Os 25 Melhores EPs Nacionais de 2021

 Os 25 Melhores EPs Nacionais de 2021

Os 25 Melhores EPs Nacionais de 2021

Em tempos onde o formato de compartilhamento da música é posto em discussão nas redes sociais as bandas tem optado por lançar singles, EPs, remixes, splits e discos. Os motivos são os mais variados, desde não ter um conceito fechado para um disco, passando por fase da carreira e chegando até no ponto do planejamento estratégico.

Sendo assim é a cada dia mais difícil dizer o que é um álbum ou um EP. Temos álbuns de 6 músicas – que na teoria seriam EPs – mas que o artista utiliza a nomenclatura. E tudo bem. Para esta lista de registros que você deveria ter ouvido este ano vamos elencar aqueles carinhosamente apelidados “EPs”.

Recebemos diariamente muitos EPs ao longo do ano, cada um com sua proposta estética, história, contexto inserido e momento. Há três anos fizemos a primeira lista (Confira a de 2018 aqui), em 2019 elegemos pela primeira vez Os 25 Melhores EPs Nacionais de 2019 (Confira a lista), em 2020, tivemos a lista com Os 25 Melhores EPs de 2020 e agora repetimos a dose.

Os 25 Melhores EPs Nacionais de 2021


Os 25 Melhores EPS Nacionais de 2021


25) Cali 400 Hz



“Com sonoridade que transita entre o Pop, R&B e influências da música pop latina, CALI fala de sua vivência, de amor e sobre se manter desperta no momento presente sendo fiel a si mesma e a seus ideais. Uma das suas maiores inspirações é sua terra natal, a cidade de Porto Ferreira, no interior de São Paulo.

Com o EP 400Hz, o clipe da canção “Uma Vibe” com roteiro e direção de Pedro Risse, da Dopit Filmes e muita criatividade, a jovem compositora dá ótimo pontapé inicial na apresentação de seu trabalho autoral. Com instrumentais bem escolhidos de Mantra, 808verb, Garoá, Beatzbydb, 27corazonesbeats, a mixagem e masterização ficou por conta de Kauan Corrêa e a participação de Marina Amaro no single de trabalho.” – Texto por Cris Rangel

24) Kalouv A Medida da Distância



“Diferente de Talho (2020), último lançamento do grupo que contou com a participação de Dinho Almeida do Boogarins e trouxe a primeira faixa com letra, A Medida da Distância (2021) volta a apresentar as vozes como texturas sonoras, com coros atmosférico, como nos discos anteriores Elã (2017) e no Pluvero (2014). Para isso, o EP ganhou os vocais de Katty Winne, do grupo alagoano de mesmo nome, e Victor Meira, da banda paulista Bratislava.

Com estética inspirada em trilhas sonoras de jogos e filmes, com elementos do post-rock, jazz, indie pop, entre outros gêneros o grupo apresenta uma certa maturidade de composição bem instigante, de quem vasculhou seus porões e prateleiras de estudos e experimentos, onde silêncios, efeitos e narrativas temporais trazem um ambiente sonoro novo, cheio de frescor progressivo bem pensado. Percebe-se na audição do disco que o tempo fez bem aos integrantes e a poética que eles vem buscando nesses 11 anos de projeto.” – Texto por Cris Rangel

Confira a Entrevista Exclusiva com os Pernambucanos

23) Bemti Canções para a Série Hit Parade



Sob encomenda para a série da Globoplay, Hit Parede, Bemti produziu duas faixas com exclusividade para a trilha sonora. Em entrevista sobre seu novo disco, Logo Ali, o músico contou mais sobre a experiência do projeto.

Confira a entrevista exclusiva com o Bemti

22) SLVDR (結び) Musubi



Formada pelos guitarristas Bruno Flores e Pedro Simião junto com Gabriel Barbosa (bateria) e Hugo Noguchi (baixo), a SLVDR lançou seu primeiro EP desde 2016, (結び) Musubi, que significa nó no sentido de elo, conexão, união ou conclusão. Material recomendadíssimo se você curtir post-rock. Como curiosidade: cada um dos integrantes foi responsável pela autoria de uma faixa no EP.

