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Terno Rei vai do Inferno ao Paraíso no clipe para “Medo”

Que o Terno Rei tem planos de lançar os primeiros singles do sucessor de Violeta, não é nenhum mistério. Inclusive, os paulistas revelaram em suas redes sociais que estavam finalizando os detalhes do novo disco e que iriam surpreender. Enquanto isso não acontece, eles aproveitam para lançar o videoclipe para “Medo”, uma das faixas mais sensíveis do álbum lançado em 2019.

Talvez por essa sensação de vulnearabilidade – que a canção nos transmite – que materializar em um vídeo seja um desafio à parte aberto as mais diversas interpretações.

Os próprios diretores deixam claro como a música se ressignificou durante o processo, da audição, passando pelo argumento, ao produto final. Diferentemente de outras produções, eles puderam contar com o tempo como aliado, ao todo foram quase 4 meses.



Terno Rei “Medo”

O clipe, idealizado ainda em 2019, tem direção da VIRA-LATA (Giordano Maestrelli e Duran Sodré), produção assinada por THE YOUTH estrelando Matheus Henrique, Laremi Paixão e Ailén Scandurra como protagonistas.

A maior parte das imagens foram rodadas no Paraná em dezembro de 2020 e o restante em abril de 2021, em locações como Ilha do Mel, Cânion Guartelá (situado no planalto dos Campos Gerais) e região metropolitana de Curitiba (PR).

“Este clipe é um ensaio que tenta entender um pouco melhor esse misto de sentimentos a partir do seus dois extremos – ao falar sobre o Inferno e o Paraíso, geram-se meditações muito interessantes acerca do Purgatório.
É um filme sensorial e sinestésico, criado nas margens da realidade e que se preocupa muito mais em levantar questões do que respondê-las com exatidão. Não é uma estória, e sim uma atmosfera, uma distopia, um não-lugar que tenta ser palco para reflexões acerca da liberdade, angústia, ansiedade e convivência.”, conta Giordano, um dos diretores da produção audiovisual

O Argumento:

“O primeiro argumento desse roteiro data dos primeiros meses de 2020, logo, qualquer relação com a pandemia é certamente obra do acaso. Na primavera do mesmo ano, quando iniciou-se a produção, instantaneamente percebemos como toda a narrativa falava sobre sentimentos muito contemporâneos, aflorados durante todos aqueles meses de reclusão.
Não gostamos de ver essa peça como uma “obra pandêmica”, mas é interessante perceber que muito do que retratamos nesse filme ganhou uma potência ainda maior frente à pandemia – assim como tantos outros e outras, o nosso entendimento espacial e emocional fora fortemente afetada por tanto tempo de confinamento e, certamente, isso imprime nas nossas decisões como diretores.”, completa Giordano
Uma das produções mais sofisticadas do Terno Rei no campo audiovisual até então, “Medo”, utiliza da coloração e das cenas de plenitude, em contraste com os belos takes da natureza paranaense, para trazer à tona a intensidade e o peso sentimentos. O próprio despir para se libertar vira poesia para a obra sinestésica.


O Processo

“Foram três meses em pré-produção discutindo cenas, rodando milhares de quilômetros pelo interior do Paraná em busca de locações e traçando planos para, finalmente, em dezembro de 2020, entrar no sonho que passamos tanto tempo criando.

As filmagens se estenderam até o outono de 2021 (fomos surpreendidos por intensas chuvas durante janeiro, fevereiro e março e tiramos esse tempo para deixar o projeto marinando dentro de nós), quando num entardecer levemente gélido rodamos aquele que hoje é o primeiro plano do filme.

Lembramos muito bem da sensação de plenitude enquanto caminhávamos de volta para nossa pousada sob um pôr-do-sol muito similar àqueles que víamos pela janela quando tudo isso começou.”, finaliza o diretor lembrando das nuances do processo

This post was published on 27 de julho de 2021 12:00 am

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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