Entre discos, cenas e trocas com o Brasil: o momento da música portuguesa

Entre lançamentos e movimentos, o momento da música portuguesa

Nos últimos tempos, um movimento silencioso, mas cada vez mais consistente, vem redesenhando as rotas entre Portugal e Brasil na música independente. A tentativa de criar pontes mais sólidas entre artistas dos dois lados do Atlântico já começa a render encontros, colaborações e circulações que antes pareciam distantes.

Exemplos não faltam: MARO, cantautora de Lisboa, em 2024 gravou seu nono álbum SO MUCH HAS CHANGED, no estúdio Gargolândia, em Alambari (SP), resultado da amizade Pedro Altério, da banda 5 a Seco. O contato direto com o Brasil surgiu em 2019, durante o show do cantor britânico Jacob Collier em São Paulo. MARO fez parte da banda de Collier e, nesse mesmo ano, fez uma série de pequenas apresentações solo no país.

A relação com o país continua forte através de parcerias com artistas contemporâneos e nomes consagrados da música brasileira, incluindo Milton Nascimento, que participou da gravação de “juro que vi flores” (do álbum can you see me?). Ela também já cantou ao lado de Anavitória, Rubel, Vitor Kley e Marina Sena, entre outros.

O desejo antigo da Linda Martini de finalmente tocar em solo brasileiro e a presença de Hélio Morais na SIM São Paulo com seu outro projeto, PAUS, onde se conectou com artistas brasileiros como Dinho Almeida, dos Boogarins, rendeu também frutos.

No ano passado, além da Linda Martini — que realizou apresentações no Centro da Terra e no Festival Dosol —, o Capitão Fausto também marcou presença por aqui, se apresentando no Cine Joia ao lado de Tim Bernardes e Zé Ibarra, dentro da programação do Rock The Mountain.

Neste ano, por exemplo, Criolo lançou disco em parceria com o português de ascendência cabo-verdiana, Dino d’Santiago, e o pianista pernambucano Amaro Freitas, um dos grandes momentos da música lusófona até o momento em 2026.

O ponto de partida foi Lisboa. A cidade onde as histórias da diáspora africana se sedimentam em camadas visíveis e invisíveis serviu como território neutro e, ao mesmo tempo, altamente carregado. Ali, enquanto Criolo e Dino d’Santiago desenvolviam um projeto inédito, o pianista brasileiro Amaro Freitas apareceu em estúdio. O encontro levou horas, e dessas horas, emergiu “Esperança”, canção que rapidamente escapou das mãos de seus criadores, ganhou vida própria e foi nomeada ao Latin Grammy.

Ainda tímido, esse movimento carrega um enorme potencial de troca e tende a ganhar mais corpo nos próximos anos. Um sinal claro disso é o aumento do interesse de artistas portugueses em adentrar o gigante mercado brasileiro — um país conhecido por consumir majoritariamente sua própria música, característica amplamente apontada nos relatórios da Luminate.

Conexão Brasil-Portugal

Enquanto isso, em Portugal, artistas brasileiros seguem encontrando terreno fértil. Nossa cultura ocupa cada vez mais espaço nas paradas, nos festivais e no cotidiano do público. O fenômeno extrapola a música e se reflete também no cinema e no consumo intenso de conteúdos produzidos por youtubers e tiktokers brasileiros, a ponto de gerar debates e polêmicas sobre estarmos “alfabetizando” novas gerações portuguesas com o nosso português brasileiro.

Por aqui, o exercício será o caminho inverso: apresentar para vocês alguns dos destaques da música portuguesa e nomes emergentes que enxergam no Brasil não apenas um mercado, mas um espaço real de troca, diálogo e construção artística.


Capitão Fausto_crédito Martim Teixeira - Entre discos, cenas e trocas com o Brasil o momento da música portuguesa
Capitão Fausto lançou seu último single pela Balaclava Records. – Foto Por: Martim Teixeira

Melhores álbuns portugueses (2025)

Para começar, consultamos o que os críticos portugueses mais destacaram nas listas de melhores discos do ano e selecionamos lançamentos que podem interessar a quem acompanha o Hits Perdidos.

