Brother Oliver, com este nome tão sugestivo, claro que seria um projeto em família. Formado no ano de 2011 em Greenville, na Carolina do Sul (EUA), eles tem lançado seus materiais via Forthright Records.

Andrew e Stephen até então lançaram os álbuns, Stubborn Fool (2013), Brother Oliver (2017); e agora apresentam Well, Hell em Premiere no Hits Perdidos.

Com trajetória no cenário norte americano a banda é recomendada para fãs de artistas como Death Cab for Cutie, Grizzly Bear, Local Natives, ou seja, uma combinação agradável entre a psicodelia e o folk rock.

Trilhando seus caminhos, eles já tiveram oportunidade de abrir shows para grupos como Steve Miller Band; Father John Misty; Drake Bell; King Tuff e SUSTO.

Brother Oliver: Well, Hell


Brother Oliver

Brother Oliver – Foto: Sarah Marie Marko


No campo das temáticas as experiências, e transformações, vividas ao longo de seus vinte e poucos anos acabam transparecendo.

A intensidade e versatilidade em suas influências passam pelo campo da poesia, cinema e da música. Eles trazem para si referências que passeiam por gêneros como psicodelia, folk rock, jazz e música cigana. Tudo isso através de instrumentos de cordas, metais e vocais aveludados.

Well, Hell

O álbum reúne 14 faixas inéditas e pouco mais de uma hora de tempo corrido. Mostrando um repertório que agrega músicas de sete minutos (“Improving Morale”) e outras mais introspectivas, e com backin vocals, como é o caso da sensível “Blinded”.

Suas emoções transparecem em um som colorido; potente e com capricho na produção. Seu terceiro tento mostra uma banda mais madura e preocupada em criar imagens para o imaginário do ouvinte.

A conexão espiritual e o banjo ganham a cena em “Culture Vs. The Vultures”, uma balada quase cigana feita para se deixar levar. Mas é do equilíbrio entre faixas mais agitadas, e calmas, que o registro caminha.



O Mistério & a Chama

O mistério também é um dos elementos do registro; e “The Descent” está aí para deixar isso bem claro. Com ambiência e o sopro que nos leva direto para o deserto do Atacama, o som faz uma conexão entre a psicodelia, o progressivo e a música eletrônica.

A faixa título título, por exemplo, agradará a fãs de Kings Of Leon em seus primeiros dias; em seu final ela se alonga feito uma jam freestyle de discos setentistas.

O ácido volta a derreter em “Altars”, onde os vocais me remetem um pouco aos do Michael Stripe, R.E.M. Mas um dos grandes momentos do disco é justamente “New Man Rising”. Balada onde os irmãos deliciam os ouvintes com linhas delicadas de guitarra.

Claro que o álbum ia fechar com uma canção radiofônica – que até merecia um videoclipe; é o caso da energética, e roqueira, “Torn”. Esta que explora camadas e mostra o talento dos vocais. Um álbum para ouvir enquanto dá uma volta no parque e admira a natureza – enquanto reflete sobre seu lugar no mundo.

Entrevista

Conversamos com o vocalista, guitarrista e compositor Andrew Oliver para entender mais sobre as particularidades deste lançamento.

Well, Hell é um circo psicodélico carregado com vocais selvagens e variados. Trabalhamos neste álbum por quase dois anos. Foi muito importante para nos ter este tempo para nos dedicar; fez com que ele se torna-se um lançamento ainda mais especial. Queríamos que fosse um disco longo e acabou se tornando (São 14 faixas – 1 horas e oito minutos de duração).

Esse álbum independente está sendo lançado por nosso selo, a Forthright Records. Nós tivemos um time de estrelas trabalhando conosco nos dois últimos anos; e é uma honra ter cada um deles do nosso lado. Nós todos trabalhamos duro e sacrificamos cada dia para fazer as coisas acontecerem – e esse é o segredo.

Como resultado, o último ano foi agitado com muitas oportunidades que fomos abraçando. Nós dividimos palco com grandes nomes que a alguns anos jamais imaginaríamos que fosse possível. Parece que todas as portas estão se abrindo para a gente e somos muito gratos. Nos parece o timing perfeito para soltar este álbum; e nós não poderíamos estar mais animados para isso.”

Brother Oliver’s Day

O prefeito da cidade é tão apaixonado pela banda que o lançamento do disco também fez o dia 30/08 se tornar o dia oficial deles.