. Nada contra elas mas…música é prioridade se você quer ter Music no nome.

Mas como disse eu sinto o lance acústico se mesclando com algo na linha Fat Wreck Chords – gravadora de propriedade de Fat Mike do NOFX – que se destaca com bandas como No Use For A Name e Lagwagon em seu vasto catálogo.

O clipe tem um clima de nostalgia e gratidão muito fortes. Transmite o poder de ver as amizades atravessarem os anos. Mostra a luta por um sonho em comum e os altos e baixos que a jornada da vida nos trás.

Tudo isso de uma maneira quase literal com imagens da infância dos integrantes, da recente mini-tour pela Europa, das aventuras do crowdfunding e de momentos de superação nos esportes. Uma bela retrospectiva de tudo que os inspira e os levou até aqui.

[Hits Perdidos] Em “At 27” temos uma veia alt. country indo de encontro em trabalho no estilo Fat Wreck Chords de artistas como No Use For A Name, Lagwagon. Vocês chegaram a fazer tour pela Califórnia, tem planos ou é um sonho distante?

Out of the Blue: “Cara, foi a melhor definição dessa música. A música foi criada no estilo alt. country, mas quando foi arranjada para a banda, o Preu – batera – usou toda a sua vertente de punk rock e deu uma agitada no som. Ele é fã do Travis Barker, então já sabe! A Califórnia tá no pente.

A tour tá sendo meticulosamente preparada e não é sonho distante. Mas temos uma novidade: estamos indo para Europa. Começamos a nossa Let’s Talk About Dreams Tour por Limeira, no dia 03 de Julho e estamos indo dia 10 para o velho continente para 20 dias de shows e muita diversão.” Em entrevista realizada no dia 06/07 para o Hits Perdidos


“Nothing But a Song” me remeteu um pouco a atmosfera que o Oasis transmitia em suas composições, através dos sentimentos introspectivos a mensagem é transmitida. O artifício do piano deixa a canção ainda mais emotiva e confessional. A canção é como um ombro amigo tentando te animar quando você está no fundo do poço e “hopeless”.

[Hits Perdidos] “Nothing But A Sad Song” mostra uma outra veia do som de vocês com elementos de balada que remetem a carreira solo do vocalista do Social Distortion (Mike Ness) e suas baladas desesperadas. Contem mais sobre a construção dessa melancólica balada e seus instrumentos milimetricamente encaixados.

Out of the Blue: “Nothing But a Song”, talvez, seja a música mais produzida em termos de arranjos e instrumentos do álbum. Tem violino, viola, teclado e harmonias realmente milimetricamente encaixados pra dar voz a uma letra bem profunda.

O Maurício, estava num hiato criativo, e precisava compor alguma coisa. Qualquer coisa. Essa música foi um turning point da banda, pois dela surgir quase todas as outras. Foi assim que surgiu a “Nothing but a song” (nada além de uma canção).

Aqui vai o link da letra e tradução desse som que parece melancólico, mas na grande realidade é uma auto ajuda.”

“I Have Big Shoes To Fill” tem uma atmosfera anos 90, com aquele toque britpop e batida ritmada alá Travis Barker. Uma canção para abaixar os ânimos sem comprometer. A simplicidade as vezes soa como um cruzamento entre elementos de punk rock no meio de uma balada. Simples e com uma mensagem extremamente positiva.

“I’m No One” me lembrou na hora os filmes de besteirol americano. Sabe aqueles que você encontrava na trilha sempre um Smash Mouth, Dance Hall Crashers, um GOB, Hole, Reel Big Fish, Semisonic, Blink 182, No Doubt, Puddle Of Mudd, Guttermouth, Offspring, Goldfinger, Sum 41, The Muffs e toda aquela galera anos 90 tentando levar o rock um pouco menos a sério.

A letra até de certa forma sintetiza o nome de disco meio que cantando o mantra dos desejos deles de forma literal. Tudo isso com um tom de deboche e se divertindo. Deve ter sido com certeza uma das canções mais divertidas de compor.

