De Taubaté, no interior paulista, a Bangue Records é um novo selo independente. Hoje fazemos a Premiere do primeiro lançamento oficial do selo e logo com um feat entre o músico e poeta Julio de Mattos, que assina seu trabalho como Passante, e Rita Oliva (Papisa).

A projeto que flutua entre eletrônico, o psicodélico, o alternativo e o experimental está em atividade desde 2017, tendo lançado o EP de estreia, Multilados, ainda naquele ano.


Passante Papisa 2020

Rita, a Papisa, durante a gravação do videoclipe. – Foto: Reprodução Youtube


Passante “Aéro” feat. Papisa

No novo single, Julio assume a guitarra, banjo, drum machine e ainda canta. Nos teclados e sintetizadores temos Edu César, no violino Eduardo Gerissate (Deadman Dance), no baixo Rafa Bulleto (Neptunea e Antiprisma) e Daniel “Danda’s” (Bike) na bateria. A gravação da faixa foi feita por Edu César, já a mixagem e masterização por Taian Cavalca.

A canção ganhou um videoclipe que contou com a direção Leo Santi (O Campo). O registro foi gravado a distância no melhor estilo Quarentena. Santi captou os takes da natureza, Passante e Danda’s, Filipa Aurélio captou os takes da Rita Oliva, Ana Zumpano registrou os takes do Rafa Bulleto e Rosana Campos os de Eduardo Geraissate.



A aura psicodélica viajante da canção é transmitida nos takes distorcidos e coloridos da natureza. Entre filtros e efeitos, a sensação de liberdade ganha a tela da produção audiovisual.

Os vocais da Rita dão o contrapeso com a delicadeza dos seus vocais. Os violinos deixam a canção ainda mais flutuante entre vagalumes e outros seres místicos da nossa incrível mãe terra.

A Parceria com a Papisa

Passante: “Aéreo” surgiu a partir de um beat que eu fiz na volca meio que sem querer botando delay em tudo. Na época ela era a bateria do Passante e em cima disso fiquei brincando ali até que saiu o riff principal. Então no dia seguinte ou sei lá pensei no jogo de palavras da primeira frase, que por sua vez deu origem à melodia e ao resto da letra. E assim que melodia e letra ficaram prontas, imaginei a Rita cantando.

Por incrível que pareça foi bem desse jeito, pensei no ato: “isso é a cara da Rita”. Não sei por que, foi uma sensação esquisita de como se a música tivesse sido feita inconscientemente pra voz dela mesmo. E aquilo pra mim era muito familiar, pois acompanho o trabalho dela desde o Cabana Café, passando pelo Parati até chegar na Papisa, esse projeto atual que eu acho maravilhoso e acredito que foi quando ela finalmente conseguiu ser ela mesma por inteira e aflorar todo seu potencial criativo.”

O momento do convite e gravação

“Ainda era 2017 e a Papisa só tinha lançado o seu primeiro EP, assim como o Passante. Entrei em contato com ela sem muita expectativa, pra dizer a verdade, mas pra minha grande alegria ela topou na hora!

Eu tinha esse contato porque conhecia a galera do Cabana (o Taian gravou o EP) e inclusive a própria Rita foi quem me chamou pra fazer a primeira apresentação do Passante num Hostel em São Paulo, o que me fez parecer que de alguma forma eu estava retribuindo o favor com aquela música.

Gravamos no estúdio improvisado do Edu César, que estava tocando comigo no projeto, na casa dele, junto com o Dandas e o outro Edu (do violino), e junto com ela foi o Rafa Bulleto, que acabou assumindo o baixo e deu o toque final que a música precisava. Naquele momento tudo fez sentido! (Maktub!)”, finaliza Passante

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