21) Mopho Que Fim Levou Meu Sorriso



A produção do novo disco do quinteto alagoano teve início no final de 2019, mas foi finalizada somente em 2020, quando a aguardada reunião foi sacramentada.

João Paulo assina quatro composições feitas ainda na época da produção do quarto álbum, Brejo (2017), as outras duas são de autoria de Júnior Bocão e fariam parte do segundo álbum do MophoSine Diabolo Nullus Deus (2004).

Uma curiosidade é que devido a ruptra da formação original, as faixas de Bocão foram lançadas no álbum da banda Casa Flutuante, projeto dele com Pisca – e agora ganham novos arranjos.

O lançamento ainda conta com a grata surpresa dos vocais de Júlia Guimarães, filha do João Paulo, vocalista do projeto Ladybug. Algo inédito na história do Mopho que faz seu primeiro feat em 25 anos de trajetória.
“A Júlia já demonstrava musicalidade desde pequena. Aos 10 anos ela começou a tocar e desenvolveu uma boa técnica muito rapidamente. Começou a compor na adolescência e montou um trabalho no qual ajudei a produzir. É indescritível a emoção de dividir co-autoria com a minha filha. Ela canta junto comigo em “Mundo Sem Fim” e divide comigo a autoria da música ‘Merri-Go-Round’”, conta João Paulo
Com lindas melodias, arranjos delicados que transcendem o horizonte e rica mistura entre a música brasileira, a psicodelia e o rock bretão, o disco traz consigo melancolia, contemplação e boas sensações durante a audição. Seus arranjos de teclados trazem a leveza, os vocais nos transportam para aqueles vinis que tantos gostamos e as guitarras tem a energia do powerpop de outrora. Deixando para o ouvinte um gostinho de quero mais.

Confira o post completo sobre o lançamento

20) Nego Bala Da Boca do Lixo 



Filho de mãe usuária de crack e de pai trabalhador, o paulistano Marcelo Abdinego Justino Generoso se blindou na rua, viveu na região conhecida como Boca do Lixo (e depois apelidada de Cracolândia), passou pela Fundação Casa – instituição de reabilitação criada para dar tratamento socioeducativo a menores adolescentes da cidade de São Paulo – e esteve preso quando tinha 19 anos por ter se envolvido com drogas.

Atualmente com 23 anos, Nego Bala celebra a liberdade e a resistência com a edição do primeiro trabalho, Da Boca do Lixo, lançado em novembro com direito a um ótimo vídeo para acompanhar solo que estrelou na nossa lista de Melhores Clipes de Novembro. “Sonho”, faixa mais forte do material, e que tem participação de Elza Soares, foi composta ainda nos tempos de Febem.

19) Sellva Falar de Mim (Ao Vivo)



A Brasiliense Sellva lançou o EP ao vivo Falar de Mim em um formato visual bem diferente do que estamos acostumados. O material propõe o encontro da linguagem cinematográfica com poesia e música, traz cenários emblemáticos da capital candanga, como o do Cine Drive-in, a quadra 107 Norte e o parque Olhos D’água.

“O público é convidado a acessar o diálogo da selva de pedra com a selva da natureza. O projeto Falar de Mim conta com qualidade cinematográfica, storytelling poético e muito mais”, explica a cantora.

18) 1LUM3 FIDELIO



Experimental para alcançar novas frequências, texturas e viéses sobre o modo de produzir foram os alicerces de FIDELIO, novo EP da cantora 1LUM3 que abre diversas portas explorando as camadas do lo-fi, pop, rap, downtempo e synthpop.

Ela ainda pode trabalhar durante o processo com diferentes produtores como Lucas Silveira (Fresno) e JLZ (selo 999 de Baco Exu do Blues), além de colaborar com o amigo de longa data Neira Galvez, da LAVOLTA.

