Depois de Tina Turner, MIS recebe exposição do B.B. King, confira as datas

 Depois de Tina Turner, MIS recebe exposição do B.B. King, confira as datas

B.B. King se apresentando na prisão do Condado de Cook, em 1971. – Foto: Cortesia B.B.King Museum

Exposição ao Rei do Blues, B.B. King, chega a São Paulo no dia 26/07

Depois da exposição da Tina Turner, encerrada no dia 09/07, o MIS volta a apostar na curadoria musical no campo das exposições. A mostra “B.B. King: um mundo melhor em algum lugar” traz a cidade itens raros da vida e obra do Rei do Blues através de uma experiência sensorial.

A exposição entra em cartaz no dia 26 de Julho e fica até o dia 8 de outubro trará em sua narrativa temas de segregação e inclusão. O nome Um mundo melhor em algum lugar pega emprestado parte do nome do disco de 1981 (There Must Be a Better World Somewhere) justamente para explicitar a temática abordada na mostra.

O projeto tem curadoria de André Sturm e Cacau Ras, consultoria de Chris Flannery, planejamento do Atelier Marko Brajovic, também responsável pelo projeto expográfico, e pesquisa e textos de Gabriela Antero.

Entre os destaques projeto traz itens históricos da vida de B.B. King, imagens do acervo do B.B. King Museum, de diversas fases da carreira do artista, desde o jovem Riley Ben King, aos 23 anos, com o violão Gibson L48, de Michael Ocs, até seu retrato exibindo o prêmio de Melhor Álbum de Blues Tradicional na 42ª Cerimônia do Grammy, em 2000.

Além disso, a mostra ainda conta com as credenciais de todas as turnês realizadas por B.B. King no Brasil, nos últimos 30 anos, em diversos espaços e configurações, um pin exclusivo temático distribuído por B.B. para fãs ao final dos shows, o primeiro troféu Grammy recebido pelo cantor em 1971 e a icônica guitarra Gibson Lucille, assinada por King em seu show em São Paulo em 1993.

Paralelamente à trajetória do artista, a mostra ilustra outros movimentos de luta contra a segregação ao redor do mundo, trazendo uma narrativa que se dá pela intersecção entre a vida do músico, o panorama de lutas pelo mundo e o projeto cenográfico, que narra a mudança do tempo rumo a um futuro mais plural e colorido.


B.B. King um mundo melhor em algum lugar se apresentando na prisão do Condado de Cook, em 1971. Cortesia B.B.King Museum
B.B. King se apresentando na prisão do Condado de Cook, em 1971. – Foto: Cortesia do B.B.King Museum

Experiência Sensorial da exposição

Para a criação conceitual do projeto, foi feita uma linha do tempo e do espaço que percorre a história do artista e dos desdobramentos social e cultural da segregação, fluxo inspirado no curso meândrico do rio Mississipi – onde está localizada, às margens, a cidade de Memphis, conhecida como a capital do blues. O rio se converte numa metáfora que traz a mistura de cores, texturas e formas no movimento contínuo da vida.

No começo da exposição, o público se deparará com uma geometria preta e branca que divide e separa, representando a segregação. Pouco a pouco, essa configuração se transforma em uma paleta multicolorida da diversidade de cores e conteúdos, criando uma praça que celebra a diversidade e convida ao diálogo, sem esquecer do que ainda precisa ser superado.

Sobre B.B. King

B.B. King é o nome artístico de Riley Ben King, nascido em 16 de setembro de 1925, em Berclair, no Mississipi (EUA), e morto em 15 de maio de 2015, aos 89 anos. Sua infância nas plantações de algodão, o surgimento do blues e sua consagração como uma lenda do gênero estão dentro do contexto da segregação, uma separação causada pelos interesses políticos e econômicos da elite branca racista dos EUA, e legalizada até os anos 1960.

O cantor era conhecido como Rei do Blues e considerado o maior guitarrista do gênero de sua geração. Em quase sessenta anos de carreira, B.B. King gravou mais de cinquenta discos. Entre seus hits, estão “Three O’Clock Blues”, “The Thrill Is Gone”, “Please Love Me” e muitas outras canções que marcaram gerações. O Rei influenciou grandes astros da música, como Jimi Hendrix e Carlos Santana.

Um artista que desde cedo sentiu as duras condições da segregação norte-americana e alcançou o sucesso promovendo a cultura negra, tendo recebido grande reconhecimento em vida. Ele foi premiado com a medalha presidencial, o prêmio Kennedy e quinze Grammys. Em 2008, foi criado o B.B. King Museum no Mississippi, com um grande acervo sobre a vida do artista.

Serviço | B.B. King: um mundo melhor em algum lugar

Museu da Imagem e do Som – MIS
Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo| (11) 2117 4777
Data: 26 de julho a 08 de outubro
Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) | Entrada gratuita às terças (retirada na bilheteria física do MIS)
Mais informações no site oficial

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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