O produtor Carlo Bruno Montalvão da Brain Productions Booking (The Baggios, Atalhos, Elephant Stone, Ema Stoned, entre outros) criou recentemente o selo Before Sunrise Records para lançar bandas de música alternativa de todo o mundo.

O primeiro lançamento veio logo na primeira semana de existência da gravadora independente. O disco de estreia do coletivo de psych punk canadense TEKE::TEKE, intitulado Shirushi, junto à lendária gravadora norte-americana Kill Rock Stars.


Logo Before Sunrise Records

Logo Before Sunrise RecordsArte Por: Conrado Passarelli


Entrevista: Before Sunrise Records

Para entender melhor sobre a ideia do selo, pretensões, posicionamento, estratégia, o que busca em bandas para somar ao plantel e diferenciais conversamos com o Montalvão. Confira a entrevista!

Você já trabalha com agenciamento e booking há muitos anos e na pandemia se viu sem poder fazer o que mais ama com um mercado incerto e muitas dúvidas pairando no ar. A partir de que momento falou “vou fazer um selo!”?

Montalvão (Before Sunrise Records): “A ideia de montar um selo musical é antiga. Sempre curti esse lance de descobrir novos artistas, trabalhar as carreiras deles praticamente do zero e ir crescendo organicamente, com os shows e turnês, participando de festivais e de todos os eventos legais possíveis. No começo de 2020, estava prestes a embarcar no que seria a maior turnê da minha vida, que iria cruzar o Brasil, México, Estados Unidos e diversos países da Europa. Seriam duas turnês distintas, com dois artistas brasileiros, mais de 82 shows em apenas 90 dias.

Passaríamos por festivais importantes como o SXSW (só nesse evento eu já tinha agendado 10 shows em 05 dias) e Treefort Music Fest, além de cruzar toda a Costa Oeste e partir para a Europa, onde teríamos shows na Itália, França, Suíça, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Bélgica, etc. E ao finalizar a primeira turnê, encontraria a galera da The Baggios e continuaria com eles, para mais um mês inteiro de shows pela Europa.

O balde de água fria chamado 2020

Tinha certeza e convicção que 2020 seria um ano incrível, um ano de viradas estelares na vida dos artistas e na minha também, mas veio a pandemia e com ela um turbilhão de incertezas, dúvidas, medos e “discordâncias” e desentendimentos. O mundo parou. As turnês não aconteceram. Os meus e os planos de diversas pessoas foram por água abaixo. E o pior, eu não estava preparado para esse “lockdown de shows”.

Tinha feito um “plano perfeito”, para viajar durante 03 meses, enquanto iria colhendo os frutos pela estrada e já planejando uma próxima turnê para algum outro lugar. Não imaginava que isso iria durar tanto quanto está durando, que a humanidade inteira seria atingida dessa forma tão dura e contínua.

No meu caso, que trabalhava basicamente com agenciamento de artistas e organização de turnês, foi um caos total. Era como se a vida entrasse em suspensão forçada. Sem saber o que iria acontecer no dia seguinte, nem na semana seguinte e assim por diante. Bateu forte, depressão, ansiedade e até medo, do futuro, mas que futuro? Mas isso Não durou muito tempo, na vida temos que seguir adiante e foi o que fiz, 15 dias depois do cancelamento das turnês, eu já estava ligando para todo mundo de novo e tratando de organizar o Global Music Fest (que concorre na categoria “Melhor Evento” do Prêmio Dynamite de música independente ao lado do Hits Perdidos), que foi o primeiro festival virtual internacional a acontecer no Brasil durante a Pandemia.

Ele aconteceu em Abril de 2020, durante 04 dias e trouxe artistas de diversas partes do mundo: dos Estados Unidos (Built To Spill, Tempers, Golden Dawn Arkestra, Tres Leches, Terror/Cactus, Strange Lot), do Canadá (Elephant Stone, Post-Modern Connection, $keleton Club), do México (El Shirota), do Chile (Perrosky e Marineros), da Argentina (Barbi Recanati e Riel), de Portugal (We Bless This Mess), da Itália (Mr. Deadly One Bad Man) e do Brasil (Atalhos, The Baggios, Bike, Ema Stoned e Jonathan Ferr). Estava inaugurada a “Nova Era”, a era dos shows e festivais virtuais.


