[Premiere] Plastic Fire discute sobre as relações humanas em videoclipe para “Tesouras”

Saídos do bairro de Madureira, zona norte do Rio de Janeiro, para trilhar uma trajetória de grande importância dentro do cenário de hardcore nacional. A Plastic Fire lança hoje em Premiere no Hits Perdidos seu mais novo videoclipe.

Antes de ser uma banda eles carregam em sua trajetória uma amizade de mais de 15 anos. Em seu currículo eles contam com inúmeras turnês nacionais e shows inesquecíveis dentro do circuito, tendo realizado a abertura para lendárias bandas (como Samiam, IgniteNo Fun At All e Boom Boom Kid) e participado dos principais festivais independentes como o Oxigênio Hardcore Fest, Festival DoSol e Matanza Fest.

Com letras com temáticas sociais e de superação, o grupo carioca tem uma trajetória sólida e uma forte conexão com os fãs. Uma prova disso são suas apresentações eletrizantes onde sempre convidam o público para estabelecer um diálogo.


foto promo 2019 por Fernando Valle
Em sua formação eles contam com Márcio Lahn (Baixo), André Assis (Bateria), Reynaldo Cruz (Vocal) e Daniel Avelar (Guitarra) – Foto Por: Fernando Valle

Plastic Fire “Tesouras” (13/03/2019)

O videoclipe para o novo single “Tesouras” que está sendo lançado hoje em Premiere no Hits Perdidos traz inspirações na sétima arte. Tudo isso em razão a paixão compartilhada pela banda pelo cinema.

Neste vídeo eles trazem referências do filme O Sétimo Selo (1956) do diretor Ingmar Bergman. O jogo de xadrez contra a morte é retratado de forma metafórica e converge com a mensagem da letra.

Segundo os integrantes da Plastic Fire “O clipe trata de um duelo desigual entre dois personagens: uma partida de xadrez entre UM, “que tenta e se esforça para jogar e
ganhar” e OUTRO “que comanda o jogo”.

Mas, como ganhar, se as regras são mudadas contra você, enquanto você joga? Há uma vitória possível ou seria tudo ilusão? E quem somos nós nesse jogo? Aliás, existe realmente uma distinção entre os personagens dessa partida?”

O videoclipe foi dirigido por Alexandre Lima e Fábio Roque, foi editado por Alexandre Lima, produzido por Débora Castro, conta com a atuação de Felipe Miguel e Fábio Dutra, DP por Fernando Valle, colorido por Fábio Roque e realizado por Alima Produtora Audiovisual.



Entrevista

Conversamos com o vocalista Reynaldo Cruz para saber mais sobre os planos futuros, o amadurecimento dentro do circuito e o lançamento.

[Hits Perdidos] Primeiro gostaria que contassem sobre o momento atual da Plastic Fire, o que vocês tem preparado pra 2019? Aliás como vêem a necessidade de continuar na ativa mesmo em tempos difíceis, não só politicamente mas como dentro do campo da cultura?

Reynaldo: “Nós, a Plastic Fire, sempre fomos uma banda de amigos, antes de qualquer coisa. Apesar de algumas mudanças, nos consolidamos com uma formação entrosada e bem divertida (as vezes até demais, risos).

Para 2019, temos preparado algumas surpresas, do tipo ”músicas novas” (e lá se vai uma surpresa! risos). Vamos lançar ”uma espécie de disco”, assim definida por ainda ser algo um tanto quanto ”indefinido”. Vamos lançando aos poucos pra ver o que a galera tá achando dessas ”novidades sonoras”.

A Plastic é uma banda com uma certa ”carreira”, já temos mais de 10, quase 15 anos de banda, o que fez com que conhecêssemos muita gente e fizéssemos muitos amigos pelo brasil todo.

Nossas palavras nesses tempos difíceis tem reverberado nessas pessoas de forma muito forte e pulsante, o que nos torna, de certa maneira, ”necessários” no cenário do hardcore nacional, o que nos enche de orgulho e forças pra continuar tocando.”

