Release Radar: The Smashing Pumpkins, Sandyalê, The Magnetic Fields, Apeles, Felipe Cordeiro, Bemti e Jaloo, Phoebe Bridgers, Siso, Theo Charbel, Miley Cyrus, OPS, JP, Badke, Rina Sawayama e muito mais!

 Release Radar: The Smashing Pumpkins, Sandyalê, The Magnetic Fields, Apeles, Felipe Cordeiro, Bemti e Jaloo, Phoebe Bridgers, Siso, Theo Charbel, Miley Cyrus, OPS, JP, Badke, Rina Sawayama e muito mais!

Smashing Pumkpins – Foto Por: Billy-Jimmy

Toda sexta-feira saem inúmeros lançamentos e muito material acaba ficando de fora das nossas postagens por uma série de motivos. Mas a procura por Hits Perdidos não acaba apenas no envio de releases para imprensa; e pensando nisso resolvemos criar a coluna Release Radar.

Sim, homônima a playlist semanal do Spotify, para colocar vocês à par dos principais lançamentos sem a necessidade de que os artistas, selos ou suas respectivas assessorias de imprensa tenham enviado o material.

Feito um “encontro as cegas” resenharemos, singles, EP’s, discos, mixtapes e o que acharmos interessante que saiu após às 00h da sexta-feira nas principais plataformas digitais. Será nossa coluna de “pitacos” semanais da música pop.

Release Radar: 27/11


Smashing-Pumkpins-Billy-Jimmy albuns que serão lançados em novembro Release Radar
The Smashing Pumkpins lança o álbum mais pop da sua carreira – Foto Por: Jimmy

Décimo quarto Post do Release Radar, comentem se gostaram e se deve continuar!

Siso Siso

No dia 23/11 foi a vez do Siso lançar seu álbum após fazer a Premiere a poucas semanas do single “Pop Antigo” (leia mais). O músico e produtor faz um pop agregador que passeia por diversas fases da música e por gêneros como synthpop, new wave, technopop, electro, freestyle, funk melody, reggaeton e afropop. Com músicas para pistas de dança mas também para refletir sobre o afeto e nossas relações em dias tão escuros.

A conterrânea Julia Branco participa de “A Onda” e em outras faixas Fábio Lamounier (Cais) e Luccones Nascimento (!Slama, The Us)  contribuem nos synths, tudo gravado a distância diretamente de suas casas. Uma surpresa fica para a versão de “2h (O Baile)” originalmente composta e lançada pela banda indie mineira Desgraça, em sua versão foi repaginada e vale a pena ouvir as duas para comparar.

O disco pode até parecer pop mas não é nada óbvio, tem espírito punk e transgressor podendo soar rebelde mas também icônico, algo que artistas como David Bowie e David Byrne fazem muito bem. Tem espaço para poesia e também para nos atentarmos para as mazelas e situações pouco digestas do nosso dia a dia. Um registro que vai ganhando forma, magia e propulsão a cada novo play.

“No meu primeiro EP, ‘Terceiro Molar’, eu dizia que já haviam tantas canções de amor no mundo que podíamos explorar outros assuntos. Era uma época em que o Brasil e o mundo ainda não estavam cindidos politicamente como hoje estão. De 2016 pra cá tanta coisa mudou na estrutura da sociedade que tornou-se necessário falar do afeto, trazê-lo pra perto, analisar a natureza dele – até porque são os afetos que movem a sociedade e podem ser combustível para uma reestruturação”, revela Siso.

Estación Abisal “Circular”

Do Peru (confira lista com bandas peruanas) a Estación Abisal aparece em nossa lista com seu novo single “Circular”. O grupo de Huancayo revela ter influências de post-punk e indie pop inglês dentro da sua sonoridade e está prestes de lançar seu álbum de estreia.

Com guitarras frenéticas que lembram aquele indie rock energético do Vampire Weekend ao mesmo tempo com a batida seca do The Smiths. Sua letra é composta por palavras que juntas ganham significados diferentes ao longo da sua narrativa, a canção ainda conta com arranjos de violino o que dá uma atmosfera todo diferente. Vale a pena dar o play!

Mariano Marovatto “Hesitação”

O músico carioca Mariano Marovatto irá lançar na segunda-feira (01/12) o single “Hesitação” mas já pudemos ouvir em primeira mão. A faixa foi gravada em 2010 mas acabou não entrando no álbum Aquele Amor Nem Me Fale por se tratar de uma balada folk e destoar do registro como relata o músico.