O material que conta com pouco mais de 16 minutos de duração, muita introspecção e beats que nos transportam para seu universo, foi mixado e masterizado por Katia Dotto.

Confira entrevista exclusiva

17) Letrux Me Espera



Para celebrar a chegada do verão e o período de reabertura pós-pandemia, o produtor carioca Mulú convidou a cantora e compositora Letícia Novaes, a Letrux, para colaborar na inédita “Me Espera”. O mini-EP conta com um lado B com remix de Gaspar Muniz.

“Tava com muita vontade de trazer a cor e a textura analógica das músicas dos anos 80/90 pra uma canção pop moderna, quando terminei o instrumental de “Me Espera” tive a certeza que a música pedia a voz de uma carioca e a Letrux foi a conjunção perfeita”, comentou Mulú.

“Estava no estúdio do Lucas Vasconcellos e começamos a pensar numa letra que falasse de duas pessoas que moram longe mas, que se paqueraram durante dois anos e só agora, vacinadas, vão conseguir se encontrar”, completou Letrux.

16) Luana Flores Nordeste Futurista



A DJ, compositora, beatmaker e cantora paraibana Luana Flores lançou seu primeiro EP, Nordeste Futurista via Colmeia22.

“Falo muito da Paraíba em minhas letras. Então, botar Nordeste é uma demarcação que é geográfica, mas também é social. De dar protagonismo à minha região, que por uma série de motivos foi diminuída, esquecida”, disse a artista em entrevista para o Uol

15) Bayo Atlântico Sul



O duo BAYO, formado pelos soteropolitanos Graco e Nina Campos, lançou em 2021 segundo EP, Atlântico Sul. Com base coesa com guitarras, beats eletrônicos e tambores, eles tem a companhia na percussão de Mestro Mario Pam (Ilê Aiyê) e Japa System (BaianaSystem). No campo das participações especiais o material conta com parcerias com as cantoras Okwei Odili (Nigéria) e Pali (Argentina); além de Dieguito Reis, da Vivendo do Ócio.

“Nesse trabalho sentimos a necessidade de ampliar o sentido de pertencimento dos baianos, brasileiros e sul-americanos que estão ligados e interligados ao continente africano por meio do oceano. Isso é muito poderoso e representativo pra gente. Queremos estreitar esses laços e construir novos caminhos de encontro, sem contudo deixar de reconhecer que essas rotas e correntes já serviram ao cruel objetivo de escravizar”, explica Graco, que assina a produção de todas as 4 faixas

As mixagens ficaram por conta de Dudu Marote e Victor Vaughan. A masterização é de Fernando Sanches.

14) Bk’ Cidade do Pecado



Já no finzinho de 2021, o rapper fluminense BK’, destaque em 2020 com o disco O Líder em Movimento, lançou o EP Cidade do Pecado com participações da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, o rapper Nochica, MC Marcelly e niLL. A loucura das megalópoles e seus inúmeros impactos em nosso subconsciente fazem parte do seu enredo bastante direto. BK’ se juntou com JXNV$, produtor musical com quem já colaborou em trabalhos anteriores, para alcançar um resultado que caminhe entre o funk brasileiro e o afrobeat.

Eu quis mostrar um outro lado do rolé, a forma que ele afeta nosso psicológico, sem glamourizar a violência, a putaria ou a ostentação”, reflete o carioca.

13) Afrocidade Afrocidade Na Pista



Afrocidade na Pista é o primeiro EP de estúdio do grupo baiano, de Camaçari, traz referências diretas de Timbalada ao mestre Fela Kuti. Gravado ao vivo a intenção era justamente de trazer o lado orgânico e potente das suas apresentações para quem está em casa.