A Garota Não

A cantora Cátia Mazari Oliveira, nascida em Setúbal, que assina seus projetos sob a alcunha de A Garota Não disponibilizou seu poético terceiro álbum de estúdio, Ferry Gold. Seu som aposta em um pop não convencional que bebe desde a música tradicional, passando por referências e estéticas modernas. Ao todo o registro reúne 19 canções que funcionam como a abertura para 19 portais.

Fico até imaginando uma apresentação da artista ao lado da mineira Luiza Brina. O match seria no mínimo interessante.



Vaiapraia

Com estética mais pautada na irreverência punk, Vaiapraia, projeto de Rodrigo Vaiapraia, natural de Setúbal, lançou no ano passado Alegria Terminal. O som faz elo entre o punk rock, o indie rock e o rock gótico, não se prendendo a amarras. Além do músico, o projeto conta com a baixista Beatriz Diniz (April Marmara), da guitarrista Francisca Ribeiro (chica) e a bateria de Ana Farinha (Candy Diaz).



Sunflowers

Com a estética do noise-punk, da cidade do Porto, o Sunflowers, em 2025, colocou na praça seu quinto álbum de estúdio You Have Fallen… Congratulations! via selo britânico Fuzz Club Records. As oscilações são as grandes marcas do disco que vai do noise rock, passando pelo punk, psicodelia e pop torto.

Eles mesmos afirmam ser música para “os sobrecarregados, os exaustos, os que estão sempre a um passo do colapso — uma celebração de cair, para depois se levantar. Mas, se é para cair, ao menos que seja com um estrondo”.



Them Flying Monkeys

O quinteto de Sintra, Them Flying Monkeys, é a dica para quem curte um som calcado no post-punk e industrial. O terceiro álbum de estúdio, Best Behavior, saiu no começo de 2025, pelo selo português gig.ROCKS e pelo francês Only Lovers Records. O caos da vida moderna, entre o ensurdecedor, as emoções que parecem transbordar e uma estética que dialoga com grandes nomes do estilo como Nine Inch Nails, fazem parte da engenharia inteligente que move este registro.



Cortada

Explorando as curvas do punk rock, entre o noise, o caos e a fúria, Cortada aposta na urgência em Gānbēi (干杯). Tudo é muito intenso na sonoridade do grupo de Lisboa, do vocal rasgado e versos irônicos proferidos pelo vocalista Pedro Dusmond, como pelo baixo que parece saltar, as guitarras quebradiças e distorções que nos levam direto para shows em inferninhos para 50 pessoas.



Linda Martini

Entre os grupos mais tradicionais do circuito português alternativo, os Linda Martini em 2025 retornam com o sétimo álbum de estúdio, Passa Montanhas, que celebra 20 anos de estrada do grupo que sabe transitar por ambiências, entre o peso e a calmaria. O show que fizeram em São Paulo, no Centro Cultural da Terra, só prova o poder de fogo e a capacidade de crescer no palco que as canções conseguem transmitir. Sabem aliar o peso, com a plasticidade, entre referências do noise, do rock alternativo e de outros ritmos. Não é por acaso a pluralidade dos projetos em seu entorno.

Leia a entrevista sobre o disco no Hits Perdidos



Femme Falafel

Representando o pop/eletrônico em nossa lista, Raquel Pimpão, natural de Lisboa, atende sob a alcunha de Femme Falafel, apresentou em 2025 o disco de estreia Dói-Dói Proibido. A dor no trabalho serve como alegoria, na odisseia do disco repleto de fantasia e humor. Do absurdismo a ironia, ela transforma o marasmo das desilusões amorosas em poesia pop feita para cantar junto.



