Dois amigos, liberdade e criatividade sem limites, são algumas das principais características que 2BUNK imprime. Patrick Laplan e João Capdeville tratam de criar em camadas o retrato de um mundo utópico dentro de uma realidade futurista. Mas nada de robôs, naves, teletransporte ou inteligência artificial no comando e sim um universo em constante expansão.

É das vibrações, fusões, harmonias e experimentações que os contornos vão ganhando forma. Uma proposta ímpar em relação aos trabalhos anteriores realizados pela dupla. Feito uma trilha sonora pós-apocalíptica, 2BUNK, de certa forma reimagina o pop materializando em seu som imagens e novas frequências.

O produtor e multi instrumentista (ex-integrante de bandas como Los Hermanos, Trêmula e Rodox, já tendo tocado também com Biquini Cavadão, Marcelo Yuka e Filipe Ret) se junta a João Capdeville que em 2018 lançou um ótimo debut de estreia (ouça).

O conflito do primeiro single lançado pelo duo 2BUNK, “I Can Take U There” flerta uma hora com o pop, outrora com o experimental. Do dubstep passando minimal, o jazz, o downtempo e trazendo samples, colagens e novas possibilidades. Se você gosta da proposta sonora de grupos como Portishead, Morcheeba, Tricky, Aphex Twin e Massive Attack talvez devesse dar uma chance. Pois carrega algumas características do modo de construir uma canção desta geração…mas sem perder o frescor.

A faixa surgiu de experimentos do duo com as cordas e os beats. Depois da letra composta, 2BUNK chamou Gabriel Ventura (Ventre) para trabalhar os elementos que já haviam na faixa, processando-os com seus efeitos para criar o momento meio dub, meio psicodélico na música. O registro é a primeira amostra do EP Autômato, que será lançado no dia 8 de maio.


2BUNK 2020

Patrick Laplan e João Capdeville compõe o duo 2BUNKFoto Por: Leonardo Braga


Entrevista

Conversamos com os dois responsáveis pelo projeto 2BUNK para saber mais sobre as origens e as curiosidades por trás do primeiro single oficialmente lançado. Confira!

Sobre 2BUNK

“Em um determinado momento da minha vida, cheguei à conclusão de que eu basicamente usava a arte para expressar meus sentimentos mais profundos. E a repetição desse ritual já não estava funcionando tão bem pra mim.

Eu precisava de algo novo, me colocar em uma outra zona de (des)conforto. E foi assim que me veio a ideia de começar a criar personagens e incorporá-los nos momentos que interpreto as canções. Daí veio essa música e dezenas de outras que estão nos planos para a 2BUNK, conta João Capdeville

2BUNK “I Can Take U There”

“Gosto muito do ‘monstro’ – é como chamamos essa voz processada no começo. Ela me remete a ‘Where the wild things are’, imagino um monstro fofinho muito solitário. Isso por si só já me parte o coração.

Gravamos a voz em outro tom, e descemos através de um pedal. Gosto dos elementos minimalista que entram no meio do primeiro verso. Me remetem a Fiona Apple. E gosto muito das cordas no refrão.

Meio Adele, meio comercial de Marlboro década de 80, meio 007. Esse elemento 007 também pode ser considerado parte do conceito. Volta e meia ele pinta nas faixas”, revela Patrick Laplan sobre a faixa 

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