Jéssica Falchi apresenta nova fase da carreira. - Foto Por: César Ovalle
Jéssica Falchi: Solace marca a estreia solo da guitarrista em um EP instrumental que expande sua identidade artística
Com trajetória consolidada no metal, Jéssica Falchi, nos últimos meses, começou a desenvolver um novo projeto instrumental ao lado de João Pedro Castro (baixo) e Luigi Paraventi (bateria).
A guitarrista, que começou a tocar ainda na infância, inspirada por nomes como Joe Satriani, Steve Morse, Frank Gambale e Steve Vai, aos poucos teve sua relação com a música se moldando com referências que passeiam por estilos como o metal, o thrash e o progressivo.
Tendo a guitarra como seu instrumento para expressar sua linguagem artística, ela iniciou sua jornada em projetos cover e aos poucos começou a solidificar uma presença digital. Chegando a tocar com Aquiles Priester e gravando com Elana Dara, ela alcançou a marca de 300 mil seguidores. Ao lado de seu antigo projeto, tocou nas Américas, Europa e Ásia, ganhando, assim, a chancela de uma das guitarristas mais reconhecidas do cenário de metal mundial.
Neste novo capítulo em carreira solo, em projeto que assina com seu próprio sobrenome, Falchi busca consolidar sua sonoridade pessoal, com liberdade criativa e cruzando fronteiras sonoras em um projeto moderno com influências de Intervals e Kiko Loureiro, entre outros clássicos como Iron Maiden, Metallica, Pink Floyd, Leprous e Vola.
“João Pedro é uma das pessoas mais próximas e confiáveis que tenho por perto, fora que é extremamente competente. Temos um gosto musical muito parecido, o que encaixou perfeitamente no perfil do projeto. As linhas de baixo ficaram precisas, expressivas e com o protagonismo que eu gostaria que tivesse.
Na bateria, chamei o Luigi Paraventi, que trouxe ideias impecáveis e uma dinâmica rítmica incrível, incorporando elementos brasileiros com muita naturalidade. Ele conseguiu mesclar diferentes técnicas e dar a textura exata que as músicas precisavam.”, conta Jéssica sobre a escolha da formação.
A produção do EP de estreia, Solace, ficou a cargo de Jean Patton (ex-Project46), já a identidade visual do trabalho é assinada por Lauren Zatsvar.
“O Jean produziu o trabalho, e foi a primeira vez dele nesse papel, dando um significado ainda mais especial pra mim. Ele foi quem me encorajou e validou cada passo e me ajudou a transformar ideias em algo concreto.”
Ao todo, o debut de Falchi reúne quatro canções, entre elas o single “Sweetchasm, Pt. 1”, último a ser revelado e com participação de Aaron Marshall, guitarrista da banda canadense Intervals.
A liberdade é um elemento central na obra, cada música por si só explorando uma faceta das suas referências. Da leveza ao peso, do virtuosismo à cadência, da progressão aos breakdowns.
São justamente os detalhes e sua capacidade de estabelecer pequenos contos e cenários distintos que fazem com que o arsenal de ideias e possibilidades ganhe terreno. São timbres e arranjos de guitarra que servem como uma espécie de sistema nervoso central de uma pequena orquestra movida a muito sentimento e vontade de desbravar novos caminhos. Inclusive, suas ondas neurais ajudam a criar imagens mentais no imaginário do ouvinte… o que complementa a experiência cósmica da audição.
Técnicas e efeitos, entre narrativas que se convergem e te levam do céu ao inferno, fazem com que notemos como suas soluções criativas ganham lastro com uma carga emocional latente. A riqueza dos detalhes e a facilidade em transitar entre diferentes universos evidencia como repetir fórmulas não é algo que tem espaço neste projeto. O que o deixa interessante e faz com que os 15 minutos passem rápido, nos obrigando a apertar o play novamente.
“Moonlace” é a mais moderna e mais direta ao ponto, ela flerta muito mais com um público que gosta de bandas mais atuais com refrão melódico e um break pesado.
“Sunflare” é mais introspectiva, uma vibe mais reflexiva e contemplativa, flerta bem com músicas instrumentais de guitarristas clássicos. Praticamente, a música toda tem uma linha melódica solada, que conta uma história.
“Sweetchasm, Pt. 1” tem a curiosidade do riff que abre a segunda parte foi concebido inicialmente como refrão da primeira, enquanto o início do solo da Pt. 2 reaparece na Pt. 1 sob uma nova roupagem. Juntas, as faixas funcionam como movimentos complementares.
“Sweetchasm, Pt. 2” é o tipo de música que o público mais esperava de Jéssica, já que até o momento todos os seus trabalhos envolviam metal mais pesado. É uma música thrash metal com uma estrutura semelhante a músicas com vocais, com bastante riff e apenas um solo em um momento específico.
No dia 21 de março, Falchi será a atração de abertura para os suecos do Katatonia em São Paulo/SP, no Cine Joia. Os ingressos já estão disponíveis, clique aqui e garanta o seu.
This post was published on 12 de fevereiro de 2026 3:26 pm
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