Enfim chegamos ao Hit Perdido do disco, “Cali Way Of Life” que tem toda a atmosfera “Why Can We Be Friends” (Smash Mouth), o teclado alá rocksteady de grupos como No Doubt e Toasters, a melodia do hardcore melódico e a energia sempre em bom alto astral.

Você até se imagina caminhando por Venice Beach com uma gelada na mão enquanto observa algum surfista calhorda levar um baita de um “caldo” em alto mar. Reflete bem o lifestyle mais “solto” dos habitantes da região. Tem até verso falando sobre o lifestyle dos “rich and famous” de Hollywood. Afinal de contas na Califórnia tem espaço para todo mundo.

“Auto Pilot” tem uma levada mais lo-fi feito um som do Incubus, inclusive explora as melodias nos vocais feito um onda. Quem faz isso muito bem é Jason DeVore (Authority Zero), uma outra banda californiana.

A progressão dos acordes é bastante interessante pois a canção começa “calma” e cresce para uma progressão de acordes mais pesados. Ainda dá tempo de um solo de guitarra alá Carlos Santana já no seu fim: o que surpreende de uma maneira positiva a mistura de elementos do som.

Já em “A Letter to My Fears” é uma balada para os medos, ao pé da letra. A luta diária para não desistir dos seus sonhos. Daquelas canções mais confessionais com uma carga pesada porém vendo a situação de maneira positiva. Sabe aquelas músicas que pessoal pega o isqueiro e ascende?

E quem pensa que acabou, se engana. Temos uma Bonus Track mas com uma novidade até então: em português. “Se Engana Meu Bem” tem uma atmosfera Acabou La Tequila – clássica banda carioca dos anos 90 – e  Havana 55.

O ritmo passeia pela velha guarda, rockabilly, bluegrass e é um convite imediato para mexer as cadeiras e dançar. Brian Setzer (Stray Cats) com certeza ia tirar a primeira moça que visse para dançar ao som desta canção.

Desta forma chegamos ao fim do primeiro álbum do grupo limeirense que explora de várias facetas sonoras para encontrar seu “way” de “apresentar a Califórnia” para seus fãs. O interessante é observar as construções das canções, os detalhes e as camadas. A estratégia de marketing no fim das contas serve apenas como a cereja do bolo de um disco que tem seu lado reflexivo mas é basicamente sobre se divertir do lado das pessoas que você gosta: seus amigos. E quem sabe ter boas histórias para contar daqui a dez anos – enquanto empunha uma cerveja – lembrando daquela inesquecível turnê pela Califórnia.

TODOS
O Out of the Blue acabou de voltar de uma turnê europeia.

[Hits Perdidos] Como surgiu a banda e porque a escolha do nome Out of the Blue?

Out of the Blue: “A banda surgiu entre um copo de chopp artesanal. O que de fato aconteceu. A primeira vez que discutimos a reunião foi em um bar/empório na cidade de Limeira. Nesse bar, posteriormente, fizemos nosso primeiro show.

Mas na realidade a banda foi mesmo criada para preencher um vazio que cada uma dessas quatro pessoas tinham: a vontade de produzir algo novo, um estilo diferente de som que estava rolando na nossa cidade. Vontade de tocar, sabe?
Depois que a coisa foi tomando proporções maiores.

Tudo isso nada mais é que a junção de ideias e estilos de vida de 4 amigos, transformada em sons. E foi isso que fez com que o Out of the Blue surgisse do nada.

*out of the blue é uma expressão/idioma em inglês que significa de repente, do nada, inesperadamente.”

[Hits Perdidos] Para aquecer para o lançamento vocês fizerem um vídeo super divertido contando a trajetória da banda e como conseguiram elaborar o “Life Founding” de vocês trazendo alegria com festas, eventos e o estilo californiano para as cidades de Limeira e Americana. Conte mais sobre a experiência que foi todo esse processo diferenciado de “Crowdfunding”?

Out of the Blue: “O mais do mesmo tem todos os dias. Basta você comprar um jornal, não é mesmo? A gente não queria ser o mais do mesmo. E isso reflete no nosso álbum, que é repleto de estilos diferentes, sem um só padrão.

