Você pode falar muitas coisas sobre 2018…menos de que foi um ano que passou batido. Aconteceu um pouco de tudo, algumas coisas para o bem e outras para o mal, e isso claro se refletiu na frutífera música independente nacional.

Mas um ano em que ela foi plural, combativa, antenada e muitas vezes híbrida – tendência esta que vem se consolidando ao longo dos últimos anos. A maneira de consumo também continuou em profunda transformação. Álbuns passaram a ter entre 25 e 45 minutos e é possível ver a crescente de registros com apenas 7 (ou 8) músicas.

As Playlists mais uma vez provaram que chegaram para ficar e a grande aposta das distribuidoras que já estão sofrendo as consequências do anúncio do Spotify que irá liberar o próprio artista a “subir” suas canções na plataforma, começou a ser o aprimoramento deste mecanismo.

Elas por si só se especializaram em ajudar os artistas a galgarem as “modernas paradas de sucesso”, as atuais “playlists bombadas de nicho”. Tema discutido no primeiro episódio do Podcast Horário Nobre (Parceria entre os canais Minuto Indie e Tá Na Capa)


2018


Aliás por mais nicho que muitos tentem enquadrar uma música, ela num geral tem se mostrado cada vez mais abrangente. Unindo não só ritmos, como discursos, expressões e engajamento, refletido muitas vezes vozes ecoadas através das redes sociais.

Vivemos definitivamente em tempos de trocas.

Nunca foi tão fácil criar histórias e narrativas junto de seu público, hoje a distância tem diminuído e é possível dialogar com seu artista favorito. Ao mesmo tempo o estar ou não presente em momentos pontuais ainda é ponto de discussão.

Estratégias para se manter presente nas redes sociais – e não sumir do mapa – estão cada vez mais em pauta no planejamento de carreira. O modelo da indústria também vai se moldando e a cada vez mais é notório que a profissionalização não é questão de luxo e sim de sobrevivência.

Os Melhores de 2018

Na semana passada listamos por aqui os 50 Melhores Álbuns Nacionais de 2018. Uma lista de recomendações para correr atrás do que melhor aconteceu na música brasileira nos últimos 12 meses. Na segunda listamos também alguns EPs que você deveria ter ouvido.

Agora chegamos com a já clássica Playlist de 100 Hits Perdidos. É a terceira vez que fazemos a lista de sons por aqui e a cada ano que passa conseguimos mostrar ainda mais hits que para muitos podem ter ficado “perdidos”.

Sem compromisso de ter sido lançado como álbum, EP, split ou apenas como single, a lista tem o papel de trazer novidades e fazer você conhecer o maior número possível de novos artistas. A safra é boa e a música agradece.

Retrospectiva 2018: 100 Hits Perdidos do Indie Nacional @Spotify


100 Hits Perdidos de 2018


A lista que conta com 100 Hits Perdidos de 2018 começa logo com a Tuyo, que ficou em sexto lugar na lista de Melhores Álbuns Nacionais do Hits Perdidos. “Vidaloca” é uma das mais sensíveis canções do disco de estreia do trio curitibano, Pra Curar. Na sequência aparece Baco Exu do Blues com a chicletuda “Me Desculpa Jay Z”, parceria com 1LUM3 e presente no elogiado – e recém lançado – Bluesman.

A terceira faixa é “Eu Quero Ser o Mar” da Mahmundi que continuou a surpreender positivamente com o álbum Para Dias Ruins. Depois temos os gaúchos da Catavento com a lisérgica “Alergia Alergia” do consagrado Ansiedade na Cidade, um disco que traz diversas narrativas oriundas do nosso estranho relacionamento com as redes sociais. As paranaenses da Cora me surpreenderam positivamente logo na primeira ouvida com “Milonga”, faixa delicada, deliciosa e imersiva.

Já “Tempos Loucos” do The Outs é uma canção muito atual e que dialoga com o desequilíbrio das redes sociais – e as discussões políticas que se estenderam (ao menos) ao longo de 3 meses do confuso ano de 2018. Por outro lado, “Coragem” do Holger sintetizou o sentimento misto de apatia e resistência que essa onda de mal estar eleitoral causou em todos nós.