“As experiências ao vivo são um alicerce muito forte pra gente. É onde desenvolvemos nossa construção artística e trocamos energia com o público”, conta o vocalista MCDO (Macedo)

“Foi uma etapa muito importante, porque nós não tínhamos nenhum registro ao vivo de show mesmo. Então tiramos esse tempo pra nos ouvirmos e, a partir dessas audições, construir a parte imagética, os arranjos e tudo mais”, completa a percussionista Fernanda

12) Negro Leo Infelizmente



Rápido e fugaz, com apenas 7 minutos, o EP Infelizmente, do Negro Leo, dá conta do recado com teor político e social, estética lo-fi, aceleração e colagens, ao longo das suas 3 faixas, “picx”, “tmf” e “sdv b2b”. Mais um lançamento com o DNA do selo independente QTV. Pelo fato do material ter sido lançado apenas no Bandcamp, nenhuma faixa entrou na playlist do Spotify.

Leia Entrevista Exclusiva com o Negro Leo

11) D’Água Negra Erógena



A estreia do trio amazonense D’Água Negra foi em grande estilo com o EP Erógena. O material do trio formado por Clariana Brandão Arruda, Bruno Barrozo Belchior e Melka teve produção de Erick Omena (Luneta Mágica) e foi lançado no fim de novembro em parceria com o selo Amplifica Records. No campo da sonoridade o material explora a psicodelia, o jazz, soul e até mesmo o indie pop.

“D’Agua Negra é uma maneira de nos localizar, nos situar como um projeto nortista, do Amazonas e de Manaus, portanto, nada mais simbólico do que o Rio Negro para representar essa ideia de onde somos, daquilo que somos e do que expressamos em nosso trabalho”,  conta Clariana.

10) Hiran História



O baiano Hiran lançou um EP visual em parceria com grandes nomes da música brasileira, Margareth Menezes e Linn da Quebrada. O material é o resultado de um processo de retorno a sua cidade natal e ancestralidade. O single “Na água de Oxum”, conta com participação de Margareth e Linn, já “Bang e batidão”, com o rapper Wendel, conterrâneo de Alagoinhas (BA).

“Eu estava morando no Rio, voltei para a Bahia, me desapeguei de todos os luxos e ideias que eu estava vivendo e daquilo que me foi me passado sobre o que é o sucesso e ser bem sucedido. E assim, em casa, produzi um trabalho do meu coração, sem ansiedade e pressa. Aqui estive com minha mãe, meus cachorros, meu terreiro, meus amigos de infância e esse foi o meu principal gás. Eu tive essa necessidade de voltar para casa para entender e revisitar minha origem, e assim achar conforto para seguir”, explicou Hiran em seu release

9) RROCHA Conterrâneos Estrangeiros



Conterrâneos Estrangeiros talvez seja o projeto mais ambicioso conceitualmente da nossa lista já que compreende um projeto que liga música, cinema e literatura. Nele o gaúcho Rafael Rocha, que é cantor, compositor, fotógrafo e diretor de filmes, explora através das plataformas multimídias seus sonhos. Ao todo foram 3 anos de desenvolvimento do projeto que prova como a música e imagem são linguagens complementares e indissociáveis

“O RROCHA – Conterrâneos Estrangeiros, desde sua fase embrionária, foi desenvolvido para ser um projeto multi-plataformas. Que viesse à tona em diversas timelines, e trouxesse a minha expressão artística em forma de disco, filme e um livro. Este último, que unificasse todas as narrativas, trazendo um sentido coeso para o enredo dos Conterrâneos Estrangeiros, como um grande centro de conteúdo da história toda.

O livro tem 250 páginas dividida entre fotos, histórias narrativas, ilustrações, devaneios soltos, letras das músicas, que dão e são de fato um mergulho dentro das experiências que vivi e originaram a proposta narrativa e conceitual desse projeto.”, pontua o gaúcho

Com 6 faixas o EP que foi gravado ainda em 2019 em Los Angeles, nos Estados Unidos, conta com participações especiais de Zudizilla, rapper gaúcho de Pelotas, em “De Que Lado”, e do também rapper Ramonzin em “Menino”.