Mas também tem a parte em que queremos ser criativos, relevantes, contextualizar, saca? Mostrar que podemos gravar um disco bem produzido sem depender de empresários e gravadoras. Foi a partir disso que resolvemos criar esse crowdfunding diferenciado. Seria o melhor jeito de fazer com que as pessoas se conectassem com nossa música e que nos desse um retorno financeiro.

No nosso caso, a internet seria algo muito frio. Por isso fizemos cara-a- cara. E o público comprou a ideia, o que foi mais irado.”

[Hits Perdidos] O que achei legal foi também que usaram uma narração similar ao do documentário sobre a banda Modern Baseball feito pelo pessoal do selo Run For Cover,uma gravadora californiana de rock alternativo/punk/emo. Queriam realmente exploraresse nicho? Qual foi a estratégia em brincar com o inglês até nesse detalhe?

Out of the Blue: “Cara, a coisa mais legal de quando você está lendo uma entrevista, ou dando, é quando você aprende algo novo com o entrevistador. Não sabíamos nada sobre essa banda Modern Baseball e nem sobre esse documentário (vimos agora).

O vídeo é bem legal mesmo, mas com diferente propostas. A narração é similar mesmo. Que voz, né? Sobre explorar esse nicho, não sei. A gente queria dar um start up na imagem da banda. Mostrar o que fizemos nesse longo ano de trabalho duro. Trabalhar no marketing da banda. Na real, muita gente deixa essa parte de lado, o que é o que nós não queremos fazer.

A estratégia de usar o Inglês é básica: nós cantamos em Inglês e queremos fazer carreira internacional, sendo uma banda Brasileira. E aí, será que rola? Difícil, né?”

[Hits Perdidos] A banda é relativamente nova, qual o background de vocês? Tinham estrada com outros projetos ou tem projetos paralelos?

Out of the Blue: “Sim, bem nova. 1 aninho. Cada integrante tem uma relação antiga com a música. Todos tiveram bandas. Na verdade, nos conhecemos desde os 16/17 anos, em festivais undergrounds onde tocávamos com nossas bandas.

OOTB é o único projeto da galera, por ora. Todo mundo é “veiaco” de música. É assim que a gente costuma dizer no interior (risos).”

beer
Cerveja é coisa séria na rotina do Out of the Blue.

[Hits Perdidos] Para o lançamento foi criado uma cerveja, qual é a sensação de saborear o malte da Out Of The Blue? Como foi o processo, da concepção da ideia ao produto final?Qual o estilo dela e como foi a experimentação?

Out of the Blue: “Três cervejas! Mais porreta ainda.

Olha, a sensação foi uma das melhores da vida. Com certeza. Sabe porque? Porque não é só uma cerveja, é uma ideia nova. Um jeito diferente de consumir música, usando os cinco sentidos.

Tudo começou com um problema central: somos uma banda que canta em inglês em um país em que se fala português. Então, de que outra maneira poderíamos fazer com que a pessoa que não sabe inglês entender a nossa música?

Contratamos um mestre cervejeiro e contamos as histórias de três músicas do nosso álbum. O desafio do mestre era criar uma receita para cada uma dessas músicas. Uma receita que retratasse todas essas emoções.

O rótulo de cada uma é aletra. De um jeito ou de outro você vai entender a mensagem da música. Faremos mais, em breve. As brejas se esgotaram em duas semanas :).

* I’m no One é uma English Pale Ale.
* Sin City é uma Âmber.
* I Have Big Shoes to Fill é uma Dunkel.

[Hits Perdidos] O que pensam sobre a inovação na atual situação domercado fonográfico brasileiro?

Out of the Blue: ” A tecnologia chegou chegando. Mas o melhor disso tudo é que foi uma ferramenta importante para a descentralização do poder (no caso do mercado fonográfico).

Na década de 70, 80, 90, a banda só ganharia destaque nacional/internacional se estivesse vinculado a alguma gravadora, empresários, enfim. Ai veio as mídias sociais, a pluralização da informação e, claro, a curiosidade das pessoas. Pronto! Hoje o acesso é completo.