Mas a playlist também dá espaço para fins e recomeços como é o caso da belíssima – e sentimental – “Solidão de Volta” do Terno Rei. A Monza também discutiu relacionamentos e seus vazios em seu novo disco, Bonsai, e “Travessa” vai ficar ecoando na sua cabeça. “Once Again” mostrou o outro lado dos curtos relacionamentos e personificou o lado abusivo da relação, ponto para os cearenses da Indigo Mood que aos 45 minutos de 2018 lançaram o single.

Teve banda nova aparecendo no radar do Hits Perdidos! É o caso da ótima Pessoas Estranhas que em sua formação conta com músicos experientes e conhecidos do cenário independente paulistano. “O Dez” inclusive ganhou um ótimo videoclipe.

Quem voltou com single novo, já no fim do ano, foram os goianos da Brvnks com a radiofônica – ao mesmo tempo alternativa – “Yas Queen”. Fãs de Alvvays com certeza irão apreciar o lançamento.

Blumenau também mostrou que música boa também é feita por lá e emplacou na lista Taunting Glaciers – que lançou Bloom via HBB – com o single “Hyper”, e Between Summers, com “Trifle Song”, que lançou Leaves via Aquagreen Records. Ambas bandas contam com Roberto de Lucena, o Swan, na formação.

A Mahmed, de Natal (RN), lançou um belo novo disco que até foi apontado pelo Diego Carteiro como um dos melhores de 2018 por aqui, e “Leli”, parceria com Molly Hamilton é definitivamente um belo hit perdido.

Os mineiros da Moons fizeram um dos mais belos e delicados álbuns do ano e foi difícil escolher a música favorita para a playlist. Mas “Moons” é tão aconchegante que acabou entrando na lista. Também pela Balaclava Records saiu o álbum dos curitibanos da Marrakesh e nenhuma outra do disco ficou mais na cabeça que o hit “Moonhealing”.

Os sempre ótimos Séculos Apaixonados nos presentearam com um novo – e bonito disco – neste ano e “Eu Sou Seu Papai Noel” é pop na medida certa. O Medialunas lançou o single “Costa Doce”, que era antigo mas nunca tinha sido “gravado”, apenas tocado ao vivo” e roubou a cena já no finalzinho de 2018.

Surpresa mesmo para mim foi conhecer o som da aliendawg., de Brasília (DF), já nos acréscimos de 2108, o EP saiu em novembro, na lista você ouvirá a delicada – e relaxante – “Backwards”. O paraense radicado em Florianópolis, Frabin, lançou seu terceiro disco via Midsummer Madness e “Pastime Illusion” traz melodias cativantes.

Com integrantes da serra gaúcha, e de vários lugares do mundo, o Psychic Fair lançou seu novo trabalho e trouxe uma levada oitentista em “Hi and Bye”, misturando elementos do post-punk inglês. Direto da Bahia, o Iorigun, surpreendeu com “Fight to Forget”. O shoegaze também está represento com os mineiros da Alles Club em “Quanto Tempo”, um lançamento Pug Records.

O WRY continuou a todo vapor mostrando o porquê é patrimônio nacional da cena independente brasileira e lançou o single “Under Your Skin”. Já a OXY, de Brasília (DF), sacramentou o potencial de seu primeiro EP em seu disco de estréia FITA, que ficou em quinto lugar na lista de Melhores Álbuns Brasileiros do Hits Perdidos. Aqui eles aparecem com “Pink Socks”.

Na sequência temos YMA (SP) e Gab Ferreira (SC) com o suave hit “Summer Lover”, faixa que estará presente no disco Par de Olhos, da paulista, que será lançado em 2019. Quem também despontou como surpresa foi a gaúcha Bianca Rhoden que lançou seus primeiros dois singles em 2018, na lista você confere “Out of Words”, seu mais recente lançamento.

A banda Alaska passou nos últimos anos por uma reinvenção interna como banda e mudou completamente sua sonoridade. A aposta deu certo e seu segundo álbum apareceu em diversas listas de melhores do ano como a do Hits Perdidos, da Rolling Stone e do Tá Na Capa. Por aqui você ouve o single “____________vazio”.