A canção foi mixada por Martin Scian (produtor indicado ao Grammy Latino pelos trabalhos com Ana Frango Elétrico e Jonas Sá), com participação de Davi Moraes no bandolim e Rafael Papel nas violas. “Hesitação” também conta com o lado B, “Solução”, parceria de Marovatto com Jonas Sá mas que nunca foi gravada.

Serena, e com ótimos arranjos, a faixa é delicada e carrega seu espírito violeiro consigo. Irá agradar a quem gostar das composições de Almir Sater e ainda conta com bakin vocals que nos remetem a jovem guarda. Já seu lado B tem um aspecto mais lo-fi introspectivo com direito a vocais sussurados.

Felipe Cordeiro feat. Psirico “Foguinho”

A parceria entre Felipe Cordeiro e Psirico, conecta o Pará a Bahia, e revela como o Brasil é rico e agregador musicalmente. O reggaeton vai de encontro com a guitarrada deixando o “Foguinho” ainda mais atiçado com direito a provocações, swing e uma batida com poder de não deixar ninguém parado.

A faixa é uma parceria entre Cordeiro e Patricktor4 com produção de Leo D. Verão chegando, e claro, a temperatura já começa a subir colocando todo mundo para bailar. Coloca na caixa de som e vem com a gente!

Teorias do Amor Moderno “Aurora”

O Teorias do Amor Moderno que já apareceu por aqui com videoclipe para “Passado” (leia mais) lançou no dia 25, Dia Internacional do Combate à Violência Contra a Mulher, o single “Aurora”.

“Aurora é diferente, porque ela traz a dor que só pode ser sentida por nós, e por isso ela precisava ser “parida” por mulheres. Então aconteceu o que a música pediu – do início ao fim feita por mulheres.

Um som forte, com frases dolorosas sobre a realidade de tantas de nós [mulheres], mas com um refrão esperançoso, de luta. Não sei te dizer, não pensei em nada no momento de composição como referência musical, “Aurora” foi só sentida. Obviamente depois de pronta, pode-se perceber referências, mais deixo para aquela análise que todos gostam de fazer: “Parece com o que?”, conta Larissa Alves

O Processo

A canção foi produzida, captada, mixada e masterizada pela Alejandra Luciani (Carabobina), com o contrabaixo da Helena Papini, bateria feita pela Theo Charbel e composição, guitarra e voz por Larissa. A faixa ganhou um vídeo captado por Stephanie Frick e Júlia Pessini.

“Na busca dessas mulheres e na dificuldade de encontrá-las é que ficou ainda mais nítido esse patriarcado que vivemos, onde tantas profissões, tantos meios ainda são tão masculinizados. Parei pra pensar e muitos que trabalhei, sempre foram homens que foram indicações de outros homens.

Não me recordo da indicação de uma mulher no meio musical e seu entorno, a não ser nos momentos em que de fato pedi especificamente a indicação de uma mulher. Não desmerecendo, de forma alguma, qualquer homem que eu já tenha trabalhado, pois tive muita sorte de serem homens incríveis, produtores, músicos, fotógrafos, videomaker, todos que fizeram os trabalhos com a Teorias até hoje, são incríveis e pessoas que eu gosto muito, mas é inegável como tem uma lacuna imensa para igualar a posição da mulher nesse, como em tantos outros meios”, revela a vocalista.



Ops feat. Remobília “Novo Normal”

Nas vésperas do segundo turno das eleições o músico brasiliense Ops lança um single politizado em parceria com o Remobília, projeto que conta com membros do Móveis Coloniais de Acaju.

Segundo o músico sua temática passa por temas como “racismo, machismo, LGBTQIA+fobia, com críticas a desigualdade social, ao modelo capitalista, a ascensão da ideologia fascista, aos ataques à democracia e ao consumo insustentável dos recursos do planeta.”

Sua narrativa é verborrágica e mistura rap, guitarras, sintetizadores e até mesmo o Sax de Esdras Nogueira.



Badke Estamos Juntos

Não foi um ano fácil para ninguém e através de lives e canções Badke, conhecido por seu trabalho ao lado do Carbona, tentou entreter quem estivesse do outro lado da telinha em tempos onde shows presenciais não são possíveis. Segundo o músico as inspirações vieram do punk rock, rock gaúcho, viola e dos seus 27 anos de serviços prestados ao indie rock.