Nossa música está no Spotify, Deezer, Itunes, Vagalume e tantos outros. Exatamente igual ao Blink 182 e Red Hot, que acabaram de lançar um álbum novo. Muito bom por sinal. Inovou, facilitou, pluralizou.

Ai vem o marketing, que ainda muita gente ignora. Que fique claro que não estamos falando de sucesso. Sucesso é relativo. Blink e Red Hot são bandas consagradas, anos de estrada. Quero dizer que estamos podendo jogar nos mesmos campos que eles, em termo de divulgação.”

[Hits Perdidos] O disco passeia por uma diversidade de gêneros bem interessante como o bluegrass, o ska, o rock alternativo, o punk rock mais melódico anos 90. O que para mim deixa o som de vocês ainda mais interessante. Quais as principais influências na hora de compor?

Out of the Blue: ” A primeira vez que mostramos as músicas pro nosso produtor, André Abreu, a reação dele foi: Todas são muito boas. E muito diferentes uma das outras.”

Acho que isso já diz tudo. Passamos por todas as vertentes, mas não foi algo forçado. Foi natural. Talvez no próximo seja algo mais único, ou talvez manteremos o estilo de ser diferente.

Mas uma coisa que sempre terá nas nossas músicas, independente do estilo: melodia forte. Beatles, Foo Fighters, Fratellis, Oasis e Kings of Leon talvez foram as principais influências.”

[Hits Perdidos] Como vocês brincam no vídeo, muitas pessoas não entendem muito inglês. Porém o título do álbum – que me remete a carreira do Lagwagon – dialoga com a busca de seguir seus sonhos. Seria essa mensagem a central do disco em sua essência?

Out of the Blue: “Let’s Talk About Dreams – Vamos falar sobre sonhos, na tradução literal – é um álbum que traz muitos sentimentos e vivencias. Mas, com certeza, o principal tópico são sonhos. Temos obrigação com eles. Obrigação de tirar esses sonhos de nossas cabeças e os tornarem reais.”

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Cara, Cadê o Meu Carro? (2000)

[Hits Perdidos] Ouvindo eu tive a impressão que estrelar a trilha de American Pie, Não é mais um besteirol americano, Cara, cadê meu carro e afins seria algo genial. Se pudessem colocar uma canção de vocês em algum filme com essa levada. Qual gostariam de ver o som de vocês na soundtrack?

Out of the Blue: “Genial foi essa pergunta! Adoramos esses tipos de filme. Hum, vamos ver…. Super Bad, com certeza. E um que seria foda demais ouvir “I’m no one” seria o Projeto X, saca?

Esses dois filmes são demais. Claro que American Pie é o clássico, mas as nossas músicas encaixariam legal com os dois primeiros.”

[Hits Perdidos] Quais os discos que mais influenciaram cada membro?

Maurício: Antigos: What’s the story morning glory (Oasis/1995), Let it Be (Beatles/1970), Pennybridge Pioneers (Millencolin/2000), Nevermind (Nirvana/1991) e todos do Raúl Seixas. Novos: Wolfgang Amadeus Phoenix (Phoenix/2009), Wasting Light (Foo Fighters/2011) e Native (One Republic/2013).


Ari
: Use your ilusion I e II (1989/1991) e Appetite for destruction (1987) (Guns n’ Roses).


Markinhos
: Led Zeppelin II (1969), Nevermind (1991) (Nirvana), The dark Side of the Moon (1973) (Pink Floyd) e Back in Black (1980) (AC/DC).


Preu
: Make yourself (1999) (Incubus), Enema of the State (1999) (Blink-182) e todos do Ballyhoo.

[Hits Perdidos] Para fechar: Quais bandas recomendariam para os leitores do Hits Perdidos?

Out of the Blue:
Peartree,
Laranja Oliva,
Vigariztas,
Rodrigo Gianotto,
O Bando D’água,
Cigana,
Locus,
Scalene,
Far From Alaska,
Dead Clones.”

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