Prestes a se apresentar no Oxigênio Festival (saiba mais aqui) e recém confirmado no line up do Rock In Rio; Braza conversou com exclusividade para o Hits Perdidos.

O Braza é um dos grupos que mais sabe se aproveitar das misturas. Com a experiência e bagagem do Forfun, desde 2016 eles misturam ritmos e elementos do reggae, rap, kuduro, pop, afoxé, afrobeat, tropicália aos beats do funk, riffs de rock e ritmos brasileiros. Multiétnico, potente e fazendo baliza entre o morro e o asfalto.

O antropofagismo está no seu DNA do BRAZA que tem um viés moderno para falar sobre as mazelas do cotidiano, os contrastes, a pulsação das ruas; e claro, o amor.

Sua trajetória tem sido da mais relevante, com ótimos clipes e produção impecável. Sempre trazendo história e narrativas para contar mais sobre os aprendizados das ruas. Feito um catalisador de sentimentos à flor da pele.


Braza Oxigênio Festival

Braza se apresentará no Oxigênio Festival e no Rock In Rio. – Foto Por: Marcel Favery


Liquidificador

Seu terceiro trabalho é justamente Liquidificador que foi buscar nas danças, pluralidade cultural e no espírito do de resistência do brasileiro para construir suas faixas. No registro eles trabalharam com o produtor Kassin (Los Hermanos, Nação Zumbi, Vanessa Da Mata, Orquestra Imperial e outros), com quem a banda poliu as cinco faixas que compõe o trabalho.

Lançaram também um ao vivo no collab records e um EP Split com a francisco, el hombre. Eles inclusive estão preparando um novo álbum para começo de 2020!

Os shows são energéticos e pretendem colocar os festivais para cima mostrando sua pluralidade. Conversamos com o Braza que sobe no palco do Oxigênio Festival, no dia 14/09, e no Rock In Rio, dia 03/10.

Entrevista

Conversamos com o Vitor Isensee (teclado e voz), do Braza, para saber mais sobre o momento do grupo e a experiência de tocar em festivais de grande porte. Confira!

O Oxigênio Festival 2019 esta diversificado, com bandas de diversos estilos, mas que, juntas, são nomes que devem funcionar muito bem num evento deste porte. Como entendem esta gama de gêneros musicais que o Oxigênio está promovendo?

Vitor: “Bom a gente acha que essa pluralidade que o Oxigênio tá propondo, através do line up diversificado, ela é muito saudável. O Brasil é uma sociedade plural, a gente por nossa vez é bem eclético, curte muitos estilos. Eu acho que isso é muito saudável tanto pro festival, quanto para o público.

Você ter bandas de hardcore, bandas mais pro reggae, coisas mais a ver com rap, por exemplo a francisco, el hombre que já tem é uma pegada que é diferente disso tudo. Enfim, a gente acredita que isso tudo é muito saudável.

Mas claro também existe espaço pra coisas específicas, então assim, não é que seja proibido ter festival ou evento que seja específico de determinado estilo, mas acho que é muito importante também ter os eventos plurais. E como acho que o Oxigênio tá agora propondo essa pluralidade…acho que tem todo mundo a ganhar, o festival e o público.”

Para as pessoas que ainda não tem familiaridade com a trajetória e sonoridade da banda, como pode definir a proposta e a música que fazem?

Vitor: “Bom a proposta do Braza se baseia em três pilares principais, como a gente costuma falar. O reggae e seus desdobramentos, como dancehall, o ragga, o raggamuffin, o rap e suas variadas vertentes, e a música brasileira. Então a gente tenta misturar essas três coisas, reggae, rap e a música brasileira, dentro de uma sonoridade que a gente tenta trazer a nossa identidade.

Os temas das músicas falam de questões existenciais, falam de política e sociedade, eventualmente falam também de temas conjugais. E é um show que a gente fazer com muita energia, com muita dança e celebração.

Para quem ainda não conhece o trampo, só colar no Oxigênio Festival para sacar. E fica o convite para quem ainda não conhece acessar as plataformas digitais e procurar Braza com Z.”

Qual é o lançamento mais recente da banda? Comente um pouco sobre esse registro.

Vitor: “Nosso lançamento mais recente, ele já tem alguns meses, foi o EP/Split que a gente fez; inclusive com uma banda que vai tocar no Oxigênio Festival, grandes amigos, a francisco, el hombre.

A gente gravou um EP juntos no final do ano passado o FRANCISCA LA BRAZA, e inclusive vamos tocar talvez uma ou duas músicas deste EP no festival. Mas ano passado a gente lançou muita coisa pulverizada.

A gente lançou o EP autoral – e de inéditas – que é o Liquidificador; depois a gente lançou um outro EP, Ao Vivo no Collab Records, que são versões um pouco diferentes que as músicas que a gente tinha nos dois primeiros álbuns; e esse EP/Split com a francisco, el hombre. E a gente tá agora preparando um disco novo para o começo de 2020, logo mais tá aí!”

