Festa XXXbórnia completa 5 anos, vira festival e deve anunciar em breve atração gringa

A festa XXXbórnia não é mais uma surpresa e sim uma realidade para quem frequenta o circuito alternativo paulistano. Tendo sido eleita pelo notável Guia da Folha em 2016 como a melhor festa da cidade.

Criada em 2013 para promover o estúdio Freak, a festa era coordenada por um coletivo de bandas que reunia o Mel Azul, formado pelos sócios da Freak, e outras 6 bandas. Ao longo do tempo o evento passou por uma série transformações.

O casting atual do selo independente inclusive hoje em dia é bem diversificado e conta com bandas como Mel Azul, Raça, 2DE1, Monza e Cupin.

Em 5 anos já foram realizadas 38 edições da festa e podemos considerar uma das mais relevantes do cenário independente atual. Até aqui foram aproximadamente 190 shows com artistas de vários cantos do Brasil. Tendo como casa a Trackers, localizada no centro da cidade.


MOXINE Edição sêla
O espírito de festa reunindo música autoral e balada é um dos grandes trunfos para a consolidação do formato. Foto registrada no show da Moxine na edição Sêla – Mulheres na Música (Por: Zebraa)

Com algumas variações desde seu começo, o atual formato conta com 2 palcos, 3 pistas de dança e recebe em média de 5 bandas e 5 djs por noite. Para mostrar o espírito de diversidade – e novidade – entre alguns nomes que já tocaram na festa temos:

Far From Alaska (RN), Rico Dalasam, The Outs (RJ), Luiza Lian, Figueroas (AL), Dingo Bells (RS), Giovani Cidreira (BA), Mahmed (RN), Garotas Suecas, Holger, Inky, Tatá Aeroplano, Tássia Reis além de atrações internacionais como Alto Guiso (ARG), Sonido Satanás (MEX) entre outros.

O Festival

Com a entrada do quinto ano da existência da festa eles resolveram realizar um sonho já antigo: criar um festival. Mas não apenas um festival qualquer e sim uma edição com 12 horas de duração e muita diversidade.


FEST

XXXbórnival será realizado no dia 26/05 na Audio Club e o line-up promete conversar com o espírito que consolidou o nome da festa.

Atrações

Na linha de frente o festival contará com 10 shows, 6 live-acts, 4 djs. No fim do ano passado já foram anunciados alguns nomes como o da Letrux que se destacou nas listas de melhores do ano, TETO PRETO que foi um dos grandes shows do Bananada do ano passado e 2DE1, projeto que integra o selo Freak.

Foi só o aquecimento para o que estava por vir. Neste mês de março foram anunciados: Boogarins, Raça, StroboTerno Rei, Yatho e o selo carioca 40% foda/maneiríssimo.

Em breve eles anunciarão mais atrações, tanto nacionais como uma surpreendente internacional como o Gustavo Prandini do selo Freak irá nos contar em entrevista. Inclusive você já pode garantir seu ingresso para o festival aqui.

Serviço XXX Bornival – Audio
Data: 26 de maio (sábado)
Abertura da casa: 22h00
Classificação: 18 anos
Local: Audio
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda – São Paulo – SP
Capacidade da casa: 3.200 pessoas
Acesso para deficientes: sim
Local para alimentação: sim
Wifi: sim
Valor Ingressos: a partir de R$30,00 (meia entrada)
Venda Ingressos: Bilheteria Audio (de segunda a sábado das 13h às 20h) e online pelo site/aplicativo da Ticket360
Cartões de crédito: Visa, Master, Amex, Hipercard

Entrevista

[Hits Perdidos] Antes de mais nada gostaria de parabenizar pelo festival e todo o envolvimento e barulho que as edições da XXXbórnia tem causado, tendo até sendo eleita como uma das melhores festas da cidade. Contem mais sobre a origem da festa, o seu conceito e a recepção do público.

Gustavo Prandini: “A festa XXXbórnia surgiu em 2013 em um momento no qual o discurso da produção cultural independente, dos coletivos e do “faça você mesmo” estava bastante em alta.

Influenciados por esta idéia decidimos dar a nossa contribuição para a cena autoral independente com a qual nos propusemos a trabalhar como estúdio. Portanto a festa desde o início teve como objetivo projetar a Freak como estúdio mas também dar espaço para novas bandas, fortalecer a circulação e o intercâmbio com outras regiões do país.

O conceito da festa é a mistura de públicos e estilos musicais e a programação extensa, daí veio o nome esbórnia que com o tempo evoluiu para “XXXbórnia“.

A recepção do público com o evento foi boa e melhorou com o tempo, o fato da festa ter um formato com 3 pistas e 2 palcos e intercalar shows autorais com apresentações de djs foi algo que pegou bem. Melhorou com o tempo por que fazíamos muitos shows por noite, muita gente envolvida na divulgação, e a idéia de trocar públicos entre as bandas funcionou também para o evento.”

[Hits Perdidos] Em 5 anos de festa quais foram os aprendizados? O que acharam que ia dar super certo mas no final acabou dando errado? Por outro lado, o que apostaram que deu certo?

Gustavo Prandini: “Além do benefício musical de termos presenciado por volta de 190 shows nestes anos de artistas de diversos estilos, o maior aprendizado que tivemos nestes anos foi o de perceber que além de trabalharmos com música, trabalhamos com pessoas. Assim passamos a nos ver como uma produtora cultural e nos interessamos em buscar mais e melhores recursos para nossas ações.

Hoje acreditamos nos artistas com os quais trabalhamos e no público que segue nossos eventos e visamos ações maiores, o festival é fruto deste momento.