“Todas as músicas que fiz até hoje nasceram no quarto, no violão e voz. Aos poucos, ouvindo artistas como Roky Erikson, Billy Bragg, Nando Reis, Daniel Johnston fui sendo capturado pelo fascínio  e possibilidades que o formato proporciona.

Com a pandemia comecei a revisitar minhas composições, combiná-las com ideias novas, e fui montando um repertório apresentado e montado informalmente em lives semanais. Viislumbrei um fim de pandemia com novas canções, novo formato, e todas elas reunidas num show bruto, violão e voz para encontrar os amigos espalhados pelo Brasil que dividiram estes meses difíceis”, conta Badke

Nomes como Wander Wildner e de Mike Ness reluzem no horizonte e mostram um lado mais roqueiro e folk em “Última Transmissão” que carrega em sua letra o espírito ramoníaco com direito a refrão chiclete.

“E Agora que a Lua Morreu” se aventura ainda mais pelo country e hibilly em uma balada com arranjos delicados envoltos em uma prosa romântica. O músico canaliza o abraço coletivo em todos que estão exaustos desse ano na faixa que encerra o registro procurando uma luz no fim do túnel após dias de luta. Carregando esperança para um futuro mais encantador.

Joana Marte “Desenlace (Bailarina)”

A banda paraense Joana Marte lançou o single “Desenlace (Bailarina)” que estará presente em seu segundo álbum de estúdio, Afeto e Desapego. A balada que discorre sobre expectativas, sonhos e desilusões, conta com backin vocals e solo de guitarra bluseiro, algo que contribui para que naveguemos por suas curvas sinuosas.

Bemti feat. Jaloo “Catástropicos”

Enfim novo disco a caminho! Após Era Dois (leia mais), e da conquista do Edital Natura Musical, o músico mineiro Bemti apresenta o primeiro single da sua nova jornada após um ano difícil nos mais diversos fatores. A produção do álbum fica por conta de Luís Calil (Cambriana) – que também produziu o aclamado era dois – e de Pedro Altério (5 a Seco)

“Catrastrópicos”, presente em LOGO ALI (2021), discorre sobre paixão e companheirismo a dois em meio a tormentas e os acasos da vida, entre partidas e chegadas. Entre refúgios, conforto, conflitos, destemperos e a cumplicidade.

O convite a dança da vida, e de percorrer o caminho lado a lado, eleva o espírito e guinada da parceria com Jaloo. A faixa ainda conta com o arranjo de cordas da violista Kinda Assis (Teko Porã) e o AutoHarp executado por Leonardo Marques (Transmissor, Ilha do Corvo).

Bemti sobre a faixa e as referências

“Eu espero que as pessoas se surpreendam! Foi um processo bem intenso me perguntar o que eu queria como primeiro single num momento tão adverso pelo qual ninguém está passando ileso: eu queria uma música que refletisse o que a gente viveu esse ano, mas que não ficasse restrita a ele.

Uma música que tivesse um caráter otimista sem ser cínica e que mostrasse uma evolução sonora que realmente constrói a partir da fundação do primeiro disco. Me inspirei muito em segundos discos que eu amo, como “Bon Iver, Bon Iver”, “grae” do Moses Sumney; “Atlas”, da Baleia, “Under the Iron Sea” do Keane e “Chris”, de Christine and the Queens, sempre pensando em como dosar bem a balança entre todas essas coisas  sem deixar de lado o mais importante: que as pessoas queiram escutar no repeat, dançar e se conectar com essa e outras músicas no fim das contas”, completa Bemti 

Já o vídeo contou com a direção do duo Doma02, dos diretores mineiros Fábio Lamounier e Rodrigo Ladeira, ambos que levantam as bandeiras da visibilidade LGBTQIA+ e com diversos prêmios no currículo.



Reiner “Flor”

O paraense Reiner lançou o videoclipe para a romântica e metafórica “Flor”. Passeando pelas ondas dos sintetizadores o músico traz para a produção audiovisual que ilustra a faixa muitas cores quentes.

Segundo ele o universo feminino acabou servindo como inspiração para a composição que discorre sobre os relacionamentos monogâmicos e seus descompassos.