Atalhos - Foto Por Bruno Alfano Before Sunrise Recs

Atalhos é uma das bandas agenciadas por Bruno Montalvão da Brain – Foto Por: Bruno Alfano


A Ideia de criar o selo Before Sunrise Records

Ainda em 2020, mais perto do fim do ano, a ideia de montar um selo voltou forte. Já que não teríamos shows, nem turnês, nem nada em 2021. O Brasil afundando nessa desgraça que estamos vivendo. Precisava ocupar minha mente com algo produtivo, criar algo novo e foi o que fiz.

Passei a falar com meus amigos e colegas de trabalho nos Estados Unidos e Canadá, com as bandas e os artistas que conheço e até os que nunca tinha falado. Comecei a pesquisar, a estudar sobre como montar um selo. Não busquei a opinião de ninguém aqui no Brasil, na real, não falei com ninguém aqui até lançar o selo na semana passada. Queria lançar o selo, assim do nada, como sempre curti fazer.

Precisava lançar uma banda incrível para começar o selo e, em Março de 2021, achei a TEKE::TEKE por indicação do Spotify. Quando ouvi o som deles, pirei na hora e escrevi para meu amigo Daniel Seligman (dono do festival Pop Montreal) e pedi que ele me introduzisse para a banda. A conversa foi rápida, durou apenas 03 dias e já estávamos firmando um acordo entre a banda e o selo deles, a lendária gravadora norte-americana Kill Rock Stars.

Tínhamos o nosso primeiro artista a ser lançado pela Before Sunrise Records. Tínhamos uma parceria dos sonhos com um selo que eu amo muito e um artista novíssimo, com muito buzz da imprensa mundial já.

O álbum da TEKE::TEKE era o lançamento perfeito. Mas eu tinha que correr muito, pois faltava pouco menos de um mês para o álbum sair quando conversamos pela primeira vez, então, posso dizer que pensei em montar um selo por uns 20 anos ou mais… e quando resolvi montar e lançar o primeiro álbum, foi tudo em menos de um mês. (risos).”


TEKE TEKE - Before Sunrise Records

TEKE::TEKE é a primeira banda a assinar com a Before Sunrise Records. – Foto: Divulgação


Como irá funcionar o selo e quais os diferenciais?

Montalvão (Before Sunrise Records): “O selo vai funcionar inicialmente apenas em formato digital e aos poucos irá migrando para lançar também em formato físico (vinil, k7, cd). O importante para o selo é trabalhar o artista como membro de uma família, a Before Sunrise Family aka. Besun Family, e sendo um membro da família queremos que ele tenha direito ao melhor que possamos oferecer. Um dos focos da Besun Records (vou usar esse nickname porque acho engraçado, e é mais curto que o nome do selo) é trabalhar a carreira do artista no 360º, não queremos somente lançar álbuns ou novos artistas.

Queremos lançar os melhores álbuns, dos artistas mais malucos e diferentes possíveis, e de todas as partes do planeta. Queremos algo que seja encarado como único, gosto de pensar e tratar a música como uma obra de arte. Ela precisa ser valorizada, o artista precisa ser valorizado, ganhar visibilidade por sua obra.

Então, um dos papéis importantes da gravadora vai ser dar muita importância para divulgação do artista, tanto no Brasil quanto em outros países, usando uma equipe de PR que trabalhará sempre em busca das melhores publicações para os artistas e os lançamentos do selo.

Outro papel importante é que podemos usar toda a minha experiência e estratégias para construir turnês, gerenciar carreiras e usar uma rede de contatos internacional e nacional que poucos profissionais no Brasil possuem. Todo o networking da BRAIN, desse +23 anos de trabalho direto na indústria alternativa, como produtor, manager, booker, etc. Juntando isso ao fato de que também pensamos em realizar eventos e festas do selo, onde os artistas possam ecoar seus trabalhos, se apresentarem em shows (quando isso for possível de novo e houver segurança).

