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Julia Branco leva o retrofuturismo para o primeiro plano em “Fim e Começo”

“Fim e Começo” é o primeiro capítulo do novo disco de estúdio de Julia Branco

A cantora, compositora e atriz Julia Branco começa o início da divulgação do sucessor de Soltar os Cavalos (2018). No meio desse caminho Julia lançou singles em parceria com artistas como Juliana Linhares, Luiza Brina, Sara Não Tem Nome, Siso, Mariana Volker e Marina Melo. O novo material da artista mineira será lançado pela dobra discos e terá a produção musical de Ana Frango Elétrico.

“Lançar um novo trabalho não deixa de ser uma forma de parir, de colocar uma nova coisa no mundo – e também de se despedir de uma fase”, conta Julia

Para iniciar essa transição de ciclos e anunciar o vindouro disco, ela apresenta o primeiro single – que vem acompanhado de um clipe – “Fim e começo”, uma colaboração de Julia Branco com o conterrâneo Siso. No roteiro, a dinâmica atual das incertezas do amanhã ganham as lentes da diretora Virgínia Pitzer.

“Fim e começo é uma música sobre estar grávida. De uma criança, de um disco, de um novo momento”, define a artista, que é mãe da Cora, de um ano e meio.


Julia Branco no clipe para “Fim e Começo – Por: Virgínia Pitzer

Julia Branco “Fim e começo”

O novo ciclo começa com um pop-jazz eletrificado e com estética das canções de rádio de outros tempos. Sentimentos, dúvidas, felicidade, ansiedade, nostalgia do que não viveu e contemplação, entre amor incondicional e consequências das escolhas, ganham espaço dentro da composição. Sua matriz pop e coesa fazem com que ela vá crescendo a cada nova escuta.

Para ilustrar tudo isso a cantora traz para a estética do videoclipe uma brincadeira entre o analógico e o digital, e evidencia a estética retrofuturista. A nostalgia ganhando elementos mais literais, e mais tangíveis, que a poesia que trás para o primeiro plano.

“Acho que todo o disco passa um pouco por esse lugar: de ser futurista a partir de um olhar do passado”, diz Julia Branco

A produção capricha justamente nos elementos, entre os aparatos – alguns bastante obsoletos e outros nem tanto – ao figurino e styling da artista que se desdobra trazendo looks de diferentes décadas. Tudo isso com direito a muitas cores, intervenções, dancinhas e malemolência. Entre quadros e transições que prendem o telespectador, podemos dizer assim?

Dê o play, ou melhor dizendo, sintoniza a sua antena parabólica e vem com a gente!



Fica Técnica do clipe

Direção: Virgínia Pitzer
Direção de fotografia: Paulo César Alvim “PC”
Assistente de câmera: Vitória Fonseca
Produção: Mariana Silveira
Direção de arte: Igor Hermont | Beleza: Cacá Zech
Figurino: Isabela Itabayana
Assistente de figurino: Marina Fernandes
Edição: Virgínia Pitzer e Raquel Pinheiro
Produção artística do projeto: Julianna Sá e Wagner Rodolfo | dobra discos

This post was published on 23 de junho de 2023 9:40 am

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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