“Fala sobre a sustentação de dois seres que se amam mas que enfrentaram muitos problemas pra ficarem juntos, mais fortes”, explica o artista

O clipe, dirigido e montado por João Urubu, foca na “sofrência” e busca pela reconciliação.



Sonofabit “Black Friday”

Sonofabit é um duo composto por Fred Zeroquatro (Mundo Livre S/A) e Pedro Diniz e nexta sexta-feira eles lançam o single de estreia, “Black Friday”, justamente para criticar a data – e de tabela o capitalismo. O eletrônico, o folk e os metais ganham a cena na composição com versos ácidos e críticas as mazelas do sistema.

“A mídia que primeiro noticia à conta-gotas a média móvel de mortos pelo COVID-19 é a mesma mídia que minutos depois anuncia o mega feirão promocional fazendo os centros de compras lotarem em plena pandemia, revela Zeroquatro.



JP “Quero Perder Você”

O mineiro JP lança nesta sexta-feira o vídeo para “Quero Perder Você”, a faixa faz uma série de trocadilhos sobre estar apaixonado, ele revela que a composição imortalizou uma foi uma paixão implacável….mas que acabou perdendo 🙁

A faixa ganhou um clipe é (parcialmente) inspirado pelo poema “A Dream Within a Dream”, de Edgar Allan Poe, mas que também dialoga com o filme Inception. A trama mostra JP correndo atrás da amada (interpretada por Rebeca Dantas) através de cenários surreais, ficando difícil diferenciar o que é um sonho e o que é real.

“Quando eu vi ‘Inception‘ pela primeira vez, fiquei fascinado com essas ideias de um sonho dentro de outro, de ter uma narrativa indefinida, que depende da percepção de quem assiste e como isso conversa com a sensação que a gente tem no começo de um crush que dá certo, sabe? ‘Me belisca que parece que eu tô sonhando’.

A gente compara o amor dando certo com a representação mais palpável de uma realidade desviada pro lado que a gente quer, como se existisse algo ‘bom demais pra ser verdade’. Só que, muitas vezes, a realidade que a gente consegue enxergar na nossa frente é só uma parte da história.

E ‘eu quero perder você’ é sobre isso: sobre a visão emocionada do começo de uma história de amor. A gente quis passar isso no clipe, construindo uma narrativa que depende do ponto de vista, da percepção e, principalmente, do otimismo de quem assiste. É tudo um sonho ou são memórias de algo que aconteceu de verdade? Você que me diz”, explica JP.

A direção é de Lorena Cardoso, com fotografia de Pedro Furtado.



Theo Charbel “House Number 1”

Multi-instrumentista Theo Charbel (Papisa, Ema Stoned, GALI, Florcadáver, Meia Noite em Marte, SixKicks) apresenta seu segundo single solo “House Number 1” passeando pelo indie rock e o eletropop com referências latentes da disco music. Anteriormente havia lançado “Transbordar” na coletânea da SÊLA que reuniu diversas mulheres produtoras que têm se destacado no âmbito nacional.

Produzida em casa, Theo revela detalhes do processo de produção da faixa:

“Apenas com um fone de ouvido e o aplicativo Garage Band para celular a música foi ganhando forma, até a voz foi gravada por ele. Primeiro um bumbo simples, um teclado etéreo e uma linha de baixo estilo hofner já indicam a vibe que o som vai levar, resultando numa progressão com vários timbres de teclas que parecem viajar pelo espaço, formando um movimento contínuo.

A voz veio com a intenção de assemelhar cantores dos anos 80’s. Para a reverberação e o ar colocado nas palavras a inspiração foi Duran Duran, colando a melodia no instrumental para que formassem um fluxo.”

O vídeo conta com imagens registradas durantes os translados da vida em turnê por países como Brasil, Uruguai e Argentina.



Sandyalê “Sua”

Uma canção “para ouvir juntinho do seu amado ou da sua amada” é assim que descreve a sergipana Sandyalê que recentemente participou das gravações no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, dentro do Labsonica.

“É uma canção que exalta o amor, a paixão, a descoberta… é uma declaração”, conta Sandyalê

“Um encontro de casal, a partir do momento que ela se entrega, cria essa propulsão de líquidos, de suar. A voz da Sandyalê foi toda construída no sentido de trazer intimidade”, conta o produtor Felipe Rodarte

O single faz parte de um trabalho que imerge em ritmos como o reggae, passeia pela MPB mas também flerta com o Dream Pop. Facilidade e característica que a artista já apresentou no disco anterior, Árvore Estranha, onde também trouxe ritmos locais misturados a diferentes gêneros como o Kraut Rock.

