É na improvável Boise City, capital do Idaho, que acontece um dos melhores e maiores festivais de música independente nos Estados Unidos da América, atualmente. O Treefort Music Fest existe desde 2012 e está caminhando para a sua nona edição, que vai acontecer de 25 a 29 de Março de 2020 e já tem toda sua programação definida, inclusive com a presença de um artista brasileiro, a Glue Trip.

Esse ano, além dos brasileiros, o festival apresenta grandes nomes da cena indie como Chromatics, Prefuse 73, Omar Apollo, Grouplove, Peter Bjork and John, Calexico, Japanese Breakfast, Tennis, Algiers, Lightning Bolt, AJJ, Pell, Mdou Moctar, The Underground Youth, Mikal Cronin e os clássicos locais Built To Spill, entre centenas de outros nomes.

Serão mais de 500 bandas. Aliás, essa é uma das características do Treefort Music Fest: apresentar sempre centenas de novas bandas para o público do noroeste dos Estados Unidos. A curadoria é feita pelo Eric Gilbert, que é o diretor musical do Festival e radialista muito conhecido na cena local.


Treefort Music Fest Lizzo 2017

LIZZO, no palco principal do Treefort Music Fest em 2017.


Sobre Boise

Boise City é uma cidade que fica no extremo norte dos Estados Unidos, é a capital e a cidade mais populosa do estado americano de Idaho (com cerca de 230 mil habitantes), sendo a sede do condado de Ada. Localizado no rio Boise, no sudoeste de Idaho, ela fica a 66 km a leste da fronteira com o Oregon e a 177 km a norte da fronteira com o estado de Nevada. A elevação do centro da cidade é de 2.704 pés (824 m) acima do nível do mar. Sua população estimada em 2018 era de 228.790.

A comunidade de Boise é muito participativa, atraente e humana. É uma cidade muito bonita, que fica encravada no meio de um vale cercado por montanhas. A cidade tem quatro estações bem distintas com Inverno e Verão extremos, e o Outono e Primavera equilibrados, e é na primavera que acontece o Treefort Music Fest.

O festival aquece e movimenta toda a economia criativa de Boise durante os seus cinco dias, é um evento esperado por toda a comunidade e acontece todos os anos desde 2012. Sem falar que Boise City é a cidade do Built To Spill, um clássico local e mundial do indie rock.

Built To Spill

Foi na cidade de Boise que se formou o Built To Spill, uma clássica e cultuada banda de indie rock norte-americana, liderada pelo vocalista e guitarrista Doug Martsch. Além de liderar o BTS, Martsch também é um dos curadores do Treefort Music Fest e divide algumas responsabilidades com o diretor musical e principal curador do festival, Eric Gilbert.

O Começo do Built To Spill

O Built To Spill se formou em 1992, quando Doug Martsch saiu de sua antiga banda Treepeople, que era baseada em Seattle, Washington. Quando voltou para Boise City, Doug recrutou os músicos Brett Nelson (guitarra) e Ralf Youtz (bateria) para gravar e lançar o primeiro disco “Ultimate Alternative Waves” (1993, C/Z Records).

Depois do lançamento, eles saíram do grupo sendo substituídos por Brett Netson (guitarra) e Andy Caps (bateria). Em 1994, a banda lançou o segundo álbum “There’s Nothing Wrong with Love” (1994, Up Records), em 1996 a banda lançou uma coletânea de singles, lados B e temas ao vivo e músicas inéditas, que saiu com o nome de “Normal Years“, pela K Records .

Entre os lançamentos desses dois álbuns, a banda ganhou força e reconhecimento depois da turnê e caravana do Lollapalooza. Em 1997, Martsch assina um contrato com uma major e, pela primeira vez, exprimenta um pouco do sucesso graças ao trabalho de promoção da gravadora Warner Bros.

O Período do Built To Spill na Warner

O primeiro álbum pela Warner foi o clássico Perfect From Now On, nessa época a banda era formada por Martsch, Nelson, Netson e Scott Plouf (bateria) e o Built To Spill já era considerada como uma das mais influentes bandas de indie rock norte-americana.

