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Fechando um ciclo, André Ribeiro lança o single “Essa Lágrima”

Lágrimas não são só sinônimo de tristeza, podem ser de alegria, saudade, transições. Fazem parte do nosso dia a dia, escondemos ou compartilhamos. “Essa Lágrima”, novo single de André Ribeiro, pelo selo Eu Te Amo Records, vem revisitada, com nova roupagem, mais intimista, mais emocionada.  Pra quem acompanha o trabalho do músico e produtor talvez já conheça a canção – ela faz parte da session O Que Nunca Foi de Amassar, lançada ano passado. O single vem como parte do encerramento de um ciclo interno que começou com o lançamento do EP “Cidades”, em 2020. 

Figura carimbada aqui no Hits Perdidos, muitos já conhecem André Ribeiro desde os tempos da banda Alaska. Em seu trabalho solo, conta com o EP “Cidades” (2020), os singles “Foi Sem Querer”, “MADRID V2”, “Todo Mundo Vai” e “Liso” (2020). “Eu e Você, Sempre“, uma versão da canção de Jorge Aragão e a sessionO Que Nunca Foi de Amassar”. 

Novo Single “Essa Lágrima”

Bem diferente da versão da session “O Que Nunca Foi de Amassar”, “Essa Lágrima” soa de uma forma mais profunda e emocional em sua melodia. Não que a versão da session não agrade aos ouvidos, mas uma canção tão intensa, reflexiva, com uma letra que pode se encaixar em diversos momentos, ela merecia essa versão de estúdio.


 


“Essa Lágrima” e o próximo single que deve ser lançado em breve vão servir de movimentação, uma espécie de corpo, preparando o terreno para o que virá futuramente – o primeiro disco de estúdio.  

Entrevista: André Ribeiro

Conversamos com o André sobre o single, um pouquinho sobre o primeiro disco que será lançado em breve e como ele se sentem hoje em dia em relação ao seu trabalho.

A canção vem com uma roupagem total diferente da que você havia lançado dentro do O Que Nunca Foi de Amassar. Por que relançar “Essa Lágrima” agora como single?

André Ribeiro: Na verdade, existiram sete versões dessa música no meu HD, antes de convidar o Gabriel Olivieri pra produzir e o Alysson Borges pra tocar. A versão da session é uma dessas, que funcionava naquele formato, mas acho que a versão de estúdio traduz muito melhor a emoção da música, o Gabriel e o Aly entenderam tudo e ficou muito melhor do que eu poderia fazer sozinho.  

“Essa Lágrima” ainda se encaixa dentro do ciclo que começou com o “Cidades”, depois você ainda vai lançar mais um single e aí então teremos o disco mais a frente. As próximas músicas/disco serão numa pegada diferente das músicas que você apresentou nesse ciclo que você vai fechar em breve ou totalmente diferente?

André Ribeiro: Acho que nesse momento, posso dizer que estou entre ciclos. Teve o “Cidades” e desde então, como artista, me preservo num limbo. Tudo que acontece antes do ciclo do primeiro disco é esse limbo criativo que não respeita a linha do tempo das composições. Em relação à sonoridade das músicas e dos discos, tô exercendo toda liberdade que me cabe. O que funcionar melhor pra música é o que vale. Não ligo muito pra essa história de pensar em coesão, acho que isso vem com tempo, identidade e alguns vícios musicais.  

Não sei se poderia usar essa pergunta, mas vou (risos), qual o motivo da demora pra lançar o disco que você prometeu lançar no ano passado?

André Ribeiro: Pode tudo hahaha! Escrevi, produzi e gravei simultaneamente o disco em 2019. É um registro muito intenso e pessoal, então escolhi guardar pra mim pelo máximo de tempo possível. Em 2021 enviei os arquivos para mixagem, e na época que recebi as masters, estava envolvido em muitas produções de outros artistas e também no retorno do Quinta Que Vem, então escolhi dar mais um tempo antes de pensar no meu disco. Mas agora vai rolar! não vou dar uma data, porque tudo pode acontecer. Mas vai sair.  

Você conquistou muitos fãs quando tinha uma banda e muitos se mantiveram na sua carreira solo. Essa proximidade, e de certa forma sinceridade, ajuda na hora de mostrar seu trabalho? Tem alguma chance de vermos você se apresentando algum dia?

André Ribeiro: As pessoas que acompanharam a trajetória da Alaska foram e sempre serão muito queridas por mim e por todo mundo que participou do projeto. Com certeza existe uma relação especial que motiva a compartilhar as músicas e projetos novos! Sobre shows, não tenho muita vontade de levar o projeto solo pra palcos, mas com o Quinta Que Vem existe essa possibilidade.  

Da última vez que conversei com você aqui pro Hits Perdidos, você se sentia menos inseguro e um pouco mais confiante no que você queria fazer, como e com quem. Você ainda se sente assim com o seu trabalho?

André Ribeiro: Acho que naquela conversa existia uma sensação de epifania concreta sobre o que eu estava fazendo e o que eu queria fazer. Foi interessante perceber novas inseguranças, desejos e planos. Desenvolvi um desânimo completo em relação a lançar músicas, voltei com uma banda depois de jurar que nunca mais tocaria numa banda de novo, envolvi mil pessoas diferentes nas minhas músicas depois de dizer que queria fazer tudo sozinho… então, nesse momento tô aprendendo a gostar dessas incoerências, de mudar de opinião, mudar de ideia. Tô aprendendo a gostar mais de quem eu sou, independente do que eu esteja fazendo e com quem.

This post was published on 17 de junho de 2022 11:00 am

Mila Borges

Colaboradora no Hits Perdidos, nas horas vagas descobrindo o que há de bom na música Brasil a fora. Fora isso adoro futebol, churrasco. Não gosto de preconceito no geral (música então nem se fala).

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