Sua letra é descritiva e como sempre se entregando de corpo em alma nas nuances de suas composições. O tom sereno, e cadenciado, atrai o ouvinte para contemplar a beleza de uma história de amor.

Apeles “Pele”

Apeles, projeto do Eduardo Praça (Quarto Negro, Ludovic), lançou Crux (leia mais) no ano passado via Balaclava Records e desde então vem colhendo frutos. Entre eles uma parceria com Jup do Bairro durante o Balaclava Digital (leia entrevista).

Ele estreou agora como autor de trilhas sonoras no filme nacional “Boni Boni” com direito a videoclipe para “Pele” contendo imagens da produção dirigida por Daniel Barosa e estrelada por Caco Ciocler.

A letra segundo Eduardo foi escrita pensando nos personagens da trama, é tema de Roger (personagem vivido por Ciocler), e mostra a dualidade dos sentimentos.



Marcus Alves Queda Pra Cima

No começo do ano Marcus Alves lançou no Hits Perdidos o videoclipe para “Queda Pra Cima” (leia mais) e já mostrou irreverência em não se prender em um estilo.

Essa salada musical transparece também no álbum que vai beber de diferentes fontes como o samba, o rap, a MPB, o jazz, o soul, a música eletrônica e até mesmo o rock. Entre as participações especiais  reúne nomes como Kodux, Ananda Jacques, Bruno Cons e Renan Brenga.

“O equilíbrio está no DNA de “Queda Pra Cima” que traz na fusão de estilos o sentimento de reconforto. O som foi produzido por Matheus Zanetti, que assume a mixagem e master, João Marcos na guitarra, Augusto Martins nos teclados e claro, Marcus na voz.”, trecho de matéria do Hits Perdidos durante o lançamento do clipe

“Solidão, amor líquido (uma parada que sempre me incomodou) e desapego. Mas tudo isso numa ideia de como saber lidar com isso. A estética do “trampo” é tentar simplificar, mas ser ao mesmo tempo algo valioso que some na caminhada de quem for escutar.
O trabalho deste 1° álbum é todo simbólico. Os três homens da capa representam mente, corpo e o espírito olhando para os novos caminhos. E essa é a proposta estar sempre atento ao novo e evoluir junto. Estou muito apegado ao aspecto de cores como, amarelo, laranja e roxo. Tudo se mistura no álbum como se fosse uma paleta de cores e letras. E provavelmente os próximos clipes serão nessa estética de cores.”, conta Marcus Alves em entrevista exclusiva para o Hits

Do Culto Ao Coma “Tempos de Dor”

Após lançar o single “A Euforia Entre Nós” (leia mais) o do Culto Ao Coma apresenta nesta sexta-feira o single “Tempos de Dor”. No single a banda se afasta do rock alternativo da faixa anterior e se aproxima mais do heavy metal e hard rock oitentista mas sem deixar de flertar com outros estilos e ter um momento até mesmo de contemplação de nossos tempos obscuros e incertos.

“Apesar de se inspirar em grandes riffs musicais do hard-rock dos 80´s, invocando a década que hoje consideramos um tanto inocente, a música mantém a personalidade da banda, com letra de cunho mais social, crítico, mas com a beleza introspectiva tão comum no seu acervo.”, conta a banda



Sick Dogs In Trouble Vicious Cycles

A banda Sick Dogs In Trouble lança o EP Vicious Cycles com 3 faixas inéditas via Craic Dealer Records. O som da banda passeia pelo hard rock e o punk rock, ou se preferir dizer punk’n’roll e nos leva diretamente para a década de 80.

Teclados e saxofones presentes em canções de artistas como Michael Monroe acabam também integrando a salada musical do grupo. Entre as participações especiais estão Indira Castillo (vocais), Lucas Melifona (sax) e Raul Zanardo (Dum Brothers), nos teclados.

D. Selvagi “Tremendo Engano” e Davi Rodriguez de Lima “Neblina Rosa”

Danilo Sevali (Hierofante Púrpura / D. Selvagi), que mora em Mogi das Cruzes (SP), e Davi Rodriguez de Lima (Ecos Falsos / Orange Disaster), que vive em Frankfurt (Alemanha), tiveram a ideia de fazer o que eles apelidaram de split de videoclipes como uma forma de colaborar a distância.