Keep It a Little Secret, lançado em 1999, foi o primeiro sucesso de vendas da banda e novamente aclamado pela crítica. O álbum “Live” foi lançado em 2000, e é o quinto álbum de estúdio da banda, Ancient Melodies of the Future, foi lançado em 2001. “You In Reverse” foi gravado em 2004, mas só foi lançado em 2006.

Nessa época a banda excursionava sem parar, chegando a atingir a marca de 150 shows de 2003 a 2005. A banda passou por outro hiato por volta de 2008, quando o Doug Martsch formou o projeto especial chamado Halo Benders, com , Calvin JohnsonSteve Fisk, Wayne “Rhino” Flower (que havia tocado com Doug na Treepeople), e o baterista original do Built to Spill, Ralf Youtz .

Os Últimos 10 Anos

Em 2009, eles voltam a lançar um novo álbum There Is No Enemy, que é o sexto álbum da carreira da banda e banda volta para a estrada e se apresenta no Festival All Tomorrow Parties, com curadoria do Matt Groening (Os Simpsons). Em 2015 a banda lança o álbum mais recente Unthered Moon e volta para a estrada mais uma vez, com inúmeros shows e turnês pelos Estados Unidos e todo o mundo, incluindo o Brasil pela primeira vez na sua agenda de shows, em 2018.

A estréia da banda por aqui foi no escritório da Transfusão Noise Records, numa noite quente para apenas 50 pessoas, onde a banda tocou com Lê Almeida pela primeira vez e apresentou um set de quase duas horas de show e cerca de 22 músicas.


Treefort Music Fest

Setlist do show secreto no Rio de Janeiro.


A Volta ao Indie

Em 2017 a banda anunciou pelo seu facebook que estava se desligando da Warner e que assumiria o auto-controle de sua obra. Conversamos com o líder do Built To Spill, o guitarrista e cantor Doug Martsch, perguntamos a ele qual o legado que o Treefort Music Fest traz para uma cidade como Boise, e ele citou um clássico ditado da cidade:

“É melhor que Nazistas, mas não tão bom quanto batata”. E sobre as participações constantes do Built To Spill no festival, Doug diz: “Treefort é como um feriado em Boise, as pessoas ficam alegres. E sempre temos a honra de tocar”.

Ainda sobre o festival, Martsch emenda sobre o amigo Eric Gilbert: “Para mim, ele representa o espírito noroeste de apoio e comunidade na música”.

Para Doug as principais bandas e artistas de Boise que merecem destaque são: French Tips, Troyject, Sea’s Apprentice, The Hand, Dirt Russel, Blood Lemon, Tim Andrea, Clarke and the Himselfs, Dark Swallows, Braided Waves, Bimsclix Atrolla.

O Built To Spill acaba de anunciar o lançamento de um novo álbum para Maio de 2020, que será um Tributo ao cantor Daniel Johnston, lenda do indie norte-americano. Esperamos que ele apresente algumas músicas do Johnston durante o show deles no Treefort Music Fest 2020.

Conexão com o Brasil

Uma coisa muito legal é a relação de Doug com o Brasil. Além de estar tocando atualmente com o músico carioca Lê Almeida que, há cerca de um ano, assumiu a bateria do Built To Spill, Doug também recrutou uma produtora brasileira para trabalhar com eles.

Trata-se da paulistana Isabela Giorgetti, que é produtora e tour manager da banda Built To Spill, perguntamos a Isabela sobre a importância do Treefort Music Fest para a cidade e a cena musical de Boise, confira!


Treefort Music Fest Built To Spill


Qual a importância do Eric Gilbert para a cena Musical de Boise?

Isabela Georgetti: “Eric é o cara. Super aberto a ouvir novos sons, ele dá abertura pra bandas do mundo todo. É muito raro uma pessoa organizar um evento desse porte sem ter o rabo preso. Acredito que o Treefort também incentiva muitas bandas a se formarem. Durante todo esse tempo nos USA a cidade que mais me surpreende musicalmente é Boise, e a influencia do festival é evidente. A cidade toda celebra, é show pra todo lado.”