8) Taxidermia Outro Volume



Os baianos Jadsa e João Milet Meirelles (BaianaSystem) voltam a se juntar com o segundo EP do Taxidermia, Outro Volume, via Balaclava Records. Colagens, samples, guitarras, recortes, beats e até mesmo faixa de apenas 55 segundos (“TAXIDERMIA PUNK”), compõe o lançamento que ao mesmo tempo que tem ares do pop é completamente experimental.

“Acho que as letras estão mais sólidas. Acontece uma narrativa entre elas e que também se comunica diretamente com o primeiro volume. Passamos mais tempo gravando, e com isso conseguimos nos atentar mais a cada detalhe das faixas”, conta Jadsa. 

7) Mato Seco Carta da Humanidade para a Humanidade



A Mato Seco representa o reggae em nossa lista com o EP Carta da Humanidade para a Humanidade lançado no Dia da Consciência Negra (leia artigo sobre a data). Ao todo o material reúne 4 faixas construídas durante o período de pandemia e um freat com Zeider Pires, da Planta e Raíz. O material teve produção de Homens do Mato – dirigida por Banda Mato Seco – com produção artística de Ivon Alves e Coordenação Executiva por Paula Dias.

Leia Entrevista Exclusiva com a banda no Hits Perdidos

6) Urias Fúria Pt. 1



O novo material de estúdio da rapper e cantora Urias, Fúria Pt. 1, conta com produção de Maffalda, Gorky e a equipe da Brabo Music Team. O material tem dois singles que valem destacar, “Peligrosa”, que ganhou um ótimo videoclipe para acompanhar, e “Maseratti, parceria com Monna Brutal e Ebony.

5) RDD Salcity Sounds Vol. 2



Se alguém não parou em 2021 foi o produtor RDD que além de lançar faixas com Karol Conka, Rael, Tuyo e Drik Barbosa, disponibilizou seu novo EP, Salcity Sounds Vol. 2 em Outubro. A mistura de ritmos marca o material que traz referências de afrobeat, pagodão, reggaeton, funk 150 bpm e parcerias com Luccas Carlos, Diggo & Duquesa, Gibi8, Nêssa, Tassia Reis e Larissa Luz.

Tem um mood bem caliente, e com diferentes grooves de afrobeat, pagodão, reggaeton e dancehall”, conta RDD. 

4) Ale Sater Fantasmas



O artista carioca Ale Sater, residente de São Paulo, lançou seu primeiro trabalho em 2016 chamado Japão, fora os demais três álbuns lançados pela banda Terno Rei. Recentemente aqui no Hits Perdidos você pode conferir uma canção em parceria com Nuven, “Par de Ondas”. Após os singles “Nós” e “Peu”, que inclusive ganhou videoclipe, Ale Sater em Premiere no Hits Perdidos lançou seu novo EP Fantasmas via Balaclava Records em março.

“Peu”, que abre o EP, “fala sobre uma relação fictícia entre pai e filho, caminhando juntos na vida e uma relação de troca, então tentei transmitir esse sentimento recíproco e traçando um paralelo à proximidade e ao convívio entre nós dois.”, como descreveu o diretor do videoclipe Gabriel Rolim durante o lançamento.

Com arranjos delicados no violão, a faixa poderia até mesmo estar em trilhas de séries como This Is Us – que tem como enredo a história de uma família. Dos aprendizados a paciência para lidar com os eventuais problemas que certamente surgirão ao longo da sua própria jornada.

O clipe foi rodado em um sítio localizado na cidade de Piranguçu (MG), mesmo local onde foram registradas as fotos de capa desse trabalho, já o vídeo é assinado por Rolim com produção de Karla Salvoni.

“Nunca Mais” segue com a mesma estética da anterior em seu instrumental e discorre sobre uma saudade que parece não caber no peito. A dicotomia entre a dureza da realidade e a leveza do plano dos sonhos. A distorção em sua parte final mostra como as feridas ainda estão expostas.