Do sul do país para as estradas do Brasil, esse é o roteiro do novo disco da Musa Híbrida que carrega muito das anotações dos diários de bordo do grupo através de Piscinas Vazias Iluminadas em Pé, na playlist colocamos “Viu”. O duo S.E.T.I., de Campinas (SP), trouxe uma nova tônica para seu primeiro álbum cheio, mais discursos políticos, mais voz ativa e mais experimentações. Supersimetria é um disco complexo em sua estrutura e perfeccionista, destaque para o combativo single, “O Ilusionista”.

Pueril e divertido, esse é o espírito do EP de estreia da La Leuca que lembra um pouco Boogarins, banda que tanto veneram, o single “Saliva Salina” é altamente hipnotizante. Jovial, alegre e debochado, estas são marcas do som do Drápula de Niterói (RJ), que lançou o EP Vol. III, por aqui temos “Jorge Ben”. De Sorocaba – assim como WRY – temos a Strawberry Licor com “I Feel Like a Kid” que terá registro lançado no próximo ano pela Midsummer Madness.

Claro que o punk rock ia ter espaço e montamos uma sequência de bandas que se divertem com isso como é o caso da Jota Quércia (MG) com a hilária “O Evongelho Segundo Dinho Ouro Preto”, Quarteta com a divertida – e alcóolica – “Negroni, e LETTY com pulsante “Alright”.

Outra descoberta de 2018 foi a simpática folk/punky tropical Luvbites que aparece por aqui com “Lily & Luli”. Quem continuou a dar o que falar foram os The Baggios, de Sergipe, com seu Vulcão, disco híbrido, complexo e cheio de referências. Na playlist você ouve “Caldeirão das Bruxas”. A Cambriana voltou com um álbum conceitual e exaltando a Amazônia. Criativo e impressionante, por isso por aqui temos “Lucifer”.

A banda Ultramen continuou com sua panela de ritmos que os consolidaram e “Tente Enxergar” é uma faixa super atual. A Big Pacha chega com seu funk, groove e jazz em seu novo disco, “Suor” é um dos destaques. Uma das revelações do ano foi A Torre com seu disco jazzístico – e de muito bom gosto – por aqui temos o single “Até Amanhã”. Illy continuou a voar alto e a maior prova disso é a faixa “Voo Longe”, a mais ouvida dela no Spotify.

Com narrativas construtivas – e teatrais – a banda candanga Joe Silhueta surpreendeu com o novo disco – e por aqui tocamos “Trilhas do Sol”. A LEZA entendeu melhor seu som e neste ano lançou seu primeiro disco, leve, solto e viajante. Por aqui ouvimos “Buena Onda”. Conceitual, refinado e emotivo, estas são as marcas do primeiro EP da YPU, de Brasília (DF). “Song to Let Go” dá um gostinho do que você pode conferir no registro.

Quem também continuou a produzir synthpop foi o paraense Pratagy com suas canções que dialogam sobre os relacionamentos. Ele que lançou o EP Voo e Mansidão com 4 canções, uma delas é a tropical “Pensando em Você Demais” que entrou em nossa cobiçada playlist.

A Mulamba, do Paraná, lançou seu empoderado – e poético – disco e com méritos tem estrelado as principais listas neste fim de ano. Por aqui tocamos “Desses Nadas”. O mineiro BÉLICO também transgrediu com sua mensagem “na lata” e a pluralidade de ritmos que vão do funk carioca, música eletrônica a africana. Brincando com texturas pops e funk das pistas de dança, o gaúcho Sandro fez um dos discos mais divertidos do ano. Seus clipes inclusive são um show à parte – o de “Dança” inclusive mergulha na cultura pop dos anos 90.

Já a Francisco, El Hombre, que dispensa apresentações, nos divertiu com “Dilatada” que em seus shows consegue colocar todo mundo para dançar. O rock debochado, e mal criado, dos paraenses do Molho Negro continuou irreverente neste ano, e “Jeito de Errar” tá aí para não deixar mentir. Eles que lançaram seu novo disco com patrocínio da Natura Musical.