O que significa o Treefort Music Fest para você? E qual a importância desse Festival para uma cidade como Boise?

Isabela Georgetti: “O festival é muito importante porque se não fosse ele seria uma cidade com nenhum evento cultural grande. O norte dos EUA tem muito caçador, muito eleitor do Trump. Treefort traz cor e musica pro deserto, incentiva a produção artística e a cidade toda tem muito orgulho dele. É o evento do ano.”

Que bandas de Boise City você recomenda?

Isabela Georgetti: “Recomendo algumas bandas de Boise, duas delas abriram shows pra nós: Sea’s Apprentice, banda do Otis, um cara que eu coloco no mesmo pedestal que o Daniel Johnston e o Elliot Smith. Ele também lançou umas coisas solo maravilhosas.

A Clarke and the Himselfs também abriu pra gente, ela toca todos os instrumentos no show, bem foda e acabou de assinar com a Sub Pop.

Outros dois músicos que fui descobrir mais pro final do ano e me impressionaram enormemente: Bimsclix Atrolla e Tim Andreae. Todos esses artistas tem traços de que vieram da mesma família, é um movimento musical único o de Boise e eu me sinto bem privilegiada de ter vivido tudo isso lá dentro.

Gigante também a influencia do Doug Martsch na cena musical da cidade e na seleção das bandas do Treefort. Eu vejo ele e o Eric no mesmo patamar de importância pra isso tudo que acontece por lá.”

Treefort Music Fest


Sobre o Treefort Music Fest

Considerado como a “melhor alternativa ao SXSW do Noroeste”, o Treefort Music Fest acontece geralmente na última semana de Março, apresentando o melhor da música indie contemporânea e artistas emergentes de todas as partes do mundo.

O festival também é conhecido como o “proeminente acontecimento artístico, cultural e musical de Boise”. Também foi caracterizado como tendo se tornado um “encontro de renome nacional apenas por manter sua atmosfera íntima e agradável” e um “caos alegre do amante da música”, que mostra e amplia a alma de Boise. Dado seu histórico, em seu sétimo ano, o Treefort estava sendo saudado como “o maior festival de música do país” e “uma jóia absoluta de um festival” (Portland Mercury).

Os Anúncios do Treefort se dividem em “ONDAS” (waves), com a primeira onda de atrações sempre sendo anunciada no mês de Novembro, quatro meses antes do Festival (foi nessa onda que a Glue Trip foi anunciada). A segunda onda geralmente vem em Dezembro, e a terceira e última em Fevereiro, um mês antes do Festival acontecer.

O Festival tem um belíssimo histórico em apoiar e lançar bandas emergentes no extremo Norte dos Estados Unidos, e o número de atrações vem subindo a cada novo Treefort, confiram o gráfico abaixo.


Treefort Music Fest graphic


A importância do Treetfort Music Festival

Segundo os organizadores do Festival: “Vemos Treefort como uma celebração que torna Boise excelente – sejam as cervejarias locais de Boise, a comida caseira, o skatepark, o animado centro da cidade ou simplesmente seu forte espírito de colaboração e amor ao ar livre. Boise tem algo para todos, independentemente da idade, e esperamos que Treefort seja um exemplo disso”.


Treetfort Music Festival


Conversamos com o curador principal do Treefort Music Fest , o Diretor Musical do Festival, e também radialista, Eric Gilbert.

No papo, além de saber um pouco mais sobre o festival, podemos ter uma visão mais profunda de como se organiza um festival nos Estados Unidos e as particularidades de ser um dos principais eventos de música independente do extremo norte dos Estados Unidos. Confiram no papo que batemos com ele.


Treefort Music Fest directors

Eric Gilbert + Sara Peyton (Diretores do Treefort Music Festival)


Hits Perdidos: Que qualidades você procura ao selecionar um artista para tocar no Treefort Music Fest?