Hot Air Balloon

Representando o folk na lista, Hot Air Balloon, a dupla luso-irlandesa composta por Tiago e a Sarah-Jane, apresentou em 2025 seu segundo álbum de estúdio, Come this far, ganhando destaque pela crítica portuguesa e apostando no inglês. A jornada do cotidiano, entre desafios, alegrias e intimidade transparece ao longo das composições.



Marquise

Do Porto, a Marquise apresentou seu álbum de estreia, e sucessor do seu EP homônimo, Ela Caiu, pelo selo português Saliva Diva. Referências do rock soturno dos anos 80 e 90 fazem parte das ambiências e do som repleto de ruídos com ecos do grunge e do pós-punk, entre vocais melódicos da sua vocalista, Mafalda, e letras introspectivas.



Capicua

A sobrevivência da poesia num mundo em colapso é o que movimenta o quinto álbum da rapper Capicua, Um Gelado Antes Do Fim Do Mundo, considerado um dos melhores discos portugueses de 2025. Construído com Luís Montenegro, multi-instrumentista e produtor, ao todo, o material reúne 12 faixas e cinco poemas, além de participações de Gisela João, Toty Sa’med e Sopa da Pedra.



Três Tristes Tigres

O quinto álbum de estúdio da Três Tristes Tigres, Arca, natural do Porto, é enigmático, lento, com camadas que refletm sobre a ligação humana, o amor, o medo e a guerra, em meio às críticas aos extremismos e o egoísmo presente no cerne da sociedade. Um registro bastante plástico para ser apreciado em momentos que permitem a desconexão com o dia a dia para captar todo seu poderio.



Carminho

Representando a força do feminino no fado contemporâneo, Carminho, em Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir, une tradição ao experimentalismo com profundidade e intensidade. A artista, inclusive, participa do álbum Lux de Rosalía, na faixa “Memória”.

Entre as referências do disco estão nomes tradicionais do fado, como Maria Teresa de Noronha, Beatriz da Conceição e Teresa Siqueira, mãe de Carminho, além de Annette Peacock, precursora da música eletrônica, e Wendy Carlos, compositora das trilhas de “Laranja Mecânica” e “O Iluminado”. Com mais de 20 anos de carreira, a artista já colaborou com artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Marisa Monte e Milton Nascimento.



Minta & The Brook Trout

Francisca Cortesão, que assina seus projetos musicais como Minta, nascida no Porto, apresentou em 2025 seu quinto álbum de estúdio Stretch. O próprio título vem justamente sobre a necessidade inerente de adaptação constante para não perder sua essência. Já a atmosfera passeia entre o indie e o folk, criando ambiências delicadas e um ar de sofisticação sonora repleta de detalhes em sua construção.



Scúru Fitchádu

De Lisboa, Marcus Lopes, que assina seus projetos como Scúru Fitchádu, é um artista cabo-verdiano radicado em Portugal, e ele mesmo comenta que seu som bastante inventivo é resultado da sua criação onde em casa ouvia funaná e falava crioulo e na rua ouvia punk, metal ou hip-hop. O que ajuda a explicar um pouco sobre a natureza inventiva encontrada em seu terceiro álbum de estúdio, Griots i Riots, um dos grandes destaques das listas portuguesas.

Com 10 faixas, o disco ainda reúne Mbye Ebrima e Conan Osiris, e ele mesmo em release enviado à imprensa reflete que o álbum “é um exercício de reflexão disruptiva, da oralidade e fisicalidade, de uma dualidade endurecida pela tensão urbana que respira entre a penumbra das esquinas e a omnipresença de uma África de outras latitudes, da estratégia e do caos, do anti-pop e da contracultura”.



Mão Morta

Mão Morta, de Braga, é uma verdadeira instituição da música portuguesa com mais de 40 anos de atividades. Viva La Muerte! lançado pela Rastilho Records, destaque nas listas, é o 16º álbum de estúdio do grupo.