A Der Baum, do ABC paulista, lançou finalmente seu primeiro disco e “All Star” é nostálgica, pop e flerta com a new wave oitentista. Até por isso gruda feito chiclete. O pop misturado com o rock do Fleetwood Mac também teve espaço na lista com a banda mineira Dolores 602, que em seu nome homenageia Dolores O’Riordan (The Cranberries) que nos deixou esse ano, por aqui separamos “Ponto Zen”. Com essa mesma levada agradável na playlist temos “Eu Sou Mulher” da Julia Branco.

Jair Naves lançou o cirúrgico single “Veemente”, com direito a show no CCSP, já no fim do ano. E a canção te trará uma estranha sensação de paz. Definitivamente um dos melhores letristas de sua geração.

Diretamente de Santos (SP), e com influências de Pixies, a Amphères lançou um simpático primeiro registro, por aqui trazemos “A Dança”. Flertando com o pós-punk a GUACHE foi uma banda que pude conhecer ao ler a lista do Minuto Indie de melhores do ano – e nos leva direto para o universo do Echo & The Bunnymen.

Já a Cigana, de Limeira (SP), continua a trabalhar as canções de seu álbum de estreia que sairá em 2019 através do selo Sagitta Records – e para aquecer já no fim do ano disponibilizou o single “Maria Fumaça” que nos mostra uma nova fase do grupo muito além dos acordes psicodélicos.

Diretamente de João Pessoa (PB) a Emerald Hill, que ama Weezer, finalmente lançou um disco que começou a ser produzido em 2016 e traz referências de emo, shoegaze e rock alternativo. Eles tem aparecido em diversas listas de fim de ano, “João Pessoa” faz até referência a uma das influências do grupo, a banda mineira Lupe de Lupe.

Um dos grandes destaques do ano definitivamente foi Maria Beraldo que lançou seu confessional primeiro disco, CAVALA (RISCO). “Tenso” é magnética e consegue captar a essência do álbum que tem como grande destaque sua caprichada produção. Perdi a conta de quantas pessoas me falaram para ouvir o disco da Ana Frango Elétrico e espero em 2019 conseguir assistir a um show. Por aqui separamos a simpática – e bilíngue – “Farelos”.

O sergipano Lau (e Eu) é uma figura conhecida já da noite paulistana e neste ano lançou um disco com seu coração aberto. Até por isso na playlist separamos a sincera “Estar Vivo É Bom”. Claro que não íamos deixar o metal brasileiro de fora e não se ouviu falar outro nome no gênero, numa crescente, como o Black Pantera. Sendo assim na lista temos “Prefácio”.

O Hardcore nacional está vivo, obrigado, e os mineiros da PENSE lançaram um disco que “bateu forte”. Até por isso separamos por aqui “Todo Momento É o Agora” que carrega o espírito PMA. Os Replicantes continuaram sendo uma das bandas mais emblemáticas do Punk Rock gaúcho e não negaram sua fama com o contestador Libertá!. “Punk de Boutique” sintetiza a mensagem do álbum com propriedade.

Ainda no sul do país temos diretamente de São Leopoldo (RS) para a playlist centenária a simpática Chimi Churris com a cativante – e grudenta – balada “Radinho”. A banda conta com integrantes da Supervão que acabaram de ser selecionados no edital 2018 da Natura Musical. Um estranhamento bom foi conhecer o trabalho do Irmão Victor. Confesso que demorei para entender sua proposta sonora mas assim como um bom vinho “envelheceu bem”. Por aqui você ouvirá “Reflexões Navais”.

Quem já nasceu hit foi “Ode à Nudez” do André Prando, daquelas prontas para tocar na rádio. Já a Contando Bicicletas traz uma beleza proveniente da calmaria com atmosfera pop. Selecionamos “Cabeça nas Nuvens” para você viajar longe. O futuro dominado por seres alienígenas ganhou uma distopia toda diferente na mente do rapper EDGAR e você definitivamente precisa ouvir o single “Plástico”.

A estratégia de comunicação – e singles – do rapper paulistano Rashid foram um dos cases de sucesso musicais do ano. E claro que as músicas eram boas também, por aqui selecionamos “Bilhete 2.0 (feat. Luccas Carlos). Já o Dingo Bells, agora mais maduro, antecipou o clima pesado político e transformou essa carga energética em poesia no single “Todo Mundo Vai Mudar”. A canção “Eu Estou Aqui” da Baleia foi um dos grandes pontos altos do ano – e seu clipe de quebra tem uma fotografia incrível.