Eric Gilbert: Procuramos qualidade da música e apresentação de sua arte em geral.
Também analisamos como os artistas estão envolvidos com sua comunidade.

Também levamos em consideração o quão ativos eles são como artista e se estão lançando novos trabalhos.

Hits Perdidos: Qual a importância do Treefort Music Fest para uma cidade como Boise City?

Eric Gilbert: O Treefort ajudou a remodelar a percepção de Boise de ser relativamente esquecida no cenário musical nacional e internacional, passando a ser vista como um lugar que produz artistas talentosos, um lugar que tem um cenário musical saudável e crescente, e um bom lugar para artistas em turnê tocarem quando estão construindo suas rotas. Treefort ajudou a ampliar o interesse de artistas novos e menos conhecidos entre os fãs de música em Boise e nos arredores.

Hits Perdidos: Qual a importância do Built To Spill para o Treefort Music Fest? E qual a importância deles para a cena musical de Boise City?

Eric Gilbert: Os Built To Spill foram líderes exemplares para os artistas de Boise. Tanto pela qualidade da música quanto pela arte que eles lançam no mundo, e também pela maneira como eles conseguiram sustentar uma carreira na indústria da música em seus próprios termos, na maior parte do tempo.

A disposição do Built To Spill em tocar no primeiro Treefort ajudou a dar credibilidade ao festival imediatamente e nos ajudou a atrair outros artistas para tocar, pois eles são altamente respeitados por artistas de todos os tipos e em todo o mundo.

O Built To Spill tem sido muito generoso em seu apoio à cena musical de Boise por um longo tempo e levou isso adiante em seu apoio ao que procuramos fazer com o Treefort.


Treefort Music Fest director

Eric Gilbert


Hits Perdidos: Quais foram os concertos (artistas) mais importantes que você já reservou para o Treefort Music Fest? (cite pelo menos 03 artistas)

Eric Gilbert: Posso citar três momentos importantes para o Festival:

Dan Deacon em nosso segundo ano realizou um show transformacional no palco principal depois que o Animal Collective cancelou, alguns dias antes do festival. Dan exemplifica muito do que é o Treefort e tocou no festival várias vezes. Nós o consideramos não apenas um artista, mas também de uma perspectiva filosófica.

Lizzo em 2017 – Na época ela era relativamente desconhecida, mas instantaneamente incorporou muito da intenção de inclusão do Treefort em ser um festival acolhedor para todos. Além disso, seu enorme sucesso depois desse show ajudou a mostrar a oportunidade que o Treefort apresenta em descobrir talentos incríveis que ainda não (ou talvez nunca) tenham chegado a qualquer tipo de sucesso convencional.

Kate Tempest – Seu set de domingo no palco principal em 2017 trouxe muitos de nós na platéia às lágrimas e ainda ressoa na tradição de Treefort até hoje.

– Essa lista poderia ser bastante longa, mas esses três vieram à mente instantaneamente.


Treefort Music Fest

Foto Por: Matthew Wordell


Hits Perdidos: O que mais você faz na cena musical de Boise além do Treefort Music Fest? E conte-nos como você começou a trabalhar com a música e a cena local.

Eric Gilbert: Eu entrei em tudo isso sendo artista de uma banda chamada Finn Riggins – nós fizemos turnês DIY pelos EUA de forma bastante intensa entre 2007-2012. Quando começamos a excursionar menos, eu comecei a ajudar nossos amigos que estavam em turnê a conseguir mais shows em Boise, que cresceram e cresceram e, em seguida, levaram a ajudar a iniciar o Treefort.

Após o primeiro Treefort em 2012, alguns dos outros fundadores do Treefort e eu formamos o Duck Club, que é uma entidade que apresenta / promove shows em vários locais por Boise durante todo o ano. Também fazemos muitas consultas com artistas, alguns agenciamentos diretos e reservas de turnês – geralmente defendendo os artistas que amamos, da maneira que pudermos.