A pesquisa e as leituras acerca dos fascismos, serviu como embalo para a confecção de uma banda que consegue se manter relevante e inventiva mesmo após muito tempo. Um disco de rock, cheio de detalhes, com narrativa lenta que disseca o pior dos totalitarismos e faz referência em seu título ao filme de 1971 do diretor Fernando Arrabal sobre a guerra civil espanhola.



Noiserv

Para celebrar seus 20 anos de carreira, o músico nascido em Lisboa, o multi-instrumentista David Santos, que assina seus projetos como Noiserv, é um dos nomes mais inventivos da música portuguesa. Para construir seus trabalhos ele utiliza guitarras, pianos, xilofones, toy pianos, melódicas, máquinas de fita, baterias, sintetizadores e até objetos do cotidiano.

O quinto trabalho de estúdio, 7305, tem como cerne o experimentalismo e o conceito, entre a melancolia, o íntimo, o cinematográfico e camadas sonoras. Entre as participações especiais do disco, artistas como Surma, Milhanas e A Garota Não, contribui ao longo da jornada sonora.



Outros artistas portugueses em nosso radar

O post é justamente para conectar artistas portugueses que estão tentando se aproximar do Brasil. E por aqui nos últimos meses recebemos trabalhos interessantes de estilos diferentes. Confira a seleção com 10 nomes que têm interesse em crescer por aqui e descubra o que há de novo na música de Portugal.

Astra Vaga

Recentemente, o projeto de Porto, Astra Vaga, liderado pelo músico Pedro Ledo (The Miami Flu / Lululemon), lançou o disco Unção Honrosa pelo selo Saliva Diva (o mesmo dos brasileiros do MonchMonch). Nele, o músico passeia por gêneros como pós-punk, new wave e dream pop.

O músico, inclusive, é neto de brasileira e o projeto é recente: surgiu apenas em 2025. Justamente em um momento em que Pedro decidiu romper com a vida corporativa e usar terno e gravata – inspirado nos salaryman japoneses – com um outro propósito.

“Tenho um fascínio pelo Brasil desde que me conheço. A música brasileira, embora não esteja aparente no disco, influenciou a minha formação como músico desde cedo: a harmonia rica e doce da bossa nova de Vinicius e João Gilberto; a música louca e psicodélica dos 60’s de Jorge Ben Jor e Mutantes; o tropicalismo e todo o movimento da MPB; o groove dos 70’s do Tim Maia e do Marcos Valle; nos 80’s, Marina Lima e Legião Urbana; entre muitos, todas as décadas musicais do Brasil têm algo de novo e interessante para descobrir, na minha opinião.

Quando estou no Brasil parece que sinto essa magia no ar e tudo o que inspirou esses artistas e penso que essa energia só pode vir da coisa mais maravilhosa que o Brasil tem: as suas pessoas. A forma como vivem as suas vidas e se relacionam uns com os outros, é algo que nunca vi em nenhum outro lugar no mundo”, revela o músico que tem interesse em realizar uma turnê no Brasil.



Maquina

Prestes a se apresentar pela primeira vez no Brasil, a MAQUINA, de Lisboa, é formada por João Cavalheiro, Tomás Brito e o brasileiro Halison Peres, e até o momento conta com dois discos, Prata e Dirty Tracks For Clubbing. Entre as referências sonoras estão o krautrock, techno industrial, noise e outros elementos eletrônicos.

Os portugueses estão confirmados na próxima edição do Circuito – Nova Música, Novos Caminhos, que passa por São Paulo, Americana, Sorocaba, e pela primeira vez em Limeira, entre 5 e 8 de março. Eles se apresentarão ao lado de Janine e Exclusive Os Cabides.



Capitão Fausto

Em movimento de expansão e aceno para o Brasil, a banda Capitão Fausto inaugurou 2026 com parceria com a Balaclava Records. Com pretensão de retornar em breve ao país, o single “Escolhas” foi lançado no dia 16/01. De Lisboa, o grupo está em atividade desde 2009 e tem na formação Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Manuel Palha, Salvador Seabra e Francisco Ferreira.