Já a OZU, de Cotia (SP), fez bonito com seu trip hop e sensibilidade, destaque para a faixa “Alone In Town”. Quem for da lisergia vai gostar mesmo de “Natural” da Applegate.

Uma das gratas surpresas foi a evolução da banda mineira El Toro Fuerte que entendeu melhor seu som, expandiu seus horizontes musicais e traçou novos caminhos com o ótimo single “Fim do Inverno”. Mas aqui também tem espaço para novidades e a Ventilador de Teto trouxe ares da juventude para a lista, o clipe de “Nu” inclusive foi votado pela audiência do UDIGRUDI, da PLAY TV, como um dos melhores do ano.

A boa onda acompanhou os Beach Combers que depois do destaque no calçadão do Rio de Janeiro, surfaram no pipeline em seu novo disco, por aqui selecionamos “Rei da Praia”. Também praiero mas de Santos temos Heitor Vallim com sua voz rouca e seu espírito folk/alternativo, uma grata surpresa deste ano, na lista temos “Crashing Waves”.

Para quem se amarrar na neopsicodelia a dica é a Mannequin Trees com “Daydream”. Após anunciar a chega a Balaclava Records, a banda Raça lançou o single “Quente” que ganhou um clipe que teve destaque na lista de Melhores Clipes lançados em Novembro do Hits Perdidos. A Adorável Clichê, de Santa Catarina, impressionou em seu disco lançado pela Nuzzy Records e tem colhido os frutos já nas Listas (aliás logo menos temos a Lista das Listas 2019, não perca!). Separamos por aqui “Eu Só Queria Que Tudo Tivesse Um Fim”.

A “sofrência” ganhou novos ares no disco da pernambucana Duda Beat e “Bixinho” foi um dos hits do ano. A Semente de Maçã é uma banda para você ficar de olho em 2019, esta que já é uma das referências da nova psicodelia brasileira, na playlist você ouve “Amparo”.

Claro que a música instrumental não ia passar em branco na lista e os novatos da Mineiros da Lua  mostraram bastante qualidade logo em seu primeiro registo. Ouça com atenção “Vaidade”. A AIURE, de Brasília (DF), representa bem a cena instrumental e com “Casulo” irá te proporcionar uma série de sensações. Já a Oto Gris, de Fortaleza (CE) mas radicada em São Paulo, se destacou com o ótimo clipe para “Brilhos Negros”, uma das grandes produções audiovisuais de 2018.

Marcelo Perdido, que não é sócio do site, lançou seu BRASA, divertido e irreverente como sempre e por aqui selecionei “Menina”, faixa com participação de Letícia, a Letrux. Quem voltou com single, e clipe com estética e mensagem incríveis, foi a LaBaq com “19”, faixa em inglês.

Já a Weedra nos leva direto para os anos 90 com a energética – e nostálgica – “Tempo Demais”, ideal para fãs de Bikini Kill e Dominatrix, aliás já ouviram o tributo ao Bikini Kiil? Gosta de Trip Hop, synthpop e vocais melódicos? A dica da lista é “Vazio” da Dolphinkids.

A Tom Gangue sempre faz ótimos lançamentos e o single “Fantasia” se inclui neles. Já a Gumes que navega pela mesma onda retrô 90’s, e que alegra fãs de Pavement, lançou “Bébé”.

O rap feminino marca presença na lista com a Brisa Flow e o novíssimo single “Grillz”. O amor por cariocas inspirou Bemti e Johnny Hooker a compôr juntos. “Tango” é um dos hits de Era Dois, disco do mineiro radicado em São Paulo que também integra a banda Falso Coral.

Jogo que tá dando certo não se muda o time! É esse o espírito da parceria de Craca e Dani Nega que acertaram em cheio com o single “Peito Meu”. A canção ainda conta com a participação da baiana Luedji Luna. Irreverência e discussões pertinentes não faltaram no álbum de Ava Rocha e “Joana Dark” é um hit à parte. Quem fecha a lista são as Pitaias com a didática “Minha Versão” que resgata o espírito do samba.

Ufa! 100 sons resenhados agora é a hora de você apertar o play!



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