Outras Funções

Também sou DJ voluntário em nossa estação de rádio comunitária, Radio Boise, e tenho um programa nas manhãs de segunda-feira chamado Antler Crafts, que apresento desde que a emissora foi ao ar em FM em 2011.

Estou envolvido em uma organização sem fins lucrativos chamada Boise All-ages Movement Project, cuja missão é defender e apoiar espaços de música e arte de todas as idades em Boise – e, mais recentemente, vem defendendo uma discussão mais ampla sobre política musical e uma estratégia musical mais concreta para ajudar a cidade de Boise a moldar sua abordagem a alimentando num ecossistema próspero de música, arte e criativos em geral, à medida que a cidade continua a crescer. Eu também vou a muitos shows e amo tudo sobre a experiência comunitária de música ao vivo. 🙂

Hits Perdidos: Como é a cena musical da cidade?

Eric Gilbert: Está evoluindo muito rapidamente ultimamente e ficando cada vez melhor. Tende a ser um cenário musical acolhedor e de apoio. Há muito de “arte pela arte” em nossa cena musical, então há muita autenticidade.

Não muita gente está colocando muito foco no comercialismo de sua arte. Com o crescimento da cidade e vários anos de crescente entusiasmo no cenário musical, há uma nova onda de talentos e audiências que eu posso sentir vindo à tona agora e no futuro próximo.

Hits Perdidos: Quais outros artistas de Boise City você recomendaria aos fãs de música brasileira?

Eric Gilbert: Wend, Blood Lemon, The French Tips, Daniel Kerr, Foul Weather, Sun Blood Stories, Clarke and the Himselfs, Frankie Tillo, Papas, Ruff Pups, Eilen Jewel, Nick Delffs, Angel, Lobo Lara, Afrosonics, Magic Sword, East Forest, Dark Swallows, Braided Waves, Cmmnwlth, The Seatopians, The Love Bunch, Storie Grubb, Dirt Rusell, Charlie Sutton & the Changelings, Hillfolk Noir, The Weary Times

Hits Perdidos: Em 2020, você selecionou brasileiros da Glue Trip para o festival. O que chamou sua atenção no trabalho deles?

Eric Gilbert: Todos nós realmente amamos o que ouvimos sobre a Glue Trip e estamos empolgados por finalmente vê-los ao vivo. Eles parecem realmente incorporar um estilo de vida de praia brasileiro idílico de nosso ponto de vista nas montanhas (atualmente frias) de Idaho. Ha. 🙂

Com toda a seriedade, eles parecem embaçar muitas linhas de gênero e nós sentimos que eles trarão um som único para o Treefort, se ajustando muito bem ao espírito geral do festival. Seus vídeos foram definitivamente parte do que chamou nossa atenção.


Treefort Music Fest Glue Trip


Hits Perdidos: O que você sabe sobre a música brasileira? E quais são seus artistas brasileiros favoritos?

Eric Gilbert: Para ser sincero, eu admitiria que tenho um conhecimento bastante limitado da música brasileira. Eu sempre fui fascinado pela cultura brasileira, mas não explorei muito a música brasileira. Provavelmente estou mais familiarizado com o trabalho de Tom Zé, Os Mutantes, Tim Maia, Gilberto Gil e, mais geralmente, da cena da Bossa Nova e da Tropicalia.

Hits Perdidos: Alguma coisa importante a dizer ou explicar sobre o espírito do Treefort Music Fest para este ano?

Eric Gilbert: Este será o 9º ano de Treefort. Ele se transformou em um robusto festival de descobertas em vários meios (fortes), transformando Boise Idaho, uma cidade do interior dos EUA, em um centro cultural para criativos de todo o mundo se reunirem por cinco dias, tentar novas ideias, comparar notas e encontrar novas maneiras de trabalhar em conjunto e inspirar-se.

O Espírito do Treetfort Music Fest

Treefort abraça artistas em todo o espectro de fases da carreira e é um lar acolhedor para artistas DIY, tanto quanto aqueles com representação e uma equipe de managers/produtores ao seu redor.