Enfim, são muitas coisas que o selo poderá oferecer ainda, mas esse é um papo nosso e do artista, já abrimos demais aqui o que podemos fazer! (risos) O importante é a gente curtir o artista, o trabalho dele, criar uma cumplicidade, um desejo mútuo, é um jogo de sedução até, tanto a gravadora quanto o artista tem que se quererem.

O papel da Before Sunrise Records vai ser sempre de valorizar o artista e sua obra, o produto que iremos “vender” é arte pura. E para isso, precisamos dar o devido valor a ela. Cada disco lançado pela Before Sunrise Records virá repleto de um cuidado imenso em valorizar a obra do artista e, por conseguinte, o nosso selo e seu catálogo.”

Como é ver o trabalho de selos de fora e como está sendo ver do lado de dentro agora? Quais são seus selos favoritos e quais outros te inspiraram como modelo de negócio?

Montalvão (Before Sunrise Records): “Eu curto acompanhar todos os selos de fora e os daqui. Sempre curti ficar vendo o que lançam, com que artistas estão trabalhando, de que forma estão motando suas estratégias e catálogos, quem está se destacando e como? É um exercício diário que faço: pesquisar selos, novos artistas e suas músicas. É algo que faz parte do meu trabalho e ao mesmo tempo funciona como um hobbie para mim, muito relaxante em alguns momentos. E quando você descobre aquele artista novo, que poucas pessoas ainda descobriram, isso é como uma espécie de deleite “orgasmático” (sic).

Tipo quando você descobre aquela música e fica louco por ela, e quer sair por aí… contando para todo mundo e tentando fazer com que todo mundo goste, igual você gostou. Então, acompanhar o que os selos e o que os artistas fazem é algo que faz parte do meu DNA, é como respirar… escuto música praticamente umas 15 horas por dia em média. E muitas dessas horas são usadas com pesquisas também, participo de muitas feiras de música no exterior, agora com a pandemia então, que é tudo virtual isso só aumentou.

Agora que montei esse selo, parece que nada mudou, ainda! Mas tenho certeza que em pouco tempo as coisas vão mudar muito! Espero que estejamos preparados para dar conta de tudo que estamos buscando fazer e aprontar para quem vier a curtir a proposta e os artistas da Before Sunrise Records.

Meus selos favoritos são muitos e vou citar todos eles!!

De fora: Kill Rock Stars, Sub Pop, K Records, Matador, Merge Records, Drag City, Diet Slang, Bella Union, Mexican Summer, Secretly Canadian, Captured Tracks, Dead Oceans e os selos dos meus amigos Luminelle Records (LA), Mas Music Records (Austin), X-Ray Records (Portland), Freakout Records (Seattle).

Do Brasil: midsummer madness (primeiro e único), Monstro Discos, Deck Disk, Sinewave, Selo Toca Discos, Maxilar Records, Assustado Discos, Risco, Balaclava Records. Também curto: Cavaca Records, PWR Records, Honey Bomb, eu vou esquecer alguns com certeza, me perdoem.”

Para você qual o papel dos selos independentes neste momento do digital?

Montalvão (Before Sunrise Records): “O papel dos selos nesse momento é se reinventar e, de alguma forma, buscar artistas inovadores com álbuns marcantes, de relevância. Buscar parcerias, fazer collabs com outros selos. Pensar no mercado global e não apenas na “cena” onde está inserido. É importante estar inserido na indústria musical de forma relevante no país de origem do selo, mas é vital hoje em dia pensar num lançamento que atinja o mundo.

Na Before Sunrise Records, vamos lançar artistas do Brasil, mas estaremos sempre de olho e em busca de artistas novos que sejam diferenciados e se destaquem, sejam eles de onde forem, as fronteiras não existem. Começamos nosso selo lançando um álbum incrível, de uma banda canadense formada por japoneses, canadenses, ucranianos, o primeiro álbum do TEKE::TEKE se encaixou perfeitamente em tudo o que pensávamos e gostaríamos de lançar, por isso o lançamos.

O selo independente tem que entender que o digital pode ajudar, fazer com que a música circule mais rápido e para muitos lugares onde ela não chegaria, ou demoraria muito para chegar. Nesse ponto, o digital é um trunfo para os independentes, que não precisam de tanto suporte assim para lançar suas obras.

