Já tem um tempo que estávamos pensando como retomar o Release Radar sem perder a profundidade do DNA do Hits Perdidos e o Achados e Perdidos vem de encontro a um desejo de trazer um pouco mais do gosto pessoal deste editor para uma coluna dentro do site.

Aqui estarão destaques das últimas semanas, do mais quente e a dicas do que você deveria estar ouvindo. Uma coluna tão curatorial e com o DNA do Hits que os artistas e as bandas só descobrirão no dia que fazem parte da seleção especial. Já adiantamos que a coluna não vai ter dia para sair e sem a insanidade de trazer todos os lançamentos do Radar.

Após duas edições feitas pelo editor-chefe, a Achados e Perdidos agora ganha o reforço dos colaboradores que trarão Drops Musicais do que tem se destacado no exterior – e claro, alguns Hits Perdidos.

Achados e Perdidos #3


Achados e Perdidos - Parcels

Os australianos do Parcels atualmente vivem na Europa. – Foto: Divulgação


Parcels “Free”

Os australianos do Parcels, que atualmente vivem na Europa, após 3 anos lançaram seu primeiro single inédito. “Free” foi escrita durante a pandemia e fala sobre ter esperança em momentos de vulnerabilidade universal. A faixa ganhou um videoclipe dirigido por Carmen Crommelin, irmã de Jules, e foi filmado em Paris e na Austrália.

Segundo os integrantes a canção foi escrita durante uma manhã do lockdown quando cada integrante estava vivendo em um canto do mundo. Eles ainda contam que quando ela foi escrita eles estavam tendo problemas de relacionamentos a distância, o que fez parecer com que fosse uma carta para outros integrantes. Irá agradar a fãs de Bee Gees e dificilmente você não terá vontade de dançar devido a leveza da canção.

As guitarras funkeadas e o espírito do soul dos anos 70 deixam tudo mais nostálgico em uma faixa que faz ode a liberdade. A faixa foi gravada ao vivo no La Frette Studios (Paris).

O último lançamento oficial da banda foi o álbum ao vivo em estúdio, Live Vol. 1 (2020).

Review por Rafael Chioccarello



Deafheaven “Great Mass Of Color”

Outra banda que dá as caras por aqui é o Deafheaven que também tem três anos do seu último lançamento de estúdio, Ordinary Corrupt Human Love (2018). No ano passado eles disponibilizaram, inclusive uma live de 10 anos que virou um disco ao vivo intitulado 10 Years Gone (Live).

Depois do sucesso mundial com o disco Sunbather (2013) com seu blackgaze (shoegaze + black metal) eles conquistaram o mundo e aos poucos tem experimentado outras sonoridades em seu som. Em 2015 veio o disco New Bermuda.

Como destacou a Pitchfork no começo do mês, no novo singles eles invertem a fórmula deixando de lado a característica banda de black metal com partes bonitas e se tornando uma guitar band com partes de metal. O dark pop que gostamos muito e com mais referências do rock inglês oitentista. Se aproximando ainda mais do post-punk e seus gêneros adjacentes. Gosta de Bauhaus, Depeche Mode e The Smiths? Se delicie com o novo som.

O novo álbum já tem nome e data: Infinite Granite será lançado no dia 20/08 via Sargent House. Justin Meldal-Johnsen (M83, Wolf Alice, Metric, Paramore) assina a produção e Jack Shirley continua a trabalhar ao lado do grupo na engenharia de som. O trabalho ainda ganhará mixes de Darell Thorp, vencedor do Grammy, que já trabalhou com nomes como Foo Fighters, Radiohead e Beck.

Review por Rafael Chioccarello



DZ Deathrays “Golden Retriever”

Os australianos do DZ Deathrayz são queridinhos do Hits Perdidos já há alguns anos, inclusive, pudemos conhecer eles durante a SIM São Paulo (que saudade dos shows presenciais). E agora se preparam para lançar o disco Positive Rising: Part 2 no dia 09 de Julho.

A primeira parte do disco foi lançada em 2019 e a segunda está sendo lançada somente agora em um momento onde por lá já é possível entrar em turnê. Eles já possuem datas marcadas por sua terra natal no mês de setembro.

Inclusive “Golden Retriever”, que ganhou um clipe hilário, é o último single a ser disponibilizado antes do lançamento oficial do álbum da banda de Brisbane. No vídeo, os “doguinhos” assumem os papéis dos engenheiros de som e da equipe de estúdio e o trio entra no espírito Scooby-Doo de lidar com as orientações dos mandachuvas.

Review por Rafael Chioccarello



Kings of Convenience Peace Or Love

Após 12 anos os noruegueses do Kings of Convenience voltam a lançar um álbum de inéditas que tem tido uma repercussão interessante no exterior, ganhando uma excelente review no renomado The Guardian com o lançamento de Peace Or Love. “Mantém a mesma fórmula, que funciona sempre muito bem. Finissímo!”, conta Diego Carteiro

“Ultimamente estou ouvindo Kings of Convenience. Até então não conhecia, comecei a ouvir a partir de um dos singles e é bem aquela coisa calma que eu gosto de ouvir. E as faixas com participação da Feist são ótimas.”, complementa Mila Borges



KennyHoopla, Travis Barker SURVIVORS GUILT: THE MIXTAPE//

“O KennyHoopla é um cara novo mais indie que fez essa mixtape com o Travis Barker que ta bem um pop punk das antigas, para os emos velhos. A geração z falaria que é cringe, mas eu curti muito.”, conta Mariana Marvão

“No primeiro EP dele eu curti muito que parecia uma espécie de Bloc Party.”, completa Diego Carteiro


Floating Points & Pharoah Sanders Promises

“Com apoio da orquestra sinfônica de Londres, a colaboração improvável faz todo o sentido. Dois monstros dentro de seus gêneros e um dos discos do ano.”, crava Diego Carteiro



Lorraine James Reflection

“O maior disco dela até então, na minha opinião. IDM que mescla hip hop e r’n’b é pra poucos. Disco que esbanja criatividade e talento.”, conta Diego Carteiro



Tyler, The Creator “Lumberjack”

”Eu virei fã do Tyler depois do Igor e me apaixonei também pelo Flower Boy, acabei poucas vezes os primeiros trabalhos dele. Mas essa música me fez ir atrás e estou ansiosa para ouvir o álbum novo.”, diz Mariana Marvão



Fiddlehead Between the Richness

Podemos chamar o Fiddlehead de um super grupo já que a banda de post-hardcore de Boston reúne em sua formação integrantes dos grupo Have Heart e Basement. Between the Richness, primeiro álbum desde 2018, chegou via Run For Cover e tem dado o que falar nos Estados Unidos.


H.E.R. Back Of My Mind

“Apesar de ser um disco de 21 faixas, é interessante e instigante. Sempre curti a voz dela e ela tá cada vez melhor. Eu ouvi dividindo o disco em duas partes e deu certo (risos).”, relata Mila Borges



Achados e Perdidos: A Playlist

Como comentado teremos uma playlist fixa mas rotativa ao mesmo tempo com as novidades que vamos apontando por aqui, chegando a 50, começaremos a substituir faixas, então fique ligado para ouvir ela em sua rotina.

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