Nós nos concentramos em construir a comunidade, em Boise, mas também regionalmente e entre os criativos em geral, enfatizando as oportunidades de colaboração e o sucesso compartilhado – o trabalho em rede na sua forma mais verdadeira.

Nós nos esforçamos para ser um porto seguro de novas oportunidades para artistas e aqueles que aspiram a criar novos caminhos dentro da indústria musical em constante mudança e em uma economia criativa mais ampla.

Pegue tudo isso e envolva-o em muita diversão e bom humor, entusiasmo, a simpatia do rock’n’roll e um monte de abraços, high-fives e a ocasionais crown-surfings da multidão e você terá a sensação geral da experiência de Treefort.


Treefort Music Fest

Eric Gilbert e parte da Equipe do Treefort Music Fest.


Treefort Music Fest 2020

Em 2020, o Treefort Music Fest chega à sua nona edição, e reunirá de 25 a 29 de Março na cidade de Boise City, capital do Idaho, o melhor da música independente e as grandes novidades do rock emergente mundial, com atrações de diversos países, incluíndo o Brasil que será representado pelos paraibanos da Glue Trip.

A banda de João Pessoa, fará quatro (04) apresentações oficiais durante o Treefort Music Fest (sendo duas noites oficiais do Treefort, e mais um showcase/festival da gravadora Freakout!, de Seattle e uma performance na Rádio Boise).


Treefort Music Fest

Glue Trip (Foto Por: Fernando Yokota)


São esperadas cerca de 500 atrações musicais durante a programação de 2020 do Treefort Music Fest, movimentando o belíssimo centro de Boise e suas redondezas. A cidade se transforma a cada edição do festival, a cada ano recebe mais público e visitantes e, com isso, se torna mais plural. Além da grandiosa e extensa parte musical, o Treefort ainda apresenta muitas outras atrações e movimenta toda a comunidade da cidade de Boise, com os Forts.

Forts

Mas o que são os Forts? É simples, são “fortalezas oficiais” do festival, onde o público pode experimentar diversos tipos de experiências artísticas, gastronômicas, teatrais, stand-up comedy, mostras de filmes e muito mais.


Treefort Music Fest

AleFort (Foto Por:  Matthew Wordell)


São 11 Forts espalhados pela cidade, conhecidos como Alefort (com bebidas e comidas típicas de Boise e muitos convidados especiais), Artfort (mostras de artes, exposições, instalações a céu aberto etc), Comedyfort (com shows de stand-up comedy), Filmfort (mostra de cinema), Foodfort (o melhor da alta culinária), Hackfort (novas tendências tecnólogicas), Kidfort (um espaço enorme reservado para as crianças), Skatefort (muitos eventos acontecem no Rhodes Park), Storyfort (espaço destinado para escritores, poetas e contadores de história), Yogafort (03 dias de yoga e movimento) e Mucic Talks (uma mini conferência de música e debates).


Treefort Music Fest


O Treefort está chegando!

A edição de 2020 do Treefort Music Fest está chegando. E Boise City vai brotar de gente e se transformar mais uma vez, a cidade vai ferver durante os cinco dias do Festival. É um dos maiores eventos do noroeste norte-americano, e será uma grande celebração de música, artes, cultura, bem-estar e fraternidade.

O clima da cidade muda e tudo se transforma, é a verdadeira primavera! Se vocês ficaram curiosos e querem ver isso tudo de perto, sentir a vibe da cidade, conhecer as pessoas amistosas de Boise e viver 05 dias de imersão cultural, anote na agenda: o Treefort Music Fest acontece sempre na última semana de Março, logo após o SXSW.


Treefort Music Fest

Palco Principal (Foto Por: Matthew Wordell)


Colaboraram com essa Matéria:
Isabela Georgetti (contato para entrevista com Doug Martsch), Rafael Lopez Chioccarello (Edição de Texto) e André Peniche (tradução em algumas respostas da entrevista com o Eric Gilbert).