Ao som de teclados, “Caminhão” carrega consigo um espírito wanderlust. Ao mesmo tempo que a vontade de pegar a estrada, ver gente e voltar a desfrutar os pequenos prazeres que a vida nos permite, o interlocutor se vê em um quarto observando estrelas, o movimento dos carros, e, consequentemente, se vê frustrado. Dores típicas do nosso atual momento de isolamento social. As cordas, além das cores, dão um tom ainda mais dramático a jornada.

“O single “Nós” surge como uma canção rica em detalhes. Calma, lenta e com uma sonoridade que já esteve presente nos trabalhos do cantor, com formação acústica lo-fi, violões e vozes acompanhados por teclas e sintetizadores; frutos da produção de Gustavo Schirmer.

“Nós”

Apesar do título “Nós”, alguns trechos da música como “correrei pelas cidades, eu conheço meu lugar” e “te chamo porque não vens, eu estou sozinho” dá a sensação de que é uma música sobre solidão. Porém, ao chegar no primeiro refrão — com versos como  “escrevo cartas no trem a todos os velhos amigos” e “espanto fantasmas que eu vejo” —, de forma inesperada, a faixa proporciona conforto.”, descreveu Fernanda Decaris no lançamento do single aqui no Hits Perdidos

“Fiz essa música depois de ir a um restaurante e observar por um tempo o garçom que atendia. Fiquei imaginando quem seria ele, o que ele faria depois, se seríamos amigos se a gente se conhecesse etc.”, revela Ale Sater.

“O que mais me inspira é a beleza singela. Algo que é muito bonito, mas não faz questão de ser, saca? Isso vem se desdobrado em vários temas que repito nas minhas letras — cidade, amor, nostalgia, juventude e sonhos”, completa o artista.

Confira a resenha completa no Hits Perdidos

3) Petbrick Pet Sounds Vol. 2



O Petbrick, formado por Wayne Adams e Iggor Cavalera, lançou seu segundo material de estúdio, Pet Sounds Vol. 2. Focado no noise e no experimental, o material reúne 6 faixas sônicas, eletrônicas, pulsantes, estranhas e derretidas que flertam com o imersivo território de grupos como o Kraftwerk. O boa notícia para os fãs é que em 2022 eles tem planos de lançar um novo álbum cheio.

2) Pluma Revisitar



A Pluma entregou um novo EP de inéditas em 2021, composto por Marina Reis, Diego Vargas, Guilherme Cunha e Lucas Teixeira, eles trouxeram o sucessor de Mais Do Que Eu Sei Falar (2020), com uma atmosfera que vai do jazz ao pop com toques de psicodelia, inventividade e explorando o lado imagético da música. Os destaques ficam para as faixas: “Revisitar”, parceria com Pedro Martins, e “Transbordar”.

“Passamos muito tempo com as músicas já no computador, dentro do quarto, adicionando efeitos e texturas, isso junto com algumas piras mais de sintetizadores”, comentou Cunha no período de lançamento do EP

1) Tasha & Tracie Diretoria



Com referências de grime, o EP das gêmeas Tasha & Tracie Okereke, Diretoria, é a grande celebração do hip hop em 2021. Autoestima, liberdade e emancipação da mulher estão entre as temáticas do EP que faz com que o ouvinte fique entregue ao longo dos seus 22 minutos de audição. Nos instrumentais o material conta com a participação de Pizzol, Cesrv, Devasto, DJ MF e Mu540. Destaque para “SUV”, feat. com Yunk Vino, e “Lui Lui”, faixa com participações de Febem e ONNIKA.

Playlist: Os 25 Melhores EPs Nacionais de 2021

É claro que uma lista com os 25 Melhores EPs Nacionais de 2021 ia contar também com uma playlist no Spotify para você conhecer tudo!

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Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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