O que o público do Oxigênio Festival 2019 pode esperar em termos de repertório? Algo em especial para esta apresentação?

Vitor: “Bom, em termos de repertório sempre que a gente toca em festival, a gente tenta dá uma condensada, sabe? Tirar um ou outro lado B, digamos assim, e deixar as músicas que tem mais pressão que fazem o público reagir, e o público participar.

Então com certeza quem já conhece nosso som pode esperar que a gente vai fazer um set energético com aquelas músicas que a gente sabe que a galera curte, e bomba, e vem para cima. Mas também tem espaço para as alternativas, claro.

E a gente costuma improvisar e acho que todo festival, principalmente um festival com pluralidade de públicos – nem todo mundo te conhece e tudo mais –  a gente preza por fazer um repertório pensando nas pessoas que não conhecem a banda, também.

Então é meio paradoxal, ao mesmo tempo que a gente pega aquelas pedras que a gente sabe que já cativa o público que conhece a gente, a gente também tenta fazer um repertório pensando no público que vai tá lá ainda sem conhecer a gente.”

Serão três dias de shows, muitas bandas e diversas atrações pelo recinto. Quais outros shows pretendem conferir no Oxigênio?

Vitor: “Essa pergunta é muito boa! Olha tem muita coisa legal no SET. Tem algumas bandas que a gente pessoalmente já não vê ao vivo a algum tempo que a gente curte muito.

Por exemplo, o RIVETS, por exemplo o Granada e muitas outras coisas. Pô, a gente curte muito a francisco, el hombre; e quer ver show deles. Sugar Kane, pô nosso irmão Teco Martins que tá lançando disco novo, Logos Solor, com a Sala Espacial.

O Glória, Ratos de Porão; pô talvez de todas as bandas desse festival, pô a mais emblemática e histórica; o Pense que é uma rapaziada que tá representando muito bem o hardcore hoje em dia.

O Big Up que também são muito brothers, Supercombo, o Esteban, cara muita coisa, o Cólera, pô, muita coisa legal, Darvin, Dibob, pô nossos irmãos. Muita parada legal, Strike, Far From From Alaska, cara, eu acho que a gente quer ver todo mundo, não vai dar tempo, a gente não vai tá todos os dias, mas pô, puta line up. Parabéns “mermo” (sic)!

A banda está entre as mais de 30 atrações da edição 2019 do Oxigênio Festival. Para a carreira de vocês, qual a importância em estar neste line up e neste evento, que a cada ano ganha mais notoriedade entre os festivais de música de São Paulo?

Vitor: “Olha para gente, é um prazer, uma honra. Ser lembrado por estar nesse line up, com muita coisa boa, muita coisa emblemática. Dead Fish ao Cólera, são muitos anos de música brasileira, muito importante.

Então para gente estar no meio disso tudo é uma honra mesmo, e uma conquista, sabe? Fica aí o nosso agradecimento ao Oxigênio Festival, é a primeira vez que a gente toca no festival, estamos bem animados; e tem tudo para ser três dias de muita música e muita celebração. Vamos com tudo!”


Oxigênio Festival Line Up


Serviço: Oxigênio Festival 2019

13/9 (sexta-feira) > CPM22, Dead Fish, Sugar Kane, Bayside Kings, Teco Martins ॐ Sala Espacial, O Inimigo, Codinome Winchester, Cefa, Karaoke Band, Banda de Abertura.

14/9 (sábado) > Braza, Supercombo, Big Up, Pense, Terra Celta, Gloria, Rivets, Ratos de Porão, O Bardo e o Banjo, Zumbis do Espaço, Rumbora, Nervosa, Molho Negro, The Mönic, Karaoke Band, Banda de Abertura.

15/9 (domingo) > Francisco el Hombre, Far From Alaska, Strike, Esteban, Dibob, Granada, Autoramas, Cólera, Darvin, Violet Soda, Armada, Charlotte Matou um Cara, Wiseman, Karaoke Band, Banda de Abertura.

DATA: 13, 14 e 15 de Setembro de 2019
LOCAL: Via Matarazzo
ENDEREÇO: Av. Francisco Matarazzo, 746 – São Paulo
(Estação Barra Funda do metrô linha Vermelha)
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
HORÁRIOS:
Sexta feira: 19h00 abertura / 19h30 início dos shows
Sábado: 13h00 abertura / 13h30 início dos shows
Domingo: 13h00 abertura / 13h30 início dos shows

INGRESSOS
1º Lote – R$70,00 (meia / promo) ou R$140,00 (inteira)
2º Lote – R$80,00 (meia / promo) ou R$160,00 (inteira)

PASSAPORTE – válido para os 3 dias de evento
1º Lote – R$190,00 (meia / promo) ou R$380,00 (inteira)
2º Lote – R$210,00 (meia / promo) ou R$420,00 (inteira)