No começo de Outubro a Pitchfork disponibilizou uma lista polêmica (confira aqui) comentando os 200 álbuns favoritos da década (2010-2019). Listas são controversas por si só mas acabam gerando uma discussão saudável, além de trazer dicas para sua playlist. Pensando nisso convocaremos até o fim do ano: um time de personagens do mercado da música para comentarem seus prediletos. O quinto post que aparecerá por aqui é do Mario, do WRY, Asteroid e Festival Circadélica.


Mario Wry - Foto Por: Ana Érica

Mario WryFoto Por: Ana Érica


“Eu acho que a década de 2010 foi muito boa de lançamentos. A transformação absurda e rápida na cultura em geral não atrapalhou um acorde sequer. O jovem está mais eclético, o que é bom em muitos aspectos.

Os álbuns que mais escutei nessa década não contradizem meu gosto musical, mas minha lista poderia ficar mais abrangente se incluísse faixas únicas, pois ouvi sem parar muita coisa de R&B alternativo e Pop.”, releva Mario em seu balanço

2010-2019: A Lista do Mario (WRY)

The Drums: Portamento (2011)


WRY THE DRUMS


“Eu discotecava na época no Asteroid, e estava muito feliz com a música indie daquele começo de década; e é claro eu que tocava muito esse disco e o público amava.

Fez sucesso nas pistas indie de Sorocaba e em diversas cidades pelo Mundo. Esse disco é um delicia de ouvir e dançar. Indie pop e post-punk; com melodias que em alguns momentos lembram The Smiths e The Cure.”

The Vaccines: What Did You Expect
from he Vaccines?
(2011)


WRY VACCINES


“Esse discão indie rock ouvi sem parar. Inclusive, acabei de comprar o vinil, em pleno 2019. É um hit atrás de outro. O timbre da voz do Justin chama muito minha atenção, talvez seja o que mais gosto nessas músicas, além do frescor juvenil!”

M83: Hurry Up, We’re Dreaming (2011)


WRY


“Esse disco é candidato a clássico só por “Midnight City”. O vinil é duplo e daqueles para sentar na sala e ouvir sem fazer mais nada para te atrapalhar.

O clima todo da produção é o maior destaque. Não é à toa que o M83 assina diversas trilhas sonoras da última década.

Washed Out: Within and Without (2011)


WRY WASHED OUT


“Esse já começa com “Eyes Be Closed”, que conheci numa madrugada em 2011 assistindo algum programa indie da MTV. Aquelas sonoridades da música me marcaram tanto que até hoje me emociono de olhos fechados quando escuto.

O álbum todo segue a mesma linha. Um sensação de Pôr-do-Sol, de brisa do mar sob o efeito de ácido.”

We Are Pirates: Singles Compilation (2011)

“Por acaso conheci essa banda de Colatina, Espírito Santo, mas não lembro como. Amei e viciei nesses singles, que seguem a linha do chillwave, um dos meus gêneros musicais preferidos.”

We Are Pirates: Kids Practice EP (2012)


WRY WE ARE PIRATES


“Eu acho que conheci os singles e esse EP de 2012 ao mesmo tempo. Foi paixão a primeira vista. Eu e minha esposa sabíamos até cantar cada música letra por letra.” – (Ouça Aqui)

Washed Out: Paracosm (2013)


Washed Out Paracosm WRY


“Daí o negócio começou a ficar mais sério: eis que chega um candidato a disco da década. Chillwave e neo-psicodelismo com muita classe. Tudo nesse disco é destaque: as letras, os arranjos, as canções.

Parece que “o Washed Out” Ernest Greene tinha acabado um relacionamento e disso surgiu Paracosm. O álbum esteve em muitas listas de melhores do ano em 2013.”

My Bloody Valentine: m b v (2013)


WRY MBV


“Outro candidato a disco da década para mim foi m b v que tinha saído no começo do ano. Lembro que a banda lançou no site deles de madrugada, de sábado pra domingo.

Eu ainda estava no Asteroid discotecando e baixei na mesma hora e na mesma hora toquei um som na pista. Mas já era final de balada, daí podia. O disco é uma avalanche de melodia e psico-acústica. Trilha sonora de um filme imaginário. Todos os elementos de Loveless ainda estão lá, mais a massa sonora e a suavidade nas linhas vocais. Um discão.

(Uma coisa me intrigou: uma vez em 2008, Kevin Shields esteve num show do WRY, e depois do show me disse que pensou numa música nova durante umas das nossas músicas no show.

Ai penso: será que a ideia virou uma dessas músicas? Se sim, qual seria? De qualquer forma, o mais provável é que não, pois se não me engano apenas duas músicas eram totalmente novas nesse álbum de 2013).

Tame Impala: Currents (2015)



“O álbum do ano e da década (pra mim) chegou igual a um asteroide. Bateu na minha cabeça e fez tudo mais espirrar para bem longe de mim. Eu só ouvia Currents. Esse disco me influenciou de uma forma tão avassaladora que entrei para escola de música para aprender mais, para aprender teoria, para aprender a cantar melhor e aprender piano.

Estudei durante 12 meses e colhi os frutos em novas músicas do WRY que já saíram e outras 10 que formam o disco novo, ainda para ser lançado. Eu considero Currents como um divisor de aguas para mim. E é sem dúvida alguma um dos álbuns que mais ouvi na vida. Deve estar nos meus top 5 de discos da vida. Já estamos em 2019 e ainda não ouvi um que o supere.”

Hatchie: Sugar & Spice EP (2018)


WRY HATCHIE


“Esse EP é maravilhoso, escuto muito até hoje. Dreampop muito bem feito, cheio de melodias cativantes, camadas viajantes e grandes refrões.

Apesar do Dreampop ser o primo rico e popular do Shoegaze – pois escutamos suas influências no R&B moderno, na Lana Del Rey e na Florence, por exemplo -, Hatchie faz suas músicas respeitando a sonoridade tradicional que nasceu lá no Cocteau Twins dos anos 80.”

Playlist no Spotify

Claro que você não ia conferir essa lista sem ouvir um pouquinho de cada disco citado! Preparamos uma lista com os sons escolhidos especialmente para esta seleção do do WRY.

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