O espírito libertino e cigano une músicos do Brasil, Argentina e França, fazendo uma verdadeira volta ao mundo através das artes, movimentos, formas de expressão e da coletividade urbana. O embrião do que se tornaria o Čao Laru nasceu em Rennes (FR) durante um mestrado em Pedagogia Musical no ano de 2015; e desde então eles têm lançando seus discos e cruzado novas fronteiras. Algumas físicas e outras nem tanto, o que importa é o sentimento de semear sempre uma mensagem positiva e orgânica.

Em sua rota eles já passaram  por mais de 20 países e lançaram dois discos, Kombiphonie (2018) (Ouça) e Fronteiras (2019) (Ouça), além de um primeiro EP chamado Čao Laru (2016). Como dito, a coletividade é um fator vital para a existência do projeto. No ano passado eles realizaram cerca de 150 shows em 21 estados brasileiros e 5 países na Europa. As viagens pelo país inclusive são feitas a bordo de uma Kombi, talvez até por isso o nome do disco de 2018.

O álbum mais recente, Fronteira (2019), conta com participações especiais de artistas como Juliana Strassacapa (francisco, el hombre), Luiz Gabriel Lopes (Rosa Neon), Lívia Carolina, Henrique Mancha, Tiago Myazakie e Manuel Tirso.

O grupo é comporto por Noubar Sarkissan (cavaquinho, violão, acordeom, pandeiro e voz), Nicolle
Bello (voz), Manuel Tirso (bateria), Fábio Pádua (flauta, clarinete, violão e bandolim), Pedro Destro
(baixo elétrico), Joel Rocha (rabeca, cavaquinho português, guitarra e pife) e Léa-Katharina Duez (voz,
flauta e saxofone). Até por isso tantas possibilidades de arranjos, misturas e folclore dentro da sonoridade do coletivo artístico multicultural.


Čao Laru

Čao LaruFoto Por: Carol Borges


Čao Laru Libre (2020)

Prestes a lançar seu novo álbum, o Čao Laru adianta hoje através de um videoclipe o terceiro single de LIBRE. O registro inclusive será disponibilizado através do novo selo independente Pequeno Imprevisto, fundado por Otavio Carvalho e Eduardo Lemos.

Lançadas anteriormente, “Quero Falar” (Ouça), discorre sobre o lixo produzido no planeta. Já “Não Estaremos Sós” (Ouça), dialoga sobre o espírito de cooperação, união e força para seguir em frente.

“La Ruta Natural” é uma canção em espanhol que dialoga abertamente com os entes queridos que partiram desta para outro plano; a poesia e a música andam de mãos dadas para falar sobre um sentimento tão puro e humano, a saudade. A história da faixa inclusive se iniciou em um sonho, como relembra o baterista Manuel Tirso.

“Sempre sonhei com meu pai e com alguns amigos e familiares que já se foram. Refletindo calmamente sobre o tema, pensei em transformar essas sensações em música!

O resultado é uma mensagem que trata dos nossos sonhos como encontros com pessoas queridas que já não estão mais conosco”, comenta Tirso

Apesar do começo da história ter sido tão único, Manuel permitiu que seus companheiros colaborassem nos arranjos, harmonia e melodias. Se tornando algo ainda maior e mais significativo a todos.

“Foi bem legal criar essa música junto com o grupo, ouvindo as sugestões de arranjos e harmonia de todos, o que certamente contribuiu e muito com o crescimento e evolução desta canção”, relembra o músico


Čao Laru Libre 2020

Čao Laru se prepara para lançar o álbum LIBRE via Pequeno Imprevisto Foto Por: Carol Borges


Čao Laru “La Ruta Natural”

O videoclipe foi gravado no começo do ano em um sítio em Ibiúna (SP) durante o processo de imersão musical para a finalização do novo álbum e turnê que aconteceria nos próximos meses. Infelizmente por conta da pandemia do coronavírus esta teve que ser adiada mas o registro ganhará a luz muito em breve.

A produção audiovisual conta com a direção de Carol Borges e mostra os bastidores deste período de isolamento criativo. A Kombi, sempre onipresente, claro abre o filme, assim como a calmaria do retiro do interior acabam servindo de introdução para o vídeo.

Uma sala se torna um palco, os cristais e mobília acabam servindo de cenário para evocar tanto o espírito livre, como a conexão com os parentes que já não estão mais aqui fisicamente. Elementos de Folk, música cigana, tango, fado, flamenco acabam se conectando em sincronia.

Com direito a solos de sopro, progressão de acordes e harmonias, deixando o “espírito libre” da live session ainda mais vivo. A cantiga celebra a memória mas deixa uma mensagem positiva para os que seguem em frente…o que a faz ecoar, e consequentemente, tocar a alma.



Ficha Técnica:

Letra: Manuel Tirso
Captação de Áudio: Joel Rocha
Captação de Imagens: Carol Borges, Guilherme Fuchs e Hugo de Brito
Direção e Edição: Carol Borges

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