[Hits Perdidos] Vocês já tem um tempo de estrada significativo. Com grandes apresentações e festivais. Como observam a mudança de comportamento do público que os acompanha? Digo isso tanto no âmbito de consumo de música, como de comparecer e interagir nos show.

Reynaldo: “O público se mostra presente de várias maneiras hoje em dia. A internet tem o seu lugar, tanto no consumo quanto no dia a dia de uma banda. Mas é claro que ela não substitui a presença física das pessoas nos show. Isso conta muito.

O público tem sim se renovado, e muita gente nova tem descoberto o hardcore como um espaço de participação na vida e no mundo, como uma expressão na contra-cultura. Esperamos que essa renovação traga nossos ares e mais gente pros shows em geral.”

[Hits Perdidos] Vocês tem investido em videoclipes, tendo no ano passado inclusive estado entre os melhores do ano segundo a audiência da Play TV. Como vêem a importância do formato na era da internet?

Reynaldo: “Isso tem muito a ver com uma realização artístico-pessoal da gente do que da ”lucratividade”. Foi sensacional ser indicado entre os melhores clipes do ano na PLAY TV, um dos últimos refúgios da música independente na televisão brasileira. Foi incrível, de verdade.

O clipe tem uma qualidade absurda, coisa de arte mesmo, os meninos da ALIMA (produtora do clipe) foram pessoas iluminadas na concepção do conceito que a gente criou junto e conseguiu reproduzir muito bem. E a gente é super grato pela repercussão que teve com a galera da cena. Quem viu gostou e a gente curtiu muito o resultado final.

Fazer um videoclipe é tentar reproduzir, em imagens, a idéia da música, ou algo que te leve até ela. E explorar esse formato pra quem cresceu vendo isso na TV é simplesmente ”fazer mágica”.”

[Hits Perdidos] O videoclipe de “Tesouras” que está sendo lançado hoje, assim como outras composições de vocês, faz uma crítica social. Que claro pode ser interpretada de diferentes formas, inclusive vocês se inspiraram em um filme do Ingmar Bergman para o vídeo, contem mais sobre a temática da letra, o brainstorm do clipe e a mensagem que queriam deixar para o público.

Reynaldo: “Eu, Reynaldo, curto muito cinema e sou um amante idólatra  da 7a arte. Esse é um tema muito influente nas minhas reflexões pessoais e nas letras da Plastic.

”Tesouras” trata do embate ao qual o ser humano esta inserido, enquanto caminha por este mundo: as relações internas e externas, as dúvidas, os conflitos. Tudo é uma guerra e as vezes ela não tem um ”vencedor especifico”. Aqui, a letra e a música se juntam às imagens de um jogo de xadrez entre dois personagens, onde exatamente tudo pode acontecer.

Inclusive o jogo virar. acho  que a ”mensagem” acaba sendo o próprio clipe, em geral, não curto muito uma ”moral da história”, um sentido ”fechado”: espero que a própria reflexão que o clipe gere no espectador seja o mais impactante disso tudo.”

[Hits Perdidos] O hardcore as vezes até surpreende mesmo estando longe das grandes mídias, sempre tem um público fiel e diversas bandas “ganham o público na hora do show”. Já tive a oportunidade de comparecer a algumas apresentações de vocês inclusive, como é o preparo na hora de subir ao palco e qual mensagem procuram sempre deixar para quem os assiste?

Reynaldo: “Somos uma banda bem espontânea e explosiva no palco. Falando por todos, acho que ha uma entrega real naquilo que fazemos e isso é o que há de mais sincero no nosso som. Quem vai a um show percebe (((espero que você tenha percebido, de verdade!!!))). E é isso que queremos ser, quando estamos nos palcos, por ai. Reais. Hardcore é isso, se sentir inteiro e em conflito, pleno e despedaçado, sozinho e completo, estando entre iguais, pelo menos nas nossas concepções. ❤

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