É Hoje! Hits Perdidos completa 5 anos

Manter um site é um exercício diário. Quem já teve alguma espécie de blog com amigos, sabe. Na primeira semana escrevemos todos animados e parecemos estar em completa sinergia. Mas aos poucos o ritmo vai diminuindo, um ou outro vai largando mão… e de repente aquilo parece não fazer mais tanto sentido.

Claro, demanda tempo, dedicação e muitas vezes empolgação pode atrapalhar. Tempo é um bem tão precioso que as vezes não valorizamos tanto mas deveríamos. Pois é através dele que surgem nossas pequenas e grandes conquistas.

O Hits Perdidos não foi o meu primeiro site mas definitivamente mudou a minha vida. Tudo começa como algo simples “falar sobre a banda dos meus amigos que gostaria que mais pessoas soubessem da existência…” mas aos poucos vai se tornando algo muito maior do que isso.

Sempre que me perguntam como consigo manter o Hits a resposta é simples: “Eu preciso dele como muitos precisam ir no analista, praticar um esporte ou sair para um passeio no meio da semana”. Não posso dizer que considere um hobbie, porque se fosse apenas isso não me dedicaria tanto…mas um trabalho do qual tenho bastante orgulho.

Orgulho porque o papo começa sobre música mas acaba se tornando sobre pessoas. Seus sonhos, desafios, ambições, traumas, caminhadas, medos, superações e todos outros sentimentos tão humanos que merecem ser debatidos.

Talvez se fosse apenas sobre música uma hora eu pensaria em largar mão. Mas é sobre conhecer gente, com sangue pulsando nas veias, com histórias incríveis, força de vontade em fazer diferente e que mesmo nas dificuldades ainda vai lá e materializa tudo aquilo em canções. Como não se apaixonar?

Nesta vida tão mundana, fazer algo por livre e espontânea vontade parece até “errado”. Música tem sua vertente de vendas e tudo mais…mas tudo começa com abrir seu coração e através disso ver como todo aquele sentimento gera uma conversa, uma paz, uma epifania, um alívio ou apenas o externar de algo adormecido.

Música salva. Cultura faz nossa vida fazer sentido.

No fim, é apenas colocar em palavras a arte da vida.

São 5 anos iniciando conversas com pessoas do Brasil inteiro. Com perspectivas, cicatrizes, hábitos, backgrounds, opiniões, expressões, paixões e olhares diversos sobre o que chamamos de “vida”.

Um aprendizado diário em abrir o coração e deixar aquele sentimento sair. É sobre entender os diversos “brasis”, personas e variantes e mesmo que por algumas horas… praticar o exercício de empatia.

Então quando nos próximos anos lerem uma resenha de um disco, álbum ou clipe por aqui lembrem disso: O Hits Perdidos também é um pouco disso tudo, um eterno aprendizado sobre expandir horizontes e deixar-se levar.

Rafael López Chioccarello
Fundador e Editor do Hits Perdidos

Festa de 5 anos!


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Victoria Groppo, da banda Cigana durante a festa de 5 anos do Hits Perdidos. – Foto Por: Guilherme Brito

No sábado 13/04 adiantamos a festa de 5 anos do Hits Perdidos e na Casa do Mancha fizemos o primeiro evento do ano do site. Marcando a volta do hits as produções, e logo, com duas bandas que fazem parte da história do site.

Talvez esse tenha sido o resumo da noite: estar rodeado de amigos.

Amigos desde a produção, com a Liu estruturando tudo, a equipe da Casa do Mancha abrindo as portas e super incentivando a festa, as duas bandas da noite, Cigana que proporcionou o maior marco da carreira deles ser justamente na festa, e a Alaska, que sempre apoio e celebrou as aparições por aqui com o mesmo carinho e identificação.

Além disso a noite também teve as não menos importantes presenças de André Buda (Vinil FM) e Fabio Bridges (Pequenos Clássicos Perdidos) que divertiram a todos com seus sets “fora da caixinha”.