A conexão com o país não vem de agora, em 2019 eles gravaram em São Paulo o álbum A Invenção do Dia Claro e desde então o carinho aumentou. No disco mais recente, Subida Infinita (2024), lançado pela Cuca Monga, aparece uma participação especial de Tim Bernardes em “Cantiga Infinita”.



Pullmao

Prestes a lançar seu álbum de estreia, a Pullmão explora a estética da psicodelia com referências que vão de Prince, Morphine a Pink Floyd. O grupo liderado por Pedro Galhoz (Pedro e os Lobos, Plástica, LovedStone) tem como proposta um som que cria sensações hipnóticas explorando melodias e pulsação rítmica.



Novos Românticos

A banda de post-punk do Porto, Novos Românticos, no começo de 2026, disponibilizou o single “Pátria” em parceria com o músico conterrâneo Almirante Ramos. A faixa é o segundo single a ser revelado do álbum de estreia do grupo, Criptopátria, que será disponibilizado ainda neste começo de ano.



Garajau

Dos projetos de natureza pandêmica, o duo Garajau nasceu à distância mas logo se transformou em uma banda. Seu som transita entre o indie rock e o pop alternativo, com ironias e mensagem firme. O single mais recente, “Funcionário do Mês”, é a prova disso.



BALEIA BALEIA BALEIA

O duo de rock alternativo/punk rock português, do Porto, BALEIA BALEIA BALEIA, formado por Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria e voz), com 11 anos de atividades, lança na quinta (15) seu novo disco OUTRA VEZ ARROZ, sucessor de Baleia Baleia Baleia (2018) e Suicídio Comercial (2022) através do selo Saliva Diva.



LALA

LALA, nascida em Santarém, apresentou em janeiro o seu primeiro EP, Longe de Mim, pautado pela sonoridade de pop rock. Suas canções abordam temas como ansiedade, amor, perda e recomeço.



Malammore

O cantor e produtor português Malammore disponibilizou em janeiro seu álbum de estreia, Aurora. Uma obra autobiográfica sobre a experiência de ser um jovem negro em Portugal. Até ser adotado, ele viveu dois anos sob a tutela do Estado. Seu trabalho transita entre o hip-hop, o trap e o spoken word. O tom político é latente nas faixas tendo como inspirações figuras como Malcolm X, Muhammad Ali, Angela Davis e Fela Kuti.

“A ideia do álbum surgiu a partir de um caderno meu repleto de poemas, histórias e a forma como eu me vejo neste mundo. É um testemunho da experiência negra em Portugal, do pertencimento e da alienação. Do amor e da perda”, explica o artista.



Rita Braga

No fim de janeiro, a cantora, compositora e multi-instrumentista portuguesa Rita Braga, lançou uma versão para o clássico brasileiro “Chão de Estrelas”, tema de Sílvio Caldas, figura central da chamada “era da rádio” nacional, composto em 1937.

A versão apresenta um dueto com o músico português JP Simões e conta com Ryoko Imai na marimba e de Bruna Moura no violoncelo, que se juntam ao ukulele de Rita. A canção integra um projeto maior da vontade pessoal da artista em gravar um álbum de fados, a partir da teoria cada vez mais debatida de que o fado nasceu no Brasil, chegando posteriormente a Lisboa transformado. O álbum completo, Fado Tropical, está programado para março.

Em 2012 Rita se apresentou na Casa do Mancha, em São Paulo, abrindo um show de Bárbara Eugênia; em 2013, voltou ao país para produzir o EP Gringo in São Paulo; em 2024, passou pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.



Entre descobertas, reencontros e aproximações, o que se desenha é um momento da música portuguesa fértil e pulsante, no qual artistas de diferentes trajetórias ajudam a redefinir caminhos, ampliar repertórios e fortalecer conexões com o Brasil.

Entre tantos discos, cenas e movimentos, o que você sentiu falta neste retrato do momento da música portuguesa?

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