É lógico que um lançamento direto do artista, quase nunca conta com o suporte que uma gravadora oferece, e isso deixa um álbum maravilhoso, de um artista novo incrível, muitas vezes passar despercebido por falta de conhecimento total do artista sobre todas as necessidades e ferramentas de promoção que um novo lançamento exige para encontrar o devido destaque em meio à tantos lançamentos, artistas e selos.”

Qual o perfil dos artistas que procura e quais já fazem parte do roster?

Montalvão (Before Sunrise Records): “Eu gosto quando a música me atropela, quando ela vem como um furacão passando por cima de mim e mexendo com tudo. Gosto de música estranha, gosto de inovação, de misturas e trocas, bandas e artistas que conseguem mesclar diversas sonoridades e apresentam algo novo, esses me atraem um pouco mais.

A Cena Indie no Brasil

A cena indie no Brasil é muito morna, muitas vezes chega a ser opaca mesmo, sem vida. Temos artistas incríveis aqui, temos bandas incríveis aqui, mas parece que não temos uma cena concretizada. Apesar de alguns jornalistas forçarem isso, de haver uma cena no Brasil, eu não acho que ainda exista.

Ainda não conseguimos exportar esse tal “indie brasileiro” para o mundo, assim como os artistas de outros países com Estados Unidos, Reino Unido e Australia fazem, por exemplo, há anos. Lá existem cenas sim, consolidadas, os artistas surgem e quase que instantaneamente já são jogados na grande roda dos Festivais mundiais e circulam por todo o mundo, se apresentando nos melhores palcos.

Do Brasil, no indie, os únicos artistas que conseguiram algum destaque foram CSS, Rodrigo Amarante e os Boogarins. O CSS nem existe mais, não considero o que sobrou da banda como algo relevante ainda. Já o Boogarins conseguiu muito destaque nos Estados Unidos (eles tem agente local, inserido na cena, e isso ajuda muito) e o Amarante acaba de assinar com a Polivynil, o que demonstra que a música brasileira tem espaço, e cantada em português mesmo, o que é melhor ainda (chega de fronteiras!).

A língua não significa nada para o fã, o que importa é a música e a mensagem que o artista transmite com ela. Lembro da turnê que fizemos com a The Baggios pela Europa, nos primeiros 02 shows, o Julio tinha um certo receio de se expressar com o público, porque não sabia qual língua usar para se comunicar, não dominava o inglês totalmente para fazer isso. E eu disse a ele: “Não se importe se irão te entender, fale com seu coração, e todos irão entender!”, ele fez isso e o restante da turnê foi um absurdo sucesso de interação com o público. Quando eu fiz minha primeira turnê internacional, para os Estados Unidos, eu não sabia falar quase nada de inglês e aprendi tudo errando e acertando, mas falando com meu coração, com sentimento e isso tocava as pessoas. Elas me entendiam e eu entendia elas. A linguagem do amor é universal, não precisa de tradução.

Foco Global do selo Before Sunrise Records

Então, para o selo, eu vou buscar artistas de todas as partes do mundo, artistas que falem com seus corações, que transmitam essa mensagem verdadeira de amor e renovação. Transformação mesmo. O mundo precisa se transformar, todos nós precisamos nos transformar, temos agora uma chance única de construir um mundo novo, um planeta novo. Se cada um fizer a sua parte, quem sabe consigamos viver melhor daqui a alguns anos.

Para a Before Sunrise Records estaremos sempre em busca dos artistas mais malucos, fazendo a música mais inovadora possível, Não estamos preocupados com vendas e números apenas (ou Status), queremos criar um diferencial de qualidade e inovação. E começar o selo com o lançamento do primeiro álbum da TEKE::TEKE é o primeiro sinal do que queremos apresentar ao mundo.

Já temos outros artistas assinados e ainda esse mês lançaremos o segundo artista do selo, a ideia e ir lançando um artista ou produto (single, EP, álbum cheio) por mês e ir construindo um catálogo até o final de 2021, para voltar com tudo ao mercado internacional de shows a partir de 2022.