Mas o mais importante foi de fato rever todos os rostos de vocês. Os que leem, os que são amigos, os que apreciam a música independente e até mesmo os novos amigos. Porque são de encontros como estes que expandimos um pouco mais e lembramos o porquê de tudo valer a pena.

Produzir é também ter o papel de anfitrião, e conversar aos poucos com os presentes é sempre uma energia positiva que faz com que tudo valha a pena. Sonhos que ganham fôlego e projetos que podem surgir ou criar novos tentáculos. Afinal de contas, é sobre conexões, é sobre ser humano, e também sobre multiplicar.

Tanto que é um orgulho ver a evolução da Alaska que teve a responsabilidade de abrir a noite. Eles no fim do ano passado lançaram seu segundo álbum, Ninguém Vai Me Ouvir via Sagitta Records (RJ).

Um registro ousado, desafiador e com muito sentimento envolvido.

Superação, reconstrução e um profissionalismo à parte fizeram com que o reconhecimento fosse algo justo. Já o show acompanha essa intensidade e ao vivo consegue ser ainda mais catártico. Os synths, efeitos, pedais e volume são altos.

O som é redondo e a banda acerta em aspectos pontuais, como na sequência das canções e o equilíbrio entre seus pontos altos e baixos. Talvez por isso eles têm circulado bastante e agradado por onde passam.


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André Ribeiro da AlaskaFoto Por: Guilherme Brito

Já a Cigana vive um momento completamente distinto. Após anos pegando estrada para tocar em diversos circuitos, e amadurecendo o som para chegar aonde queriam, eles finalmente lançaram seu primeiro álbum cheio.

Conheci eles em 2015, o Hits ainda estava se moldando e entendendo para onde poderia ir. Apesar do pouco tempo de jornada, e deles até comentarem ter recebido resenhas esdrúxulas de alguns “veículos”, já dava para perceber nos dois primeiro EPs um talento.

Quando em 2017 me mostraram o que seria o primeiro single do disco, falei: temos um caminho a ser seguido. Acabou que o registro que deveria ter saído naquele ano, foi  sendo adiado e a expectativa que estava lá em cima… foi sendo aos poucos colocada em uma caixinha.

Claro que no meio do caminho ainda participaram do projeto de uma marca de roupas, tiveram entrada de integrante e uma grande evolução nos quesitos estética sonora e influências.

Então naquela noite ter a oportunidade de lançar na festa o álbum Todos Os Nós foi definitivamente uma honra. Ver pessoas me perguntando e cumprimentando dizendo “Porque eu ainda não conhecia essa banda”, foi impagável.

A apresentação mostrou exatamente como o disco é: um recorte de fases, de momentos distintos, tanto em suas composições, como em seu instrumental que agora é mais encorpado e propõe mais soluções sonoras.

O show começa post-rock mas vai embarcando para outros caminhos, por certas horas psicodélico, em outras progressivo mas a energia que passa deixa a todos com vontade de saber mais sobre tudo aquilo.

Muitas emoções daquela noite! Olhar no olho de cada um e ver pedidos por mais festas, por mais textos e por mais “corres” foi fundamental para a série de mudanças que o Hits Perdidos irá passar em breve (ainda segredo!).

E fui pego de surpresa por coberturas excelentes realizadas pelo projeto Profusão, de Sorocaba (SP) e pelo fotógrafo Guilherme Brito que veio diretamente de Limeira (SP), junto da Cigana, para registrar cliques precisos. Confira!

Cobertura Profusão



O Profusão é um projeto independente no qual organizam eventos na cidade de Sorocaba (SP), voltado para bandas e artistas da região. No 2° Semestre eles pretendem lançar live sessions e clipes de baixo orçamento para bandas da região.

Confira a galeria de fotos
Por: Guilherme Brito


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