“Como nós dois sempre fizemos muitos clipes, o Davi, por exemplo, já dirigiu clipes dos Ecos Falsos, Zefirina Bomba, Ludovic, Rock Rocket e eu trabalho também com as Sessões no Sótão e dirigi clipes do Hierofante Púrpura, Alarde, Os Estrangeiros, Conte-me uma Mentira, entre outros, acabamos tendo essa ideia de um fazer o clipe do outro e lançarmos em conjunto”, explica Danilo.

“Junte-se a isso o fato de a gente já ter trabalhado junto em documentários, fazendo turnês, dividindo palcos… somos amigos e admiramos bastante o trabalho um do outro. Também tivemos a péssima ideia de trabalharmos material novo em 2020 (risos).

Como não podemos fazer shows, pensamos em alguma coisa diferente pra divulgar nossa produção mais recente e viemos com esse desafio de fazer um ‘split de clipes’, com a gente fazendo um o clipe do outro – delegando totalmente a criatividade e a leitura visual das músicas um ao outro”, complementa Davi.

Segundo eles o surrealismo, a sobreposição de imagens e a estética lo-fi fazem parte do conceito das produções que usam de artifícios como truques de fotografia, projeção e até mesmo (acredite se quiser) câmeras quebradas. As faixas integram os lançamentos mais recentes dos músicos.




Release Radar: Você Não Pode Deixar de Ouvir!

Álbuns e EPs

Billie Joe Armstrong No Fun Mondays
Best Coast  Crazy For You (10th Anniversary Edition)
Brian Wilson & Van Dyke Parks Orange Crate Instrumentals
Chuck Hipolitho Mais ou Menos Bem
Drive By Truckers Plan 9 Records July 13th, 2006
Elliot Smith Elliot Smith Alternate Versions
Festina Lente Nenhum Sinal de Confusão
Firefriend Fantasma
Lou Reed Live at Alice Tully Hall January 27th, 1973 – 2nd Show
Hatebreed Weight Of The False Self
Jahari Masamba Unit Pardon My French
Jenn Grant Forever On Christmas Eve
Magnetic Fields Quickies
Miley Cyrus Plastic Hearts
Mick Fleetwood & Friends Green Manalishi (With the Two-Pronged Crown)
Norah Jones Playdate
Ol’ Dirty Bastard Return to the 36 Chambers: The Dirty Version (the Instrumentals)
Pablo Lanzoni Valentia Tempo Voz
Pabllo Vittar 111 Deluxe
Puscifer Apocalyptical/Rocketman (7″)
Radkey Green Room
Ramiro Matéria Mais Um Morto Desconhecido / The Fractual Revolution Against The Root Of The Whole Evil
Smashing Pumpkins Cyr
Tantão e Os Fita Piorou
Taylor Swift Folklore (Álbum Ao Vivo)
Tim Burgess Ascent of the Ascended EP
Tinashe Comfort & Joy
Volbeat Rewind, Replay, Rebound: Live In Deutschland
Voivod Lost Machine – Live

Os Singles do Release Radar

Rina Sawayama “LUCID”
Arlo Parks “Caroline”
King Princess “Pain”
Phoebe Bridgers “If We Make It Through December” (Merle Haggard Cover)
Tori Amos “Better Angels”
Julie Neff “Siren Call”
Molho Negro “Me Adaptar”
Emilie Ostebo “A Mistake”
Liam Gallagher “All You’re Dreaming Of”
Diego Xavier TrioNocaute” e “Altas Aventuras
Maglore, Josyara “Liberta”
Rincon Sapiência, Billy SP “Hoje a Gente Embrazza”
Gabriel Coelho, Renan Devoll “Morena do INSTAGRAM”
Cris Corrêa “Dialética”
Expedidor “é foda.wav”
Ventilamor “Refém”
Eddie Vedder “Matter of Time / Say Hi”
Cosmo Grão “Correndo Contra o Caos”
Os Últimos Escolhidos do Futebol “Bom Bom”
Maximo Park “I Don’t Know What I Am Doing”
Gaby Amarantos feat. Ney Matogrosso e Urias “Vênus em Escorpião”
Anavitória, Duda Beat “não passa vontade”

Rafael Chioccarello

Editor-Chefe e Fundador do Hits Perdidos.

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