Dot Dash: Quando velhos conhecidos da cena hardcore decidem tocar rock alternativo

Quando velhos conhecidos da cena punk/hardcore decidem tocar rock alternativo, surge o Dot Dash. Formada em 2010 em Washington,DC, a banda possuí em seu line-up velhos conhecidos da cena local. 

Terry Banks (ex-Julie Ocean, The Saturday People, Tree Fort Angst) é o responsável pelos vocais e guitarra, Steve Hansgen (ex-Minor Threat, Government Issue, Modest Proposal) é o segundo guitarrista, Hunter Bennett (ex-Julie Ocean, Weatherhead) comanda o baixo, Danny Ingram (ex-Swervedriver, Strange Boutique, Youth Brigade) fecha o quarteto.

Os caras já lançaram 3 álbuns, sendo o mais recente lançamento é o EP ‘Dot Dash’:

  • ‘spark>flame>ember>ash’ (2011)
  • ‘Winter Garden Light’ (2012)
  • ‘Half-Remembered Dream’ (2013)
  • ‘Dot Dash’ (2014)

Em primeiro lugar a banda tem esse nome por conta de uma música do WIRE, sim os pais de um gênero totalmente controverso apelidado de ART PUNK. Ah claro, o nome dá banda é por conta/culpa desse som aqui.

Ele que pode ser considerado um B-Side, já que só pode ser encontrado na edição japonesa do LP mais clássico do conjunto, o reverenciado ”Pink Flag” (1977)

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Por mais que eles rotulem o som deles de Post Punk Pop, rótulo que acho tão engraçado como Sugar Oi! (ambos bem açucarados, vale dizer). Eu tenho uma opinião um pouco diferente após ouvir o som dos caras.

Após ouvir o som do conjunto eu percebo claras influências de post punk, art punk, powerpop, de DEVO, B’52, The StoogesThe Cramps, WIRE, Television Personalities, Undertones, Television e até do clássico Fugazi.

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A banda está atualmente em tour pelos EUA e Europa, inclusive com shows marcados com o lendário grupo irlandês Stiff Little Fingers.

Então vou fechar esse post com um som dos caras, tchau.

 

This post was published on 2 de setembro de 2014 7:09 pm

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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