A ternura e espontaneidade de Ambivalente em “Verde”

 A ternura e espontaneidade de Ambivalente em “Verde”

Ambivalente – Foto: Divulgação

Após a estreia de seu primeiro disco Memorycard, Ambivalente, projeto musical do cantor Rodolfo apresenta seu novo single “Verde” que chega acompanhado de um videoclipe, e traz elementos do Pop Alternativo, MPB e música eletrônica.

A nova canção trata do amor e das questões contraditórias que envolve sentir-se apaixonado, além do  turbilhão de sentimentos e pensamentos vividos pelo cantor. 

Verde traz reflexões profundas e revela principalmente as semelhanças entre a paixão e o vício de forma melancólica. Na canção, Rodolfo explora a outra face do amor e, de forma autêntica e agridoce, levanta todas as dúvidas que envolve estar apaixonado.

“Ao se apaixonar, você pode ficar um pouco alienado, sabe? Desconectado da realidade, igual quando você usa alguma droga. Então eu tratei o amor como vício, porque quando apaixonado, você fica como se fosse uma dependência, querendo sentir toda hora”, reflete o artista que assina seu trabalho sob o codinome de Ambivalente


Ambivalente Verde Divulgação
AmbivalenteFoto: Divulgação

Ambivalente “Verde”

A dependência de drogas e o amor podem de fato ser sensações semelhantes, em ambos os cenários, a droga ou o sentimento são capazes de gerar “vícios” porque regulam processos no cérebro atrelados a recompensa. É assim que Rodolfo é sincero sobre o que sente, e trata com originalidade os aspectos do amor ao questionar sobre como tais sentimentos podem ser prejudiciais.

“Eu quis questionar até onde viver um amor é saudável, porque às vezes a gente sente umas coisas extremas e eu quis explorar até onde isso é um vício e o quanto faz bem”, contou ele.

Rodolfo possui composições espontâneas que tratam de muitos assuntos que permeiam suas vivências.



No clipe de “Verde”, produzido pelo selo Primata, representa alguns momentos solitários vividos no isolamento social, a falta de contato com outras pessoas e o uso excessivo da internet. O cantor conta que as ideias para as gravações foram surgindo sem muito planejamento.

“A gente começou a gravar as cenas aleatoriamente. Não tínhamos nada planejado além de algumas estéticas que a gente gostava, mas o enredo todo foi acontecendo, nada premeditado. Foi tudo bem orgânico”, revela.

O amor é um sentimento um tanto confuso, cabível de reflexões estimuladas por Ambivalente e quando somados a sonoridade leve e prazerosa, se torna uma canção sincera. Confira os demais trabalhos de Rodolfo aka. Ambivalente no Spotify.

Fernanda Decaris

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