Com a BRAIN, já tenho turnês confirmadas na Europa e Estados Unidos, e estou organizando outras para o México, América do Sul e Canadá. Se pudermos viajar a partir de 2022, espero que nosso lugar seja flutuando por aí… uma hora no Brasil, no dia seguinte pelo Mundo.”

Como enxerga que vai ficar o mapa dos palcos e dos festivais depois da pandemia? Vai ter palco?

Montalvão (Before Sunrise Records): “Não consigo prever ainda, na verdade a incerteza é tamanha aqui no Brasil, que mal dá para imaginar quando os shows irão voltar a acontecer da forma como acontenciam. Minha melhor previsão é segundo semestre de 2022, mas acredito que talvez em 2023. Um pena, porque as coisas iam muito bem para a música aqui no Brasil, o mercado estava aquecido, muitas bandas de fora vindo ao Brasil, artistas daqui começando a excursionar por outros países.

Mas isso era antes da pandemia, até 2019 as coisas andavam ainda, não da forma certa para o bem da indústria musical como um todo, mas as pessoas ainda conseguiam trabalhar, planejar turnês, criar estratégias visando atingir metas para cada lançamento. A coisa toda circulava de forma orgânica, a indústria cultural ainda estava aquecida.

O que aconteceu depois da pandemia, foi que passamos a entender mais o mundo digital e buscar fazer parte dele, num momento em que estamos privados da presença física, do contato com o público, com os fãs, os colegas de trabalho, nossas famílias, todo mundo e praticamente tudo ao nosso redor… isso acabou se transformando no nosso refúgio. As Lives, as festas pelo Zoom, as chamadas de trabalho, tele-conferências, chats, reuniões, Conferências e Festivais de música… tudo passou a ser “transmitido” pela internet.

Agora, se vai ter palco. Acho que vai ainda, mas lamento profundamente o fechamento de casas de shows muito importantes para a cena independente, a Casa do Mancha mesmo, nem conseguimos nos despedir dela. Pelo menos o Mancha agora alçou um posto de relevância na Cultura de São Paulo. Isso é um alento para os independentes.”


Mac Demarco Carlo Bruno Montalvão - Before Sunrise Records - Brain Productions

A Brain Productions já trouxe o Mac Demarco para o Brasil. – Foto: Acervo Pessoal


Como acredita que a sua trajetória e expertise pode contribuir para cena independente neste período de entre safra pós-pandemia?

Montalvão (Before Sunrise Records): “Ultimamente tenho usado essa “expertise” para manter a conexão de uma forma mais sólida com o mercado exterior, usando toda minha rede de networking e participando de muitas conferências virtuais, em busca de conhecer novas pessoas e estabelecer novas parcerias tanto para a BRAIN, quanto para o selo.

Na BRAIN, nós gostamos muito de prestar consultorias artísticas para novos artistas e/ou artistas que buscam expandir suas carreiras para outros países. Temos uma base sólida de contatos no Brasil, conhecemos uma boa parte dos curadores de Festivais importantes e donos de venues independentes, mas também atuamos com força em outros países e territórios, com destaque para Europa (onde temos uma parceria com a Yummi Truffles Collective Booking, que é especializada no mercado psych e indie europeu), México (onde também temos muitos parceiros), Estados Unidos (já realizamos inúmeras turnês no país, principalmente na Costa Oeste, temos bookers e selos parceiros em Portland, Los Angeles, Austin), Canadá (representamos muitos artistas canadenses já) e os países do cone sul: Argentina, Chile, etc. Enquanto o mercado no Brasil está estagnado e sem previsão de reabertura, só nos resta buscar oportunidades fora daqui, onde elas estejam.

E um dos focos principais da BRAIN é esse de buscar intercâmbios, criar trocas e experiências novas de produção musical entre os nossos artistas e quem mais pintar pela frente, buscar featurings interessantes, pesquisar o tempo todo sobre tudo o que está acontecendo na música ao redor do mundo e ficar de olho aberto para as novidades e artistas contemporâneos e transformadores que surgem por aí.”

Ouça: TEKE::TEKE Shirushi (2021)