No início da festa, em 2013, trabalhávamos com um coletivo de bandas que reuniam o Mel Azul, formada pelos sócios da Freak e mais outras 6 bandas que eram mais próximas de nós na época.

O coletivo reunia por volta de 30 pessoas e tinha como objetivo trocar forças na divulgação através das mídias sociais de lançamentos e eventos dos artistas do coletivo. A principal diferença do coletivo de bandas e um selo é que o trabalho era desenvolvido de uma forma horizontal entre os músicos.

No começo foi muito bom, inclusive foi um dos fatores importantes para o crescimento e sucesso do evento em suas primeiras edições. Após algum tempo os interesses dos artistas mudaram e o coletivo acabou se desfazendo. Na frente acabamos nos tornando um selo e o coletivo foi um antecedente importante para isso ter ocorrido.

O fato de termos apostado em um mini-festival “camuflado” de balatti dando a opção para o público curtir o show ou dançar na pista foi algo que deu certo. O ambiente da Trackers casou perfeitamente com o conceito “XXXbórnia” e a peculiaridade de seu espaço possibilitou uma noite plural de atrações e público.”


Letrux
Letrux é uma das atrações confirmadas do festival. – Foto: Divulgação

[Hits Perdidos] Quais artistas e bandas ao longo dessa história se orgulham de ter levado para tocar e quais fizeram os melhores shows?

Gustavo Prandini: “Nos orgulhamos das pontes que fizemos com outros estados e também os internacionais que tocaram para o público da festa. Nomes como Séculos Apaixonados (RJ), The Outs (RJ), Almirante Shiva (DF), Rios Voadores (DF), Trombone de frutas (PR), Uh la la (PR), Dingo Bells (RS), Cartolas (RS), Mabombe (PE), Giovani Cidreira (BA), Mahmed (RN) entre tantos outros..

Tiveram nomes internacionais como The Blank Tapes (USA), Sonido Satanás (MEX), Alto Guiso (ARG) e Mohammed Antar, um rapper palestino.

Os shows que ficaram na memória pela intensidade da apresentação, performance e interação com o público foram os do Figueroas (AL), Jonnata Doll e os Garotos Solventes (CE), Far From Alaska (RN), Strobo (PA) e Carne Doce (GO).

[Hits Perdidos] A partir de que momento decidiram que era o momento certo da festa crescer e se tornar o que viria a ser chamado de festival XXXbórnival?

Gustavo Prandini: “A ideia de uma XXXbórnia no formato festival é antiga, mas tomou forma quando definimos nosso planejamento para 2018 e traçamos metas de produzir eventos maiores.

O momento da cena também é um fator que nos estimula bastante, acompanhamos de perto e enxergamos o crescimento deste cenário desde que começamos a Freak em 2010, portanto achamos que era o momento de darmos este passo.

[Hits Perdidos] Vocês tem anunciado os nomes aos poucos e até agora com nomes que se destacaram no ano passado como Letrux e Boogarins por lançamento de discos, alguns já mais conhecidos por aqui como Terno Rei e TETO PRETO (que se destacou em festivais), aliado a nomes da Freak como Raça e 2DE1. Como foi a montagem do line-up e o que podemos esperar dos nomes que ainda vão ser anunciados?

Gustavo Prandini: “Estamos felizes com o line up do festival pelo fato dele estar bastante representativo, nossa idéia no início era formatar um line tenso sonoramente mas não somente, escolhemos artistas contestadores e que trazem uma mensagem além da música.

Quando definimos os nomes ficamos contentes com o resultado e a representatividade de estilos e públicos. Podem esperar outros nomes nesta linha “tensa”, a ideia é dar voz a todos discursos e estilos, portanto faltam alguns ritmos nacionais importantes a serem representados, fica a dica.

Também teremos um nome internacional de peso pra quem manja. Acho que vai surpreender, duvido que passe pela cabeça de alguém que estiver lendo esta entrevista antes de anunciarmos.


BOOGARINS
Após turnês internacionais e um dos nomes mais fortes do rock psicodélico atual, Booogarins também está confirmado no line-up. – Foto: Divulgação

[Hits Perdidos] Além dos shows terá live-acts, queria que contassem mais sobre as apresentações destes artistas, do que se tratam?

Gustavo Prandini: “Se tratam dos lives de música eletrônica. Estamos fechando com nomes importantes do circuito das festas de rua e das noites paulistanas.

Nossa proposta com o line do festival é manter o espírito e formato da festa e proporcionar para o público climas e ambientes diferentes e dar a opção de escolha.

Anunciados por enquanto os cariocas do 40% Foda/Maneiríssimo que curtimos bastante e o trio Yatho, que mistura eletrônico com instrumentos orgânicos como o sitar indiano e o didgeridoo.”

[Hits Perdidos] Queria deixar esse espaço para que comentem sobre o Estúdio, outros projetos da Freak e futuros lançamentos do selo para 2018.

Gustavo Prandini: “Neste momento estamos gravando e produzindo no estúdio da Freak o disco de estréia de uma artista chamada Leto. Estamos bastante envolvidos com o trabalho e fechamos com ela o lançamento do disco pelo nosso selo.

Deve acontecer no segundo semestre. Também estamos envolvidos com a produção, gravação e lançamento de novos singles da 2DE1. Além disso estamos gravando e compondo o terceiro disco do Mel Azul.

Também temos o festival CRIA, evento anual que fazemos no mês de outubro na Casa das Caldeiras. Esta é mais a parte do estúdio e selo, mas também somos uma produtora de áudio para publicidade e cinema e temos feitos trabalhos bem legais nesta área também. Teremos outros eventos menores no decorrer do ano também, para quem tiver interesse é só curtir nossas páginas no face e insta e nos acompanhar por lá.”

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